A técnica de Calebe, a qualidade de Dylan e a inteligência de Sasha: além dos badalados, o Atlético confia nos seus coadjuvantes

Calebe foi o grande destaque atleticano, ao lado de Nacho, na partida frente ao Santos. Foto: Pedro Souza / Atlético

Para ser campeão de um torneio tão longo e complicado quanto o Brasileirão, uma equipe necessita de um elenco que vai além dos 11 jogadores titulares. Durante as 38 rodadas, o plantel de todas as equipes é extremamente exigido e, em alguns momentos específicos, a vantagem de contar com mais de 20 jogadores usáveis fica clara.

Em meio à Data FIFA e ao alto número de atletas fora por problemas físicos, o Atlético se superou, venceu o Ceará e o Santos, além do empate com a Chape, e mostrou a força do seu elenco. O melhor exemplo do potencial do plantel é a última partida. Frente ao Santos, o Galo não contou com Hulk, Savarino e Vargas e ainda teve Diego Costa apenas nos 45 minutos iniciais. Mesmo sem as opções mais renomadas do ataque, o time mineiro foi bem, marcou três gols e venceu o jogo.

E as atuações recentes passaram pelos pés de alguns coadjuvantes que entraram para substituir estes grandes jogadores, não sentiram a pressão e ajudaram o Galo a seguir rumo ao título do Brasileirão. Os principais atletas foram Calebe, Dylan Borrero e Eduardo Sasha, atletas que participaram de gols, mudaram jogos e mostraram a sua importância mesmo estando no banco de reservas durante boa parte da temporada.

Nenhum clube é campeão de uma competição de pontos corridos com apenas 11 jogadores. Ter um elenco cheio de jogadores úteis é crucial e o Atlético se destaca neste quesito. Cuca possui várias opções no banco e o Galo está cada dia mais forte em direção à taça do Campeonato Brasileiro.

A técnica de Calebe, a qualidade de Dylan e a inteligência de Sasha

Não são craques geniais, até por isso não são os protagonistas do Atlético. Porém, por justamente entender as suas funções dentro do elenco, Calebe, Dylan Borrero e Eduardo Sasha se tornam, cada dia mais, cruciais para a reta final. Captando a responsabilidade tática de cada um deles e mostrando habilidade, os jogadores se destacaram recentemente.

Começando por Calebe, o meia nascido em 2000 esteve na base no ano passado e se juntou ao time profissional ainda sob comando de Sampaoli, porém, foi no Mineiro deste ano que o camisa 27 começou a se destacar. Mesmo indo bem, Calebe “sumiu” das escalações atleticanas, não foi nem relacionado por Cuca em algumas partidas e retornou apenas nas últimas rodadas, depois de ficar quase dois meses sem jogar.

Calebe tem muita qualidade no passe e esperteza em algumas jogadas, por isso é possível concluir que o meia tem uma técnica que deve ser explorada. O cruzamento para Sasha empatar contra a Chapecoense e os bons 30 minutos contra o Santos, onde ele sofreu dois pênaltis e se movimentou bastante, são exemplos perfeitos do potencial da cria atleticana. A mobilidade e as escolhas certas fazem parte da principal característica de Calebe: a técnica apurada.

Já Dylan Borrero chegou como a joia colombiana e, como esperado, não foi bem em 2020. O jogador mudou de país, encontrou uma cultura bem diferente e um time muito qualificado com menos de 20 anos. Nascido em 2002, Dylan ainda tem 19 anos, mas fez parte do time profissional atleticano desde a sua chegada porque é um talento a ser desenvolvido. Com Cuca, o atleta teve algumas chances, foi adquirindo confiança e ganhou três oportunidades seguidas como titular nas últimas partidas, enquanto Nacho descansou.

Mais uma vez, Dylan Borrero foi titular e não decepcionou. Foto: Pedro Souza / Atlético

Em meio às quatro atuações consecutivas, Dylan marcou um importante gol frente à Chape e mostrou muita polivalência, visto que foi utilizado como ponta. Além de jogar em mais de uma posição, Borrero se destaca pela qualidade acima da média, pois joga de forma elegante, com a cabeça erguida, tem visão de jogo e demonstra muito potencial para evoluir e seguir ajudando o Galo.

Por fim, Eduardo Sasha é o mais velho destes três jogadores, ao mesmo tempo que é o mais utilizado. O atacante de 29 anos, pedido por Sampaoli em 2020, é uma peça fundamental do elenco, mesmo sabendo que dificilmente será titular: são apenas três exibições no time titular neste Brasileirão, enquanto saiu do banco em 14 oportunidades.

E é necessário destacar que Sasha é a representação perfeita de um bom jogador de elenco: não reclama da falta de oportunidades, se mostra pronto para qualquer chance e atua em várias posições, visto que a sua inteligência possibilita o atacante atuar como “9”, nas pontas ou até mesmo na armação. Um jogador extremamente tático e importante para diversas partidas: salvou o Atlético de derrotas frente ao Fluminense e Chapecoense com gols nos minutos finais, além da assistência para Diego Costa contra o Red Bull Bragantino.

Além dos gols citados acima, Sasha cabeceou na primeira trave para Calebe tentar e sofrer o primeiro pênalti contra o Santos. Foto: Pedro Souza / Atlético

O elenco

Não existem fórmulas perfeitas para se dar bem no futebol, ainda mais no Brasil, visto que as competições disputadas no país são imprevisíveis. Porém, o Atlético seguiu o caminho perfeito que aproxima o clube do tão sonhado Campeonato Brasileiro, após quase 50 anos de jejum.

O Galo nunca esteve tão próximo da taça neste século, ao mesmo tempo que o time nunca esteve tão preparado. Não é uma coincidência e a preparação vai desde o início do projeto. Foram realizadas várias contratações e investimentos consideráveis em jogadores que não são titulares absolutos. Trata-se de desperdício de dinheiro? Não. Trata-se da formação de um elenco extremamente capacitado para enfrentar uma longa temporada.

O Atlético ainda tem 15 partidas no Brasileirão e dois ou quatro jogos na Copa do Brasil – dependendo do desempenho do clube -, ou seja, o elenco será forçado em algumas oportunidades até o fim da temporada. Por isso, o ataque atleticano não depende só de Zaracho, Nacho, Diego Costa, Hulk, Savarino, Vargas e Keno. O Galo precisa de peças que entrem nas ausências destes jogadores mais badalados.

Em toda trama, os coadjuvantes são cruciais mesmo estando escondidos, porque não são os personagens principais, mas todos sabem da importância deles. Calebe, Dylan e Sasha são alguns exemplos do forte elenco atleticano que tem diversos coadjuvantes que auxiliam os protagonistas. A soma de coadjuvantes e protagonistas é igual a um elenco forte que está na direção certa em busca do Campeonato Brasileiro. Valorizem todos os jogadores!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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cristiano marques

Dos 3 citados, Calebe é o mais vitorioso em suas entradas.
A Borrero e Sacha faltam vontade,, chamar a bola.
Sacha já entra nas jogadas perdido, caindo.