Uma vitória para o cruzeirense sorrir! Cruzeiro domina o jogo, vence o lanterna Brasil de Pelotas por 2 a 0 e ganha três posições

Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

O domingo do cruzeirense será mais tranquilo por causa desta vitória. Em uma fase tão adversa, qualquer vitória já melhora, pelo menos um pouco, a situação. E o Cruzeiro deu um pulo na tabela com este triunfo: subiu três colocações, assumiu a 12ª posição e respira um pouco, visto que abriu uma certa vantagem para o Z-4 após uma boa vitória. O triunfo foi realmente fácil e a Raposa dominou a partida do início ao fim, sem correr riscos. Três pontos importantes para subir na tabela e ganhar confiança, mas o pensamento já deve ser na dura sequência de jogos que se aproxima.

Nesta manhã de domingo, 03 de outubro, o Cruzeiro venceu o Brasil de Pelotas no Independência por 2 a 0. O jogo foi válido pela 28ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro e a Raposa venceu o adversário gaúcho nesta reta final de torneio após empatar sem gols no primeiro turno.

Com o resultado, o Cruzeiro ganhou três posições nesta rodada da Série B. Anteriormente na 15ª posição, a importantíssima vitória em casa levou o Cruzeiro para a 12ª colocação, visto que o time chegou aos 35 pontos e ultrapassou Operário, Ponte Preta e Vila Nova. Este triunfo também foi preponderante porque a Raposa abriu oito pontos para o Londrina, primeira equipe dentro da zona do rebaixamento – o Londrina ainda joga nesta rodada. Para os interessados, a distância cruzeirense para o G-4 é de 13 pontos e restam só dez jogos. Já o Brasil de Pelotas segue virtualmente rebaixado, visto que é o último colocado, 16 pontos atrás do 16º.

O jogo e as atuações individuais

O ato de ressaltar que o laterna Brasil de Pelotas é, sem nenhuma dúvida, o clube mais fraco da Série B não é menosprezar a vitória cruzeirense, mas sim confirmar que o Cruzeiro fez a sua obrigação nesta partida e não decepcionou a sua torcida. As últimas rodadas desapontaram diversos cruzeirenses, porém a partida desta manhã de domingo fez com que o sorriso do torcedor voltasse a brilhar, pois o time sobrou, dominou o jogo e o goleiro Fábio sequer trabalhou.

O desnível técnico ficou evidente desde o primeiro minuto e o Cruzeiro assumiu o protagonismo. Mesmo assim, alguns erros foram notados, principalmente na transição no primeiro tempo, onde a equipe mineira ainda estava pressionada por abrir o placar e errou alguns passes. No entanto, em resumo, uma atuação protocolar e correta de um time que deveria sobrar nesta partida e sobrou. A atuação contra um rival bem limitado não deixa grandes respostas para o restante da temporada, pois o acesso é praticamente impossível, contudo o triunfo foi crucial na luta contra o rebaixamento, visto que um tropeço contra o último colocado seria terrível.

A grande questão é que o Cruzeiro enfrentará os três primeiros colocados nas próximas três partidas e terá duelos completamente contrários a esta partida frente ao Brasil de Pelotas. Todavia, além do domínio e do controle para poupar o físico no segundo tempo, o bom desempenho cruzeirense deixou claro que a base pode ajudar bastante nesta tão prometida reconstrução. Thiago e Vitor Leque marcaram os gols, foram protagonistas e merecem seguir no time titular. Cabe a Vanderlei Luxemburgo entender que os jovens serão realmente importantes no fim deste ano dramático. Enquanto isso, o torcedor cruzeirense torce para o time encarar outros adversários da Série B da mesma forma que enfrentou o Brasil de Pelotas. É difícil, mas o cruzeirense tem o direito de sonhar!

Cruzeiro x Brasil de Pelotas

Tentando encontrar a equipe ideal, Vanderlei Luxemburgo promoveu algumas mudanças para esta partida em relação à última formação. Em resumo, foram cinco substituições, mas duas são explicadas pelas ausências, visto que Moreno está na Seleção Boliviana e foi substituído por Thiago, enquanto Matheus Pereira estava ausente na rodada passada e voltou à ala-esquerda. Logo, o Cruzeiro entrou em campo com Fábio; Raúl Cáceres, Eduardo Brock, Ramon e Matheus Pereira; Lucas Ventura, Adriano e Giovanni Piccolomo; Bruno José, Thiago e Vitor Leque.

O primeiro tempo

O início ruim

Com superioridade desde o primeiro minuto, o Cruzeiro teve as melhores chances, mas não estava tão bem e errou bastante no início. Enquanto isso, o limitado time do Brasil de Pelotas chegou apenas uma vez na etapa inicial. Aos 9, Kevin interceptou um passe pela esquerda e finalizou de fora da área. A bola passou ao lado da trave esquerda de Fábio.

