Erros capitais resultam em vaga perdida: Atlético empata com o Palmeiras por 1 a 1 e é eliminado da Libertadores de 2021

Foto: Cesar Greco

Todo apaixonado por futebol já escutou a frase: os jogos são decididos por detalhes. E alguns detalhes, conhecidos como erros capitais neste confronto, acabaram eliminando o Atlético da Copa Libertadores da América de 2021 na semifinal contra o Palmeiras.

No jogo de ida, Hulk teve a grande chance da partida, mas acertou a trave de Weverton na cobrança do pênalti. Nesta noite, no Mineirão, Nathan Silva fez uma partida muito ruim, falhou pela primeira vez com a camisa do Galo e acabou sendo responsável pelo gol palmeirense. Um time pecou nos detalhes e não conseguiu, por meio do desespero, marcar o gol da classificação. O outro manteve a sua postura bem defensiva e explorou os erros capitais do rival. Resultado: eliminação atleticana e uma merecida classificação palmeirense para a decisão do maior torneio do continente.

Nesta noite de terça-feira, 28 de setembro de 2021, o Atlético recebeu o Palmeiras no Mineirão e empatou por 1 a 1. Como a partida de ida terminou em um empate sem gols, o Verdão “saiu vitorioso” deste jogo de volta da semifinal da Copa Libertadores da América de 2021 por causa do gol feito em Minas Gerais. O Mineirão contou com mais de 18 mil atleticanos, mas foi o elenco do Palmeiras que comemorou no apito final.

O jogo e as atuações individuais

Um primeiro tempo que entregou mais que o primeiro jogo, mas bem menos que era esperado do confronto. Uma segunda etapa aberta, com muita trocação, um gol de cada lado e uma grande chance perdida pelo Atlético. Um jogo equilibrado do início ao fim e um resultado amargo para os mineiros: o Galo tropeçou nos próprios erros e está eliminado da Copa Libertadores da América de 2021. O sonho do bicampeonato continental ficará para a próxima temporada.

Dentro de campo, o Atlético fez uma partida razoável, mas deslizou em momentos capitais. Nathan Silva já havia recebido um cartão amarelo no primeiro tempo por infantilidade e acabou comprovando que não estava em uma noite feliz. O zagueiro atleticano falhou aos 16, mas Rony não bateu bem. No entanto, a falha frente a Gabriel Veron no minuto 22 da segunda etapa foi crucial para o confronto. O erro acarretou o gol do Palmeiras e, consequentemente, a eliminação atleticana.

O equívoco de Nathan Silva somado ao pênalti perdido por Hulk são os destaques e serão lembrados por todos. Porém, estes dois lances são exemplos de dois jogos que o Atlético não foi bem. O time já entregou mais futebol contra vários adversários tão qualificados como o Palmeiras, porém o time de Cuca não conseguiu sair da forte marcação de Gustavo Gómez, Felipe Melo e companhia.

Os erros individuais levaram à desclassificação, mas as más atuações coletivas também evidenciam que o Atlético poderia ter jogado mais. Hulk e, principalmente, Nathan Silva sabem das suas responsabilidades e não desejavam errar. Por isso, depois de lamentar a eliminação, os atletas e os atleticanos devem erguer a cabeça: o Galo ainda disputa duas grandes competições e a massa alvinegra deve apoiar. Já o Palmeiras fez o seu jogo e se classificou aproveitando os erros atleticanos. Logo, mereceu e representará o Brasil na final.

Atlético x Palmeiras

Os atleticanos estavam tensos logo nos minutos anteriores à escalação. E a formação inicial indicou ausências que os torcedores temiam. Diego Costa e Keno sequer foram relacionados, enquanto Savarino ficou no banco como opção. Por isso, Cuca colocou o time que estava sendo esperado por todos: Everson; Mariano, Nathan Silva, Alonso e Arana; Allan, Jair, Nacho Fernández e Zaracho; Hulk e Vargas.

O primeiro tempo

O jogo começou com duas tramas irregulares. Logo no minuto 1, Danilo lançou Rony e o atacante bateu. Everson fez a defesa, mas a arbitragem anulou a jogada por impedimento. No lance seguinte, Vargas dominou com a mão, girou e bateu de fora da área. Além da bola ir para fora, a falta foi corretamente marcada.

A grande oportunidade atleticana no primeiro tempo saiu dos pés do zagueiro Luan. Aos 13, o jogador palmeirense cobrou uma falta no meio-campo no peito de Vargas e o chileno acelerou pelo meio. Vargas hesitou no momento de tocar e lançou Hulk, porém Weverton abafou no momento certo, evitando o chute de Hulk nesta retomada atleticana.

O Palmeiras chegou em duas oportunidades entre os minutos 15 e 30. Aos 15, Danilo recebeu na direita, levou para o meio e bateu para fora. Já no minuto 25, Weverton fez um belo lançamento para Piquerez, Mariano falhou no corte e o lateral uruguaio aproveitou. Piquerez driblou Nathan Silva e chutou para fora.

Já o Atlético, depois de se assustar em alguns momentos, retomou o domínio da partida no fim do primeiro tempo. Aos 30, Mariano cruzou para Vargas cabecear – a bola bateu na barriga de Luan que estava marcando em cima. Dois minutos depois, Arana roubou a bola de Raphael Veiga, acelerou pela esquerda e bateu cruzado para Weverton encaixar.

