A importância de um gol no início: tranquilo, Cruzeiro vence o Athletic e se aproxima da final

Autor do primeiro gol, Eduardo Brock deu muita tranquilidade ao Cruzeiro. Foto: Staff Images.

Por Pedro Bueno

O Cruzeiro entendeu perfeitamente que entrou na fase final do Campeonato Mineiro sem a vantagem de jogar por dois resultados iguais – o time ficou em terceiro na fase inicial. A compreensão da equipe de Paulo Pezzolano foi tão clara que o clube azul celeste precisou de apenas seis minutos para abrir o placar e, a partir deste momento, ficou muito tranquilo dentro da partida.

A equipe azul de Belo Horizonte ainda ostenta o fato de ter passado toda a partida sem conceder nenhuma grande chance para o adversário. Vale o destaque: o Athletic até tentou – foram nove finalizações -, mas não teve espaço e qualidade suficiente para acertar o alvo e encerrou a partida sem chutar corretamente. Sim, Rafael Cabral, goleiro do Cruzeiro, “chegará em casa com a roupa limpa”.

Em resumo, foi um jogo controlado pela Raposa que não correu riscos contra o organizado time de São João del-Rei. Eduardo Brock abriu o placar no primeiro tempo, logo no início, em uma ótima cobrança de falta. Depois do intervalo, o Athletic até acertou o alvo e fez um gol, mas Rafhael Lucas estava impedido e Edu entendeu o recado do adversário. O centroavante viu que o rival queria reagir e marcou mais um gol com a camisa azul celeste – chegou ao sexto e igualou Hulk na artilharia do estadual.

O placar do Mineirão mostrou 2 a 0 nesta noite de terça-feira, 22 de março, porque os Eduardo’s estavam a fim de marcar gols. Brock e Edu definiram uma partida que não foi tão fácil e, até por isso, o Cruzeiro merece destaques por ter controlado o primeiro duelo da semifinal do Campeonato Mineiro. Veja abaixo como foi a partida e, no fim, a situação da briga em busca de uma vaga na final do estadual.

Um fim precoce da vantagem

O Athletic tinha a vantagem de se classificar com dois empates por ter feito melhor campanha que o Cruzeiro. No entanto, esta vantagem durou apenas seis minutos, pois o Cruzeiro rapidamente fez um gol.

Aos 6, João Paulo sofreu uma falta praticamente na meia-lua e Eduardo Brock foi para a cobrança. O zagueiro cobrou forte e o goleiro Pedrão até encostou na bola, mas o chute foi muito bom e Brock fez um belo gol de falta para abrir o placar no Mineirão. 1 a 0 no placar e o Cruzeiro “tomou as rédeas” da partida.

A equipe mineira ainda chegou algumas vezes, mas fez o goleiro do Athletic trabalhar apenas em uma oportunidade no primeiro tempo. Aos 13, depois de lançamento de Brock, Canesin viu o seu adversário caído e mesmo assim cruzou para a área. Edu bateu com a perna direita e Pedrão fez grande defesa.

Só que a melhor chance cruzeirense aconteceu aos 34, quando Eduardo Brock roubou a bola defensiva, conectou com Vitor Roque e a joia cruzou para Waguininho. O camisa 11 dominou dentro da área e teve uma ótima chance, mas errou o alvo. Ainda vale destacar uma boa chegada do Cruzeiro com Roque: o jovem de 17 anos deu uma linda caneta pela direita e arriscou, mas a bola saiu pela linha lateral.

Já o Athletic não deve ter saído do primeiro tempo satisfeito. O time até conseguiu chegar algumas vezes no ataque, mas não acertou o alvo de Rafael Cabral e deu mais espaço defensivo que deveria. A melhor chance do time de São João del-Rei aconteceu aos 11, quando Rafhael Lucas foi lançado, driblou o goleiro e acertou o travessão, porém o impedimento já havia sido marcado. O Athletic tentou aproveitar algumas vezes um dos pontos fracos da Raposa – a bola aérea -, todavia não acertou o alvo com Alasson Carioca e Walisson.

