Vitória do líder e show da massa: com público recorde, gringos marcam e Atlético vence o Grêmio pro 2 a 1

Foto: Pedro Souza / Atlético

56.624 pessoas no Mineirão. Mais de 56 mil atleticanos gritaram desde o primeiro minuto até o apito final, o qual decretou mais uma vitória. Este público é marcante por causa do triunfo do Atlético, porém o destaque fica para o show feito pela massa alvinegra nas arquibancadas e pelos recordes batidos nesta noite. Os milhares de atleticanos presentes marcaram o recorde do futebol brasileiro depois do início da pandemia e também o recorde do Galo após a reforma do Mineirão, ultrapassando os 56.557 que estiveram na final da Libertadores. Uma torcida que apoiou um time que lutou.

A massa jogou junto de jogadores que não estavam tão inspirados, mas batalharam até o último lance, já que sabiam a importância da vitória. Com isso, o líder triunfou e abriu vantagem na primeira posição graças aos gols dos gringos: Zaracho e Vargas marcaram. Um jogo marcante que faz parte de uma campanha que já é histórica.

Nesta quarta-feira, 02 de novembro, o Atlético venceu o Grêmio por 2 a 1 no Mineirão. O jogo foi válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, pois a partida havia sido adiada devido à data FIFA.

Com o resultado, o Galo alcançou os mesmos 29 jogos do vice-líder Palmeiras e abriu 10 pontos de vantagem, ou seja, a margem é bem considerável restando apenas nove rodadas. Já para o Flamengo, terceiro colocado que possui o segundo melhor aproveitamento, o Atlético abriu 12 pontos de vantagem. Porém, vale destacar que a equipe alvinegra tem dois jogos a mais e o Fla irá repor mais uma partida nesta sexta-feira. Mesmo assim, trata-se de uma grande vantagem na ponta do Brasileirão de 2021.

O jogo e as atuações individuais

O melhor mandante do Brasileirão não aparentava estar sentindo falta do seu torcedor, pois venceu quase todos os jogos no Mineirão. No entanto, a presença de mais de 56 mil apaixonados mostrou que a massa atleticana sempre será o 12º jogador atleticano. Não faltaram gritos de apoio da torcida que torce contra o vento e o Atlético buscou a vitória, mesmo não fazendo uma boa partida. Em resumo, o time alvinegro foi empurrado pelos seus torcedores e conseguiu vencer pela 11ª vez seguida como mandante no Campeonato Brasileiro. O Galo é sempre forte, mas é ainda mais vingador no Mineirão.

Dentro de campo, o Atlético passou longe de uma grande exibição. O time não fez uma boa partida coletiva e faltou um encaixe no meio-campo durante boa parte do jogo. Além disso, alguns dos principais jogadores estavam abaixo e deixaram a desejar. Mesmo assim, o time se recuperou, Cuca fez boas e ousadas modificações – certamente, não foi fácil sacar Hulk – e o Galo mereceu a vitória, mesmo enfrentando um adversário aguerrido. O Grêmio fez uma grande partida, mas se desesperou no momento da conclusão e não conseguiu atacar depois do segundo gol alvinegro. Mérito dos atleticanos que venceram novamente.

A atuação coletiva deixou a desejar, mesmo com a vitória, porque algumas peças fundamentais para o encaixe não funcionaram. Guilherme Arana fez uma das suas piores partidas pelo Atlético, visto que falhou de forma grotesca no gol gremista e não conseguiu mostrar seu talento no ataque. Já Hulk errou vários domínios e o camisa 7, certamente, reconhece que pode entregar mais futebol. Por fim das análises negativas, o segundo volante é crucial na saída atleticana, contudo Tchê Tchê não estava bem no jogo.

Como ponto positivo da atuação atleticana, Réver merece um destaque defensivo pela sua solidez, enquanto os artilheiros gringos Zaracho e Vargas foram cruciais. Vargas chamou ainda mais a atenção porque havia acabado de entrar e cobrou o pênalti com muita confiança. Para finalizar, Diego Costa atuou em quase o jogo inteiro e mostrou todo o seu talento, principalmente na assistência do primeiro tento.

