Uma virada para dar moral, acabar com o jejum e iniciar a era Luxemburgo: Cruzeiro vence o Brusque por 2 a 1 e deixa o Z-4

Um jogo brigado, mas a raça cruzeirense fez o time virar! Foto: Lucas Gabriel Cardoso/BFC

O jogo contou com muita emoção, raça e escolhas certas do treinador estreante no 2º tempo. Logo na 1ª partida da sua 3ª passagem, Vanderlei Luxemburgo fez boas escolhas, corrigiu alguns erros iniciais e colocou em campo os protagonistas dos gols da virada: Felipe Augusto e Giovanni saíram do banco. Mesmo sem uma grande exibição, o Cruzeiro venceu o Brusque fora de casa, ganhou moral, acabou com o jejum de mais de um mês sem saber o que é vencer e deu o pontapé inicial na era Luxemburgo. Além de toda a animação pós-vitória, o resultado é importante por causa da tabela: pelo menos até a noite de domingo, a Raposa estará fora da temida zona do rebaixamento.

Na manhã deste sábado, 07, o Cruzeiro visitou o Brusque, saiu perdendo e virou a partida no fim do 2º tempo. Logo, a equipe mineira venceu o rival catarinense por 2 a 1 no estádio Augusto Bauer, graças aos gols de Felipe Augusto e Giovanni Piccolomo – Edu marcou para os donos da casa. Esta partida realizada na cidade de Brusque-SC foi válida pela 16ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, o Cruzeiro, finalmente, deixou a zona do rebaixamento. Com 16 pontos em 16 partidas, a equipe azul celeste assumiu a 15ª posição e deixou três adversários para trás. Porém, Londrina, Ponte Preta e Vitória ainda jogam na rodada e, em caso de triunfo de duas destas três equipes, o time mineiro terminará a rodada no Z-4. Já o Brusque perdeu uma grande chance de entrar no G-4: está em 7º, com 24 pontos, dois atrás do 4º colocado.

O jogo e as atuações individuais

Uma estreia marcante para o experiente técnico Vanderlei Luxemburgo. Além de marcar o início da 3ª passagem do treinador pela tradicional equipe mineira, a partida desta manhã de sábado pode marcar uma reação do Cruzeiro na competição. Obviamente, esta reação é uma mera especulação, visto que o futuro do time passa pelas mãos (e pés) dos jogadores e da comissão técnica, porém foi possível ver um ânimo diferente em campo: nas últimas partidas, a Raposa não conseguia se impor após sofrer um gol, mas, desta vez, foi diferente e o Cruzeiro virou o jogo.

A atuação não foi tão boa e Vanderlei terá muito trabalho, já que o time não conseguiu criar boas chances. No entanto, é necessário destacar que as mudanças do treinador surtiram efeito e corrigiram alguns pontos importantes. Cabe ao técnico cruzeirense entender qual foi a importância destas substituições e dar mais tempo de jogo para alguns atletas, como Marcinho, que entrou, não fez gol ou deu assistência, mas foi muito mais ativo que Rafael Sobis.

Em meio à atuação ruim, dois fatores táticos chamaram a atenção: a tentativa de construção pelas pontas e a marcação sem tanta pressão. O Cruzeiro explorou as pontas e teve um desempenho aceitável na 1ª etapa, com Bruno José e Wellington Nem fazendo boas jogadas com muita velocidade. Vale destacar que Nem foi titular pela 1ª vez e a tendência é que os pontas possam evoluir com o passar do tempo.

Em contraponto ao bom detalhe ofensivo, a marcação cruzeirense sem tanta pressão não foi boa. Os marcadores esperaram muito um time tão limitado como o Brusque, não pressionou e isso foi visto ao analisar a proximidade desnecessária dos volantes Ariel Cabral e Flávio em relação à dupla de zaga. São pontos a serem corrigidos após uma importante vitória, a qual encerrou a seca de nove jogos sem vitórias, deu moral para a sequência e foi o 1º passo em busca de uma sobrevivência na Série B.

Brusque x Cruzeiro

Na sua estreia, Vanderlei Luxemburgo modificou a equipe que estava tendo chances com Mozart. O experiente treinador optou por peças mais experientes como Ariel Cabral, Marcelo Moreno, Rafael Sobis, Rômulo e Wellington Nem, ou seja, deixou jogadores com menos expressão no banco de reservas. Na lateral-direita, por causa da ausência de Norberto e Raúl Cáceres, Luxa optou por Rômulo. Portanto, o Cruzeiro entrou em campo com Fábio; Rômulo, Ramon, Eduardo Brock e Jean Victor; Ariel Cabral e Flávio; Wellington Nem e Bruno José; Rafael Sobis e Marcelo Moreno.

O 1º tempo

A partida entre Brusque e Cruzeiro começou sem graça e sem grandes chances. A equipe mineira chegou pela 1ª vez aos 14, quando Flávio aproveitou um rebote na entrada da área e bateu, mas a bola subiu demais. Cinco minutos depois, a Raposa fez uma boa jogada e a bola foi alçada na área, porém o cabeceio foi na direção errada e não assustou o time catarinense.

O Brusque tentou reagir e chegou em duas oportunidades. Aos 21, Bruno Alves recebeu na direita e, mesmo de fora da área, arriscou e o chute passou próximo do travessão de Fábio. No minuto seguinte, Garcez fez um bom cruzamento e Edu cabeceou na 2ª trave, com liberdade, todavia errou o alvo e Fábio não teve trabalho.

