Futebol Nacional

“Um jogo de compadres”: Cruzeiro e Sampaio Corrêa empatam por 1 a 1 no Maranhão

O ponto mais curioso deste “jogo de compadres” é que os tempos foram opostos. A etapa inicial foi completamente aberta, onde os dois times poderiam ter marcado mais gols. No entanto, os clubes pararam nos próprios erros e no goleiro adversário. Com isso, o jogo de 13 finalizações no primeiro tempo foi para o intervalo e a partida recomeçou completamente diferente.

O segundo tempo foi sonolento, sem objetividade e apenas protocolar. Com os dois times sabendo que o empate os favoreciam na classificação da Série B, ninguém quis atacar e a última finalização da partida aconteceu aos 2 do segundo tempo, ou seja, foram 43 minutos de tempo normal sem um chute sequer. E é importante destacar que o confronto estava empatado, ou seja, ninguém demonstrou interesse em fazer o gol da vitória. Esta partida é a perfeita definição de “jogo de compadres”.

Nesta noite de quinta-feira, 18 de novembro, o Cruzeiro empatou com o Sampaio Corrêa por 1 a 1 no Castelão, em São Luís do Maranhão. A partida foi válida pela 37ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro e o placar deste jogo repetiu o resultado do primeiro turno.

Com o resultado, a Raposa alcançou o 47º ponto na tabela e segue na 11ª posição. O mesmo vale para o Sampaio Corrêa, equipe que também tem 47 tentos, mas está em 10º porque venceu mais do que o rival mineiro. O agravante é que o Cruzeiro, por causa do baixo número de vitórias, ainda pode ser rebaixado. No entanto, apenas uma longa combinação de resultados pode resultar em um rebaixamento do clube na próxima semana.

O jogo e as atuações individuais

É leviano afirmar que houve algum acordo entre os clubes durante o intervalo, mas a mudança brusca de comportamento de ambas as equipes no segundo tempo chamou a atenção. A etapa inicial contou com um ímpeto interessante de dois times que erraram bastante, mas estavam tentando. Em contrapartida, os 45 minutos finais ficaram marcados pela ausência de futebol: muitos toques laterais, apenas um chute e nenhuma boa jogada.

A melhor estatística que evidencia que os dois times estavam satisfeitos com o placar e sequer marcaram na segunda etapa é que Cruzeiro e Sampaio Corrêa, mesmo com vários problemas, terminaram a partida com mais de 90% de passes certos, um índice que as melhores equipes do mundo buscam. Este número deixa claro que os clubes deram espaço para os rivais trocarem passes de lado, não apertaram a marcação e estavam satisfeitos.

O empate ainda não salvou o Cruzeiro, mas é bem improvável que o time seja rebaixado com 47 pontos. No entanto, a torcida reclamou, via redes sociais, com razão, acerca do futebol inexistente do clube. Além de perder muitos gols, principalmente com Thiago e Claudinho, a Raposa poderia ter criado mais oportunidades. Vale destacar que alguns testes feitos por Luxemburgo não surtiram efeito: Jean Victor foi muito mal na lateral e Felipe Augusto não acrescentou no ataque, ou seja, Luxa segue com problemas e deve pensar em 2022.

Sampaio Corrêa x Cruzeiro

Com vários desfalques, Vanderlei Luxemburgo foi obrigado a promover mudanças em algumas posições. Por causa das seis baixas ofensivas, Felipe Augusto, atleta que estava atuando na ala-esquerda, retornou à ponta e Jean Victor assumiu a vaga na lateral. Claudinho e Léo Santos ganharam chances para iniciar jogando, enquanto Adriano retomou a titularidade após cumprir suspensão. Por isso, o Cruzeiro entrou em campo com Fábio; Rômulo, Léo Santos, Eduardo Brock e Jean Victor; Adriano, Lucas Ventura e Giovanni Piccolomo; Claudinho, Thiago e Felipe Augusto.

O primeiro tempo

A etapa inicial foi equilibrada, animada e com duas defesas bem instáveis, visto que Cruzeiro e Sampaio Corrêa deram muito espaço para o ataque adversário.

