Um empate bom e ruim ao mesmo tempo: Sasha marca no fim e Atlético empata por 1 a 1 com o Fluminense

Sasha entrou e, rapidamente, marcou o gol de empate. Foto: Pedro Souza / Atlético

O atleticano entrou nesta partida com a expectativa de conquistar a 10ª vitória consecutiva, bater um recorde impressionante no Brasileirão de pontos corridos e, principalmente, aproveitar o tropeço dos adversários diretos na briga pelo título. Com apenas um ponto conquistado, este resultado pode ser interpretado como ruim.

Em contrapartida, o torcedor que viu em campo um time um pouco desligado durante a partida, o qual está em uma maratona de jogos, contra uma equipe que estava motivada após troca de técnico e pressionada pelos maus resultados, pode interpretar este resultado como positivo, ainda mais com um gol aos 38 da 2ª etapa, depois de duas bolas na trave e muitos passes errados.

Portanto, o resultado do Atlético pode ter sido bom e ruim, na visão dos seus torcedores, ao mesmo tempo. Nesta segunda-feira, 23, o líder do Brasileirão empatou com o Fluminense por 1 a 1 em São Januário – o Maracanã está fechado para melhorar o gramado. O jogo foi válido pela 17ª rodada do Brasileirão e é o 4º empate consecutivo entre os clubes.

Com o resultado, o Galo segue na liderança com uma larga vantagem. O time possui 38 pontos e está seis tentos à frente de Palmeiras e Fortaleza, e sete à frente do Red Bull Bragantino, equipe que fecha o G-4. Já o Flamengo é o 5º colocado com 28 pontos, mas possui dois jogos a menos, ou seja, em caso de vitória em ambas as partidas, o clube carioca fica quatro pontos atrás do Atlético. Portanto, mesmo com o empate, o resultado deixou o time de Cuca com uma vantagem maior que três pontos. Já o Fluminense terminou a rodada na 16ª colocação, com apenas 18 pontos conquistados.

O jogo e as atuações individuais

Todos podem analisar esta atuação atleticana e o resultado como “um copo meio cheio ou um copo meio vazio”. Era claro que a sequência de vitórias iria terminar em algum momento e aconteceu justamente após uma grande classificação frente ao River Plate, ou seja, a confiança não será abalada. Por outro lado, a atuação atleticana e o desempenho de alguns jogadores são criticáveis, visto que jogadores como Hulk, por exemplo, podem entregar mais, porém erraram além do normal.

A principal parte daqueles que visualizam o copo como meio cheio é que os clubes se enfrentarão na Copa do Brasil, ou seja, esta noite pode ter sido um bom estudo para a comissão técnica. Para quinta-feira, 26, no jogo de ida da competição de mata-mata, Cuca já sabe que enfrentará um time muito aguerrido, que explora bastante as jogadas aéreas e os contra-ataques, além de incomodar na força física. Aliás, a marcação pelo centro do Fluminense foi muito bem feita, impedindo que alguns jogadores mais criativos, como Zaracho e Nacho Fernández, tivessem espaço perto da área adversária. Um time que incomoda e briga muito.

Com todo este “relatório” do Fluminense, Cuca poderá melhorar o seu time que, mesmo bombardeando o rival, não fez uma grande partida. Algumas decisões equivocadas dos melhores jogadores do Atlético podem ter custado a vitória. Hulk estava apagado e não conseguiu ser o “herói” que a torcida está acostumada. Nacho teve muito a bola no pé e, por consequência, errou bastante. Zaracho e Vargas ocuparam o mesmo espaço em várias oportunidades. Guga estava sem ritmo e comprometeu o lado defensivo na 2ª etapa, o qual contou com a cobertura de Nathan Silva, zagueiro que novamente foi bem. Allan foi a grande exceção, pois novamente se destacou positivamente. Portanto, cabe aos jogadores e à comissão técnica entenderem a importância deste jogo desta noite e irem ainda mais capacitados à próxima partida.

Fluminense x Atlético

Como adiantado pelo Blog, o Atlético entrou na partida desta noite sem contar com os lesionados Jair e Mariano. Na ala-direita, Cuca colocou Guga e fez a escolha óbvia. No entanto, no meio-campo, o treinador foi ousado e colocou Nacho, optando assim por recuar Zaracho para atuar mais próximo de Allan. Por isso, o Galo entrou em campo com Everson; Guga, Nathan Silva, Alonso e Arana; Allan, Zaracho e Nacho Fernández; Savarino, Hulk e Vargas.

O 1º tempo

O jogo começou com poucas finalizações. Aos 3, André finalizou de fora da área, mas a tentativa do volante do Fluminense não assustou Everson, visto que subiu muito. Já no minuto 12, o Atlético acertou a trave do adversário. Em boa jogada de Nacho Fernández, o argentino tocou para Vargas e o chileno arriscou de dentro da meia-lua. A bola caprichosamente beijou a trave e voltou para Marcos Felipe, goleiro que ficou apenas observando. Aos 17, Allan estava na entrada da área, chutou e Martinelli bloqueou com eficiência.

Em um jogo aberto, qualquer lance simples pode ser marcante e a jogada do 1º tempo aconteceu aos 20. Depois da bola bater no juiz durante um ataque do Fluminense, o árbitro deu bola ao chão e Martinelli finalizou instantaneamente. A defesa atleticana estava parada e Everson salvou com uma linda defesa.No escanteio seguinte, Nathan Silva cortou de cabeça, porém, ao mesmo tempo, logo atrás de Nathan, Luccas Claro e Hulk subiram e o atacante do Galo elevou o braço.

