Vargas garante a vaga! Após 1º tempo desastroso, Atlético se recupera e se classifica, mesmo com a derrota para o Bahia por 2 a 1

O Atlético está nas quartas! Foto: Pedro Souza / Atlético

A partida contou com sustos desnecessários? Sim. O jogo poderia ter sido mais fácil? Sim. Porém, o Galo conseguiu seu objetivo e está na próxima fase da Copa do Brasil? Sim. Fora de casa, o Atlético esteve mal em campo, fez um 1º tempo desastroso e viu a sua vantagem se desfazer, porém Vargas entrou bem e ajudou o Galo na recuperação. A derrota mostra que o Atlético jogou bem abaixo do esperado e poderia ter se classificado de uma forma mais tranquila, porém o triunfo baiano por um gol de vantagem coloca o time de Cuca nas quartas de final da competição de mata-mata.

Nesta quarta-feira, 04, o Atlético perdeu para o Bahia por 2 a 1 no estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana-BA, em jogo válido pela partida de volta das oitavas da Copa do Brasil. No entanto, como o jogo de ida ficou 2 a 0 para o Galo, o time mineiro conseguiu a classificação para as quartas de final e eliminou o rival baiano. Além da importante vaga nas quartas de final, o Galo garantiu mais 3,45 milhões de reais por causa da premiação.

Mesmo com o resultado negativo, o Atlético está entre os oito melhores clubes da Copa do Brasil, visto que garantiu a classificação para as quartas de final. A próxima fase acontecerá nas semanas dos dias 25 de agosto e 1º de setembro e o Galo conhecerá o adversário na próxima sexta-feira, 06, em sorteio realizado pela CBF. Os possíveis adversários atleticanos são: Athletico-PR, Fluminense, Fortaleza, Grêmio, São Paulo, além de Flamengo e Santos, times que ainda não garantiram a vaga, mas estão praticamente classificados.

Os jogos e as atuações individuais

Não foi o jogo esperado do torcedor atleticano. Não foi o jogo esperado por nenhuma pessoa que viu o Atlético vencer, com certa tranquilidade, o Bahia por duas vezes nas últimas semanas. É possível acreditar que o técnico Cuca também não esperava correr tantos riscos contra o Tricolor, mas ele errou na escalação inicial, corrigiu na 2ª etapa e foi o personagem da partida, pela parte ruim e pela parte boa. Outro atleticano que se destacou pelos dois lados foi o goleiro Everson, visto que ele falhou feio no 1º gol baiano, mas fez uma grande defesa ainda no 1º tempo, gol que poderia desestabilizar o time atleticano.

Como dito anteriormente, Cuca foi muito mal nas suas escolhas. É compreensível Nacho Fernández ter ficado no banco por desgaste, mas a escolha feita de atuar com três volantes – Allan, Jair e Tchê Tchê – e colocar a responsabilidade da armação em Eduardo Sasha não deu certo. O time não conseguiu se organizar, falhou bastante na defesa e sofreu dois gols nos 45 minutos iniciais. As mudanças do 2º tempo corrigiram, em partes, os erros e o time melhorou, já que marcou o seu gol, teve mais chances e não deu tantos espaços para o adversário. São lições para o treinador do Galo.

No entanto, é necessário destacar que a atuação atleticana foi ruim em nível coletivo, pois poucos atletas foram razoavelmente bem. Além dos problemas na marcação e na criação, o Atlético não teve pegada durante boa parte da partida e deixou o Bahia jogar. Esta irregularidade vista nesta partida – já que o Galo vivia uma ótima fase – é preocupante para o restante da temporada. Como destaques individuais positivos, Allan fez novamente um bom jogo e Vargas foi decisivo pela 2ª partida consecutiva. Como destaques negativos, além da atuação coletiva, não é possível isentar Everson, visto que o goleiro falhou de forma bisonha novamente e terá que focar bastante nos treinamentos. A dupla de zaga do Galo, Réver e Alonso, também não foi bem.

Bahia x Atlético

Como adiantado no pré-jogo do Blog, o Atlético teve algumas mudanças em relação à última partida: Hulk retornou ao time titular, Zaracho ficou fora por lesão e Nacho iniciou o jogo no banco de reservas. Os substitutos dos argentinos foram Jair e Eduardo Sasha. Por isso, o time de Cuca entrou em campo com Everson; Mariano, Rever, Alonso e Dodô; Jair, Allan, Tchê Tchê e Eduardo Sasha; Hulk e Savarino.

O 1º tempo

Início baiano e gol na falha atleticana

Dominante em toda a etapa inicial, o Bahia começou muito bem desde os primeiros minutos. Aos 9, Juninho Capixaba cobrou uma falta próxima do gol e o chute foi rasteiro, com força, mas Everson fez a defesa no meio do gol. Quatro minutos depois, Hulk tentou sair da pressão do Tricolor de Aço, porém perdeu a bola na intermediária, Rodriguinho bateu forte e a bola passou próxima do gol atleticano. No entanto, este lance ocorreu logo após o gol de Rossi.

Dois minutos antes, aos 11, entre as duas boas chegadas baianas, o Tricolor abriu o placar em um belo chute de fora da área, o qual contou com uma falha bisonha de Everson. Após corte de cabeça de Rever, Rodriguinho dominou com o peito e tocou para Rossi. O camisa 7 também dominou no peito e, diferentemente de Rodriguinho, Rossi arriscou de fora da área. O chute de primeira foi bom e no canto de Everson, mas o goleiro teria tempo para, pelo menos, espalmar a bola para a linha de fundo. Porém, o arqueiro atleticano fez o movimento errado e falhou feio, visto que a bola passou debaixo do corpo dele. Uma falha bisonha e um gol importante para o Bahia: 1 a 0 no placar.

