“O Galo ganhou” foi o lema de um 2021 especial. Veja os números do triplete do Atlético!

O Atlético conquistou o Mineiro, a Copa do Brasil e o Brasileirão em 2021! Foto: Pedro Souza / Atlético

Fim da melhor temporada da história do Clube Atlético Mineiro, justamente quando a equipe completou 113 anos. 13 novamente? Sim. Depois de 2013, o número 13, que representa o Galo, reapareceu na idade do clube e premiou os seus apaixonados torcedores com o melhor ano da sua história.

Uma temporada que ficará marcada por “apenas” um triplete. O triplete alvinegro foi conquistado a partir de 22 de maio, com a taça do Mineiro, passando por 02 de dezembro, com a incrível virada sobre o Bahia e a garantia do Brasileirão, e ficando completo em 15 de dezembro, com um passeio sobre o Athletico-PR na final da Copa do Brasil. Três títulos no mesmo ano. A história foi escrita e os atleticanos presenciaram.

E ainda vale destacar, a fim de evidenciar quão acima da média foi a temporada alvinegra, que o Atlético perdeu apenas uma competição na temporada – a Copa Libertadores da América -, mas deixou a competição invicta e saiu apenas porque o Palmeiras fez um gol como visitante – este critério de desempate não existirá em 2022. Logo, o Galo chegou muito próximo dos quatro troféus.

O leitor sabe explicar o porquê do Atlético ir tão bem em 2021? Existem várias razões, mas o lema da torcida resume como foi a temporada alvinegra: “o Galo ganhou”. A torcida não se cansou de falar esta frase e também não se cansou de vencer. Por isso, o time mineiro alcançou tantos feitos.

É, o Galo ganhou!

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O Brasileirão

A grande conquista de 2021 foi no mais disputado, longo e concorrido torneio da América do Sul. O Campeonato Brasileiro é uma maratona insana que faz os jogadores atuarem a cada três dias em vários pontos do país. Mesmo com todo este desgaste, o Atlético conseguiu ser regular, desempenhou o melhor futebol e foi, merecidamente, o grande campeão.

  • 1º colocado com 84 pontos, segunda maior pontuação da história do Brasileirão de 20 times;
  • teve 73,4% de aproveitamento;
  • líder desde a 15ª rodada;
  • melhor defesa com apenas 34 gols sofridos;
  • líder do primeiro turno com 42 pontos;
  • líder do segundo turno com 42 pontos;
  • mais vitórias conquistadas: 26 triunfos em 38 partidas;
  • maior sequência de vitórias da história do Brasileirão de pontos corridos: nove triunfos seguidos, igualando o recorde do Internacional;
  • maior sequência de triunfos em casa na história do Campeonato Brasileiro: 16 vitórias seguidas no Mineirão;
  • melhor mandante: 52 pontos, sendo 17 vitórias, um empate e uma derrota;
  • melhor visitante: 32 pontos, sendo nove vitórias, cinco empates e cinco derrotas;
  • maior média de público: 42.300 pessoas;
  • goleador máximo da competição: Hulk com 19 gols;
  • sete representantes na Seleção do campeonato pela Bola de Prata: Everson, Alonso, Mariano, Arana, Jair, Nacho Fernández e Hulk, além de Zaracho como revelação;
  • cinco representantes na Seleção do torneio pela CBF: Alonso, Arana, Jair, Nacho Fernández e Hulk;

Além de todos os problemas físicos, o Atlético conseguiu estas várias façanhas e colocou um ponto final no mais amargo jejum dentre os grandes clubes do Brasil. Foram 50 anos entre 1971 e 2021. O Galo encerrou esta seca de forma exemplar, sobrou no Campeonato Brasileiro e ergueu a taça em 2021!

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A Copa do Brasil

Uma competição de tiro curto, mas tão importante quanto o Brasileirão. O Galo precisou de fazer somente 10 partidas, mas também fez história na Copa do Brasil e se tornou bicampeão da competição depois de atropelar o Athletico-PR na final.

Foram duas vitórias incontestáveis e o Atlético mereceu erguer a taça da Copa do Brasil. Nas fases anteriores, o time bateu como mandante e visitante o Remo, o Fluminense e o Fortaleza, sendo o Bahia a única equipe que venceu o Atlético na Copa do Brasil de 2021 – mas foi eliminado porque a vitória alvinegra foi por uma vantagem maior.

  • campeão da Copa do Brasil com nove vitórias e uma derrota;
  • conseguiu 90% de aproveitamento, alcançando assim a melhor campanha da história da Copa do Brasil; nenhum clube teve uma porcentagem tão alta quanto o Atlético;
  • maior goleada na história de uma final de Copa do Brasil: 4 a 0 contra o Athletico-PR no jogo de ida, no Mineirão;
  • único time a marcar quatro gols em uma decisão: 4 a 0 contra o Athletico-PR no jogo de ida, no Mineirão;
  • maior placar agregado em uma final na história da Copa do Brasil: 6 a 1 somando os placares da ida e volta;

Feitos históricos de um time que dominou o cenário nacional em 2021. Uma conquista merecida da Copa do Brasil. Com isso, a equipe recebeu o considerável montante de 71,15 milhões de premiação e direitos televisivos da competição de mata-mata. É certo que esse valor ajudará o Atlético a equilibrar as suas finanças para um 2022 ainda mais forte.

