Uma atuação ruim salva pela sequência da rodada: a vantagem do Atlético proporciona noites malucas

Hulk foi muito mal na partida contra a Chape. Foto: Pedro Souza / Atlético

A noite de 06 de outubro de 2021 teve um roteiro bem maluco para o torcedor: os atleticanos começaram a noite empolgados com a possibilidade de mais uma vitória, se decepcionaram com um empate e vibraram com tropeços dos grandes rivais em busca do Campeonato Brasileiro.

Com o jogo iniciando às 19 horas, o Galo empatou com a Chapecoense por 2 a 2 e desperdiçou dois pontos frente ao pior time do Brasileirão, visto que a equipe está na lanterna. A partida terminou quase às 21 horas e o atleticano assumiu uma função frente à televisão: torcer contra os rivais diretos Flamengo e Palmeiras.

E deu certo. A partida do Flamengo começou às 20:30 e Pedro abriu o placar, mas o Red Bull Bragantino, no segundo tempo, conseguiu empatar e o jogo acabou 1 a 1, ou seja, o Fla não se aproximou do Galo. Logo depois, em partida que iniciou às 21:30, o Palmeiras até saiu ganhando, todavia sofreu uma virada do América, perdeu por 2 a 1 e o Verdão se distanciou do Atlético.

Com isso, a atuação bem ruim do Galo no início da noite foi salva pelo restante da rodada. Uma noite maluca proporcionada pela ótima vantagem atleticana. O time mineiro possui uma grande margem e ainda tropeçará no campeonato, porém a torcida espera que não passe por tantas emoções como na noite passada.

A noite maluca

Como citado anteriormente, cada partida aconteceu em um horário distinto. O Atlético jogou mais cedo e os rivais torceram contra. Deu certo. O mesmo aconteceu com Flamengo e Palmeiras, equipes que jogaram às 20:30 e 21:30, respectivamente. Portanto, a ordem cronológica das partidas deixou o atleticano com um sorriso no rosto no fim da noite, visto que o time poderia ter deixado esta rodada em uma situação bem pior.

E esta questão é a mais curiosa. A ordem dos jogos alterou completamente a reação dos atleticanos. É evidente que a torcida ficou bastante frustrada com o empate frente à Chapecoense e também é claro que o resultado ruim foi salvo pelos jogos que foram disputados mais tarde. O curioso é que, caso os horários fossem ao contrário e o Atlético jogasse como o Palmeiras – sabendo do resultado de todos os adversários -, o atleticano ficaria muito mais machucado com este empate.

A ordem dos jogos salvou a felicidade atleticana. Jogar primeiro e se decepcionar fez com que o atleticano encontrasse outros objetivos em uma noite que parecia frustrada e terminou com um lema: menos uma rodada, visto que nenhum dos adversários ganhou mais pontos que o Galo. Atuar mais cedo resultou na insanidade que foi a quarta-feira, 06 de outubro, para o torcedor atleticano.

O Atlético segue com a mesma vantagem para o Flamengo e abriu um ponto para o Palmeiras, sendo assim o único time que passou dos 40 pontos: o Galo tem 50, enquanto os rivais diretos possuem apenas 39 tentos – o Fla tem dois jogos a menos.

Classificação do Brasileirão. Fonte: Google.

A atuação ruim

A noite foi bem maluca e é possível afirmar que boa parte da torcida atleticana dormiu com um sorriso no rosto por causa dos resultados dos adversários, ao mesmo tempo que é certo que nenhum representante da torcida alvinegra ficou satisfeito com a atuação frente à Chapecoense.

O jogo foi bem equilibrado e esta é a questão principal: o líder sempre deve apresentar um futebol superior ao lanterna. Porém, o Atlético foi surpreendido pela garra da Chapecoense, não organizou tramas para superar o forte bloqueio do rival e foi salvo pelo cabeceio de Eduardo Sasha, em belo cruzamento de Calebe, visto que o time não mostrava inspiração suficiente para empatar.

O Atlético até abriu o placar, mas sofreu empate em uma falha defensiva, onde Igor Rabello saiu da área para cobrir Guga, Nathan Silva teve que mudar de posição e o “miolo” de zaga foi preenchido por Dodô e Allan. Já o segundo gol saiu após azar e desatenção de Nathan, já que o zagueiro estava com o braço bem aberto e cometeu um pênalti indiscutível.

Além de Sasha, Dylan Borrero marcou o outro gol atleticano, mas os jogadores mais comentados pelos torcedores depois do jogo foram Hulk e Nacho Fernández. Ambos são craques e extremamente decisivos, mas não atravessam a melhor fase. As atuações de ontem, principalmente de Hulk, foram bem criticáveis e eles passaram longe de apresentar o melhor futebol. O atleticano espera que eles se recuperem para a sequência da temporada.

A vantagem atleticana

Por causa dos gols de Patric, ex-Galo, e Ademir, atleta que assinará com o Atlético em 2022, pelo América, além do golaço de Artur pelo Red Bull Bragantino, o time de Cuca saiu da rodada aliviado, visto que nenhuma equipe que realmente disputará o título se aproximou.

O Galo tropeçou feio e perdeu mais dois pontos contra a Chapecoense – poderiam ser três, mas Dylan e Sasha salvaram. Na mesma rodada, Flamengo e Palmeiras também deslizaram e a vantagem para as equipes está em incríveis 11 pontos. Uma diferença muito considerável que só existe por causa de uma louvável série invicta atleticana: são 16 partidas sem perder no Brasileirão.

A equipe mineira tem muitos méritos, assim como existem chances de mais alguns tropeços até o fim da temporada. Isso pode acontecer e esta “gordura” na liderança serve para este tipo de tropeço inesperado. Obviamente existem alguns jogos mais prováveis de deslize, por causa da dificuldade, mas a vantagem atleticana existe para possibilitar que algumas noites ruins não sejam tão danosas à campanha.

Restam 15 jogos neste Brasileirão, sendo nove partidas em casa e seis jogos longe de BH. A distância para os adversários, a irregularidade dos rivais e a invencibilidade atleticana indicam: é só fazer a “lição de casa” para vencer o Brasileirão. O Atlético deve ter foco para não repetir atuações ruins como a da noite passada. O time é forte, a torcida está ao lado e os adversários, aparentemente, também tropeçarão.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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