O Galo é o time da virada! Com direito a polêmicas e brilho de Nacho, Atlético vence o Santos por 3 a 1 no Mineirão

Nacho brilhou e mandou um beijo para a massa! Foto: Pedro Souza / Atlético

O torcedor já gritou várias vezes, a plenos pulmões, que o “Galo é o time da virada, o Galo é o time do amor”. E não faltou apoio, amor e vibração da massa atleticana nesta partida, onde o Atlético protagonizou uma grande virada e se afirmou, mais uma vez, como o grande time deste Brasileirão. Depois de sofrer um gol de Raniel, atacante que é cria do rival Cruzeiro, o time alvinegro não se abalou, viu Nacho Fernández brilhar com dois gols e uma assistência e conseguiu três pontos importantíssimos, em meio a uma partida marcada por sucessivos erros da arbitragem de campo.

Nesta noite de quarta-feira, 13 de outubro, o Atlético venceu o Santos por 3 a 1 no Mineirão e se afirmou como o melhor mandante da competição: são 31 pontos conquistados em 36 disputados no Gigante da Pampulha. O jogo em BH foi válido pela 26ª rodada do Brasileirão de 2021 e o Atlético devolveu a derrota sofrida contra o Peixe no primeiro turno.

Com o resultado, o Atlético segue dominante na ponta do Campeonato Brasileiro. A equipe alvinegra alcançou os 56 pontos em 25 partidas e possui aproveitamento de quase 75%, um número inacreditável. O triunfo atleticano foi ainda mais importante porque o Flamengo venceu, com certa tranquilidade, o Juventude, já que abriu 3 a 0 no primeiro tempo e sofreu apenas um gol na etapa final. Logo, com a vitória por 3 a 1 sobre o Ju, o Fla chegou aos 45 pontos e segue 11 tentos atrás do Galo na tabela, com dois jogos a menos. A equipe que saiu da briga foi o Palmeiras, já que o Atlético, com a mesma quantidade de jogos, abriu 16 pontos para o Verdão. Já o Santos amarga a 16ª posição, com 28 pontos, e pode voltar ao Z-4 caso o Sport vença.

O jogo e as atuações individuais

Não é fácil vencer o Santos. Não é moleza virar uma partida quando a equipe está pressionada pela vitória. Além disso, não existe facilidade para um clube quando entra em campo sem Hulk e perde Diego Costa, o seu outro atacante finalizador, no intervalo, quando o jogo está empatado – além dos desfalques de Arana, Alonso, Savarino, Vargas…

Em meio a todas estas situações adversas, o Atlético se impôs, venceu o Santos de virada e mostrou que o elenco consegue superar todas estas adversidades. Não é apenas Hulk que deseja ser campeão do Brasileirão. Não é somente um ou outro jogador. Todo o elenco alvinegro está comprometido e ficou claro nesta partida: será complicado tirar o título do aguerrido elenco atleticano.

Dentro de campo, o Atlético dominou o jogo e viu o Santos acertar o alvo em apenas uma oportunidade – no gol de Raniel -, além do susto no cabeceio de Zanocelo. As 14 finalizações atleticanas mostram que o Galo tentou e conseguiu o resultado frente às dificuldades expostas anteriormente. E os grandes responsáveis pela virada vieram do banco. Nacho Fernández entrou no intervalo, mudou o jogo, comandou o meio-campo atleticano, marcou dois gols e deu uma assistência, ou seja, o argentino foi decisivo e foi, sem dúvidas, o craque do jogo. A outra mudança que deu resultado foi Calebe: a cria da base atleticana sofreu dois pênaltis, movimentou muito bem e foi protagonista mesmo entrando apenas aos 17 da segunda etapa. Por fim, Nathan Silva jogou os 90 minutos, fez uma partida defensivamente muito boa e ainda marcou o gol da virada. O zagueiro vibrou bastante com a massa atleticana.

