Na atual situação cruzeirense, empate é derrota! Cruzeiro joga melhor, mas apenas empata por 0 a 0 com o Botafogo

Muitas disputas e nenhum gol: 0 a 0 no placar. Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Alguns cruzeirenses até acreditavam em uma arrancada improvável que deveria contar com nove vitórias em nove jogos para alcançar os 65 pontos no fim da Série B. Porém, a partida desta noite já colocou um ponto final nesta meta específica. Com mais um empate, o Cruzeiro chega, no máximo, aos 63 pontos e o acesso fica ainda mais improvável. São 15 empates em 30 jogos nesta Série B, ou seja, a cada duas partidas, a Raposa empatou um jogo. E é necessário afirmar: na atual situação cruzeirense, empate é derrota, visto que um ponto não faz o time arrancar e o time acaba se distanciando do sonho do acesso em 2021. A realidade indica que o time mineiro permanecerá mais um ano na segunda divisão.

Nesta terça-feira, 12 de outubro, o Cruzeiro empatou com o Botafogo por 0 a 0, mesmo jogando melhor que o seu adversário. A partida da 30ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro aconteceu no Independência e contou com a presença de diversos torcedores da Raposa que apoiaram durante toda a partida, inclusive após o apito final que decretou mais um tropeço em casa.

Com o empate sem gols, o Cruzeiro chegou aos 39 pontos em 30 jogos e subiu uma posição, visto que o Remo ainda não jogou e o clube mineiro deixou o rival para trás por causa de um ponto. Na 11ª posição, os jogadores da Raposa ainda devem falar sobre a possibilidade do acesso, mas o time precisaria vencer as oito partidas finais e torcer para quatro clubes não passarem de 63 pontos, pontuação máxima que o time mineiro alcançará. A tarefa é quase impossível. Já o Botafogo segue na vice-liderança com 52 pontos e precisa de só quatro vitórias em oito jogos para alcançar 64 pontos, pontuação que o garantiria à frente de qualquer arrancada cruzeirense.

O jogo e as atuações individuais

Um empate decepcionante porque os torcedores sonhavam com uma arrancada milagrosa com nove vitórias em nove jogos. A direção seria a Série A, mas a realidade mostra um time que está acostumado a empatar. São 15 empates em 30 jogos, ou seja, o “normal” para o Cruzeiro é sair de campo com o marcador indicando uma igualdade. E o empate sem gols machuca ainda mais os torcedores cruzeirenses por causa do roteiro: o time mineiro jogou melhor, mas não conseguiu marcar o gol e, por isso, saiu de campo sem tirar o 0 a 0 do placar.

Foram 75 minutos de domínio cruzeirense, como é possível ilustrar pelas estatísticas do SofaScore.com: o clube mineiro finalizou 25 vezes, enquanto o clube carioca chutou apenas três vezes, levando perigo somente nos 15 minutos iniciais da segunda etapa. O Cruzeiro dominou praticamente todo o duelo, mas não conseguiu uma chance tão clara para um dos seus atacantes finalizar com qualidade. Algumas chances não tão reais levaram perigo e outras oportunidades poderiam ser melhor aproveitadas, porém não faltaram arremates. A Raposa tentou, brigou e finalizou. Por isso, o time azul celeste mereceu ser aplaudido pela torcida como foi após o apito final, mesmo com mais um tropeço em BH.

A intensidade cruzeirense foi notável e a boa marcação também, principalmente por mais uma grande partida feita pela dupla de volantes que está se consolidando: Adriano e Lucas Ventura. No entanto, o atleta que mais merece destaque é o camisa 35, jogador que também é conhecido por Nonoca. O jovem volante cruzeirense foi importante para não deixar o perigoso Chay jogar e a bola quase não passou da linha de marcação dos volantes, ou seja, Lucas Ventura foi impecável na marcação. Na lateral-direita, Rômulo também merece ser ressaltado, visto que fez uma partida muito técnica e realizou ótimos cruzamentos.

Cruzeiro x Botafogo

Sem contar com os suspensos Ariel Cabral e Ramon, o técnico Vanderlei Luxemburgo promoveu apenas uma mudança no time titular, visto que Ramon é titular da zaga e Léo Santos o substituiu. A outra dúvida cruzeirense era a utilização de Bruno José, já que o ponta saiu de campo lesionado na última partida, mas o camisa 16 se recuperou e foi escalado inicialmente. Logo, o Cruzeiro entrou em campo com Fábio; Rômulo, Eduardo Brock, Léo Santos e Matheus Pereira; Adriano, Lucas Ventura e Giovanni Piccolomo; Bruno José, Marcelo Moreno e Vitor Leque.

O primeiro tempo

A etapa inicial foi dominada do início ao fim pelo mandante. Apenas o Cruzeiro jogou e o Botafogo não conseguiu atacar: foram 12 finalizações da Raposa contra zero do Fogão.

Aos 2, Thiago foi ao fundo e tocou para trás, encontrando Vitor Leque, atacante que bateu de primeira. O chute do jovem cruzeirense foi forte, mas balançou apenas a parte de fora das redes. No lance seguinte, Rômulo fez boa jogada pela direita, cruzou e a bola encontrou a cabeça de Bruno José na segunda trave. O atacante estava livre, cabeceou no meio do gol e Diego Loureiro encaixou. No minuto 9, Vitor Leque chutou de fora e, aos 11, Giovanni também arriscou de longe, mas ambos os chutes foram para fora.