Com boas escapadas, o Cruzeiro levou mais perigo na 1ª etapa – três finalizações certas contra zero do Brusque -, mesmo com menos posse de bola – 60% para o time catarinense e só 40% da Raposa. A equipe mineira chegou em belo contra-ataque aos 27, quando Wellington Nem acelerou e bateu, mas Zé Carlos espalmou. No rebote, Bruno José tentou aproveitar, no entanto o impedimento foi marcado. Dois minutos depois, Jean Victor cruzou e Marcelo Moreno foi agarrado pelo defensor adversário, porém o árbitro não assinalou a penalidade máxima pedida pelos cruzeirenses. Ainda no 1º tempo, Bruno José invadiu a área pela esquerda, finalizou cruzado e Zé Carlos fez a defesa, evitando o gol cruzeirense.

A posse de bola do Brusque não resultou em grandes chances e o time sequer acertou o alvo na 1ª etapa. No entanto, no apagar das luzes, aos 45, o time catarinense chegou com perigo com Zé Matheus. Após boa jogada de Thiago Alagoano e Edu pelo meio, o camisa 8 do Brusque recebeu e bateu forte de fora da área, entretanto a finalização de Zé Matheus balançou apenas a rede de fora do gol cruzeirense. Enfim, um 1º tempo com mais posse do Brusque e melhores chances da Raposa, principalmente com os dois pontas.

O 2º tempo

Domínio do Brusque e gol de pênalti

A parte final da partida começou um pouco diferente do 1º tempo: o Brusque foi mais perigoso no ataque e, por consequência, conseguiu abrir o placar. Aos 7, Thiago Alagoano fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro para Garcez. O camisa 30 foi esperto, deu uma letra e a bola passou perto do gol de Fábio. Na sequência, dois minutos depois, Zé Matheus finalizou fraco de longe e a bola ficou nos pés de Alex Ruan. O camisa 66 estava dentro da área, teve espaço para dominar e bateu, mas a bola foi pela linha de fundo.

No entanto, Alex Ruan estava com ímpeto ofensivo e foi protagonista de um lance capital da partida. Aos 13, o atleta do Brusque invadiu a área cruzeirense, passou por Jean Victor e foi derrubado por Eduardo Brock. De forma convicta, o árbitro da partida assinalou a penalidade máxima a favor do Brusque. Na cobrança, o artilheiro da Série B fez mais um gol: Edu cobrou no meio do gol e viu Fábio pular para a direita. Gol de centroavante. Gol do Brusque: 1 a 0 no estádio Augusto Bauer.

Devido à desvantagem, o estreante Luxemburgo fez modificações na sua equipe. Aos 16, Giovanni e Marcinho entraram nas vagas de Flávio e Rafael Sobis. No minuto 27, Marcelo Moreno e Wellington Nem saíram para as entradas de Felipe Augusto e Thiago.

As entradas e a situação da partida colocaram o Cruzeiro no campo de ataque, mas as finalizações não estavam sendo bem feitas. Aos 18, Marcinho recebeu na esquerda e bateu forte, mas Zé Carlos espalmou. Dois minutos depois, Bruno José fez grande jogada e tocou para trás, encontrando o mesmo Marcinho. O meio-campista chutou novamente, porém a finalização foi sem força.

Minutos finais com muita emoção

Aos 25, a Raposa fez uma boa trama no meio com Ariel Cabral, Giovanni Piccolomo e Wellington Nem e o ponta arriscou de fora da área, mas o chute de Nem foi travado por Nonato. Na cobrança de escanteio, a bola sobrou para Bruno José e o camisa 16 foi para cima, mas a sua tentativa de cruzamento parou no goleiro Zé Carlos.

Com a pressão de vencer a partida, o Cruzeiro ficou ainda mais tenso nos minutos finais. No minuto 35, Bruno José recebeu na grande área e bateu, mas a bola subiu demais. Cinco minutos depois, aos 40, Giovanni Piccolomo recebeu no meio, bateu forte e obrigou Zé Carlos a fazer uma grande defesa. Antes da cobrança do escanteio, Luxemburgo promoveu a última substituição: Claudinho entrou na vaga de Bruno José. E a mudança foi determinante.

No escanteio seguinte, Marcinho cobrou curto e tocou para Claudinho. O camisa 49 foi inteligente, fez um ótimo cruzamento e Felipe Augusto testou na 1ª trave. A bola foi no canto do goleiro Zé Carlos e a Raposa balançou as redes: 1 a 1 no placar e o time mineiro queria mais e conseguiu.

Dois minutos depois, Giovanni Piccolomo recebeu no meio e, com muita confiança no seu arremate, arriscou de longa distância. A bola foi forte, contudo, defensável, porém Zé Carlos foi bem infeliz, falhou feio e espalmou a bola para dentro do próprio gol. Com isso, uma virada relâmpago do Cruzeiro com gols de Giovanni Piccolomo e Felipe Augusto: 2 a 1 no placar. Ainda nos minutos finais, Marcinho cobrou muito bem uma falta e quase aumentou a vantagem, mas Zé Carlos, desta vez, fez a defesa. Com isso, fim de jogo com uma vitória cruzeirense.

O Cruzeiro volta a campo na próxima quarta-feira, 11, às 19:00, contra o Vitória, no Mineirão.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Heiio

Eita jornalzinho porqueira!!!!