Dois pontos perdidos, porém Sasha garantiu um novamente: em noite ruim, Atlético empata com a Chapecoense por 2 a 2

Dylan marcou o primeiro gol atleticano e ajudou a evitar uma derrota desastrosa. Foto: Pedro Souza / Atlético

A comissão técnica, os jogadores e, principalmente, a torcida atleticana não esperava um tropeço nesta partida. O Atlético foi enfrentar o pior time do campeonato e acabou deslizando. O duelo dos extremos contrariou qualquer expectativa, visto que a Chapecoense fez um grande jogo e arrancou pontos do líder do Brasileirão. São dois pontos perdidos em uma noite muito ruim atleticana, mas, pelo menos, Sasha garantiu um novamente: assim como contra o Fluminense, o camisa 18 resolveu no fim da partida e evitou a quebra da sequência invicta do Galo.

Nesta quarta-feira, 06 de outubro, o Atlético empatou com a Chapecoense por 2 a 2 na Arena Condá, em Chapecó. O jogo foi válido pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro e definiu algo curioso: o líder do Brasileirão empatou os dois confrontos frente ao lanterna e virtual rebaixado time catarinense.

Com o resultado, o Atlético alcançou o 50º ponto e seguirá na liderança. Porém, os dois pontos perdidos em Chapecó podem acarretar uma aproximação dos rivais. Flamengo e Palmeiras estão jogando nesta noite de quarta-feira e, caso vençam, podem diminuir a diferença para nove e oito pontos, respectivamente. Vale destacar que o Fla tem dois jogos a menos, ou seja, em um cenário vitorioso, o time rubro-negro pode ficar apenas três pontos atrás do Atlético. Já a Chapecoense chegou aos 12 pontos e segue na lanterna do torneio.

O jogo e as atuações individuais

O Atlético é líder do Brasileirão e seguirá com uma vantagem notável após o fim desta rodada, independentemente dos resultados dos rivais. Também é importante destacar que o Atlético deu sequência a ótima série de 16 jogos invictos no Campeonato Brasileiro e perdeu apenas uma das últimas 25 partidas em todas as competições. Porém, todos estes fatos notáveis foram esquecidos pelos torcedores nesta noite após um empate decepcionante, o qual foi acarretado por uma atuação ruim de um time que, mesmo desfalcado, é forte.

Dentro de campo, o Atlético não conseguiu controlar a partida e passou longe de dominar as ações ofensivas, mesmo diante de um adversário tão inferior. O time mineiro entrou nesta partida depois de passar o mês de setembro sem sofrer gols no Brasileiro, mas acabou sofrendo dois frente ao lanterna da competição. A atuação ruim poderia ter um resultado ainda pior se a Chapecoense tivesse aproveitado uma grande chance nos acréscimos, mas Eduardo Sasha mostrou que tem estrela e salvou o Atlético novamente.

Um dos raros pontos positivos da partida foram as mudanças de Cuca: o treinador foi ousado, tirou um zagueiro e um lateral e optou por meio-campistas – diferentemente da partida frente ao Palmeiras, onde ele tirou todos os meias titulares do jogo. Além disso, o ótimo cruzamento de Calebe e os importantes gols marcados por Dylan e Sasha valorizam as atuações dos atletas, ao mesmo tempo que Givanildo Vieira de Sousa foi o destaque negativo.

O grande jogador do Atlético protagonizou a sua pior partida com a camisa atleticana. Hulk recebeu a bola em várias jogadas e as tramas não progrediram nos seus pés. O camisa 7 estava em uma noite infeliz, acertou muito pouco e teve a chance final, mas acabou errando o alvo. Obviamente, o artilheiro do Galo tem muitos créditos e todos sabem do seu potencial, mas o mau desempenho deve ser discutido para não se tornar algo rotineiro, o que seria muito ruim para o clube mineiro.

Chapecoense x Atlético

Com nove desfalques, sendo três defensores titulares, o técnico Cuca foi obrigado a promover mudanças na formação inicial. Algumas substituições já eram previsíveis e a grande novidade foi a entrada de Dylan Borrero como titular, visto que o colombiano estava disputando uma vaga com Nathan, Tchê Tchê e Sasha e foi escolhido pelo treinador alvinegro. Com isso, o Atlético entrou em campo com Everson; Guga, Nathan Silva, Igor Rabello e Dodô; Allan, Jair, Dylan Borrero e Nacho Fernández; Keno e Hulk.

O primeiro tempo

Desde o minuto inicial, a partida ficou marcada pelo gramado molhado que atrapalha o bom futebol. Tentando aproveitar isso, Hulk arriscou aos 5, em uma falta de longa distância, e o goleiro Keiller fez a defesa. Já a Chapecoense finalizou pela primeira vez no minuto 8, quando Renê Júnior bateu de fora da área e a bola foi para fora.

Com pouca inspiração, as melhores chances do primeiro tempo ficaram concentradas nos gols. Aos 18, Nacho Fernández cobrou um escanteio pela esquerda e Nathan Silva subiu para cabecear, mas não conseguiu colocar força na sua tentativa. A bola ficou nos pés de Busanello e o lateral, ao tentar tirar a bola da área, acabou tocando para Dylan Borrero. O colombiano tinha liberdade, dominou e finalizou de perna direita, no canto de Keiller. Um belo gol de Dylan que aproveitou o erro do defensor da Chape: 1 a 0 para o Galo na Arena Condá.

