No seu aniversário, Hulk deu presentes para a massa: com dois gols do artilheiro, Atlético vence o Bahia por 3 a 0

A escalação do Atlético é Hulk +10. Foto: Pedro Souza / Atlético

A cultura brasileira diz que a pessoa que faz aniversário recebe presentes. Desta vez, a história foi diferente. O artilheiro do Atlético completou 35 anos e “resolveu” dar presentes para a massa atleticana. Givanildo Pereira de Sousa nasceu em 25 de julho de 1986 e comemora, neste domingo, mais um ano de vida. Conhecido como Hulk, o paraibano marcou mais dois gols pelo Atlético, é o grande nome do futebol brasileiro e segue resolvendo partidas para o seu time. Parabéns pelo seu aniversário e, certamente, a torcida alvinegra te agradece pelos incríveis serviços prestados!

O destaque foi o artilheiro Hulk, mas a vitória também foi expressiva: nesta manhã de domingo, 25 de julho, o Atlético venceu o Bahia por 3 a 0 no Mineirão, em jogo válido pela 13ª rodada do Brasileirão. No último torneio nacional, o Galo não conseguiu vencer o rival e o Tricolor de Aço estava confiante que o bom retrospecto recente seria suficiente para pontuar em Minas Gerais. No entanto, faltou futebol do time baiano e sobrou Hulk na equipe mineira.

Com o resultado, o Atlético se consolidou na 2ª posição do Campeonato Brasileiro e segue na cola do Palmeiras. Com 28 pontos conquistados em 13 jogos, o Galo está três pontos atrás do líder da competição que venceu no sábado. Um fato curioso é que o time de Cuca concluiu as seis partidas do Brasileirão deste mês de julho e venceu todos os duelos, tendo 100% de aproveitamento no mês no campeonato nacional. Já o Bahia perdeu mais uma partida, está em 8º, com 17 pontos, e pode perder ainda mais posições.

Os jogos e as atuações individuais

Os 45 minutos iniciais serviram para dar sono ao torcedor atleticano que estava assistindo o jogo nesta manhã de domingo. Porém, os 45 minutos finais foram importantes pelo resultado, para evidenciar a importância – e dependência – de Hulk e empolgar uma parte da torcida, visto que o time alcançou a 6ª vitória seguida no Brasileirão, além de uma importante classificação frente ao Boca Juniors. Os resultados são ótimos e não são contestáveis. A atuação do 2º tempo, com boas tramas de Eduardo Sasha e brilho de Hulk, é indiscutível, porém é necessário debater alguns pontos positivos e negativos do Atlético.

Começando pela parte positiva, além de mais uma ótima vitória, o Galo não correu riscos e mostrou, mais uma vez, que o torcedor pode confiar na sua sólida defesa, a qual conseguiu passar o 6º de 13 jogos neste Brasileirão sem tomar gol. Além da solidez defensiva, o brilho individual de Hulk é louvável, visto que, assim como na última rodada, contra o Corinthians, o atleta mudou o jogo, marcou dois gols e foi o craque da partida. Até por causa da ausência de Savarino e devido ao desempenho mais tímido de Nacho Fernández, a dependência de Hulk aumentou e ele teve que resolver. Felizmente, para os atleticanos, o camisa 7 estava bem e decidiu.

E é justamente nessa dependência que entra um problema atleticano: com um método de jogo centralizador, onde todas as jogadas afunilam no meio, o Galo deixou muita responsabilidades com Hulk, Nacho Fernández e Savarino nas últimas partidas. Esta responsabilidade se torna uma dependência preocupante a partir do momento que o time não organiza outras jogadas e, se estes craques não decidirem, o time de Cuca não consegue ir bem. É preocupante porque nenhum jogador consegue estar bem e disponível durante toda a temporada. Por isso, mesmo com resultados ótimos e dignos de comemorações, o Atlético deve ter atenção com a forma que está desempenhando, a fim de apurar novas estratégias, ter menos dependência e apresentar mais qualidade em campo com todos os jogadores ofensivos.

Atlético x Bahia

O técnico Cuca já havia deixado claro que iria colocar em campo a melhor escalação possível e o Blog até informou no pré-jogo, porém algumas mudanças foram inesperadas. Por causa do cansaço e do limite de estrangeiros, Savarino ficou fora e Dylan Borrero ganhou uma chance no time titular. O outro atleta que recebeu uma oportunidade na equipe foi Alan Franco, deixando Tchê Tchê como opção. Por isso, o Atlético entrou em campo com Everson; Mariano, Nathan Silva, Alonso e Dodô; Allan e Alan Franco; Dylan Borrero, Nacho Fernández e Matías Zaracho; Hulk.

O 1º tempo

O jogo começou com um bom domínio do Atlético, mas as duas equipes chegaram com perigo nos minutos iniciais em cabeceios: aos 3, após cruzamento de Dodô, Zaracho testou para fora; no minuto 6, Rodriguinho cobrou falta e Ligger também cabeceou sem a direção certa.

