Foi empate! Surpresa por um lado e lógica por outro: Cruzeiro empata com o Vasco por 1 a 1 no RJ

Foto: Rafael Ribeiro/Vasco. Disponível no Twitter do Vasco.

Torcedores, um recado: o Cruzeiro empatou! Para aqueles cruzeirenses que assistiram a partida pela televisão, este recado pode ser surpreendente, visto que boa parte da torcida acreditava que o time estava perdendo por 2 a 0 quando Ramon fez o gol. A TV Globo, detentora dos direitos de imagem do Brasileirão, não viu que o juiz anulou, nos acréscimos, a segunda bola na rede colocada pelo Vasco, ou seja, por causa de uma falta no início da jogada, o gol de Ramon empatou a partida no último lance.

No entanto, o recado de que a Raposa conseguiu o empate é lógica para os torcedores que não assistiram a partida, pois o clube é o “rei” dos empates. Pela 13ª vez em 25 jogos, o Cruzeiro não perdeu, mas também não venceu o adversário nesta Série B, ou seja, em mais da metade das partidas, o time mineiro ficou com o placar igualado no término da partida. Esse alto número de empates não levará o clube a lugar nenhum.

Neste domingo, 19 de setembro, o Cruzeiro empatou com o Vasco por 1 a 1 em São Januário, no Rio de Janeiro. A partida foi válida pela 25ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro e contou com a presença de alguns torcedores: pouco mais de 300 vascaínos pagaram para ver os gols de Nenê e Ramon.

Com o resultado, as equipes ficaram “empatadas” na tabela. O Cruzeiro, com o seu 13º empate, chegou aos 31 pontos e permanece na 13ª posição. Já o Vasco da Gama, com os seus 34 pontos, está em nono, visto que ganhou uma posição. Porém, como esta partida abriu a 25ª rodada, o time carioca pode perder três lugares e a Raposa pode descer um degrau na classificação até o fim desta rodada.

O jogo e as atuações individuais

Foi estranho. O primeiro tempo do Cruzeiro foi muito estranho, assim como a reta final da partida, principalmente para aqueles que estavam acompanhando através da televisão. Começando pela etapa inicial, a Raposa foi completamente dominada e não conseguiu jogar: a única chegada foi com Thiago e o Vasco poderia ter ampliado o placar ainda no primeiro tempo. A outra situação estranha do jogo aconteceu no fim, quando os torcedores não sabiam que o time havia empatado a partida com o gol de Ramon. Um jogo marcante pela forma inusitada que aconteceu, mas com mais um placar decepcionante de um clube que não sai do lugar.

O Cruzeiro de Vanderlei Luxemburgo deixou o campo novamente sem perder. Porém, de novo, deixou o gramado sem a vitória. O quarto empate em cinco jogos deixa claro que o time pode até estar melhor, mas ainda não está bem o suficiente para sonhar com o acesso. Depois de atuar muito mal na etapa inicial, o Cruzeiro até pressionou entre o minuto 10 e 20 do segundo tempo, mas depois correu riscos de sofrer o segundo gol, ou seja, mesmo atuando “melhor”, o time esteve mais próximo de sofrer o segundo gol. Devido às circunstâncias deste jogo, o empate no fim é positivo, mas ao analisar a atuação e a tabela, o empate é mais do mesmo.

Para finalizar a análise da partida, é merecido deixar uma parte só para um atleta: Fábio Deivson Lopes Maciel. O ídolo do Cruzeiro, que está prestes a completar 41 anos, fez três grandes defesas e evitou um placar pior para a Raposa. Se o goleiro da Raposa fosse um jogador comum, a equipe mineira teria sido derrotada, ou seja, Ramon fez o gol de empate, mas o mérito é todo de Fábio, destaque individual do time no jogo. O arqueiro fez milagres em São Januário, na sua antiga casa, isto é, foi uma lei do ex de goleiro.

Vasco x Cruzeiro

Sem contar com Bruno José e Marcinho, o técnico Vanderlei Luxemburgo fez mudanças na sua equipe, porém nem mesmo o treinador estava disponível, visto que foi expulso na última partida – foi substituído por Belletti na área técnica. As alterações cruzeirenses contaram com dois centroavantes juntos no ataque e Rômulo na ala-direita, deixando Raúl Cáceres no banco. Com isso, o Cruzeiro entrou em campo com Fábio; Rômulo, Ramon, Eduardo Brock e Matheus Pereira; Adriano, Marco Antônio e Giovanni Piccolomo; Wellington Nem, Moreno e Thiago.

O primeiro tempo

A realidade dos 45 minutos iniciais foi: muito domínio do Vasco e poucas chances do Cruzeiro. O time mineiro chegou com perigo apenas aos 34, quando Marco Antônio lançou Thiago e o atacante bateu cruzado, assustando o goleiro Vanderlei. O outro momento ofensivo cruzeirense foi a lesão de Wellington Nem, no minuto 43 – foi substituído por Felipe Augusto. Os outros minutos do primeiro tempo tiveram protagonismo de apenas um atleta da Raposa: Fábio.