Atlético x Grêmio

Logo na escalação, Cuca confirmou o substituto do lesionado Keno e a torcida comemorou a escalação das suas duas estrelas do ataque: Diego Costa foi o escolhido para jogar ao lado de Hulk. Já na defesa, Guga foi mantido na ala e Réver ganhou a vaga do suspenso Nathan Silva. Ainda nas novidades da formação inicial atleticana, Jair ficou no banco e Tchê Tchê iniciou como titular. Por isso, o Galo entrou em campo com Everson; Guga, Réver, Alonso e Arana; Allan, Tchê Tchê, Zaracho e Nacho Fernández; Hulk e Diego Costa.

O primeiro tempo

12 minutos iniciais malucos

O jogo começou muito animado e o Galo chegou duas vezes. Só com 20 segundos, Hulk ajeitou de calcanhar para Guilherme Arana e o lateral cruzou para a área. Zaracho entrou na primeira trave, cabeceou e a bola passou próxima do travessão gremista. Aos 4, Arana recebeu na entrada da área, chutou de direita e Gabriel Chapecó, goleiro do Tricolor Gaúcho, encaixou.

No entanto, os dez primeiros minutos foram dominados pelos visitantes e o Grêmio esteve muito perto de abrir o placar. Aos 2, Borja recebeu um belo lançamento, entrou na área com liberdade e bateu forte, sem chances para Everson. A bola explodiu na trave esquerda do goleiro e o rebote ficou com Villasanti. O meia paraguaio abriu para Douglas Costa e o badalado ponta deu uma assistência para Borja marcar na direita, porém o atacante estava impedido. O camisa 9 estava à frente da marcação e o gol foi corretamente anulado pelo bandeirinha, além do impedimento ser confirmado pelo VAR.

Mesmo assim, Miguel Borja não desanimou. Aos 9, Villasanti fez outro ótimo lançamento para o atacante: ele dominou, estava livre dentro da área e finalizou cruzado, no entanto a tentativa do camisa 9 foi para fora. No lance seguinte, o mesmo Borja dominou no meio e chutou com a chapa do pé de longe. Com efeito, Borja colocou a bola no travessão e assustou a torcida atleticana.

Porém, quem não faz, leva. O ditado nunca foi tão real. Os atleticanos estavam assustados, mas os jogadores do Galo não se abalaram e conseguiram o gol logo em seguida. Aos 12, Arana fez boa jogada, tocou para o meio e a bola passou por Hulk. Com isso, Diego Costa recebeu dentro da área, fez um belo pivô com um único toque e Zaracho ficou com a bola. O argentino mostrou habilidade para limpar e arrematou forte, na direção do gol. A bola ainda desviou em Cortez e “matou” o goleiro Chapecó: gol de Zaracho e 1 a 0 para o Galo no Mineirão.

O restante da etapa inicial

Mesmo com a desvantagem, o Grêmio chegou novamente, mas sem tanto ímpeto. O time gaúcho levou perigo aos 15, quando Lucas Silva arriscou de fora da área e Everson espalmou para o lado. Já no minuto 35, Campaz, atleta que tinha acabado de entrar, recebeu na direita, levou para a perna esquerda e chutou muito forte. Mais uma vez, Everson estava bem posicionado e espalmou.

O Tricolor Gaúcho ainda atacou duas vezes na primeira etapa, mas não conseguiu empatar a partida. Aos 47, Ferreirinha fez grande jogada pela direita e foi até derrubado por Zaracho, contudo conseguiu tocar para Borja. O atacante recebeu e chutou cruzado, porém Alonso travou e a bola foi para fora. No minuto final, precisamente aos 49, Douglas Costa cobrou escanteio pela esquerda e Borja cabeceou para fora.

Enquanto isso, o Galo chegou poucas vezes. No minuto 21, a bola tocou na mão de Thiago Santos em disputa com Zaracho e o time mineiro reclamou bastante, porém a arbitragem mandou o jogo seguir. Já aos 41, Nacho Fernández cobrou falta pela esquerda, Réver cabeceou e a bola saiu pela linha de fundo, já que o zagueiro não testou em cheio. Ainda no fim, no minuto 47, Hulk recebeu no meio, bateu forte e isolou, finalizando o primeiro tempo com a vantagem.

O segundo tempo

O empate gremista

A etapa final começou com o mesmo desenho do início do primeiro tempo: pressão do Grêmio. No entanto, desta vez, o time gaúcho conseguiu balançar as redes.