A melhor chance da 1ª etapa aconteceu aos 11, sendo um resultado da intensidade do Galo nos 15 minutos iniciais. Após Alan Franco sofrer falta na entrada da área, Nacho Fernández cobrou muito bem e seria um golaço se o goleiro do Bahia não tivesse feito uma defesa lindíssima. A cobrança do argentino foi muito boa, porém Matheus Teixeira voou no seu ângulo esquerdo e espalmou, evitando o gol atleticano. No escanteio seguinte, Dodô aproveitou o rebote de fora da área e pegou “em cheio”, mas a defesa do Bahia bloqueou rapidamente.

Depois de um bom início, o Atlético não seguiu no mesmo ritmo e o Bahia equilibrou a partida, além de chegar mais vezes, todavia sem perigos. Aos 15, o Galo errou na saída de jogo, Gilberto tocou para Rodriguinho e o ex-jogador do América, Corinthians e Cruzeiro tentou bater, mas Nathan Silva bloqueou. No minuto 20, o mesmo Rodriguinho tocou para Nino Paraíba e o lateral cruzou, mas Mariano cortou antes da chegada de Gilberto. Quatro minutos depois, Rodriguinho cobrou curto uma falta lateral, em uma jogada ensaiada, e encontrou Lucas Araújo, mas o meio-campista bateu muito mal. Aos 34, o Bahia acertou o gol pela 1ª vez: em cobrança de falta de Rodriguinho, Ligger cabeceou no meio do gol e Everson encaixou.

O Bahia equilibrou durante o 1º tempo e o Atlético não estava conseguindo criar nenhuma grande chance depois da falta bem cobrada por Nacho. Com uma marcação muito firme do Tricolor de Aço, o Atlético teve dificuldades e centralizou demais as suas jogadas. Aos 38, Nacho Fernández até fez um belo passe para Hulk, nas costas da defesa, mas o goleiro Matheus Teixeira abafou no momento certo. O Galo ensaiou uma pressão nos últimos lances, mas as tentativas foram bloqueadas e o time alvinegro não agrediu o seu rival no fim da 1ª etapa.

O 2º tempo

Após uma 1ª parte desanimada, o técnico Cuca promoveu duas mudanças: Alan Franco e Dylan Borrero deixaram o campo para as entradas de Tchê Tchê e Eduardo Sasha, respectivamente. Com estas mudanças, o Atlético apresentou, na etapa final, a mesma intensidade dos 15 minutos iniciais do jogo: pressionou bastante e chegou com perigo. Aos 10, em ótimo cruzamento de Mariano, Zaracho pulou e quase alcançou a bola para empurrar para as redes.

O início pressionando o adversário foi semelhante, mas, neste 2º tempo, o Atlético conseguiu balançar as redes. Aos 12, Hulk recebeu a bola no círculo central e acelerou, como de costume. O artilheiro atleticano tocou para Eduardo Sasha e o camisa 18, com muita inteligência, devolveu de primeira. Já dentro da área, Hulk mostrou a sua qualidade e o seu faro de gol: com muita frieza, o camisa 7 tocou com a perna direita na saída de Matheus Teixeira e a bola caprichosamente “beijou” a trave antes de entrar na meta do Bahia. Um belo gol. Um gol de quem sabe. Hulk marcou e o Atlético abriu o placar: 1 a 0.

É evidente que o gol do Atlético acabou pressionando o Bahia a sair para o ataque. Sabendo disso, aos 24, Cuca tirou Dodô e colocou Réver, a fim de aumentar o poder de marcação. Sendo assim, o Tricolor de Aço tentou chegar com perigo, mas não conseguiu ser efetivo. No mesmo minuto da substituição, Rossi cobrou uma falta que foi para fora. Aos 25, Matheus Galdezani, ex-Atlético, arriscou de longe e Everson fez uma boa defesa.

O Galo estava apenas marcando, mas Hulk foi esperto na saída de jogo do Bahia e roubou a bola. Com muita velocidade, o camisa 7 avançou pela esquerda, entrou na área e foi derrubado pelo goleiro Matheus Teixeira. O árbitro assinalou a penalidade máxima e o VAR confirmou. Na cobrança, o arqueiro do Bahia foi para o lado direito e Hulk cobrou no canto esquerdo do goleiro, balançando novamente as redes: 2 a 0 para o Atlético, ou melhor, para Hulk.

Após o 2º gol, Hyoran entrou na vaga de Nacho Fernández e, minutos depois, Nathan substituiu o artilheiro Hulk. Mesmo com a vantagem, o Galo seguiu levando perigo. Aos 45, Sasha inverteu para Zaracho e o argentino bateu, mas Matheus Teixeira fez uma bela defesa. No escanteio seguinte, Hyoran quase marcou um gol olímpico e, no rebote, o meio-campista Nathan empurrou, fazendo o 3º gol atleticano. 3 a 0 para o Galo e fim de papo.

Os times se enfrentam novamente na próxima quarta-feira, 28, às 21:30, pela Copa do Brasil, no Mineirão.

Números da partida

Atlético x Bahia
60% Posse de bola 40%
12 Finalizações 11
5 Finalizações no gol 5
8 Escanteios 8
3 Impedimentos 0
17 Faltas 14
510 Passes 326
442(87%) Passes certos 267 (82%)
Fonte: SofaScore.com

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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