Novamente, o CSA mostra qual é a realidade da Raposa: Cruzeiro perde por 2 a 1 em casa e tem que olhar para o Z-4

A comemoração de Iury, autor do gol da virada do CSA. Foto: Alexandre Guzanshe / EM DA PRESS

Mais uma vez, o CSA aprontou em Belo Horizonte contra o Cruzeiro e escancarou a terrível realidade do clube. Assim como em 28 de novembro de 2019, quando Thiago Neves perdeu pênalti e o time alagoano venceu por 1 a 0, o time alagoano bateu a Raposa fora de casa e o atual sentimento do cruzeirense é o mesmo de 2019: terra arrasada.

Com um futebol desastroso, o Cruzeiro perdeu novamente e está claro que este time não conseguirá buscar o objetivo de voltar à Série A. Na verdade, os comandados de Luxemburgo devem olhar para o Z-4, visto que a briga foi, desde o início, para fugir da parte de baixo da tabela e o time ainda não se distanciou da zona do rebaixamento. É complicado, mas o Cruzeiro deixou claro, em horário nobre, para o Brasil todo ver, que merece ficar mais um ano longe da elite.

Neste domingo, 26 de setembro, o Cruzeiro perdeu para o CSA por 2 a 1 no Independência, em Belo Horizonte. O jogo foi válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro e os gols do CSA foram marcados por Iury e Yuri – Claudinho marcou pela Raposa.

Com a derrota, o Cruzeiro segue na 13ª posição e tem a certeza que não irá ultrapassar nenhum rival na próxima rodada. Por outro lado, o time ainda pode perder uma posição. Com 31 pontos em 26 jogos, a Raposa está três pontos atrás do 12º colocado, ou seja, nem com uma vitória na próxima partida, o time não sobe um degrau na tabela, visto que tem menos triunfos que o Operário. A equipe de Luxa ainda pode perder uma posição porque a Ponte Preta está jogando neste momento e, se vencer, deixa a Raposa na 14ª posição. Já o CSA está em sétimo, seis pontos atrás do G-4.

O jogo e as atuações individuais

Um jogo que evidenciou a realidade cruzeirense, novamente. O algoz CSA apareceu mais uma vez para mostrar aos torcedores que a equipe mineira está bem longe de ter nível de atuação para a Série A do Brasileirão. Uma atuação muito ruim e uma postura ainda pior, principalmente depois do jogo. O Cruzeiro Esporte Clube está em um pesadelo que está bem longe do fim e o duelo deste domingo é mais um capítulo deste cenário que entristece todos os apaixonados torcedores.

Dentro de campo, o técnico Vanderlei Luxemburgo escalou um time bem modificado e não funcionou. A equipe até saiu ganhando, mas dominou apenas os primeiros minutos da partida e não mereceu a vitória, visto que não atacou após ficar em desvantagem. A tensão cruzeirense era evidente e o time passou 30 minutos atrás do placar, mas não conseguiu orquestrar nenhuma jogada que levasse perigo à meta do CSA. O desempenho foi assustador, o resultado foi muito decepcionante e todo o histórico contra o time alagoano preocupa, no entanto as cenas pós-jogo indicam uma postura ainda pior.

Por motivos ainda não esclarecidos, Adriano reagiu a alguma provocação de forma enlouquecida: o volante correu até o vestiário do CSA e iniciou uma briga generalizada. A briga – que foi detalhada no fim da matéria – foi apenas mais um momento de muita irritação e descontrole dos jogadores cruzeirenses. Durante a partida e também no pós-jogo, Giovanni Piccolomo, Matheus Pereira e Rafael Sobis estavam incontroláveis e prejudicaram a equipe mineira. Não é assim que o Cruzeiro sairá deste buraco. Não é brigando, mas sim jogando futebol. O caminho nunca será a violência e as reclamações agressivas. O Cruzeiro deve repensar isso também!

Cruzeiro x CSA

Sem contar com Bruno José, Marcelo Moreno e Wellington Nem, ou seja, sem o trio de ataque titular, Vanderlei Luxemburgo foi obrigado a promover mudanças na parte ofensiva da equipe. A Raposa entrou com Claudinho, Felipe Augusto e Thiago no ataque e Lucas Ventura também foi escolhido para atuar no meio. Na zaga, o suspenso Brock foi substituído por Léo Santos. Logo, o Cruzeiro entrou em campo com Fábio; Raúl Cáceres, Ramon, Léo Santos e Matheus Pereira; Adriano, Lucas Ventura, Rômulo e Claudinho; Felipe Augusto e Thiago.

O primeiro tempo

Com o apoio da sua apaixonada torcida, o Cruzeiro começou em cima desde o primeiro minuto. Aos 7, Claudinho levou a bola da direita para o meio e arriscou, mas a bola subiu demais. Três minutos depois, Raúl Cáceres cruzou na área e Adriano finalizou. A questão é que o camisa 15 da Raposa hesitou para bater e facilitou a defesa do goleiro Thiago Rodrigues.

No minuto 21, o time mineiro chegou com muito perigo após um lindo passe do seu centroavante. Thiago recebeu no meio e viu Felipe Augusto disparando pela esquerda, nas costas da defesa. O camisa 18 do Cruzeiro fez um lançamento perfeito e Felipe recebeu na área, bateu com a perna esquerda e obrigou Thiago Rodrigues a fazer uma grande defesa com a perna.