No minuto 43, Mariano fez um lindo lançamento para Vargas e o chileno bateu forte, mas o impedimento foi marcado após a defesa de Weverton. No final dos 45 minutos iniciais, Nacho Fernández apertou, roubou a bola de Felipe Melo e bateu na direção do gol, mas Weverton salvou o Palmeiras. Portanto, o primeiro tempo acabou empatado sem gols.

O segundo tempo

O domínio atleticano

Depois de um primeiro tempo equilibrado, o Atlético voltou bem mais ligado na etapa final. Aos 2 da segunda etapa, Jair roubou a bola na saída de jogo do Palmeiras e Hulk bateu forte. A bola ainda quicou no gramado e Weverton fez uma grande defesa, espalmando a bola pela linha de fundo. No lance seguinte, Marcos Rocha lançou Rony nas costas de Junior Alonso e o camisa 7 acelerou pela direita. Rony bateu na saída de Everson e o goleiro fez uma grande defesa.

Com mais intensidade ofensiva, o Atlético sufocou o Palmeiras e conseguiu balançar as redes aos 6 da segunda etapa. Mariano fez um belo passe para Jair que estava com um ponta-direita e o volante do Galo cruzou com perfeição. Na segunda trave, Eduardo Vargas subiu sem marcação de Marcos Rocha e cabeceou para o fundo das redes. Vibração de um Mineirão lotado com o gol do chileno. Um cabeceio certeiro de Eduardo Vargas para inaugurar o placar do confronto: 1 a 0 para o Galo.

Mesmo com a vantagem no placar, o time mineiro seguiu em cima. Aos 8, Nacho Fernández cobrou um escanteio pela direita e Jair cabeceou para fora. Três minutos depois, Vargas fez uma grande jogada, tabelou com Nacho e bateu na saída de Weverton. A belíssima trama do chileno resultou em uma chance clara que balançou as redes palmeirenses pelo lado de fora. O Galo seguiu em cima e Nacho fez um belo passe para Zaracho, mas o argentino preferiu buscar o cruzamento e não conseguiu realizar uma boa jogada aos 15 do segundo tempo.

O ressurgimento do Palmeiras

O Atlético pressionou depois do gol, mas não conseguiu ser tão agressivo. Por outro lado, o Palmeiras, sem abandonar a sua estratégia, ressurgiu e levou perigo ao gol atleticano.

Aos 16, Weverton fez mais um lançamento para Rony e Nathan Silva falhou. O zagueiro, que já havia indicado que não estava bem quando recebeu um cartão bobo na primeira etapa, abaixou a cabeça na tentativa de deixar a bola com Everson, mas a bola acabou ficando nos pés de Rony e o camisa 7 bateu na saída do goleiro atleticano. A bola bateu na mão de Everson, a qual salvou o Atlético.

No entanto, a partida ruim do bom zagueiro atleticano ficaria ainda mais evidente seis minutos depois. Aos 22, Piquerez lançou Gabriel Veron, ponta que havia acabado de entrar em campo, e o camisa 27 do Palmeiras ganhou na dividida de Nathan Silva. O defensor do Galo ficou caído e a jogada seguiu com Veron dentro da área, pela esquerda. O jovem atacante teve inteligência e, na saída de Everson, rolou para Dudu empurrar de carrinho. Gol do camisa 43 do Palmeiras. O ídolo decidiu depois da falha do jovem zagueiro atleticano: 1 a 1 no placar do Mineirão.

O desespero atleticano

Devido ao gol fora de casa, o Atlético foi obrigado a sair atrás de uma bola na rede para se classificar. Porém, foram muitas substituições e quase nenhuma boa trama. Cuca promoveu mudanças no time alvinegro: aos 32, Jair saiu para a entrada de Savarino; seis minutos depois, Eduardo Sasha substituiu Zaracho; por fim, no minuto 43, Allan e Nacho Fernández deixaram o campo para a entrada de Réver e Tchê Tchê. Logo, Cuca tirou todos os quatro meio-campistas titulares e nenhum jogador do setor defensivo ou do ataque.

A torcida atleticana até tentou empurrar o time, mas foram poucas jogadas realmente perigosas depois do empate palmeirense. Aos 31, Hulk bateu uma falta, a bola desviou e Weverton espalmou. Seis minutos depois, Zaracho recebeu na direita e cruzou. Vargas cabeceou, mas, desta vez, não acertou o alvo, visto que estava bem longe da meta de Weverton. Já no desespero, o Atlético usou bastante a bola aérea e apenas aos 45, em cabeceio de Hulk, o time conseguiu levar perigo. Porém, nem o atacante atleticano conseguiu assustar Weverton, visto que o goleiro encaixou.

Já o Palmeiras, utilizando o critério do gol fora de casa e com a mesma postura defensiva de sempre, teve mais espaço e chegou em duas oportunidades. Aos 33, Danilo arriscou de fora da área, com a perna esquerda. A bola ainda desviou, mas morreu nos braços de Everson. Oito minutos depois, Wesley fez uma jogada semelhante, pelo mesmo setor, e bateu com a canhota. Novamente, Everson encaixou.

Logo, com o placar indicando 1 a 1 nesta partida somado ao marcador do Allianz Parque que ficou zerado, o Palmeiras se classificou para final da Copa Libertadores da América de 2021.

O Atlético volta a campo no próximo sábado, às 21 horas, contra o Internacional, no Mineirão, pelo Brasileirão.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Roni Fragoso

Eu avisei que a arrogância iria começar a cair ontem… Só tirando sarro dos cruzeirenses…
Estão se achando porque têm vários mecenas, que têm jogadores badalados…
Mas no fundo, devem estar devendo o mesmo pai de santo. E isto desde o século passado!!