Para concluir a análise do jogo, é impossível não destacar o tema mais chato do futebol brasileiro: a arbitragem. Bem perdido no jogo, Paulo Roberto Alves Jr. foi o destaque negativo do jogo, já que deixou passar um pênalti claro na primeira etapa, em Zaracho, e uma jogada bem discutível em Borrero. Na segunda etapa, o árbitro até assinalou os dois pênaltis para o Galo, mas, em ambas as oportunidades, o juiz não viu a infração em campo e só assinalou após a revisão no vídeo. Uma atuação desastrosa onde os dois times ficaram enfurecidos, visto que faltou critério até na marcação de faltas simples.

Atlético x Santos

A escalação atleticana contou com algumas mudanças que surpreenderam o torcedor. Recuperado de lesão, Mariano retomou a vaga na lateral-direita. No meio, a expectativa era que Nacho Fernández fosse escolhido para a vaga de Dylan Borrero, porém o colombiano permaneceu entre os onze iniciais. Por fim, no ataque, Diego Costa substituiu Hulk, atacante que está com um edema na coxa e ficou fora até do banco de reservas, assim como Savarino. Com isso, o Atlético entrou em campo com Everson; Mariano, Nathan Silva, Réver e Dodô; Allan, Jair e Zaracho; Dylan Borrero, Diego Costa e Keno.

O primeiro tempo

As chances atleticanas

O Atlético dominou a partida desde o primeiro minuto da etapa inicial e não correu grandes riscos, visto que o clube mineiro chutou seis vezes, teve boas tramas e houve muitas polêmicas em algumas jogadas. Enquanto isso, o Santos finalizou apenas em uma oportunidade e levou perigo só em um escanteio fechado. O grande feito do time paulista foi marcar bem e anular algumas possibilidades do time alvinegro na etapa inicial.

No primeiro minuto da partida, Dylan lançou Diego Costa e o zagueiro Emiliano Velázquez tentou um recuo muito equivocado, mas a bola acabou batendo no goleiro João Paulo e foi para frente, passando perto de Diego Costa. O zagueiro santista ainda salvou e não deixou a bola sair pela linha de fundo. No lance seguinte, Mariano lançou Dylan Borrero e o colombiano arriscou, mas a bola subiu demais.

O Santos chegou aos 16, quando Marinho cobrou um escanteio pela direita bem fechado e a bola surpreendeu Everson. O goleiro rebateu, a bola ainda bateu na trave e Dylan Borrero conseguiu afastar o perigo junto de Allan. Enquanto isso, o Atlético dominava, contudo apresentava dificuldades para entrar na área adversária. Logo, o volante Allan arriscou duas vezes de longa distância. No minuto 27, o chute do camisa 29 tinha direção e o goleiro João Paulo fez uma grande defesa. No lance seguinte, Allan bateu novamente e a bola foi para a linha de fundo.

Já nos acréscimos, Keno fez boa jogada pela direita, cruzou com a canhota e encontrou Diego Costa na segunda trave. O atacante dominou com o peito e tentou bater, mas Vinicius Balieiro se recuperou e travou o camisa 19 do Galo. Diego até bateu na bola, porém não conseguiu acertar em cheio e o arremate foi para fora.

As polêmicas

Em meio às chegadas atleticanas, o mandante reclamou de duas jogadas que chamaram bastante a atenção, visto que o árbitro Paulo Roberto Alves Jr. não viu pênalti em nenhuma das duas oportunidades e mandou o jogo seguir em lances bem polêmicos.

No minuto 11 da primeira etapa, Mariano tocou para o meio encontrando Diego Costa e o atacante fez um lindo pivô para Zaracho. O argentino entrou na área, dominou a bola após a ótima assistência do companheiro e tentou acelerar. No entanto, Wagner Leonardo agarrou a camisa do argentino e derrubou Zaracho, mas o árbitro e o VAR não entenderam a jogada como pênalti e mandaram o jogo seguir, mesmo com o claro agarrão.

Aos 39, Dylan Borrero fez boa jogada pela direita, acelerou e entrou na área adversária. O colombiano tentou avançar, porém foi derrubado por Wagner Leonardo em um trombada. O árbitro e o VAR também mandaram seguir e nada marcaram no tranco entre o jogador atleticano e o zagueiro santista. Diferentemente da primeira penalidade não marcada que foi evidente, este lance é discutível.