VAR apareceu e nada mais

A etapa final já começou com a bola na rede com apenas 25 segundos, mas o gol foi anulado. Logo no primeiro lance, Walison fez um lindo passe para Rafhael Lucas e o atacante recebeu nas costas da defesa. Rapidamente, Rafhael girou, bateu e fez um importante gol para o Athletic. Contudo, quando a bola balançou as redes, o bandeirinha assinalou, corretamente, o impedimento e o VAR confirmou.

Após o rival mostrar que estava vivo na partida, o Cruzeiro reagiu rapidamente e também marcou um gol. Aos 3, Canesin arriscou de longa distância e não foi um ótimo chute, tanto que Pedrão viu que era possível encaixar. Todavia, o goleiro não conseguiu fazer o momvimento correto e a bola sobrou nos pés de quem sabe. Edu estava no lugar certo para aproveitar o rebote e apenas empurrou para as redes. No momento do gol, o bandeirinha marcou o impedimento, mas o VAR revisou e indicou que Edu estava em posição legal, confirmando assim o sexto gol do centroavante no Campeonato Mineiro.

Tendo a vantagem de 2 a 0 no placar, o Cruzeiro conseguiu controlar o restante da partida. Até por isso, Paulo Pezzolano promoveu as cinco mudanças permitidas. Aos 14, Daniel Jr. e Machado entraram nas vagas de João Paulo e Waguininho. No minuto 33, Pedro Castro e Wagner Leonardo substituíram Canesin e Eduardo Brock. Por fim, aos 37, Vitor Roque saiu e Bruno José entrou.

O restante do segundo tempo foi mais desanimado e o Cruzeiro chegou algumas vezes, enquanto o Athletic atacou muito pouco e sem precisão. Aos 14, o ataque cruzeirense levantou a bola na área e Pedrão foi derrubado. No rebote, sem goleiro, Brock e Edu tentaram e Sidimar salvou em cima da linha, mas todo este lance – confuso – já estava parado pela falta no goleiro Pedrão. Uma outra boa chegada da Raposa aconteceu aos 23, em ótimo chute de Fernando Canesin de fora da área. Nos minutos finais, Pedro Castro cobrou bem uma falta e levou perigo.

A semifinal

Podendo “tirar o pé” na segunda etapa, o Cruzeiro teve uma certa tranquilidade e conseguiu produzir um ótimo resultado. A vantagem de dois gols encerra com qualquer vantagem do Athletic e aproxima o lado azul de Minas Gerais da final do estadual.

Para se classificar, a equipe de São João del-Rei precisará de uma vitória por dois gols ou mais de vantagem. Sendo assim, no próximo sábado, 26, às 16:30, o Cruzeiro pode até perder por um gol diferença que irá jogar a decisão. Obviamente, qualquer empate ou outra vitória cruzeirense coloca a equipe de Paulo Pezzolano na final.

O placar de 2 a 0 representa como foi a partida cruzeirense. Com um enorme controle desde o início, a Raposa não correu riscos e mereceu a vitória. O gol de Brock, logo no início, pôs fim na vantagem do rival e tranquilizou o time mineiro, ou seja, foi crucial para o resultado.

Já o destaque individual vai para a dupla que deu consistência a este sistema de jogo. Willian Oliveira e Fernando Canesin foram muito bem, novamente, e podem ser considerados titulares do Cruzeiro, sem nenhuma dúvida. Willian fez a saída de jogo com precisão e ainda marcou muito bem, enquanto Canesin conectou o ataque e foi efetivo, com boas finalizações. Eduardo Brock também se destacou.

Já Vitor Roque não conseguiu ir tão bem como nos jogos anteriores, mesmo fazendo lances plásticos como duas belas canetas. A irregularidade do jovem de 17 anos é algo esperado e deve ser tratado com naturalidade.

Cruzeiro e Athletic voltam a campo no próximo sábado, 26, às 16:30. Algum desses times se tornará o primeiro classificado para a final do Campeonato Mineiro!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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