Já a Raposa tentou várias vezes no início, mas a pontaria era o maior problema. Aos 2, em um cruzamento na área, Vitor Leque cabeceou sozinho e errou o alvo. No minuto 14, Adriano fez o lançamento para a área, Bruno José dividiu com o zagueiro e conseguiu raspar de leve na bola para marcar o gol, mas a arbitragem já havia assinalado a evidente falta cometida por Bruno.

Quatro minutos depois, Raúl Cáceres fez boa jogada e Giovanni Piccolomo bateu de fora da área, mas a bola pegou na defesa. No lance seguinte, em cobrança de falta, o mesmo Giovanni colocou a bola na área e Brock cabeceou para fora. Aos 25, o Brasil de Pelotas errou de forma grotesca, Adriano dominou no peito dentro da meia-lua e bateu de canhota. A bola passou próximo da trave esquerda de Marcelo. No lance seguinte, após uma trama pelo meio, Thiago bateu com a canhota e o goleiro xavante encaixou.

Ainda neste início dominante, contudo, ruim do Cruzeiro, o time chegou aos 35, quando Vitor Leque cruzou e Bruno José deixou a bola escapar. O camisa 16 disputou na área e a bola sobrou no pé de Adriano. O volante tentou acertar o gol e acabou isolando.

O fim de tempo com gols

Depois de 40 minutos com pouca efetividade, o Cruzeiro conseguiu ser assertivo e marcou gols no fim da primeira etapa. Aos 41, Ramon fez um bom lançamento desde a defesa e Thiago ajeitou de cabeça para o seu jovem companheiro de ataque. Vitor Leque fez o domínio, invadiu a área, driblou o marcador, levou para a perna esquerda e bateu no canto direito de Marcelo. Chute indefensável para coroar o primeiro gol marcado por Leque pela Raposa entre os profissionais: 1 a 0 para o Cruzeiro.

Logo no minuto seguinte, Thiago acelerou pelo meio, viu que tinha muita liberdade e resolveu arriscar de fora da área. O chute não pegou tanta força e Marcelo encaixou. Porém, três minutos depois, o atacante conseguiu balançar as redes.

Após boa jogada de Raúl Cáceres pela direita, Thiago estava atrás, recebeu o cruzamento, tentou finalizar e furou. Porém, a furada com um leve toque acabou driblando o zagueiro do Brasil e Thiago teve liberdade, quase na pequena área, para chutar. Um toque com a canhota para o fundo das redes: 2 a 0 para o Cruzeiro.

A equipe mineira ainda marcou o terceiro gol, mas foi anulado. Aos 47, Adriano recebeu na entrada da área e bateu, mas a bola acabou desviando em Thiago e o atacante estava adiantado. Por causa do impedimento, a arbitragem anulou o gol e decretou o placar: 2 a 0 para a Raposa.

O segundo tempo

Com o jogo praticamente decidido, Vanderlei Luxemburgo aproveitou a etapa final para colocar Wellington Nem para ganhar ritmo e atuar por 45 minutos – Bruno José deixou o campo. E o Cruzeiro seguiu em cima, já que o Brasil de Pelotas continuou dando espaços.

Logo no primeiro minuto, Lucas Ventura bateu de longe e obrigou Marcelo a fazer grande defesa. No lance seguinte, o Brasil arriscou com Caio Rangel, mas foi muito mal. Ainda na sequência, aos 3, Adriano finalizou novamente de fora da área e a bola passou próxima da trave. Dois minutos depois, Raúl Cáceres cruzou para a segunda trave, Matheus Pereira chutou de primeira e Marcelo fez uma grande defesa, evitando o terceiro gol cruzeirense. No minuto 12, Wellington Nem fez a sua jogada característica – levou a bola da direita para o meio – e bateu forte, mas a bola acabou subindo demais.

Pensando na sequência e na facilidade deste jogo, Luxemburgo seguiu promovendo mudanças. Aos 21, Lucas Ventura saiu para Flávio entrar. Seis minutos depois, Claudinho e Dudu substituíram Adriano e Vitor Leque. Por fim, no minuto 35, Rhodolfo entrou na vaga de Raúl Cáceres.

Sem tanta intensidade, o Cruzeiro chegou poucas vezes. Aos 24, Matheus Pereira cruzou com perfeição e Raúl Cáceres cabeceou com força e direção. Entretanto, Marcelo fez uma grande defesa. No fim da partida, aos 45, Thiago fez jogada individual e arriscou de fora da área, mas o goleiro do Brasil fez outra defesa no canto. No lance seguinte, Wellington Nem bateu, também de longa distância, e a bola desviou na marcação antes de sair pela linha de fundo. Estes foram os únicos lances de um segundo tempo sem grandes chances, visto que o placar já estava decidido.

O Cruzeiro volta a campo na próxima sexta-feira, 08, às 21:30, contra o Coritiba, no Couto Pereira.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Comentários

Subscribe
Notify of
guest
1 Comentário
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
View all comments
José Antonio

“Sorrir” de que???? Qual motivo tem uma torcida de um time que vai disputar a SEGUNDONA pelo TERCEIRO ANO CONSECUTIVO, tem pra sorrir????