O segundo tempo

Início e gol do Santos

Logo no intervalo, Cuca tirou Dylan Borrero para colocar Nacho Fernández e ainda sacou Diego Costa, atacante que sentiu dores na coxa, e optou por Eduardo Sasha. Não foi imediatamente, mas as mudanças deram resultado no fim da partida.

Porém, logo no minuto 2, as mudanças foram ofuscadas pelo gol santista. Lucas Braga fez grande jogada da esquerda para o meio, tocou para Raniel e o ex-atacante do Cruzeiro teve muita liberdade na meia-lua atleticana. Raniel girou sem marcação e bateu no canto esquerdo de Everson, sem chances para o goleiro do Galo: 1 a 0 para o Santos.

Obviamente, a tensão tomou conta do estádio, já que o Galo é um ótimo mandante e deve seguir assim para ser campeão brasileiro. Tentando adiantar o time, Cuca mexeu novamente: Calebe e Tchê Tchê substituíram Jair e Mariano aos 17. No fim da partida, para usar a última mudança, o técnico atleticano trocou Keno por Igor Rabello, mas a mudança no minuto 31 aconteceu porque o jogo contava com um placar diferente, visto que Calebe e, principalmente, Nacho haviam brilhado.

A virada atleticana

Logo no minuto seguinte da entrada de Calebe, o meia quase empatou o jogo. Em escanteio batido por Nacho Fernández, Sasha cabeceou na primeira trave e Calebe empurrou a bola com o tronco. Para evitar o gol, João Paulo fez uma grande defesa em cima da linha. O VAR até confirmou que a bola realmente não havia entrado, porém o juiz de vídeo chamou o árbitro para um possível pênalti em Calebe e Paulo Roberto Alves Jr. marcou a penalidade máxima. Na cobrança, já aos 24 da segunda etapa, Nacho Fernández deslocou o goleiro: João Paulo pulou para o seu lado esquerdo e a bola foi para a direita do arqueiro. Gol de Nacho e empate atleticano: 1 a 1 no placar.

Incrivelmente, no minuto seguinte, Marinho cobrou uma falta na cabeça de Vinicius Zanocelo e o meia santista cabeceou no travessão do goleiro Everson. O susto passou e, em uma jogada semelhante, o Galo empatou a partida. Aos 29, Nacho Fernández cobrou com precisão uma falta da intermediária e Nathan Silva subiu mais do que qualquer jogador santista. O cabeceio do zagueiro atleticano foi no canto de João Paulo de maneira indefensável. O Galo virou a partida em uma bela testada de Nathan Silva: 2 a 1 para a torcida alvinegra “explodir” o Mineirão.

Depois da virada, o Atlético até colocou Rabello na vaga de Keno, como dito anteriormente, mas seguiu em cima e conseguiu o terceiro gol. Em desatenção da zaga santista, Calebe brigou, invadiu a área adversária e tentou driblar Emiliano Velázquez. O zagueiro santista esticou a perna e derrubou o meia atleticano, mas, novamente, o árbitro não viu o pênalti. Por isso, o VAR chamou, o juiz corrigiu a marcação e assinalou mais uma penalidade para o Galo. Na cobrança, Nacho Fernández trocou o lado da batida e acertou a perna do goleiro, visto que João Paulo pulou para o seu lado esquerdo, mais uma vez. No entanto, a defesa do goleiro não salvou o Santos: o rebote foi bem aproveitado por Nacho, que rapidamente cabeceou e se redimiu do erro na marca da cal. Outro gol do argentino e terceiro tento atleticano: 3 a 1 e placar definido.

Com a vantagem de dois gols, o Atlético chamou o Santos, todavia a equipe paulista chegou apenas em duas finalizações de fora da área de Vinicius Zanocelo, ambas sem direção. Já o Galo atacou com Igor Rabello, após trama de Calebe e Sasha, contudo o chute do zagueiro foi devagar e João Paulo apenas encaixou. Enfim, uma grande virada atleticana.

O Atlético volta a campo no próximo domingo, 17, às 18:15, contra o Atlético-GO, fora de casa.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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