A massa vai festejar! Atlético vence Fluminense por 2 a 1 e o bi do Brasileirão é iminente

Novamente, Hulk decidiu o jogo! Foto: Pedro Souza / Atlético

Alguns já soltaram o grito. Outros, aguardando a matemática, ainda estão esperando o momento certo para gritar. Mas é iminente. O Clube Atlético Mineiro tende a ser bicampeão do Brasileirão na próxima semana. Faltam detalhes para o torcedor tirar esta angústia do peito e entender que o jejum de quase 50 anos está indo embora. O Galo está próximo e a massa atleticana, como cantou no fim do jogo, vai festejar!

Dentro de campo, o Atlético alcançou a 15ª vitória consecutiva como mandante e a torcida deu mais um show no Mineirão – quase 60 mil pessoas estavam presentes -, porém o duelo foi bem complicado. O time mineiro saiu perdendo, empatou em um pênalti discutível e virou em uma cobrança de falta de Hulk. Ele esmagou o Fluminense e garantiu mais um triunfo atleticano. Falta muito pouco para o Atlético levantar a taça do Brasileirão de 2021!

Nesta tarde de domingo, 28 de novembro, o Atlético venceu o Fluminense por 2 a 1 no Mineirão, em partida válida pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2021.

Com o resultado, o Atlético chegou à 24ª vitória e alcançou a incrível marca de 78 pontos. Vale destacar que o Flamengo tem 67 pontos e ainda fará quatro jogos, ou seja, caso vença todas as partidas restantes, chega aos 79 pontos. Logo, se o time carioca tropeçar alguma vez neste fim de Brasileirão, o Galo se tornará campeão. Por isso, os atleticanos estarão focados na partida entre Flamengo e Ceará na próxima terça-feira, 30 de novembro, quando os atleticanos poderão soltar o grito se o Fla não vencer. Caso o time carioca vença, o Galo precisa de dois empates ou uma vitória nas últimas três rodadas.

O jogo e as atuações individuais

Falta muito pouco! O título atleticano está por detalhes e a ansiedade alvinegra terá que aguardar alguns dias. Depois de vencer o Fluminense neste domingo, os próximos “compromissos” do time mineiro são secar o Flamengo na terça-feira e, caso os cariocas vençam, tentar a vitória contra o Bahia na quinta-feira. São contas necessárias para garantir o bicampeonato, mas o atleticano quer mesmo é festejar. E tem razão.

Dentro de campo, o Atlético representou muito bem os seus torcedores. Os sentimentos de ansiedade, vontade e raça foram predominantes nos 90 minutos e, por causa disso e devido à boa partida do Fluminense, o confronto foi mais complicado do que muitos atleticanos imaginavam. Em um vacilo defensivo, Manoel abriu o placar ainda no primeiro tempo, porém o Galo conseguiu virar em duas bolas paradas, evidenciando que a ansiedade era tamanha que o time não conseguia criar com frequência pelo meio.

E a virada atleticana aconteceu por causa de um jogador: Hulk. O atacante é o grande nome do futebol brasileiro em 2021 e decidiu mais um jogo para o Atlético. Givanildo chegou ao 17º gol no Brasileirão, disparou na artilharia e está próximo de se consolidar como ídolo atleticano. E ele já está se portando como um atleticano. Na comemoração do seu segundo gol, Hulk homenageou Reinaldo, maior artilheiro da história alvinegra, com o punho cerrado e erguido, assim como o “Rei”, que estava em um camarote do Mineirão, fazia. O Rei não venceu o Brasileirão por algumas razões já conhecidas. Mas o super-herói está próximo!

Atlético x Fluminense

O técnico Cuca tinha algumas dúvidas antes do jogo começar, porém teve boas notícias e escalou força máxima. Diego Costa, Keno e Mariano eram dúvidas e começaram jogando, enquanto Nacho Fernández e Savarino figuraram no banco de reservas. Logo, o único desfalque atleticano foi o zagueiro Réver. Com isso, o Atlético entrou em campo com Everson; Mariano, Nathan Silva, Alonso e Arana; Allan, Jair e Zaracho; Hulk, Diego Costa e Keno.

O primeiro tempo

O início animado e o gol do Flu

A partida começou bem animada, já que logo aos 55 segundos de jogo, André recebeu no meio, de frente para o gol, e arriscou, mas Everson encaixou. Aos 10, Jair fez boa jogada pela direita e encontrou Diego Costa entrando na área. O camisa 19 dominou, bateu e errou o alvo. O lance foi invalidado pela arbitragem, porém, aparentemente, Diego Costa estava em posição legal, ou seja, se marcasse o gol, o VAR revisaria a jogada.

