Um atropelo na hora H! Atlético vence o Athletico-PR por 4 a 0 e se aproxima de mais uma taça

Eduardo Vargas marcou dois gols e decretou a goleada alvinegra. FOTO: PEDRO SOUZA / ATLÉTICO

A diferença entre os nomes dos principais times da final da Copa do Brasil de 2021 é a letra H: Atlético contra Athletico. E foi justamente na hora H que o time mineiro fez uma das suas grandes atuações da temporada e se aproximou de mais uma taça em 2021. Ainda restam 90 minutos, porém o passo dado pela equipe de Hulk, Keno e Vargas – autores dos gols – em uma final de Copa do Brasil foi enorme.

Um atropelo inexplicável. Um placar histórico na final da Copa do Brasil. Uma atuação para os torcedores se recordarem por um bom tempo. Uma partida de um jogo só. É certo que sobram descrições sobre o desempenho atleticano na goleada por 4 a 0 em uma final de competição nacional. Em 32 edições, o time mineiro é o primeiro a marcar quatro gols em uma decisão e ainda passou o duelo sem sofrer gols. Mais um bicampeonato e a tão almejada tríplice coroa se aproximam da Cidade do Galo!

Nesta tarde de domingo, 12 de dezembro, o Atlético passou por cima do Athletico-PR e venceu por 4 a 0 no Mineirão. A partida foi válida pelo primeiro jogo da final da Copa do Brasil de 2021 e a volta será realizada na Arena da Baixada na próxima quarta-feira, 15 de dezembro.

Para ser campeão, o Galo pode perder até por três gols de diferença, enquanto uma vitória do Furacão por quatro gols de vantagem leva a partida para os pênaltis. O time paranaense se encontra em uma situação muito complicada e, para erguer a taça sem penalidades máximas, precisa golear por cinco gols de diferença.

O jogo e as atuações individuais

Nem o mais otimista torcedor alvinegro imaginava um atropelo como este. O Atlético jogou praticamente sozinho, não encontrou um adversário competitivo e passou por cima. É até estranho, mas o placar e a atuação evidenciam que o jogo foi realmente fácil. Obviamente, o Athletico-PR, recém-campeão da Sul-Americana, é uma equipe talentosa e merece muito respeito, porém o Furacão fez uma das suas piores partidas nos últimos anos.

Dentro de campo, o Galo encontrou muitos espaços e aproveitou as falhas do adversário com muita efetividade, ao mesmo tempo em que se defendeu com muita tranquilidade. Por isso, o confronto foi facilmente resolvido. A intensidade atleticana, desde o início da partida, também ajudou a colocar o Athletico-PR em uma situação muito incômoda. Um desempenho irretocável de um time que segue faminto e, aparentemente, mais leve depois de erguer a taça do Brasileirão. Possivelmente, já que a vantagem é muito considerável, mais uma taça será levantada na quarta!

Já as atuações individuais são ainda mais chamativas, porém é necessário iniciar com um jogador defensivo que sequer participou efetivamente dos gols. Para muitos, Allan foi um dos cinco melhores jogadores do Atlético na temporada, mas terminou o Brasileirão sem nenhuma premiação individual. Mostrando muito foco em ajudar o coletivo, o atleta fez uma partida perfeita, mostrou toda a sua qualidade e, certamente, provou que é um dos grandes nomes do futebol brasileiro. Outros destaques da partida foram Everson, com belas defesas, Hulk, Keno e Vargas (2x), por causa dos importantes gols, e Zaracho pela intensa participação em quase todas as tramas. É, o Galão ganhou mais uma vez.

Atlético x Athletico-PR

O torcedor atleticano já sabia que a equipe teria um desfalque: Nathan Silva. O zagueiro já jogou a Copa do Brasil pelo Atlético-GO e Réver era o provável substituto, porém, na escalação oficial, Igor Rabello foi confirmado como titular e Réver, com problemas físicos, sequer ficou no banco. Já o restante da escalação do Atlético de Cuca foi a esperada: Everson; Mariano, Igor Rabello, Alonso e Arana; Allan, Jair e Zaracho; Hulk, Diego Costa e Keno.

O primeiro tempo

O domínio alvinegro

O Atlético dominou a primeira etapa desde o início. Aos 8, Jair fez ótimo lançamento para Diego Costa, atacante que dominou no peito, bateu de primeira e jogou a bola para fora. No lance seguinte, Santos foi fazer a saída de jogo, errou o balão e acertou Diego Costa. O atacante ficou com a bola dentro da área, viu o goleiro do Furacão o abafar para tentar corrigir o erro e tocou para Hulk. O camisa 7 do Galo cabeceou, a bola passou por Santos e Thiago Heleno tirou em cima da linha, salvando o seu companheiro.

Já aos 13, Diego Costa pediu substituição e saiu bem chateado – provavelmente com a falta de condições físicas. Vargas entrou no seu lugar e o Atlético seguiu em cima. Dois minutos depois da mudança, Guilherme Arana tabelou com Keno, foi no fundo e cruzou próximo do gol, mas a bola passou muito alto e ninguém conseguiu cabecear.