Logo no primeiro minuto, Ferreira recebeu na esquerda, gingou e chutou forte, mas a bola bateu em Guga e foi para fora. Dois minutos depois, Lucas Silva arriscou de longe e a tentativa não teve a direção do gol. No lance seguinte, Rafinha cruzou e Borja cabeceou devagar, facilitando a defesa de Everson.

Porém, no minuto 10, o time mineiro errou e o desesperado Grêmio empatou a partida. Guilherme Arana roubou a bola e tentou fazer a saída com uma caneta em Douglas Costa, mas o camisa 10 do Grêmio evitou o drible e já iniciou o lance do gol. Campaz ficou com a bola, tabelou com Borja, entrou na área e bateu na saída de Everson, balançando as redes atleticanas. Erro claro de Arana e importante gol de Campaz: 1 a 1 no placar.

Enquanto isso, o Galo havia chegado apenas uma vez. Aos 9, Gabriel Chapecó tentou sair da área para cortar lançamento e errou a cabeçada. Com isso, a bola sobrou nos pés de Zaracho e o gol estava aberto, porém o argentino não estava equilibrado e errou a finalização, não conseguindo colocar a bola na direção do gol. Antes deste lance, precisamente no minuto 5, Cuca havia feito uma substituição: Jair entrou na vaga de Tchê Tchê.

Nada de Grêmio e brilho de Vargas

Mesmo com o gol de empate, o Grêmio tentou seguir levando perigo, todavia, aos poucos, o time de Vagner Mancini perdeu a intensidade ofensiva. Aos 11, Ferreirinha driblou Guga e chutou forte para mais uma defesa de Everson. No minuto 22, Lucas Silva bateu de longe e a bola foi para fora. Estas foram as últimas chegadas do time gaúcho, visto que teve a posse de bola nos minutos finais, porém não conseguiu progredir.

Com a necessidade de vencer, o Atlético impediu que o Grêmio jogasse por alguns minutos. Aos 12, Zaracho cruzou e Nacho Fernández subiu bem, mas a bola foi para fora. Quatro minutos depois, Allan tocou para Arana e o lateral encontrou Hulk na entrada da área. Em uma bela triangulação, Hulk devolveu para Allan, volante que entrou com velocidade e bateu forte. O chute cruzado foi bom e Gabriel Chapecó fez uma bela defesa.

Era óbvio que o Atlético precisava da vitória e a torcida empurrou. Vendo que o time precisava de ajustes, Cuca fez três modificações aos 24: Guga, Hulk e Zaracho saíram para as entradas de Mariano, Savarino e Vargas. E as mudanças deram certo dois minutos depois.

Aos 26, Nacho Fernández cobrou falta e a bola bateu no braço de Campaz, que estava claramente aberto. O árbitro não viu, mas o VAR chamou, Luiz Flávio de Oliveira revisou e assinalou o pênalti para o Galo. A torcida explodiu e o gol estava próximo, porém o cobrador oficial, Hulk, já havia deixado o campo. Com isso, Eduardo Vargas pegou a bola e foi convicto para a cobrança. O experiente e frio atacante chileno bateu forte no canto direito do goleiro. Gabriel Chapecó até acertou o lado, mas a cobrança de Vargas foi perfeita: 2 a 1 para o Galo e festa da massa atleticana.

O restante do jogo

Depois de ficar à frente da partida, o Atlético controlou o jogo e até deu a bola para o Grêmio, contudo o time gaúcho não conseguiu fazer nada. Vagner Mancini promoveu várias mudanças, Cuca até tirou Diego Costa aos 45 e colocou Nathan, mas nada de importante aconteceu. No minuto 48, Nacho Fernández tocou para Vargas e o chileno bateu de longe. Chapecó pegou, no único chute que teve a direção do gol neste restante de jogo desanimado e positivo para o Atlético, pois o Galo ganhou!

O Atlético volta a campo no próximo domingo, 07, às 16 horas, contra o América, no Mineirão.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Cadalora

O Galo foi pressionado pq perdeu o meio onde o tal de Tchê Tchê é muito fraco. Apesar de ter tomado o Gol já com Jair em campo, no excesso de confiança do Arena. Mas foi uma grande vitória num dia onde o time não foi bem, mas a massa deu show e o universo conspirou. É assim que se faz um campeão.