Com intensidade, a Raposa seguiu muito bem na primeira metade da etapa inicial. Aos 19, Rômulo cruzou muito bem, Thiago cabeceou forte e Diego Loureiro fez uma bela defesa em dois tempos. No lance seguinte, Giovanni cobrou uma falta pela direita e Léo Santos cabeceou para fora. Aos 31, Thiago foi lançado, tentou dividir com Joel Carli e o zagueiro cortou. A bola ainda bateu na mão de Thiago, porém a arbitragem não viu e Thiago trombou com o goleiro Diego Loureiro. Como a bola ainda estava em jogo, a torcida cruzeirense pediu pênalti, mas o juiz não marcou e mandou o jogo seguir com a posse de bola botafoguense.

Seguindo em cima, o Cruzeiro chegou aos 41, em contra-ataque puxado por Giovanni. O meia tocou para Thiago e o atacante retornou para Giovanni, mas o chute do meio-campista foi para fora. Cinco minutos depois, Giovanni bateu de fora e Diego Loureiro espalmou. O rebote ficou nos pés de Vitor Leque e o atacante bateu forte, porém acabou isolando também. No fim de um primeiro tempo truncado e completamente cruzeirense, Giovanni cobrou uma falta na cabeça de Léo Santos, todavia o zagueiro não acertou o alvo.

O segundo tempo

O Botafogo apareceu e as mudanças do Cruzeiro

Diferentemente do primeiro tempo, a etapa final foi equilibrada e o Botafogo chegou com muito perigo nos minutos iniciais. Aos 8, Chay cobrou um escanteio com precisão e Rafael Navarro testou com liberdade. O cabeceio foi ótimo, mas Fábio fez uma linda defesa que salvou a equipe azul celeste.

O time carioca ainda chegou após um bate-rebate aos 11, quando a bola foi levantada na área e Fábio cortou um lance muito perigoso com um soco. Ainda na pressão ofensiva, o Fogão atacou no minuto 13: Chay brigou no meio, a bola sobrou para Diego Gonçalves que entrou na área e bateu cruzado, porém a bola passou distante do pé de Rafael Navarro, atacante que pulou e não achou nada.

Tentando se recuperar na partida, Vanderlei Luxemburgo promoveu mudanças, as quais resultaram no fato mais curioso da partida. Aos 15, Rafael Sobis e Vitor Leque entraram nas vagas de Bruno José e Vitor Leque. No minuto 33, o técnico promoveu outras duas mudanças: Claudinho e Keké entraram nas vagas de Giovanni e Vitor Roque. Cinco minutos depois, Marco Antônio substituiu Adriano.

A grande questão é que o jovem Vitor Roque, atacante de 16 anos que estreou como profissional nesta noite, não suportou a intensidade da partida e ficou apenas 18 minutos em campo, obrigando Luxa a fazer outra substituição.

O Cruzeiro ficou no quase

Em meio às substituições, o Cruzeiro recuperou o domínio e chegou perto de abrir o placar. Aos 16, Thiago cobrou rapidamente um lateral e Giovanni bateu de fora, obrigando Diego Loureiro a fazer grande defesa. Dois minutos depois, Vitor Roque arriscou na entrada da área e o seu primeiro chute como profissional passou ao lado da trave direita do Botafogo.

A equipe mineira seguiu em cima e levou muito perigo aos 25 e 26. No primeiro lance, Rafael Sobis recebeu de Lucas Ventura na esquerda e bateu forte, mas Diego Loureiro defendeu o chute de Sobis. Após a cobrança equivocada do escanteio, a bola sobrou nos pés de Giovanni na direita e ele fez um lindo passe para Adriano. O volante cruzeirense cruzou rasteiro, Carli cortou e a bola foi na direção do gol, explodindo no goleiro botafoguense. Na sobra, Eduardo Brock teve a grande chance da partida, já que estava dentro da pequena área, mas acabou chutando muito mal e não acertou o gol. Uma chance incrível que a Raposa perdeu.

Necessitando da vitória, o Cruzeiro continuou atacando. Aos 35, Lucas Ventura chutou bem de longe e Diego Loureiro espalmou o perigoso arremate rasteiro para a linha de fundo. Seis minutos depois, Rômulo cobrou escanteio pela direita e Léo Santos cabeceou, porém, novamente, o cabeceio do zagueiro não teve a direção correta. No fim, aos 50, Claudinho lançou a bola na área, Keké viu que o goleiro ficou perdido na jogada e, ao puxar para o lado esquerdo, tentou finalizar, mas a bola subiu demais. Enfim, o placar não foi alterado e o empate prevaleceu.

O Cruzeiro volta a campo na sexta-feira da próxima semana, precisamente em 22 de outubro, contra o Avaí, na Ressacada.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Carlos quindim

Ainda tem maluco que acredita que esse timeco vai subir! Em 2022 será tetra-rebaixado e isto se esse arremedo de clube ainda existir! Já deu muita sorte de ficar na segundona por que a terceirona bateu na porta várias vezes!

José Antonio

Como são ruins os jogos da SEGUNDA DIVISÃO…. Mas também os times são formados por perebas e refugos dispensados e/ou encostados e treinados por treinadores desatualizados e ultrapassados em fim de carreira….