Pressionando bastante e com saídas inteligentes, o Galo conseguiu abrir o placar no minuto 20. Zaracho fez ótimo lançamento para Hulk e o artilheiro dominou, esperou e tocou de calcanhar para o próprio Zaracho. O argentino foi ao fundo pela direita, cruzou e a bola resvalou no cotovelo de Léo Cittadini. Imediatamente, Bruno Arleu de Araújo assinalou pênalti para o Atlético. Já aos 23, Hulk cobrou com perfeição: bola rasteira, no canto esquerdo de Santos, goleiro que até pulou para o lado correto, mas não alcançou, e Hulk fez o primeiro gol atleticano.

Com 1 a 0 no placar do Mineirão, o Atlético poderia até se tranquilizar, todavia a equipe seguiu atacando e ampliou aos 34. Em trama que começou com um desarme de Allan, o Atlético construiu uma bela jogada, Zaracho recebeu de Vargas no meio e rolou para Keno. O ponta alvinegro driblou dois marcadores e, mesmo do “meio da rua”, arriscou com muita precisão. O chute de Keno foi perfeito, encontrou o canto direito do goleiro Santos e balançou as redes do Furacão. Mais um gol decisivo de Keno e segundo gol do Galo!

As raras tentativas do Furacão

Com a desvantagem de dois gols, o Athletico-PR tentou atacar e levou perigo em dois lances de bola parada. Aos 31, David Terans arriscou de fora e errou o alvo. Oito minutos depois, Nikão cruzou na área e Abner cabeceou para fora.

As melhores chances do Furacão aconteceram no fim da primeira etapa. No minuto 44, Terans, ex-atleticano, cobrou falta com precisão, a bola desviou na cabeça de Vargas e Everson voou no ângulo esquerdo para fazer uma grande defesa. No último lance do primeiro tempo, aos 49, Nikão cobrou escanteio pela direita, Erick cabeceou sozinho e Everson fez a defesa.

O segundo tempo

O brilho chileno

O time mineiro voltou para o segundo tempo com dois gols de vantagem e, aparentemente, com uma postura mais defensiva. No entanto, era apenas uma forma de atrair o Furacão e contra-atacar para ampliar o placar.

Aos 9, Vargas sofreu falta em ótimo contra-ataque e Hulk cobrou a infração na barreira. No escanteio curto cobrado por Arana, Keno cruzou, Igor Rabello desviou e Vargas fez um lindo cruzamento de letra para Jair cabecear, porém o chileno estava impedido. Na saída de jogo do time rubro-negro, Santos rolou para Thiago Heleno e o zagueiro não estava tão pressionado, mas errou uma inversão simples: a bola bateu em Hulk e o atacante dominou, girou e bateu cruzado. O goleiro Santos não conseguiu segurar e soltou no pé direito de Vargas, que apenas empurrou para marcar o terceiro gol atleticano.

A vantagem já era enorme, entretanto o time mineiro seguiu em cima. Aos 23, Jair puxou um contra-ataque, fez um belo passe para Hulk e o artilheiro acelerou pela direita. O camisa 7 tabelou com Nacho Fernández, meio-campo que havia acabado de substituir Keno, e cruzou para a área. A bola passou por Zaracho e sobrou, novamente, para Vargas concluir: chute seco do chileno para a bola ir no canto direito da meta do Furacão. Mais um gol do camisa 10 e 4 a 0 no placar.

Apatia seguiu pós-goleada

A goleada havia sido decretada e o Athletico-PR estava muito apático. A equipe de Alberto Valentim tentou chegar aos 25 com Nikão, contudo o chute de longe foi para fora. Dois minutos depois, Thiago Heleno cabeceou, após cobrança de escanteio, e Everson tirou a bola da área depois de bater roupa.

Já o Galo chegou com perigo no fim do jogo e quase marcou o quinto gol. No minuto 44, Nacho Fernández ajeitou para Tchê Tchê arriscar, mas Santos fez a defesa. Aos 46, Hulk arrancou pelo meio, trombou com os adversários e, mesmo desequilibrado, chegou frente a frente com Santos. O artilheiro alvinegro tentou uma cavadinha com a perna direita e errou o alvo, perdendo a chance de decretar uma goleada ainda mais incrível. De todo jeito, o Galo ganhou e goleou.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Marcusé Mesquiari

Tá louco! Que time é esse do Galo! Amassou! Hulk smash!!

romulo

Pra desespero das smurfetes, esse ano vai vir mais um bi e uma tríplice coroa. Mas assim como TODOS os times grandes q conseguiram tal feito, o Galo não vai colocar nenhuma coroazinha no escudo. Isso, além de ser uma tremenda boiolice, só apequena quem coloca.
Ainda mais o Galo q ano q vem já entra pra tentar ganhar 4 títulos ou mais, pois vai se reforçar mais ainda…