É certo que a volta será melhor: com erro de Hulk, Atlético e Palmeiras empatam por 0 a 0 em jogo amarrado

Muita disputa e pouco futebol. Foto: Pedro Souza / Atlético.

Um time tentou atacar e errou bastante. A outra equipe se defendeu e, praticamente, não conseguiu contra-atacar. Em resumo, um jogo muito ruim e uma certeza: o jogo da volta será melhor, visto que é quase impossível ser pior. O Atlético tentou jogar e finalizou 11 vezes, mas não acertou o gol e contou com a infelicidade de Hulk: o artilheiro acertou o “pé da trave” na cobrança do pênalti. Já o Palmeiras não quis agredir, finalizou quatro vezes na primeira etapa e não arrematou nos 45 minutos finais. O melhor exemplo de que a partida foi ruim é o dado que o confronto teve apenas um chute certo: a finalização de Rony, aos 13 do primeiro tempo, quando o ponta bateu de longe e recuou para Everson – o goleiro fez a defesa dominando a bola com os pés.

Nesta terça-feira, 21 de setembro, o Atlético empatou com o Palmeiras por 0 a 0 no Allianz Parque, em São Paulo. A partida foi válida pelo jogo de ida da semifinal da Copa Libertadores da América de 2021.

Os times voltam a se enfrentar na próxima terça-feira, 28, no mesmo horário, mas no Mineirão. Com este empate, o Palmeiras ganha o direito de se classificar com qualquer empate com gols, já que um novo 0 a 0 leva a decisão para os pênaltis. Obviamente, quem vencer o duelo em Belo Horizonte se classifica, ou seja, com a sua torcida, o Atlético entrará em campo em busca de uma vitória simples.

O jogo e as atuações individuais

Um jogo bem amarrado e decepcionante. O Atlético, com toda a sua qualidade, poderia entregar mais, enquanto o Palmeiras, também com um grande time, aparentemente, abdicou das tramas ofensivas. A partida foi equilibrada porque as defesas estavam bem postadas e foi visto pouco espaço no ataque, ao mesmo tempo que os ataques não estavam criativos. O Galo até tentou, mas tropeçou nos próximos erros. Mesmo assim, o time de Cuca esteve mais próximo do objetivo porque arriscou, visto que a equipe treinada por Abel Ferreira se sentiu confortável com o empate em casa.

Os 45 minutos iniciais ficaram marcados por muita intensidade, faltas estratégicas – para matar contra-ataques, por exemplo – e algumas finalizações. Já o segundo tempo conseguiu ser ainda pior: foram três chutes para fora, todos do Galo – Hulk duas vezes e Mariano em uma tentativa ruim de fora da área. Muito pouco para o Atlético, já que o time entregou mais futebol recentemente, mas a situação é ainda mais preocupante para o Palmeiras. O time paulista não conseguiu jogar, não mostrou repertório e sabe que terá um difícil duelo na próxima terça-feira.

Durante a partida bem “chata”, alguns nomes chamaram a atenção positivamente. Allan e Jair foram muito bem e dominaram o meio-campo, não deixando o Palmeiras chegar e fazendo a saída de jogo do Atlético com muito talento. Eles estavam em todos os lugares do campo. Outro destaque foi Nathan Silva, zagueiro que se impôs novamente e ganhou vários duelos por baixo e pelo alto. Já Hulk foi o grande personagem positivo e negativo: perdeu a grande chance do jogo, mas não desistiu da partida e foi o jogador que mais tentou. Obviamente, o pênalti perdido irá o perturbar, mas certamente a massa atleticana reconhecerá a sua garra durante o jogo e o Galo terá 90 minutos para buscar a final da Libertadores.

Palmeiras x Atlético

O técnico Cuca teve duas dúvidas antes da partida: a utilização de Guilherme Arana e qual atacante seria titular ao lado de Hulk. Com condições físicas ideais, o lateral-esquerdo do Atlético foi mantido no time titular, enquanto a parte ofensiva contou com Diego Costa, deixando Keno e Vargas como opção no banco. Logo, o Galo entrou em campo com Everson; Mariano, Nathan Silva, Alonso e Arana; Allan, Jair, Nacho Fernández e Zaracho; Diego Costa e Hulk.