As tentativas e o gol do Sampaio

O Sampaio Corrêa começou em cima e rapidamente marcou. Aos 7, Roney gingou várias vezes, de um lado para o outro, para cima de Rômulo, até que o camisa 18 decidiu rolar para Maurício. O lateral-direito estava na entrada da área e arriscou um belo chute, de primeira, com a canhota: um arremate que acertou o ângulo cruzeirense. Fábio até tentou fazer a defesa, porém o chute de Maurício balançou as redes e inaugurou o placar: 1 a 0 para a Bolívia Querida.

O time maranhense seguiu em cima e quase ampliou. No minuto 11, em contra-ataque puxado por Pimentinha, Léo Arthur recebeu na esquerda e estava livre, porém chutou e Fábio fez uma grande defesa com o pé, mostrando muita explosão, a sua grande característica como goleiro. No rebote, Jackson tentou uma bicicleta e falhou. Dois minutos depois, Pimentinha fez boa jogada individual e arriscou de fora, mas a bola pegou na defesa. Aos 18, a zaga cruzeirense vacilou, entregou a bola para Léo Arthur e o camisa 10 tentou um passe, porém a bola pegou em Brock e quase encobriu Fábio.

Em meio ao bom fim de primeiro tempo cruzeirense, o qual foi citado abaixo, o Sampaio Corrêa chegou com muito perigo com Pimentinha. Aos 30, o camisa 11 tocou para Roney arriscar de fora da área, porém o atacante não acertou o alvo. No minuto seguinte, o mesmo Pimentinha acelerou pela direita, gingou para cima da defesa e bateu de direita, obrigando Fábio a fazer uma grande defesa.

As tentativas e o gol do Cruzeiro

Depois de começar a partida com um desempenho bem ruim, novamente, o Cruzeiro melhorou em campo e se mostrou mais forte para buscar o gol de empate. Aos 19, Adriano protagonizou boa trama pelo meio e tocou para Claudinho bater, de cavadinha, na saída de Luís Daniel, todavia o camisa 49 errou a direção do gol.

Cinco minutos depois, Thiago recebeu ótimo passe de Giovanni e arriscou de canhota: o goleiro do Sampaio Corrêa espalmou para a linha de fundo. No minuto 27, Giovanni tocou para Felipe Augusto rolar para Thiago, atacante que estava dentro da área, mas perdeu a chance ao ser abafado por Luís Daniel.

Mesmo com vários erros, a Raposa conseguiu empatar o jogo e o gol aconteceu em um lance bizarro. Aos 40, Rômulo cobrou uma falta lateral com perfeição e o goleiro do Sampaio Corrêa saiu muito errado: Luís Daniel saiu até o meio do caminho, desistiu de ir na bola e, quando foi recuar, escorregou. Com isso, o gol ficou aberto para Léo Santos cabecear. O zagueiro cruzeirense estava na segunda trave e sequer precisou de força: apenas testou para o fundo das redes e empatou a partida para a Raposa. Gol de Léo Santos e 1 a 1 no placar.

O segundo tempo

Já a etapa final foi em uma direção totalmente contrária ao primeiro tempo. Enquanto os 45 minutos iniciais foram abertos e com várias chances para os dois lados, os 45 minutos finais não contaram com nenhuma trama ofensiva e os times trocaram passes no meio do campo.

A única finalização aconteceu logo no minuto 2, quando Claudinho levou a bola da direita para o meio e bateu com a perna esquerda. A bola subiu muito e foi distante do gol de Luis Daniel.

O restante do segundo tempo não teve nenhuma boa jogada e apenas as modificações cruzeirenses merecem destaque. Aos 9, Norberto entrou na vaga de Rômulo. No minuto 24, o jovem Vitor Roque substituiu Claudinho. Já aos 36, Flávio e Marco Antônio substituíram Giovanni e Thiago, substituições que evidenciaram a tentativa cruzeirense de manter o empate. E deu certo. O segundo tempo sem graça também não contou com gols e o placar marcou 1 a 1 no confronto entre Sampaio Corrêa e Cruzeiro.

Redação Bola pra Frente

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