Nesta manhã de sábado, logo na estreia, Luxemburgo busca a vitória para não repetir um feito que só aconteceu 10 anos atrás no Cruzeiro

Vanderlei Luxemburgo recebeu a camisa cruzeirense para a sua 3ª passagem. Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Vanderlei Luxemburgo, com 69 anos, terá uma das missões mais complicadas da sua carreira: resgatar um dos maiores clubes do Brasil que está inserido em uma das maiores crises da história do futebol. O Cruzeiro Esporte Clube aparenta, cada dia mais, estar afundado em problemas e, pela segunda temporada consecutiva, a diretoria buscou um técnico experiente para tentar salvar a equipe do rebaixamento para a Série C – em 2020, Felipão pegou o time no Z-4 e deixou o Cruzeiro em 11º.

O novo técnico da Raposa foi apresentado nesta quinta-feira, 5, e já iniciou as preparações para a importante partida deste sábado. Na 18ª colocação com 13 pontos em 15 partidas, o Cruzeiro precisa escapar da zona do rebaixamento, visto que o objetivo do clube é o acesso à Série A.

Para deixar o Z-4, a equipe mineira enfrenta o Brusque neste sábado, 7, às 11 horas da manhã, jogo que será a 1ª partida da 3ª passagem de Luxemburgo na área técnica cruzeirense.

E, logo na estreia, Vanderlei terá que buscar os três pontos para não repetir um feito que só aconteceu 10 anos atrás no Cruzeiro. A equipe mineira chega nesta partida frente ao Brusque em uma terrível sequência de nove partidas seguidas sem vencer. Em 2019, o time azul celeste passou quatro vezes por esta série ruim de nove jogos de “seca”, porém, caso não vença no sábado, a Raposa alcançará a 10ª partida, igualando assim a pior sequência dos últimos anos cruzeirenses, a qual aconteceu há 10 anos. Portanto é vencer ou vencer!

A atual sequência

A saída de Mozart Santos não aconteceu por acaso: após uma longa sequência de maus resultados, o técnico deixou o Cruzeiro e os pedidos de boa parte da torcida foram correspondidos, visto que eles estavam contestando o comando técnico de Mozart e buscavam um treinador mais experiente.

A atual série de resultados ruins começou em 27 de julho, quando o Cruzeiro tinha acabado de vencer o Vasco no Mineirão – ou seja, a última vitória aconteceu em 24 de junho – e viajou para Alagoas, a fim de enfrentar o CSA: a derrota por 2 a 1 deu início à sequência muito ruim cruzeirense: são seis empates e três derrotas nos últimos nove jogos.

  • 27/06: CSA 2 x 1 Cruzeiro;
  • 30/06: Cruzeiro 3 x 3 Guarani;
  • 03/07: Brasil de Pelotas 0 x 0 Cruzeiro;
  • 06/07: Cruzeiro 0 x 0 Coritiba;
  • 10/07: Botafogo 3 x 3 Cruzeiro;
  • 17/07: Cruzeiro 0 x 3 Avaí;
  • 20/07: Remo 1 x 0 Cruzeiro;
  • 24/07: Vila Nova 0 x 0 Cruzeiro;
  • 30/07: Cruzeiro 2 x 2 Londrina;
  • 07/08: Brusque x Cruzeiro, em SC, às 11 horas da manhã.

As maiores sequências sem vencer (2011-2020)

Por causa deste mau momento, o Blog apurou quais foram as últimas vezes que o torcedor cruzeirense passou tanto tempo sem vencer uma partida. A atual sequência – nove jogos seguidos sem vencer – aconteceu em outras quatro oportunidades, todas elas em 2019, mas se alcançar o 10º jogo a sequência chegará perto de alcançar o pior momento, o qual aconteceu há 10 anos.

Portanto, confira as maiores sequências sem vencer uma partida das últimas dez temporadas cruzeirenses!

  • 2020: seis jogos sem vencer: três empates e três derrotas entre 20 de agosto e 7 de setembro; esta sequência acarretou a saída de Enderson Moreira e Ney Franco venceu logo na estreia;
  • 2019: nove jogos sem vencer em quatro oportunidades;
    • quatro empates e cinco derrotas entre 8 de maio e 12 de junho;
    • cinco empates e quatro derrotas entre 14 de julho e 11 de agosto; esta sequência acarretou a saída de Mano Menezes e Rogério Ceni venceu logo na estreia;
    • quatro empates e cinco derrotas entre 4 de setembro e 12 de outubro; esta sequência acarretou a saída de Rogério Ceni, mas Abel Braga não venceu logo na estreia;
    • quatro empates e cinco derrotas entre 3 de novembro e 8 de dezembro; esta sequência aconteceu nos últimos jogos da temporada do rebaixamento e acarretou a saída de Abel Braga, mas Adilson Batista não venceu logo na estreia;
  • 2018: seis jogos sem vencer: quatro empates e duas derrotas entre 6 de junho e 16 de julho; esta sequência contou com a pausa para a Copa do Mundo da Rússia;
  • 2017: cinco jogos sem vencer: quatro empates e uma derrota entre 16 e 30 de julho;
  • 2016: quatro jogos sem vencer: dois empates e duas derrotas entre 14 e 30 de maio;
  • 2015: seis jogos sem vencer: um empate e cinco derrotas entre 13 e 30 de agosto; o curioso é que o treinador nesta sequência era Vanderlei Luxemburgo, atual técnico da equipe, que foi demitido após esta série ruim e Deivid venceu logo na estreia;
  • 2014: três jogos sem vencer em duas oportunidades:
    • um empate e duas derrotas entre 7 e 14 de maio;
    • três derrotas entre 8 e 15 de outubro;
  • 2013: quatro jogos sem vencer: dois empates e duas derrotas entre 17 de novembro e 7 de dezembro; esta sequência aconteceu nas últimas partidas da temporada, quando o Cruzeiro já era campeão do Brasileirão;
  • 2012: sete jogos sem vencer: dois empates e cinco derrotas entre 5 de setembro e 6 de outubro;
  • 2011: onze jogos sem vencer: quatro empates e sete derrotas entre 31 de agosto e 16 de outubro;

Tendo em vista estes números, a atual sequência se iguala às quatro séries sem vitória de 2019, ano em que o Cruzeiro foi rebaixado para a Série B do Brasileirão. Porém, a equipe conseguiu vencer no 10º jogo e não alcançou a terrível marca de dez jogos consecutivos sem conquistar três pontos, marca na qual aconteceu pela última vez em 2011, há quase 10 anos atrás.

Portanto, se Luxemburgo estrear vencendo o Brusque neste sábado, o Cruzeiro não irá se aproximar do terrível feito de 2011. No entanto, um empate ou derrota poderá consolidar este atual momento como o pior neste quesito dos últimos anos e tendo a possibilidade de igualar os números da série sem vitórias de dez anos atrás.

É um cenário terrível e o Cruzeiro segue ostentando os seus piores números na história. Vanderlei Luxemburgo e o grupo de jogadores possuem a responsabilidade de nunca mais colocar a tradicional equipe mineira nesta situação. Ao trabalho, Raposa!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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