No entanto, nove minutos depois, em um lance inusitado, a Chapecoense empatou. Busanello se redimiu do erro no gol atleticano: ele avançou pela esquerda e fez um bom cruzamento rasteiro. A bola passou pela área e Geuvânio entrou livre, de carrinho, para empurrar para as redes. Everson pulou e fez uma grande defesa, mas os jogadores da Chape reclamaram bastante, visto que a bola havia entrado. Enquanto o VAR analisava o possível gol, o Atlético contra-atacou com Dylan e o colombiano tocou para Nacho Fernández marcar na saída de Keiller, mas o auxiliar havia marcado, corretamente, o impedimento de Nacho. Logo após a anulação do gol atleticano, o VAR confirmou o gol da Chapecoense, já que Everson fez uma boa intervenção, mas defendeu a bola já dentro do gol. Lei do ex na Arena Condá: 1 a 1 no placar.

Com a necessidade de vencer, o Atlético voltou a dominar a partida, mas não conseguiu protagonizar grandes tramas. Aos 33, a defesa da Chapecoense errou, Dylan tabelou com Nacho e bateu de longe, mas a bola subiu demais. Seis minutos depois, Hulk recebeu no meio, tocou para Nacho e o argentino devolveu para o artilheiro já dentro da área. Hulk fez um bom toque para Keno e o camisa 11 tentou driblar o goleiro, mas acabou jogando a bola para a linha de fundo. Enfim, um primeiro tempo bem travado na Arena Condá.

O segundo tempo

O gol da virada e as mudanças

Entendendo que a equipe não estava tão bem, Cuca mexeu logo no intervalo: Tchê Tchê entrou na vaga de Jair. O Atlético até teve uma boa chance no início, aos 4, quando Keno lançou Hulk em um contra-ataque. No entanto, a jogada acabou no momento que o camisa 7 alvinegro não tocou para Nacho Fernández, que estava em boas condições, chegando na área, e Hulk foi desarmado por segurar muito a bola.

Já a Chapecoense chegou com perigo em uma sequência de jogadas aéreas. Aos 5, Busanello cobrou escanteio e Jordan subiu livre, porém não acertou o alvo. Dois minutos depois, em cobrança de falta lateral, o mesmo Busanello levantou a bola na área e Nathan Silva afastou o perigo. Na sequência, o ala da Chape cruzou de novo e Jordan novamente cabeceou para fora.

Em meio a uma má atuação, o Atlético mostrava dificuldades para chegar com perigo. Nacho Fernández até tentou em duas oportunidades, aos 16 e 17, mas ambos os chutes de fora da área subiram demais. A necessidade de vencer era gigante e o técnico Cuca promoveu mudanças: Hyoran e Sasha entraram nas vagas de Igor Rabello e Keno aos 19 e, no minuto 35, Calebe e Nathan substituíram Dodô e Dylan Borrero.

Só que estas últimas duas mudanças aconteceram após o gol da virada da Chape. Aos 22 da segunda etapa, Rodriguinho teve a bola no meio e chutou forte. A bola bateu na mão de Nathan Silva e o braço do zagueiro estava claramente aberto. O árbitro marcou o pênalti rapidamente e Mike foi para a cobrança. O camisa 17 cobrou no canto direito do goleiro Everson que foi para a esquerda. Gol da Chapecoense em ótima cobrança de MIke: 2 a 1 para a Chape.

“Abafa” no final e cabeceio de Sasha

A necessidade de vencer era evidente e uma derrota para a Chapecoense seria algo desastroso para o Atlético. Com as mudanças ousadas de Cuca, o time mineiro foi para o famoso “abafa” e conseguiu empatar depois de várias tentativas frustradas.

Aos 25, Nacho bateu uma falta lateral e Nathan cabeceou, mas a bola desviou no adversário. No minuto seguinte, Tchê Tchê fez ótimo passe para Borrero cruzar rasteiro no fundo, mas a zaga da Chape cortou dentro da área. No minuto 30, Nacho bateu escanteio pela direita e a defesa adversária tirou. Na sobra, Dodô bateu de primeira e Keiller fez uma defesa espetacular no seu canto direito. Aos 32, Tchê Tchê bateu de esquerda de fora da área e o goleiro da Chape encaixou.

Contrapondo estas chegadas frustradas, o empate atleticano saiu e a origem foi o banco de reservas. Aos 38, Calebe acelerou pela esquerda e fez um cruzamento perfeito para um ótimo cabeceio de Eduardo Sasha. A bola foi muito bem cabeceada pelo camisa 18 do Galo para empatar a partida, visto que Keiller nada pôde fazer. Gol de empate de Sasha: 2 a 2 no placar.

Com o empate, o jogo ficou ainda mais aberto. Aos 42, Hulk acelerou pela direita, tocou para trás e Nacho chutou para outra grande defesa de Keiller, mas Hulk havia cometido uma falta anteriormente. No minuto 50, Anselmo Ramon aproveitou um passe desviado e acelerou sem marcação em contra-ataque, mas Nathan Silva se recuperou, contou com a presença de Calebe e eles impediram uma grande chance da Chape. O Galo ainda chegou aos 52, quando Hyoran tocou para Hulk e o atacante bateu de dentro da área com a perna direita, mas acabou isolando e jogou a bola para fora. Este chute decretou o empate por 2 a 2 na Arena Condá.

O Atlético volta a campo no próximo sábado às 16:30, contra o Ceará, no Mineirão.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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luiz

cavalo paraguaio começa a entregar o ouro como sempre