Haja coração! Em jogo maluco, Atlético empata com Palmeiras por 2 a 2 e mantém a ótima vantagem

Foto: Pedro Souza / Atlético

O torcedor atleticano deve estar roendo as unhas até neste momento, mesmo bem depois do jogo terminar. A insanidade da partida desta noite frente ao Palmeiras provocou um grande pico de adrenalina em uma torcida que queria vencer, mas viu o empate com bons olhos por causa do contexto da partida e, principalmente, devido ao empate flamenguista no Rio Grande do Sul.

Em São Paulo, o Atlético saiu atrás e empatou ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Alonso cometeu um pênalti e Éverson salvou, mas o mesmo goleiro falhou na jogada seguinte e o Palmeiras liderou o placar novamente. Depois disso, o Galo não perdeu a cabeça, empatou com o Hulk e administrou o empate nos minutos finais. Poderia ser melhor? Sim. No entanto, o atleticano sabe que está mais próximo da taça de campeão do Brasileirão.

Nesta terça-feira, 23 de novembro, o Atlético empatou com o Palmeiras por 2 a 2 no Allianz Parque. Os gols foram marcados por Wesley, Zaracho, Deyverson e Hulk, o artilheiro isolado do Brasileirão. A partida desta noite foi válida pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2021.

A situação da tabela

Em resumo, o jogo foi maluco por todos os lances que testaram a parte cardíaca dos torcedores, porém o resultado, no fim das contas, foi positivo para o Galo, visto que o Flamengo também empatou por 2 a 2 – o Grêmio buscou o heroico empate, com um jogador a menos, no RS. Logo, os dois candidatos ao título empataram, a diferença segue a mesma e foi reduzida uma partida a ser disputada, ou seja, foi bom para os mineiros.

O Atlético segue com a mesma ótima vantagem de oito pontos em relação ao Flamengo, restando apenas quatro jogos, ou seja, somente 12 pontos estão em disputa. O líder chegou aos 75 pontos, pontuação que é traçada como meta para equipes serem campeãs do Brasileirão, enquanto o vice-líder alcançou o 67º tento.

Por causa destes tropeços, o Galo não conseguirá ser campeão no próximo domingo e a taça pode ser definida na terça-feira, 30 de novembro, mas sem o Atlético em campo. Com a vantagem de oito pontos, o time mineiro pode abrir 11 tentos para o Flamengo no fim de semana caso vença o Fluminense e o Fla entrará em campo pelo Brasileirão apenas na terça, contra o Ceará, no RJ. Sendo assim, a vitória atleticana somada a qualquer tropeço flamenguista frente ao Ceará já decreta o título atleticano.

A conta para o atleticano é simples. Com uma vitória, o Galo chega aos 78 pontos e obriga o Flamengo a ter 100% de aproveitamento nas últimas quatro rodadas do Brasileirão, ou seja, um triunfo alvinegro faz com que a equipe carioca seja impedida de tropeçar até o fim do Brasileirão. Por causa destas contas, o título do Brasileirão está bem próximo da Cidade do Galo e os matemáticos da UFMG afirmam: o Atlético tem 99,01% de chances de ser campeão.

O jogo maluco

O primeiro tempo

A primeira etapa começou mais devagar – Hulk e Patrick de Paula até tentaram finalizar do meio do campo, mas nem assustaram Jaílson e Éverson – e o Palmeiras conseguiu encontrar melhores tramas e a trama alviverde passava pelos pés de Wesley. Aos 2, o atacante aproveitou o espaço nas costas de Guga e finalizou, mas Everson fez a defesa. No entanto, no minuto 27, Gabriel Veron fez ótimo passe, Wesley deixou Guga no chão e, desta vez, balançou as redes atleticanas.

Para a alegria dos atleticanos, o Galo empatou rapidamente com Matías Zaracho. Aos 35, Arana recebeu na esquerda e tocou para Jair. O volante atleticano entrou na área e devolveu para o lateral do Galo bater forte com a perna esquerda. Jaílson não conseguiu encaixar e rebateu no pé direito de Zaracho: o argentino concluiu no canto esquerdo do goleiro palmeirense e empatou a partida ainda no primeiro tempo.

O segundo tempo

O jogo foi para o intervalo, Diego Costa até deixou o campo para entrada de Keno e o segundo tempo começou sem tantas emoções nos cinco primeiros minutos. No entanto, um dos lances mais inacreditáveis do Brasileirão aconteceu no Allianz Parque aos 7.

Após chute de Danilo Barbosa, toque na mão de Júnior Alonso e revisão do VAR, o árbitro assinalou pênalti e Patrick de Paula foi para a cobrança. O jovem atleta bateu no canto esquerdo do goleiro e Everson voou para fazer uma grande defesa. No entanto, para aumentar a insanidade da partida, no escanteio seguinte, Patrick levantou a bola na área, Everson saiu “caçando borboletas” e Deyverson cabeceou para o fundo das redes.

A montanha-russa que Éverson vivenciou não abalou o Atlético, equipe que, novamente, reagiu com rapidez. Aos 15, Hulk tocou para Vargas e o chileno cruzou, mas a zaga afastou. No rebote, Nathan Silva ajeitou e Hulk finalizou com muita precisão de fora da área. Um chute forte do artilheiro para empatar a partida e decretar o resultado: 2 a 2.

Cada equipe até teve uma grande chance depois do empate, contudo não conseguiram desempatar o jogo. No minuto 22, Nacho cruzou e Hulk cabeceou na trave direita de Jaílson. Já aos 34, Breno Lopes fez boa jogada pela direita, cruzou e Victor Luís concluiu livre, com o goleiro Everson já caído, porém isolou e perdeu uma chance inacreditável.

A partida em si

Um jogo movimentado que evidencia quão equilibrado é o elenco palmeirense. O técnico Abel Ferreira possui boas peças de nível parecido aos titulares no banco de reservas, tanto que a equipe mista conseguiu enfrentar o Atlético de igual para igual e arrancou um empate. Já o time mineiro deixou claro que está sofrendo com dois problemas: ansiedade e cansaço.

Durante as últimas partidas está sendo possível observar que os atletas estão tensos, visto que o título está próximo, mas ainda não foi conquistado. É certo que apenas um desastre tira a taça das mãos atleticanas e os jogadores querem sentir o alívio rapidamente, mas a pressa é inimiga da perfeição e companheira da tensão.

Aliada à ansiedade, o Atlético demonstrou muito cansaço principalmente nos minutos finais do segundo tempo. Após empatar, o time mineiro atacou em algumas ocasiões, porém entendeu que o empate seria um bom resultado e, claramente, administrou o 2 a 2. A exposição poderia acarretar em uma derrota que diminuiria a vantagem atleticana e os jogadores, aparentemente, entenderam que tirar o pé era a melhor situação, levando em conta o evidente desgaste dos titulares atleticanos.

Em meio a uma partida maluca, Hulk deve ser destacado por ser decisivo novamente e Allan deve receber vários elogios, visto que foi o grande nome atleticano na partida. O volante esteve em todos os lugares, não deixou de lutar durante os 90 minutos e batalhou bastante.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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