O Atlético e os pênaltis na Libertadores: uma história de amor e de muitas emoções

A bola bateu na trave e o Atlético entrou para a história. Foto: disponível no Globoplay.

Algumas histórias de amor merecem ser ressaltadas. São momentos únicos na vida de cada pessoa, onde este sentimento tão nobre está inserido. O amor é marcante. Assim como a ligação entre o Clube Atlético Mineiro e os pênaltis na Copa Libertadores da América.

Na última noite, Hulk desperdiçou a grande – e única – chance da partida: com muita força, o artilheiro atleticano acertou o “pé da trave” de Weverton. Por causa disso e devido aos erros do Galo durante a partida, o Atlético empatou sem gols com o Palmeiras na partida de ida da semifinal da Copa Libertadores da América.

Mas este último episódio da emocionante história entre Atlético e os pênaltis aconteceu após outros cinco capítulos. Ainda não é possível afirmar que esta atual história terminará da forma que o torcedor espera, mas é importante recordar momentos positivos e com muita emoção do Galo envolvendo a competição continental e a marca da cal.

O primeiro capítulo

O Atlético participou só quatro vezes da Copa Libertadores da América no século XX:. A última das suas quatro aparições aconteceu justamente em 2000, quando o time mineiro se classificou após o vice-campeonato do Brasileirão de 1999. E foi nesta edição que o Galo fez a sua “estreia” nos pênaltis.

Nas oitavas de final, o Atlético enfrentou o Athletico-PR e venceu a primeira partida em casa por 1 a 0. No entanto, o xará paranaense venceu por 2 a 1 no duelo da volta e a decisão da vaga nas quartas de final foi às penalidades máximas, visto que o gol fora não era critério de desempate naquela oportunidade.

Nas cobranças de pênaltis, em 11 de maio de 2000, na Arena da Baixada, o Galo abriu a sequência de penalidades, marcou em todas as oportunidades e viu o adversário errar a terceira batida. O responsável pelo erro paranaense era somente Adriano na época, mas ficou conhecido depois do Mundial de 2006 conquistado pelo Internacional como Adriano Gabiru. O meia isolou e viu o centroavante e artilheiro atleticano, Guilherme, converter o quinto pênalti. Classificação do Atlético com drama e felicidade nos pênaltis.

O episódio mais marcante

Toda novela tem o seu ápice. Toda história instigante conta com o episódio mais marcante em um momento que ninguém está esperando. E isso aconteceu no Atlético precisamente em 30 de maio de 2013, data que ficou marcada como o Dia de São Victor do Horto.

Há mais de oito anos, pelas quartas de final da Copa Libertadores da América, o Galo recebeu o Tijuana depois de um empate por 2 a 2 no México. Dentro de campo, em um jogo estranho, os times estavam empatando novamente até os 47 do segundo tempo, quando Leonardo Silva quase colocou tudo a perder.

Como um bom capítulo de uma trama, todos que estavam assistindo ficaram assustados. Um zagueiro experiente e talentoso como Léo Silva cometeu uma penalidade máxima nos acréscimos. Um pênalti indiscutível que poderia colocar o Tijuana na semifinal.

No entanto, o episódio mais marcante da história do Atlético contava com um santo como protagonista. Victor Leandro Bagy até pulou para a sua direita, mas a bola foi no meio do gol, o goleiro levantou a perna e isolou. Victor jogou aquela bola para a eternidade. O Santo marcou o seu nome na história do Atlético naquela noite. Uma noite de Copa Libertadores que envolveu pênaltis. Mas não foi uma noite qualquer, e sim a noite. A noite libertadora.

A parte romântica

Depois de um episódio tão surpreendente, incrível e fantástico como o capítulo envolvendo o Tijuana, o restante da trama atleticana na Libertadores de 2013 foi emocionante, porém mais romântica. O time conseguiu, de forma incrível, perder duas partidas por 2 a 0 longe de BH, devolver o placar em casa e sair vitorioso nos pênaltis.

Em 10 de julho de 2013, o Atlético entrou em campo pressionado pela derrota na Argentina para o Newell ‘s Old Boys na semifinal, mas se classificou depois dos gols de Bernard e Guilherme, este último já nos acréscimos. O placar no tempo normal levou a decisão para os pênaltis: Jô e Richarlyson até perderam as suas cobranças, mas, ao mesmo tempo, o Newell ‘s errou duas vezes antes de Maxi Rodríguez ir para a bola e desperdiçar a chance. Mais uma defesa feita por Victor e um recado: o Atlético é finalista.

Para aumentar o romantismo, o Galo passou pela mesma situação na final, já que perdeu por 2 a 0 fora de casa para o Olímpia-PAR. Por isso, o Atlético entrou em campo buscando dois gols, no mínimo, e conseguiu com o chute de Jô e o cabeceio histórico de Leonardo Silva. Com a repetição do placar, o título da Libertadores de 2013 foi resolvido nos pênaltis. Na primeira cobrança, Victor já fez uma defesa com o pé direito e, em contrapartida à disputa anterior, desta vez, o Galo foi muito bem e converteu todas as batidas. Até o Olímpia chegar no quinto pênalti: Giménez acertou a trave e o Atlético entrou para a história. Haja detalhes românticos: as disputas de pênaltis acarretaram este grande título continental.

A história recente

Ainda está muito fresco na memória do torcedor, porém o Galo protagonizou uma história recente envolvendo pênaltis na Copa Libertadores da América que deve ser destacada. Nas oitavas de final, depois de dois empates por 0 a 0 na Argentina e Minas Gerais, o Atlético e o Boca Juniors foram para a decisão por pênaltis.

Logo na abertura da disputa, Hulk acertou a trave e o Atlético começou em desvantagem. No entanto, Everson fez duas grandes defesas e colocou o Galo à frente no placar. Hyoran até desperdiçou, mas o Boca Juniors perdeu mais uma cobrança e o próprio goleiro atleticano foi para a cobrança. Everson colocou a bola com perfeição no ângulo esquerdo do goleiro dos Xeneizes. Classificação assegurada e muita confiança em cobranças de pênaltis.

O capítulo da noite passada

Assim como na disputa frente ao Boca Juniors, Hulk errou uma penalidade máxima. Curiosamente, o atacante bateu oito pênaltis pelo Atlético e marcou seis, ou seja, só perdeu estas duas chances. A questão é que, como o próprio atleta sabe, trata-se de oportunidades quase únicas. Hulk acabou errando novamente e isto resultou no novo capítulo desta longa história envolvendo Atlético e os pênaltis na Libertadores.

É evidente que o Galo possui uma grande ligação com as penalidades máximas. A emoção faz parte do atleticano, assim como a arte de nunca desistir, mas sempre acreditar. O Atlético é movido por estes apoios e contará com a sua apaixonada torcida na próxima semana.

A história envolvendo a penalidade máxima ainda está aberta nesta semifinal. Hulk já errou, mas é possível várias reviravoltas históricas. O atleticano sabe da sua importância e entende que o seu time está pronto para grandes feitos. Basta acreditar, sempre. É tempo de acreditar em histórias de amor. O atleticano sempre foi apaixonado pelo clube e quer conquistar algo no fim da temporada. Acreditem no amor!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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