A única boa chegada do CSA na primeira etapa foi no minuto 28, quando Iury Castilho arrancou pelo meio, fez boa jogada e deu um ótimo passe vertical. A bola passou por Ramon e encontrou os pés de Bruno Mota. O atacante estava livre na área e bateu forte, contudo Fábio fez uma boa defesa.

Em um jogo mais equilibrado na reta final, o Cruzeiro até promoveu uma mudança por causa da lesão de Lucas Ventura – Ariel Cabral entrou. Mesmo com o equilíbrio, o time mineiro abriu o placar. Após trama pela esquerda envolvendo Adriano, Ariel Cabral e Matheus Pereira, o lateral esquerdo cruzou com precisão e Claudinho se jogou de carrinho para empurrar para as redes. A posição do camisa 49 era bem ajustada, mas o VAR revisou e confirmou o gol cruzeirense. Logo, gol de Claudinho em bela assistência de Matheus Pereira: 1 a 0 para o Cruzeiro no fim do primeiro tempo.

O segundo tempo

A virada

Mesmo vencendo, Luxemburgo mexeu na equipe no intervalo: Rômulo saiu para a entrada de Marco Antônio. Obviamente, o jovem jogador não foi o culpado, mas a segunda parte do Cruzeiro foi bem ruim.

Logo aos 2, Yuri arriscou e Fábio encaixou. Porém, dois minutos depois, o meia Gabriel fez um lindo lançamento e encontrou o mesmo Yuri entrando na área. O zagueiro Ramon ficou apenas olhando o domínio do adversário que balançou as redes com muita esperteza. Yuri dominou no peito e bateu rapidamente no canto direito de Fábio. Um belíssimo gol de empate do CSA: 1 a 1 no placar.

O Cruzeiro tentou reagir com um chute de Claudinho no minuto 8: o camisa 49 recebeu no meio, girou e bateu de perna esquerda. A bola foi na direção do gol e Thiago Rodrigues fez a defesa. O CSA chegou novamente em cobrança de falta de Bruno Mota aos 12, quando Fábio espalmou e jogou pela linha de fundo.

Na tentativa de retomar o domínio do jogo, Luxemburgo promoveu mudanças no time. Aos 16, Felipe Augusto e Thiago saíram para as entradas de Rafael Sobis e Vitor Leque. Três minutos depois, Giovanni Piccolomo substituiu Adriano, porém esta mudança aconteceu depois do lance decisivo do jogo.

Aos 18, Cristovam recebeu na direita, levou para a perna esquerda e fez lindo cruzamento. Aproveitando a desatenção de Raúl Cáceres, Iury entrou livre e chapou no ângulo esquerdo de Fábio, sem chances para o goleiro. Mais um belo gol do CSA e a bola na rede decretou a virada do time alagoano: 2 a 1 no Independência.

Minutos finais sem futebol e cenas lamentáveis no fim

O Cruzeiro teve mais de 30 minutos em desvantagem e não conseguiu produzir nenhuma jogada. Giovanni Piccolomo arriscou algumas vezes de fora da área, mas a bola não foi na direção do gol em nenhuma oportunidade. Resumindo, a Raposa sofreu um gol aos 18 do segundo tempo e não conseguiu atacar.

O momento que mais chamou atenção dentro de campo por parte do Cruzeiro nos minutos finais foi aos 40, quando Rafael Sobis recebeu amarelo por uma falta cometida, reclamou de forma acintosa e recebeu a segunda advertência, sendo expulso por consequência. O CSA chegou com perigo em uma cobrança de falta de Silas aos 47, a qual passou próxima do travessão de Fábio.

Com nenhuma boa jogada, a partida se encerrou com o placar de 2 a 1 para o CSA. Como forma de protesto, a torcida que estava nas arquibancadas do Horto reclamou bastante e o jogo ainda reservou cenas lamentáveis nos minutos finais.

Por um motivo ainda desconhecido, na saída de campo, Adriano correu em direção ao vestiário do CSA e queria agredir algum adversário. Aquela movimentação do volante cruzeirense acarretou uma briga generalizada na porta do vestiário, a qual perdeu força após o uso controverso do gás de pimenta por um policial. Todos os envolvidos sentiram mal e ficaram tentando se recuperar, visto que este gás prejudica a saúde. Depois disso, a briga realmente perdeu força e os jogadores foram para os seus respectivos vestiários. Uma vergonha o que os jogadores fizeram dentro e fora de campo!

Depois de tudo isso, o Cruzeiro volta a campo na próxima quarta-feira, 29, às 19 horas, contra o Guarani, em Campinas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Comentários

Subscribe
Notify of
guest
3 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
View all comments
Rubens Eymard Alves

E para piorar no mês que vem as maricotas tem que começar a pagar mensalmente em torno de R$ 1.300.000,00 dos acordos com a PGFN.

romulo

Ao menos a direção do micróbio azul já está colocando o time pra jogar de verde, acostumando seus torcedores pra torcer pro time de verde, para, em breve, qdo o time for extinto, os 9 milhões cof, cof de simpatizantes (na realidade não deve chegar nem a 1 milhão) migrarem naturalmente para o mequinha!!

Bruno

Melhor fechar ,pagar as dívidas e depois repensar a volta. Isto se chama rasgar dinheiro com estes jogadores.