O primeiro tempo

O Galo começou em cima com Hulk em cobrança de falta, no minuto 7, mas a bola bateu na barreira e o camisa 7 errou o chute no rebote. Já o Palmeiras reagiu aos 13, quando Rony aproveitou contragolpe e bateu de fora da área. Porém, Everson dominou com o pé a finalização sem força do palmeirense, a única tentativa que teve a direção certa no jogo. Logo no lance seguinte, o Atlético assustou com um ótimo lançamento de Alonso para Diego Costa brigar e a bola sobrou para Guilherme Arana. O lateral driblou Gustavo Gómez e bateu cruzado, contudo a bola foi para fora.

Dominando a posse de bola, o Galo continuou atacando, mas sem criatividade. No minuto 24, Zaracho tentou de bicicleta e errou o alvo. Na sequência, o argentino finalizou de longe e acertou a defesa palmeirense. No escanteio, Diego Costa até pediu pênalti, mas o árbitro e o VAR não viram pênalti no centroavante. Ainda na sequência, Arana bateu de longe e, de novo, não acertou o gol de Weverton.

Já o Palmeiras tentou chegar em duas bolas paradas: aos 23, após cobrança ensaiada equivocada de uma falta, a bola sobrou para Rony e o ponta bateu forte sem a direção do gol. Seis minutos depois, o Verdão chegou novamente em cruzamento de Raphael Veiga e cabeceio errado de Gómez. O zagueiro paraguaio até tentou ser protagonista no ataque, mas chamou a atenção por causa de um erro na defesa.

Aos 40, Allan fez um ótimo passe para Jair e o meio-campista estava dentro da área, com o domínio da bola. O camisa 8 cruzou rasteiro e encontrou Diego Costa. O centroavante atleticano dominou jogando a bola na frente e sofreu um pênalti claro. Em um bote errado, Gustavo Gómez derrubou Diego e cometeu uma penalidade máxima indiscutível. Porém, na cobrança, Hulk não teve felicidade: o artilheiro deslocou Weverton, mas acertou o “pé da trave” esquerda do goleiro, ou seja, perdeu uma grande chance e não alterou o placar. Com isso, fim de um primeiro tempo sem gols e com muita tensão.

O segundo tempo

O Atlético começou a segunda parte chegando com perigo, mas logo desacelerou, assim como toda a partida. Aos 2, Arana tocou para Hulk e o atacante bateu de fora da área. A bola foi para fora, mas passou perto da meta de Weverton. Seis minutos depois deste bom chute, o Galo teve uma baixa importantíssima: Diego Costa machucou o músculo da coxa e saiu para a entrada de Keno.

Com a mudança, o jogo ficou ainda pior. O Palmeiras tentou chegar em cobrança de lateral aos 13, mas Nathan Silva cortou. Já o Atlético continuou com a bola no pé, porém fez poucas boas jogadas no campo de ataque. Aos 25, Mariano finalizou de longe, depois de toque de Keno, mas errou a tentativa e a bola foi longe do gol. No minuto 35, o Atlético chegou com mais perigo em novo chute de Hulk: o artilheiro bateu uma falta de longe e a bola passou próxima da trave direita do goleiro palmeirense.

Em meio às tentativas, Cuca fez novas mudanças, porém não adiantou. Aos 29, Vargas substituiu Zaracho, e, onze minutos depois, Nacho Fernández e Hulk saíram para as entradas de Eduardo Sasha e Nathan. O jogo se arrastou sem graça, sem gols e sem animação: 0 a 0 e a decisão fica para a próxima semana.

O Atlético volta a campo no próximo sábado, 25, às 21 horas, contra o São Paulo, em SP, pelo Brasileirão.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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