Por causa do amplo domínio desde o minuto inicial, o Vasco chegou mais, perdeu algumas chances e marcou um gol no fim da etapa inicial. A primeira grande chance do time carioca aconteceu aos 21, quando Nenê cruzou e Morato, mesmo sendo “baixinho”, ganhou no alto na disputa com Matheus Pereira. O cabeceio do camisa 10 foi forte e Fábio fez uma grande defesa no seu canto direito.

Sete minutos depois, Nenê cobrou um escanteio bem fechado e Fábio rebateu. Na sequência, a bola foi cruzada na área e Cano tentou, contudo não acertou a bola. Na mesma jogada, Léo Matos fez o toque para Morato e o canhoto bateu no canto direito de Fábio. O giro e o chute foram bons, mas o goleiro foi no canto e fez mais uma grande defesa.

Entretanto, o goleiro da Raposa não conseguiu evitar mais uma boa chegada vascaína. Aos 44, Morato recebeu novamente na esquerda, fez linda jogada e cruzou rasteiro. Germán Cano empurrou para o gol e a bola bateu na trave. Porém, no rebote, Nenê pegou de primeira e bateu forte, balançando as redes de Fábio. Merecido gol do Vasco da Gama no fim da primeira etapa. Apito final e 1 a 0 no placar de São Januário.

O segundo tempo

Tentativas frustradas

Depois de uma primeira etapa muito ruim, o Cruzeiro voltou com mudanças: Claudinho entrou na vaga de Marcelo Moreno. Sem melhorar em campo, a Raposa mudou novamente no minuto 16: Dudu e Flávio substituíram Matheus Pereira e Marco Antônio. Por fim, aos 24, Giovanni Piccolomo saiu e Rafael Sobis entrou, na última mudança cruzeirense.

Mesmo sem tanta qualidade, os visitantes foram chegando. Aos 14, Giovanni bateu um escanteio bem fechado e Vanderlei espalmou. Três minutos depois, Felipe Augusto tentou chutar e não acertou em cheio a finalização. Na sequência, aos 19, Eduardo Brock cobrou uma falta de longe, acertou o gol e Vanderlei espalmou. Como a bola saiu pela linha de fundo, Giovanni alçou a bola na área por meio de escanteio e Brock cabeceou, mas jogou para fora.

Em meio a estas chegadas, o Cruzeiro reclamou de um pênalti de Marquinhos Gabriel em Adriano, mas o árbitro e o VAR não entenderam o lance como infração. Na Central do Apito na transmissão da TV Globo, o comentarista afirmou que o agarrão dentro da área aconteceu, ou seja, a arbitragem não marcou o pênalti de Marquinhos em Adriano.

Depois desta sequência de tentativas cruzeirenses frustradas, o Vasco melhorou e chegou com perigo. Aos 23, a bola foi alçada na área e Fábio cortou mal, possibilitando o domínio de Cano dentro da área. O atacante ajeitou e chutou, mas Brock cortou de cabeça. No lance seguinte, Marquinhos Gabriel recebeu no meio e finalizou de longa distância – a bola saiu ao lado da trave esquerda de Fábio.

Minutos finais com (muita) emoção

O jogo foi se arrastando sem grandes chances, mas esquentou na reta final. Aos 30, Nenê bateu uma falta na área, Leandro Castán subiu muito e, com liberdade, cabeceou com muito perigo. Porém, Fábio saltou e fez uma linda defesa, evitando o segundo gol vascaíno. Quatro minutos depois, Andrey acelerou, entrou na área e tocou para o meio, mas Fábio tirou com os pés. No rebote, Cano tentou driblar e bater, mas acertou o lado de fora da rede.

No entanto, a partida que estava tranquila até os acréscimos esquentou bastante. Aos 47, Gabriel Pec foi lançado, dividiu com Brock, acelerou pela direita e tocou para Daniel Amorim. A trama dos jogadores que entraram no segundo tempo resultou em um gol para o Vasco, visto que Daniel levou para a perna esquerda e bateu forte, balançando as redes do Fábio. No entanto, sem a percepção da TV Globo, detentora dos direitos de televisão da partida, o gol de Daniel Amorim foi anulado por causa do domínio de mão de Gabriel Pec e o Cruzeiro cobrou rapidamente a infração.

Por causa desta velocidade, a televisão não se atentou à anulação e milhares de telespectadores acreditaram que o Vasco havia ampliado o placar. Porém, dentro de campo, o Cruzeiro sabia que tinha poucos minutos para buscar o empate após o gol anulado do rival e conseguiu aos 49.

Em escanteio cobrado por Rafael Sobis pela direita, Felipe Augusto desviou na primeira trave e Ramon completou no meio da área, empurrando a bola para as redes, já que Vanderlei “deixou passar”. O gol foi bastante comemorado pelos jogadores, visto que o time estava perdendo até o minuto final. Com este estranho final, o jogo terminou empatado por 1 a 1.

O Cruzeiro volta a campo no próximo domingo, 26, às 16 horas, contra o CSA, no Independência.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Alberto

O SINDICATO OU ASSOCIAÇÃO DOS ÁRBITROS não vai processar o jogador de pôquer da boca porca,pelo último jogo na Jacaré?Fico indignado!Esse senhor que se recusou a ajudar Deus na construção do Universo já ultrapassou todos os limites.Não leio mais,nem ouço,o que ele fala