Mesmo com a vantagem, o Bahia chegou com muito perigo. Aos 29, Lucas Mugni cobrou escanteio, Everson desviou no alto e Rossi cabeceou para o meio. Com o bom passe aéreo do autor do gol, Luiz Otávio cabeceou e Everson fez uma grande defesa. No rebote, Conti estava dentro da pequena área, livre de marcação – o sistema defensivo do Atlético ficou parado durante toda a 1ª etapa – e perdeu uma chance inacreditável: o zagueiro isolou e a bola passou longe do gol de Matheus Teixeira.

Apagão no estádio, na defesa e no ataque atleticano

O Atlético finalizou apenas duas vezes na 1ª etapa e ambas não tiveram a direção correta. Aos 27, Dodô arriscou de fora da área e a bola subiu demais. No minuto 35, Savarino fez boa jogada pela direita e tocou para Eduardo Sasha. O camisa 18 estava dentro da meia-lua e bateu de chapa, mas errou o alvo. A criatividade atleticana estava apagada.

O Bahia possuía o placar positivo, mas precisava, no mínimo, de mais um gol. O time chegou com um voleio de Gilberto, aos 40, em cruzamento de Nino Paraíba, porém a bola saiu sem direção. Quatro minutos depois, no minuto 44, um poste de iluminação do estádio Joia da Princesa apagou e o jogo ficou paralisado por oito minutos.

Como faltavam apenas um minuto mais os acréscimos, os times decidiram retornar ao jogo mesmo sem a volta da energia. Em consenso, Atlético e Bahia rolaram a bola novamente e o Tricolor de Aço se deu bem. Aos 54, logo após a volta do apagão, a defesa do Galo ficou olhando o cruzamento de Lucas Mugni e o lateral Juninho Capixaba cabeceou entre Réver e Alonso. A testada foi certeira e Everson não pôde fazer nada: 2 a 0 para o Bahia e confronto empatado no fim do 1º tempo.

O 2º tempo

Logo no intervalo, Cuca promoveu três mudanças e corrigiu alguns erros cometidos na escalação inicial: Dylan Borrero, Nacho Fernández e Vargas entraram nas vagas de Savarino, Tchê Tchê e Sasha. As substituições não surtiram efeito imediato, mas renderam um gol no minuto 17 da 2ª etapa.

Antes do gol, o Atlético já havia mudado a postura e estava mais ofensivo. Aos 3, Hulk cobrou uma falta e bateu forte da intermediária, mas a bola subiu demais. No minuto seguinte, Nacho cabeceou, Hulk também deu um passe de cabeça e Vargas bateu, já dentro da área, de esquerda, mas não conseguiu acertar o alvo. No entanto, o chileno estava buscando o gol e marcou aos 17. Dylan Borrero recebeu na direita e cruzou na cabeça de Eduardo Vargas: o camisa 10 só escorou no contrapé do goleiro adversário, em um ótimo cabeceio do chileno. Gol de Vargas e 2 a 1 no placar.

Mesmo vencendo a partida, o Bahia estava sendo eliminado da Copa do Brasil. Por isso, o time de Dado Cavalcanti deveria buscar o gol com maior ímpeto, porém não teve facilidade. Aos 26, Juninho Capixaba foi até a linha de fundo e cruzou rasteiro. Gilberto tentou de letra, mas Alonso cortou a bola que estava na área atleticana. Sabendo da possível pressão baiana, Cuca mexeu na sua defesa: aos 30, Mariano saiu para a entrada de Guga.

A tensão dos minutos finais acarretou um jogo sem graça. Aos 39, Hulk cobrou uma falta e Matheus Teixeira fez a defesa. Quatro minutos depois, Hulk arrancou pelo meio e tocou para Dylan Borrero, mas o colombiano, já dentro da área, errou a direção e perdeu uma grande chance, em um dos poucos lances mais perigosos destes últimos minutos. Logo na sequência, no minuto 44, Gilberto tentou responder, mas também errou o chute. Neto até entrou nos minutos finais, na vaga de Jair, porém o jovem sequer encostou na bola, visto que o jogo terminou e o Galo se classificou.

O Atlético volta a campo no próximo domingo, 08, às 16 horas, contra o Juventude, no estádio Alfredo Jaconi.

Números da partida

Bahia x Atlético
47% Posse de bola 53%
16 Finalizações 9
7 Finalizações no gol 2
5 Escanteios 3
0 Impedimentos 0
14 Faltas 15
443 Passes 505
352 (79%) Passes certos 404 (80%)
Fonte: SofaScore.com

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Comentários

Subscribe
Notify of
guest
1 Comentário
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
View all comments
Luciano

A concentração é tudo. E o gol com a penosa do goleiro Everson no inicio do jogo, atrapalhou o desempenho da equipe na fase inicial. Até porque Sacha tem sido completamente inoperante, não se acha no campo, um jogador que a gente nem sabe qual é a verdadeira posição dele, resumindo um a menos. Nacho caiu o desempenho desde que aqui chegou, mas do outro lado tinha um time também com suas limitações. Valeu pela classificação e na outra fase, é outra história, mas precisa melhorar.