O Mineirão é um problema? Cruzeiro segue com números terríveis em casa e venceu menos que 30% dos jogos nos últimos três anos

O estádio não é o culpado destes números assustadores. Foto: Facebook do Mineirão.

Historicamente, o Cruzeiro está acostumado com grandes vitórias no Mineirão. O Gigante da Pampulha sempre foi o palco de enormes triunfos cruzeirenses e os torcedores possuem lindas lembranças. Porém, estas boas memórias em casa estão ficando, cada dia mais, apenas no passado.

Nos últimos três anos, com o rebaixamento de 2019, permanência na Série B em 2020 e, até então, o desempenho terrível na 2ª divisão de 2021, o Cruzeiro possui números assustadores em campeonatos nacionais como mandante.

Como atuou a maioria das partidas no Mineirão – foram apenas cinco jogos no Independência na última temporada, quando venceu somente uma partida -, a pergunta que fica é se jogar em Belo Horizonte, no Mineirão, por exemplo, se tornou um problema para o Cruzeiro? Já é possível responder: é claro que o histórico estádio não tem culpa. Os responsáveis pelo mau momento são os jogadores que não entendem o que significa “Mineirão” na história cruzeirense.

Alguns números recentes mostram que diversos atletas, em meio a estes anos malucos da Raposa, seguem atuando mal mesmo jogando em casa. Vencer como mandante é quase uma obrigação para ir bem em campeonatos de pontos corridos, mas a equipe mineira, aparentemente, tem muita dificuldade nesta questão devido à apatia, falta de vontade e qualidade quase inexistente. Como melhorar?

Os números recentes

Estes problemas do Cruzeiro como mandante acontecem há três anos. Sim, não é coincidência que a equipe começou a ir muito mal, caiu de divisão e não subiu a partir do momento que perdeu a confiança em jogar em casa. O Mineirão sempre foi palco de recuperações cruzeirenses, mesmo em fases ruins como o time já teve anteriormente, porém, nos últimos três anos, a Raposa soma números terríveis como mandante nos campeonatos de pontos corridos.

Em 2019, ainda na Série A, o Cruzeiro foi o 3º pior mandante da competição e não conseguiu permanecer na 1ª divisão. Com cinco vitórias, oito empates e seis derrotas em 19 jogos, a Raposa não foi bem no Mineirão e perdeu e empatou mais vezes do que venceu. A consequência deste desempenho ruim foi o histórico rebaixamento.

No ano seguinte, já na Série B, a equipe azul celeste ficou em 11º, mas só não correu riscos de rebaixamento até a última rodada por causa do desempenho como visitante, já que, dentro de casa, a campanha foi vergonhosa. Com seis vitórias, sete empates e seis derrotas, a Raposa foi o 3º pior mandante do torneio e só somou menos pontos que Botafogo-SP e Oeste, equipes que ficaram nos últimos lugares. Como dito anteriormente, o time tentou sair do Mineirão, mas o desempenho no Independência seguiu muito ruim.

Dando sequência ao momento terrível em Belo Horizonte, o Cruzeiro segue com um desempenho assustador em 2021. Na atual campanha, o time venceu apenas um jogo – frente ao Vasco – empatou três vezes e perdeu dois confrontos, sendo assim o time que menos somou pontos dentro de casa, junto com o Londrina. Além disso, a Raposa ostenta o feito de ter a pior defesa como mandante: são 12 gols sofridos em seis jogos, tendo assim uma média de dois gols sofridos por partida.

A apatia além dos números

É claro que o torcedor já tinha uma ideia desses números, mas eles assustam. O desempenho recente deixa claro que o Cruzeiro está muito mal em qualquer partida que faz, porém não confiar nem nos duelos como mandante indica o caos que está inserido o time da Toca da Raposa.

Em resumo, nos últimos três campeonatos nacionais – a Série A de 2019 e as duas edições de Série B -, o Cruzeiro já disputou 44 partidas como mandante e venceu apenas 12 vezes, ou seja, é quase uma vitória a cada quatro jogos. Para se ter uma ideia melhor, a Raposa venceu apenas 27,3% dos jogos como mandante, um número baixíssimo e preocupante.

É falta de talento? É falta de sorte? Pode até ser, mas o principal adjetivo para este momento cruzeirense em casa é a apatia. Os atletas não conseguem demonstrar raça, vontade e qualquer outro sentimento positivo. Não existe isso no Cruzeiro mesmo jogando no Gigante da Pampulha. Portanto, um estádio tão importante como o Mineirão não é o problema, visto que os jogadores que atuam neste estádio não conseguem entender quão importante é vencer naquele gramado.

Daqui algumas semanas, quando a CBF liberar a torcida nas suas competições e o time cumprir a punição de cinco jogos com portões vazios, por causa dos incidentes na partida do rebaixamento, ainda em 2019, os apaixonados torcedores cruzeirenses poderão retornar ao estádio e apoiarão os jogadores. Irá mudar algo? Os atletas entenderão qual instituição estão representando e quão grandioso é vencer um jogo no Mineirão? Não é possível afirmar, mas é certo que o Cruzeiro, para melhorar a sua dramática situação, precisa urgentemente mudar isso.

A Raposa atuará nesta sexta-feira, 30, às 21:30, no Mineirão, contra o Londrina.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Categorias:
Futebol Nacional

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Murilo de Andrade Marçal

E o problema é que vai ficar por isto mesmo, o clube não tem homem no comando, só não cairá se der sorte.

romulo

Aproveitamento de 27% em casa pra um time do nível do micróbio azul é excelente!!! Achava q era, se muito, em torno de 10%…

Admilson Geraldo DE OLIVEIRA Geraldo

Problema tá é no nosso gol, um aposentado, obeso, frangueiro que não some nem com reza. Encosto do Cruzeiro é o projeto de goleiro

Admilson Geraldo DE OLIVEIRA Geraldo

Problema tá é no nosso gol, um aposentado, obeso, frangueiro que não some nem com reza. Encosto do Cruzeiro é o projeto de goleiroo

Admilson Geraldo DE OLIVEIRA Geraldo

Problema tá é no nosso gol, um aposentado, obeso, frangueiro que não some nem com reza. Encosto do Cruzeiro é o projeto de goleiroooooo