O brilho de Arana e Savarino, o domínio do início ao fim e o anúncio de Diego Costa: em noite perfeita, Atlético vence o Palmeiras por 2 a 0

Savarino e Arana: os responsáveis pelos gols. Foto: Pedro Souza / Atlético

O atleticano não pode fazer nenhuma reclamação desta noite de 14 de agosto de 2021. O Galo entrou bem em campo desde o 1º minuto, dominou o forte time do Palmeiras do início ao fim e venceu por 2 a 0. Além disso, a torcida viu Hulk e Nacho muito bem marcados, mas contaram com o brilho de Guilherme Arana e Savarino, jogadores que também são diferenciados. A noite já seria muito especial só com esta vitória, visto que o time mineiro venceu um importante confronto direto e abriu cinco pontos para o 2º colocado Palmeiras, no entanto, a diretoria resolveu agradar ainda mais o torcedor.

Depois de muita novela na negociação, o atacante brasileiro, naturalizado espanhol, foi anunciado pelo Atlético nesta noite de sábado. Diego Costa é o novo centroavante do Galo e assinará com o time mineiro até o fim de 2022. O ex-atleta do Atlético de Madrid e Chelsea deve ser apresentado na próxima semana.

Dentro de campo, a noite de sábado, 14 de agosto, ficou marcada pelo ótimo triunfo alvinegro: o Atlético venceu o Palmeiras por 2 a 0 no Mineirão. O jogo foi válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro e contou com dois gols de Savarino – sendo que as duas assistências saíram dos pés de Guilherme Arana.

Com o resultado, o Atlético abriu uma vantagem bem considerável na liderança do Campeonato Brasileiro. Com 37 pontos em 18 jogos, o Galo é o 1º colocado e está cinco pontos à frente do vice-líder Palmeiras. No entanto, o rival desta noite ainda pode ser ultrapassado pelo Fortaleza, equipe que tem 30 pontos e joga neste domingo, 15, contra o Santos, em casa. Se triunfar, o time cearense fica quatro pontos atrás do Galo.

O jogo e as atuações individuais

O domínio atleticano foi absurdo desde o 1º minuto. Apenas o Atlético buscou o ataque desde o início do jogo. É claro que a expulsão condicionou o restante da partida e as contestações fazem sentido, visto que o árbitro foi bastante rígido ao dar o segundo cartão amarelo para Patrick de Paula. No entanto, a postura defensiva palmeirense foi a mesma desde o início do jogo – na verdade, a postura é semelhante durante toda a temporada – e o time de Abel Ferreira não conseguiu atacar. Foram 16 finalizações contra apenas uma do Verdão e 69% de posse de bola do Atlético. A equipe mineira dominou, marcou gols e mereceu vencer.

A intensidade imposta pelo time alvinegro chamou a atenção desde o início da partida. O Atlético pressionou bastante a saída de bola do Palmeiras e teve o controle do jogo. Não correr riscos está sendo o lema da equipe mineira nas últimas partidas e a defesa está sendo a base disso. Uma equipe que se defende bem e pressiona o adversário impede qualquer boa chegada do rival. Consequentemente, o time consegue atacar e tem a bola. Foi isso que aconteceu nesta noite: o Atlético não deu espaço para o adversário, seguiu no campo de ataque mesmo com a vantagem e venceu o jogo porque jogou melhor do início ao fim.

O Atlético emplacou a 9ª vitória seguida, alcançou a série de triunfos do Internacional em 2020 e possui a melhor sequência de vitórias na história do Brasileirão de pontos corridos. Além do resultado, o desempenho atleticano é animador e a equipe merece a liderança do Brasileirão. Para coroar o momento atleticano, o Galo buscou mais um jogador extraclasse. Diego Costa chegará sem ritmo, contudo, em breve, ajudará muito o Atlético. É uma grande contratação. Aproveitem, torcedores!

Atlético x Palmeiras

Devido à disputa pela vaga contra o River Plate-ARG na próxima quarta-feira, 18, já era esperado que o técnico Cuca iria poupar alguns jogadores. Porém o treinador foi forçado a fazer duas mudanças: Allan ficou fora por causa de um problema na coxa direita e Zaracho está com fadiga muscular e também se ausentou. Por isso, Tchê Tchê e Savarino ganharam as vagas no time titular. Logo, o Atlético entrou em campo com Everson; Mariano, Nathan Silva, Alonso e Arana; Jair, Tchê Tchê e Nacho Fernández; Savarino, Hulk e Vargas.

O 1º tempo

Domínio atleticano, mas sem finalizar

A etapa inicial contou com pouquíssimas finalizações desde o início. O Atlético até assustou aos 6, após bom drible e arrancada de Hulk pela direita, mas o camisa 7 tentou tocar para Eduardo Vargas e a zaga do Palmeiras cortou. O time mineiro chegou novamente com Vargas, porém o chileno isolou. Aos 28 da 1ª etapa, Hulk cobrou uma falta de longa distância e acertou a defesa adversária, sem levar perigo.