Com o cotovelo no rosto do zagueiro do Flu, o árbitro assinalou pênalti e o VAR confirmou a marcação feita em campo. Na cobrança, Fred, ex-atacante de todos os grandes clubes de Minas Gerais, bateu o pênalti no meio e Everson pulou para o seu lado esquerdo. Gol de pênalti de Fred. Gol do Fluminense: 1 a 0 em São Januário.

Depois do gol, o Fluminense ficou ainda mais recuado e o Atlético teve muitas dificuldades. Por isso, a partida teve poucas chances reais. O Galo chegou aos 30, em uma tabela de Vargas e Savarino, e o venezuelano chutou de fora da área, mas a bola subiu. Nos minutos 43 e 45, os laterais atleticanos, Guga e Arana, respectivamente, cruzaram e as tentativas assustaram Marcos Felipe. A bola que chegou do lado direito desviou em Egídio e parou na parte de cima do gol; já a tentativa de Arana foi impedida pela defesa de Marcos Felipe. O Fluminense chegou apenas em uma boa trama de Luiz Henrique, onde Fred bateu e foi bloqueado. Portanto, vantagem carioca em jogo muito travado.

O 2º tempo

Bombardeio atleticano e nada

O Fluminense até levou mais perigo no início da 2ª etapa, porém o domínio das ações ofensivas foi atleticano. A equipe carioca chegou aos 3, em cobrança de falta de Lucca, mas Everson fez a defesa no meio do gol. Depois disso, só o Galo atacou até os 30 da 2ª etapa.

Aos 8, Nacho Fernández tabelou pelo meio e caiu na entrada da área pedindo pênalti. O árbitro não marcou e o VAR também não pediu a revisão do possível toque de Yago Felipe em Nacho, o qual poderia ter acarretado a “furada” do argentino. Quatro minutos depois, Hulk bateu uma falta com muito perigo e a bola passou bem próxima da meta de Marcos Felipe. No minuto 15, em escanteio curto cobrado por Nacho, a bola ficou com Savarino e o venezuelano chutou com a chapa do pé. A finalização foi no meio do gol e o arqueiro do Flu fez a defesa.

Seguindo em cima, tentando empatar a partida, o Atlético acertou a trave novamente aos 19. Em falta cobrada por Nacho Fernández, Junior Alonso desviou, tirou Marcos Felipe da jogada e Hulk recebeu sem goleiro, contudo, sem ângulo. Mesmo assim, o artilheiro atleticano tentou a finalização e, com a perna direita, carimbou a trave. No minuto seguinte, Alonso arriscou de longa distância e o arqueiro do Flu fez a defesa.

O Galo seguiu bombardeando. Aos 22, Vargas tocou para Hulk e o camisa 7 tentou um chute improvável no canto direito de Marcos Felipe. O goleiro do Flu fez a defesa, novamente. Três minutos depois, Nacho cobrou curto o escanteio e Allan bateu do “meio da rua”, obrigando Marcos Felipe a espalmar. Ainda na sequência, Nacho ligou um contra-ataque com Savarino e o venezuelano cruzou para Vargas. O chileno cabeceou para fora e perdeu uma grande chance, porém o camisa 10 estava impedido.

Minutos finais com gol de empate

Com a necessidade de balançar as redes do adversário, o técnico Cuca promoveu as cinco substituições. Aos 27, Keno e Nathan entraram nas vagas de Savarino e Vargas; sete minutos depois, Eduardo Sasha substituiu Zaracho; e por fim, aos 42, Guga e Nacho Fernández deram lugar a Tchê Tchê e Sávio.

Mesmo com as mudanças, o Fluminense teve a chance de decretar a vitória na reta final. Aos 30, Egídio cruzou para Abel Hernández e o centroavante girou e bateu de canhota, mas a bola foi para fora. Cinco minutos depois, o Flu teve a grande oportunidade da partida, porém uma jovem promessa desperdiçou. Em contra-ataque do time carioca com três atacantes contra dois defensores, Lucca tocou para Nonato e o meio-campista encontrou Gabriel Teixeira na esquerda. O Biel, como é chamado, estava livre, dentro da área e com o gol à sua frente. No entanto, Gabriel Teixeira tentou tirar demais do goleiro Everson e isolou.

Um dos ditados mais famosos do futebol é “quem não faz leva” e o Fluminense foi castigado três minutos depois. Nathan Silva iniciou a jogada, encontrou Nathan no meio e o camisa 23 tocou para Eduardo Sasha. Como um pivô, o atacante do Galo girou e bateu com precisão, encontrando a trave esquerda de Marcos Felipe. Desta vez, a trave “ajudou” o Atlético e a bola balançou as redes do Fluminense. Um belo gol de Eduardo Sasha que não marcava desde maio. Um importante gol de empate do Atlético: 1 a 1 no placar.

Nos minutos finais, o Atlético chegou com Hulk, mas a tentativa do camisa 7 aos 45 foi para fora. O árbitro da partida teve algumas decisões confusas e assinalou apenas quatro minutos de acréscimos, mesmo com várias paradas durante o jogo. Por isso, logo após o apito final com o empate no placar, o time atleticano reclamou bastante da arbitragem.

Atlético e Fluminense se enfrentam novamente na próxima quinta-feira, 26, às 21:30, pela Copa do Brasil.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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