Desde 2003, o Galo foi líder no 2º turno só por duas rodadas: em 1º, o Atlético quer deixar no passado estes números terríveis

Foto: Pedro Souza / Atlético

Foram 19 rodadas do Brasileirão, ou seja, a segunda parte do campeonato nacional se iniciará para o Atlético no próximo fim de semana. No entanto, por causa de um adiamento, o Galo já começou o segundo turno e ainda não concluiu a primeira parte. O jogo contra o Grêmio ainda não tem data marcada.

Mesmo assim, o time mineiro está dominante dentro da liga nacional e não perde desde a sétima rodada, quando o Santos venceu o Galo por 2 a 0 na Vila Belmiro, em 27 de junho. Na liderança desde a 15ª partida, o Atlético já soma seis rodadas na liderança, mas tem números terríveis da sua história a serem melhorados. Cabe ao time de Cuca, Hulk e companhia buscar esta necessária evolução.

Só liderou o 2º turno por duas rodadas

É real: segundo apurações do Blog, desde 2003, quando começou o Brasileirão de pontos corridos, o Atlético conseguiu ficar na liderança durante o segundo turno por apenas duas rodadas. Em 2012, com Cuca e Ronaldinho, o Galo foi o líder da 20ª e 21ª rodada, mas nunca mais conseguiu liderar o campeonato. Vale destacar que a equipe de Sampaoli em 2020, foi líder nas rodadas 21, 22 e 23, porém o São Paulo estava com jogos atrasados e, quando recuperou, ultrapassou o Atlético com folga.

Portanto, o Clube Atlético Mineiro esteve na liderança do Campeonato Brasileiro por apenas duas rodadas durante o segundo turno da competição, desde 2003 até 2020. O time fez boas campanhas, como em 2009, 2012, 2015, 2016 e 2020, mas não conseguiu ficar na ponta do torneio durante a parte final. É incrível: são apenas duas rodadas na parte final em quase 20 anos de competição.

No entanto, por causa da vitória sobre o Fortaleza e devido à liderança consolidada atualmente, o Atlético tem a chance de deixar todos estes números terríveis para trás. Partindo para o seu 20º jogo no torneio – que acontecerá no próximo sábado, contra o Sport, às 19 horas -, o Galo tem 42 pontos, sete à frente do Palmeiras e oito de distância para o Flamengo, porém o clube carioca tem dois jogos a menos e, no cenário mais vitorioso, pode ficar dois pontos do Atlético se vencer essas partidas atrasadas.

A grande questão para o Galo é vencer, vencer e vencer. Liderar o segundo turno é o principal passo para buscar a conquista do Brasileirão. Sem erguer a taça desde 1971, a torcida sonha com o título e os jogadores sabem da importância de se manter à frente.

Mais detalhes

Com uma análise mais detalhada de todas as campanhas atleticanas desde 2003 – você pode conferir no fim da matéria -, o Blog ainda destaca um ponto que vai além das poucas rodadas como líder do Atlético no segundo turno do Brasileirão: a vantagem no primeiro lugar.

Mesmo dominante enquanto líder em alguns anos, o Atlético nunca teve uma vantagem considerável. Em 2009, 2012 e 2020, o Galo conseguiu abrir a sua maior vantagem para os adversários, mas a distância era apenas de três pontos nestas duas situações, ou seja, mesmo na ponta, o time mineiro nunca havia aberto uma diferença na liderança maior que uma vitória .

Isso já foi quebrado pelo atual Atlético, mesmo com as partidas atrasadas do Flamengo. Na 17ª rodada deste Brasileirão, o Galo tinha seis pontos de vantagem para o Palmeiras e dez para o Flamengo, ou seja, mesmo se o time carioca vencer as duas partidas atrasadas, a vantagem atleticana nesta rodada será de quatro pontos. Logo, o Galo já conseguiu abrir a sua maior distância para rivais na sua história no Brasileirão de pontos corridos. Obviamente, isso não confirma nada demais, mas evidencia que o time está no caminho certo para quebrar recordes.