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A temporada

Os comandados de Cuca conquistaram o Brasileirão e a Copa do Brasil de maneiras emblemáticas: o torneio de pontos corridos com muita emoção e a competição de mata-mata com uma certa facilidade. O Galo de 2021 mostrou todo o seu talento e fez história. Além destas duas taças, a equipe venceu o Campeonato Mineiro após dois empates com o América e conquistou o triplete alvinegro. Três títulos em pouco mais de seis meses evidenciam quão fantástica foi a temporada atleticana.

Por isso, é necessário destacar como foi toda esta longa e especial temporada do Atlético. As disputas se iniciaram em 28 de fevereiro, quando o Galo ganhou do URT, no Mineirão, na despedida do Victor dos gramados, e se encerrou nesta quarta-feira, 15 de dezembro, quando a equipe ergueu a taça da Copa do Brasil.

  • o Atlético disputou incríveis 75 jogos, venceu 52 vezes e se tornou o time que mais venceu em uma temporada do futebol brasileiro; o Grêmio de 1979 era o detentor desta marca, pois havia triunfado em 51 partidas, mas “o Galo ganhou” em 52 oportunidades é o grande recordista de triunfos em uma mesma temporada; trata-se de um feito gigante;
  • em meio a estas 75 partidas, além das 52 vitórias, o Atlético empatou em 14 oportunidades e perdeu somente nove vezes;
  • com este retrospecto em 2021, o Galo alcançou o inacreditável aproveitamento de 75,5% durante toda a temporada, mesmo com todo o desgaste;
  • foram 136 gols feitos – média de 1,81 por partida – e 52 gols sofridos – média de 0,69 por jogo;
  • os artilheiros foram: Hulk (36 gols); Vargas e Zaracho (13); Nacho Fernández (10); Keno (9); Savarino (7); Diego Costa e Guilherme Arana (5); outros 20 jogadores marcaram três ou menos gols;
  • Allan foi o único jogador de linha que jogou regularmente e não marcou gols;

Uma temporada para quebrar todas as escritas. 2021 ficará na cabeça do atleticano para sempre, visto que não são comuns tantos feitos alcançados como o Atlético conseguiu. O time viciou em vencer e conquistou três dos quatro campeonatos disputados, sendo que deixou a Libertadores, de forma invicta, na semifinal. Em um olhar geral, o Galo foi o grande time da América do Sul em 2021!

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O destaque

Para finalizar a análise sobre a temporada atleticana, é impossível deixar um craque passar despercebido. Os feitos de Hulk nesta temporada são inacreditáveis e o jogador será o grande rosto da temporada magnífica protagonizada pelo Atlético.

Givanildo Vieira de Sousa chegou sob desconfiança, fez um Campeonato Mineiro ruim e “demorou” a se adaptar ao futebol brasileiro. Ele precisou de dois meses para “ligar o modo Hulk” e deslanchou, sendo, sem nenhuma dúvida, o grande jogador do Brasil em 2021.

  • mesmo com 35 anos, Hulk fez 68 dos 75 jogos do Atlético no ano, ou seja, esteve em campo em mais de 90% das partidas do Galo em 2021; é o recorde pessoal do atacante, já que o calendário do futebol brasileiro impõe esta enorme quantidade de jogos;
  • foram 36 gols marcados em 68 jogos, ou seja, Hulk teve média superior a um gol a cada dois jogos – se ele falhasse em uma partida, era quase certo que ele iria balançar as redes no jogo seguinte;
  • artilheiro do Brasil no ano com 36 gols;
  • artilheiro com 19 gols e melhor jogador do Brasileirão;
  • artilheiro com oito gols e melhor jogador da Copa do Brasil;
  • vice-artilheiro da Libertadores com sete gols;
  • apenas dois gols em 11 jogos no Campeonato Mineiro, torneio que ele usou para se adaptar ao futebol brasileiro;
  • 13 assistências na temporada;
  • 49 participações em gols em 2021, ou seja, Hulk participou de 36% dos gols atleticanos no ano;

Hulk esmagou. Mas o Atlético não foi só isso.

Everson salvou. Mariano e Guga defenderam e apoiaram bem. Arana se destacou e Dodô tomou conta da posição na ausência do companheiro. Nathan Silva e Alonso comandaram a melhor defesa do Brasileirão, enquanto Igor Rabello e Réver mostraram a sua habilidade quando foram exigidos. Allan e Jair foram cruciais. Tchê Tchê foi o 12º jogador. Zaracho foi o atleta que esteve em todos os lugares. Nacho Fernández foi cerebral. Calebe, Dylan Borrero, Hyoran e Nathan tiveram seus destaques quando acionados. Savarino, Keno e Vargas tiveram seus altos e baixos, mas evidenciaram a sua importância ofensiva com gols e movimentações que acabaram com os adversários. Diego Costa chegou e agregou bastante com todo o seu talento. Eduardo Sasha esbanjou inteligência saindo do banco de reservas.

Cuca dispensa comentários. O treinador se tornou o maior técnico da história do Clube Atlético Mineiro. Isso basta.

Parabéns ao Galo pelo 2021 especial. Comemore, torcedor, porque “o Galo ganhou”!

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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MARCELO ESPIGUÊRA

Vale ressaltar que o orçamento do Galo em 2021 não está sequer entre os 05 maiores do Brasil, assim como a folha salarial. Isso mostra que, apesar do discurso do senso comum do jornalismo nacional, o principal mérito do Atlético não foi ter investido muito, mas ter investido certo.