Pezzolano e Vargas estarão disponíveis? Como a torcida será dividida? E se empatar? Veja os detalhes do clássico entre Atlético e Cruzeiro

Em dia de clássico com a torcida dividida, além de pedir paz na Ucrãnia, é necessário pedir paz nas arquibancadas. Por um clássico marcado por boas notícias: paz! Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Minas Gerais irá parar neste sábado, 02 de abril de 2022. Atlético e Cruzeiro se enfrentarão no Mineirão às 16:30 e todas as pessoas que gostam de futebol irão acompanhar esta grande final. As duas maiores equipes do estado decidirão o Campeonato Mineiro em jogo único, ou seja, até às 19 horas, um lado de Minas estará comemorando.

E a decisão em jogo único é a grande mudança desta edição. Durante os últimos anos, a decisão foi disputada em jogos de ida e volta e o melhor time da fase inicial tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais. A partir de 2022, o Mineiro tem uma data a menos e a disputa que vale título tem apenas 90 minutos.

Outro ponto importante deste confronto é que trata-se da 16ª decisão consecutiva do maior campeão. Desde 2007, o Atlético tem a presença garantida entre os dois melhores clubes do estado e quer conquistar o tricampeonato consecutivo. Já o Cruzeiro busca o primeiro título pós-rebaixamento, conquista que seria importantíssima para a equipe. Além disso, a Raposa já comemora o retorno à final três anos após disputar – e conquistar – a final do estadual de 2019, meses antes da trágica queda.

Por isso, os torcedores de Atlético e Cruzeiro merecem ficar informados sobre a final deste domingo. Alguns atleticanos estão se perguntando se Vargas terá condições de jogo e os cruzeirenses querem saber se Paulo Pezzolano estará na área técnica. Além disso, é importante entrar na final sabendo o que acontecerá em caso de empate e como será a divisão dos apaixonados torcedores.

Pezzolano e Vargas

Dois estrangeiros que viram os seus países se enfrentarem na última semana são as grandes dúvidas dos torcedores acerca da participação no clássico. Vale destacar que o Chile de Vargas perdeu para o Uruguai de Pezzolano, na última terça-feira, por 2 a 0.

O curioso é que o chileno deveria ter entrado em campo nesta partida pelas Eliminatórias, porém ficou fora por problemas físicos. A preocupação começou a pairar sobre a Cidade do Galo a partir deste momento, pois Vargas é titular absoluto do Chile e seria ainda mais importante em uma partida de vida ou morte. Vargas sequer foi relacionado e preocupou a torcida do Galo. No entanto, o jogador, assim como todos os outros selecionáveis, realizou atividades específicas na quinta-feira, não apresentou nenhum problema físico e, até a manhã desta sexta-feira, é uma ótima opção de El Turco Mohamed.

Falando em treinador, Paulo Pezzolano é a grande dúvida do cruzeirense. A presença do treinador uruguaio foi bastante repercutida, mas o Cruzeiro correu atrás e a equipe contará com o seu treinador neste sábado. Após chamar o árbitro de “ladrão” no clássico frente ao próprio Atlético, no início de março, Pezzolano foi julgado apenas nesta semana e foi suspenso por quatro jogos, segundo a Terceira Comissão Disciplinar do TJD. No entanto, a parte jurídica cruzeirense entrou com o pedido de efeito suspensivo, sendo permitido a comandar o Cruzeiro no próximo sábado.

Logo, Vargas, sem problemas físicos, e Pezzolano, com efeito suspensivo, devem estar na final do Mineiro.

Como a torcida será dividida?

O torcedor ficou empolgado com a final em jogo único devido à emoção de decidir um torneio em 90 minutos, mas também pelo retorno das arquibancadas divididas. Depois de mais de cinco anos, Minas Gerais verá o seu maior estádio dividido da forma correta entre atleticanos e cruzeirenses.

Para comportar as duas torcidas apaixonadas, foi bloqueado os setores centrais do estádio, deixando 54.572 lugares disponíveis no Mineirão para Atlético e Cruzeiro. Sendo assim, cada equipe terá 27.286 ingressos e ambos, praticamente, esgotaram as entradas, mesmo com uma venda problemática e realizada pela FMF.

Os preços da inteira variam de 100 a 200 reais, mas são vendidas meias para os grupos sociais que podem utilizar esse benefício. As torcidas dividiram os setores vermelho e roxo, enquanto o Atlético ficou com o laranja e o Cruzeiro terá torcedores no setor amarelo.

É importante destacar que o último clássico entre Atlético e Cruzeiro que contou com 50% do estádio alvinegro e 50% azul celeste foi em 2017. Na já extinta Primeira Liga, os clubes se enfrentaram e Giorgian de Arrascaeta marcou para a Raposa que venceu o Galo por 1 a 0.

Além disso, esta divisão 50 por 50 já estava estabelecida no regulamento, ou seja, a mudança desvalorizou bastante a primeira colocação, visto que o Atlético não possui privilégios na divisão dos torcedores no Mineirão.

E se empatar?

Além da divisão da torcida no estádio, a outra vantagem que foi desprezada neste ano foi em relação ao benefício do melhor clube da fase inicial durante o mata-mata. Como forma de premiar o líder dos onze jogos iniciais, o Campeonato Mineiro dava a vantagem de ser campeão do torneio com dois placares iguais na final, ou seja, dois empates ou uma vitória e uma derrota magra faziam com que o melhor clube do início fosse campeão. Só que isso não existe mais.

Com a implementação da final única, a vantagem dos primeiros colocados existe até a semifinal. Na decisão do próximo sábado, 02 de abril, o Atlético não terá privilégios frente ao Cruzeiro, mesmo tendo feito uma campanha melhor na primeira fase.

Por isso, surge uma dúvida: e se empatar? Se os times não conseguirem vencer dentre os 90 minutos, o Campeonato Mineiro de 2022 será decidido nos pênaltis, sem a necessidade de prorrogação.

Uma curiosidade é que o estadual já foi decidido em uma final única entre os clubes. Em 1990, Atlético e Cruzeiro se enfrentaram e o time azul celeste venceu por 1 a 0, se sagrando campeão do Mineiro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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