Na sequência, em meio a um bom início, o Fluminense abriu o placar. Aos 13, Marlon cobrou uma falta do meio da rua e a defesa atleticana não estava atenta. Com isso, Manoel entrou livre, em posição legal, e cabeceou para o fundo das redes, abrindo o placar no Mineirão: 1 a 0 para o Flu.

Os dois times até chegaram com perigo aos 17 e 18, porém o primeiro tempo perdeu um pouco de energia. No primeiro lance, no minuto 17, Fred recebeu passe de Wellington e finalizou de fora da área, obrigando Everson a fazer uma boa defesa. No lance seguinte, Hulk recebeu na esquerda e chutou forte, porém Marcos Felipe também foi bem e fez a defesa.

O Atlético acelerou e empatou

Depois do jogo esfriar, o Galo ressurgiu com boas chances nos dez minutos finais. Após bola levantada na área, Diego Costa subiu e cabeceou no braço de Marlon. O árbitro não marcou, porém o VAR chamou, o juiz revisou e assinalou a penalidade máxima para o Atlético. Por uma câmera lateral da transmissão, o toque no braço de Marlon fica claro, mas o jogador estava muito próximo de Diego Costa e de costas, ou seja, a decisão do juiz e do VAR contrariou as recomendações da arbitragem e criou esta discussão acerca da marcação do pênalti.

No entanto, o pênalti foi marcado e Hulk, que não tinha nada a ver com isso, pegou a bola para fazer a cobrança. O artilheiro do Brasileirão bateu com precisão, no canto direito do goleiro do time carioca, e Marcos Felipe até foi bem na bola, mas a cobrança de Hulk foi perfeita e empatou a partida para o Atlético: 1 a 1 no Mineirão.

O Galo seguiu em cima após empatar e quase virou ainda no primeiro tempo. Aos 40, Mariano cruzou e Keno cabeceou muito bem, mas a bola foi para a linha de fundo. Quatro minutos depois, David Braz recuou errado para o goleiro, Zaracho pressionou e Marcos Felipe tirou o perigo da área de qualquer forma. A bola ficou com Jair, volante que tabelou com Diego Costa e recebeu já dentro da área. O camisa 8 do Galo bateu e acabou isolando. Já nos acréscimos, em cobrança de escanteio de Keno, Nathan Silva cabeceou para fora, finalizando um primeiro tempo bem animado.

O segundo tempo

A etapa final começou com pressão atleticana e, rapidamente, o time mineiro conseguiu o gol da virada. Aos 5, em escanteio cobrado por Arana, Junior Alonso cabeceou e Marcos Felipe fez boa defesa. Porém, nove minutos depois, Hulk apareceu e decidiu a partida.

No minuto 14, Hulk sofreu falta na intermediária. O próprio camisa 7 pegou a bola, cobrou forte e balançou as redes de Marcos Felipe. A bola desviou na cabeça de Wellington, volante que estava na barreira, e acabou impedindo que o goleiro do Flu fizesse a defesa. Foi mais um gol de falta de Hulk, o segundo no Brasileirão, e foi o tento da virada atleticana: Hulk fez o Mineirão explodir e o placar indicou 2 a 1 a partir deste momento.

O restante do segundo tempo foi bem cadenciado e sem graça. Cada equipe finalizou apenas três vezes na etapa final e, enquanto o Atlético estava satisfeito com o resultado, o Fluminense não encontrava espaços para finalizar. Aos 17, Yago Felipe bateu de fora e obrigou Everson a fazer uma grande intervenção, na única boa chegada do time carioca no segundo tempo. O Galo ainda apareceu em um cabeceio errado de Vargas aos 33, quando Nacho cruzou e o chileno testou para fora.

Os 45 minutos finais ficaram marcados pela virada, obviamente, e pelas mudanças de Cuca. Aos 22, Allan e Diego Costa saíram para as entradas de Tchê Tchê e Vargas. Oito minutos depois, Nacho Fernández substituiu o já desgastado Keno. Por fim, no minuto 42, Sasha substituiu o artilheiro Hulk. É importante ressaltar que Allan, Diego Costa e Jair receberam o terceiro cartão amarelo e não jogam contra o Bahia, na próxima quinta-feira, às 16 horas, na Fonte Nova.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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