Os 45 minutos iniciais podem ser definidos por um grande domínio atleticano, com bastante intensidade, enquanto o Palmeiras, praticamente, não atacou. A única finalização palmeirense aconteceu aos 20 da 1ª etapa, quando Veron tocou para Gabriel Menino e o lateral-direito bateu sem força, facilitando a defesa de Everson.

Como exemplo das poucas finalizações, contudo, exemplificando o domínio alvinegro, é possível destacar alguns números. Aos 15, o Atlético tinha 75% de posse de bola e terminou a 1ª etapa com 69%, ou seja, o Verdão teve pouco a bola.

A expulsão e o gol

Outra estatística que também chamou a atenção foi o número de faltas. Até o minuto 27, o árbitro já havia marcado 10 faltas e os times haviam finalizado apenas duas vezes. E foram estas faltas que acarretaram um lance marcante: aos 34, após receber um cartão amarelo justo em um jogada anterior, Patrick de Paula escorregou e acabou derrubando Jair. Para muitos, incluindo a especialista de arbitragem do Premiere, o lance foi acidental e apenas a falta deveria ter sido marcada, porém o árbitro viu imprudência do jovem volante e expulsou Patrick de Paula.

O Atlético já dominava e, após a expulsão, o time de Cuca encontrou mais espaço. Aos 43, Hulk arrancou pelo meio e tocou para o participativo Eduardo Vargas. O chileno bateu e Weverton espalmou para escanteio. Na cobrança, Nacho colocou a bola na cabeça de Jair e o volante cabeceou para fora.

Quatro minutos depois, aos 47, o Galo estava em cima e conseguiu abrir o placar. Alonso tocou para Guilherme Arana e o lateral cruzou muito bem. A bola passou por Felipe Melo, defensor que errou o “tempo de bola”, e pela área, chegando aos pés de Savarino. O venezuelano empurrou para as redes e abriu o placar: 1 a 0 para o Galo em um 1º tempo que a equipe dominou.

O 2º tempo

Mais um gol de Savarino

Devido à expulsão e a desvantagem no placar, o Palmeiras promoveu quatro mudanças logo no intervalo: saíram os jogadores ofensivos – Scarpa, Veron, Wesley e William –

e entraram o zagueiro Luan, os volantes Danilo Barbosa e Zé Rafael, e o atacante Rony.

Porém, as mudanças não surtiram efeito e o Atlético seguiu dominando toda a partida. O time mineiro chegou com perigo aos 10, quando Hulk recebeu na entrada na área, driblou e bateu, mas Felipe Melo bloqueou bem e impediu o gol atleticano. No entanto, seis minutos depois, o Atlético ampliou a vantagem em uma jogada muito semelhante ao 1º gol.

Aos 16, o Palmeiras tentava sair, mas Jair desarmou e começou a jogada do gol. O volante tocou para Guilherme Arana e o lateral, com muito talento, fez um ótimo cruzamento rasteiro para a área. Como um centroavante, Savarino entrou e empurrou a bola para as redes novamente. 2 a 0 para o Galo com dois gols de Sava e duas assistências de Arana.

Todavia, na jogada do gol, Savarino e Vargas dividiram com o goleiro Weverton e o arqueiro palmeirense, infelizmente, teve que sair de campo, visto que o choque foi na cabeça e é sempre preocupante. O Blog deseja uma pronta recuperação ao talentoso arqueiro do Verdão que saiu para a entrada de Jailson.

Vantagem consolidada e apito final

Mesmo com a boa vantagem no placar, o Atlético seguiu em cima do seu adversário. Aos 25, Nacho Fernández fez uma grande jogada pela direita e tocou para Eduardo Vargas, porém o chileno errou a direção do gol. Dois minutos depois, Hulk arriscou da intermediária e obrigou Jailson a fazer uma grande defesa.

Com o 2 a 0 no marcador e com a facilidade em campo, o técnico Cuca se deu ao luxo de promover mudanças pensando no duelo frente ao River Plate. Aos 23, o treinador tirou Jair e colocou Dylan Borrero; no minuto 32, Vargas e Hulk deram lugar para Eduardo Sasha e Keno, atacante que retornou depois de 45 dias fora por lesão; e por fim, aos 38, Calebe e Nathan substituíram os já desgastados Nacho Fernández e Savarino.

Já nos minutos finais, Nathan fez uma boa jogada individual, bateu de fora da área e a bola desviou em Gustavo Gómez, assustando o goleiro Jailson. Aos 47, dois minutos depois da tentativa de Nathan, Keno fez ótima trama, driblou os marcadores e bateu no meio do gol. Jailson, em dois tempos, fez a defesa e evitou o 3º gol atleticano.

O Atlético volta a campo na próxima quarta-feira, 18, às 21:30, contra o River Plate-ARG.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Alex

Perfeita mesmo. Até o juiz comemorou a “vitória.

CArlos

CAla a boca Maria