Líder nas últimas seis rodadas, o atleticano deseja que a liderança seja alvinegra, com uma boa vantagem se possível, até o fim da 38ª rodada, quando o clube quer gritar “é campeão” brasileiro.

Os números históricos mostram um clube que tem dificuldades no segundo turno do Brasileirão, enquanto os dados atuais evidenciam que o Atlético nunca esteve no caminho ideal como nesta temporada. Fiquem atentos!

A análise das campanhas atleticanas no Brasileirão de 2003 a 2021

  • 2003: melhor posição foi a liderança na primeira rodada; ficou entre os oito primeiros colocados durante as 46 rodadas e terminou em sexto;
  • 2004: melhor posição foi a 15ª colocação em algumas rodadas; ficou trocando de posições entre a 17ª e a 20ª posição e terminou em 19º;
  • 2005: melhor posição foi a liderança na primeira rodada, mas já caiu para quarto na segunda rodada e ficou para baixo da 15ª posição a partir da quarta rodada; terminou em 20º e foi rebaixado;
  • 2007: melhor posição foi a quinta colocação na sexta rodada; ficou no meio de tabela durante boa parte do campeonato e terminou em oitavo;
  • 2008: melhor posição foi a sétima colocação na sétima rodada; ficou no meio de tabela durante boa parte do campeonato e terminou em 12º;
  • 2009: melhor posição foi a liderança por oito rodadas: desde a sexta rodada até a 14ª falhando na nona rodada – e a vantagem máxima na liderança foi de três pontos; acabou terminando o campeonato em sétimo;
  • 2010: melhor posição foi o empate entre o 2º, 3º e 4º na primeira rodada e o sexto lugar na terceira rodada; o time ficou as outras 36 rodadas do Brasileirão na parte de baixo da tabela e terminou em 13º;
  • 2011: melhor posição foi a liderança na segunda rodada, junto ao Vasco; a partir da sétima rodada, o time ficou na parte de baixo na tabela, chegou à zona de rebaixamento e terminou em 15º;
  • 2012: melhor posição foi a liderança durante 15 rodadas: desde a sétima rodada até o 21º jogo e a vantagem máxima na liderança foi de três pontos; terminou em segundo;
  • 2013: melhor posição foi a quinta colocação entre a 23ª e a 28ª rodada; por causa da conquista da Libertadores, ficou no meio da tabela e terminou em oitavo;
  • 2014: melhor posição foi a terceira colocação na 31ª rodada; começou mal a temporada, mas, assim como na Copa do Brasil, o time se recuperou e terminou em quinto;
  • 2015: melhor posição foi a liderança durante sete rodadas entre a 11ª e a 17ª; a vantagem máxima na primeira colocação foi de dois pontos; terminou em segundo, visto que ficou da nona rodada até o último jogo entre os dois primeiros lugares, mas não liderou no segundo turno;
  • 2016: melhor posição foi a vice-liderança nas rodadas 19 e 21, ou seja, aquele bom time atleticano não liderou o Brasileirão; terminou o campeonato em quarto;
  • 2017: melhor posição foi a oitava colocação nas rodadas 11 e 27; fez uma campanha no meio de tabela e terminou em nono;
  • 2018: melhor posição foi a liderança na sexta rodada, a única vez que o time esteve na ponta; curiosamente passou 18 das 19 rodadas do segundo turno na sexta posição, onde terminou a competição;
  • 2019: melhor posição foi a liderança na terceira rodada, a única vez que o time esteve na ponta; foi despencando durante a temporada e terminou em 13º, a sua pior posição no campeonato;
  • 2020: melhor posição foi a liderança em sete rodadas: após a terceira partida e entre a 11ª rodada e a 17ª; não liderou no segundo turno e a vantagem máxima na liderança foi de três pontos, mas conseguiu a façanha de ficar as 38 rodadas do torneio no G-4 e terminou em terceiro;

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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