Para ser campeão da Libertadores, o Atlético terá que “vencer” até 16 títulos no mata-mata; em 2013, foram apenas seis taças “vencidas”

Foto: Bruno Cantini / Atlético / Divulgação

São inevitáveis as comparações entre as campanhas de 2013 e 2021. O técnico Cuca, o zagueiro Réver, a presença constante de Victor – desta vez, como membro da comissão técnica -, a melhor campanha da 1ª fase da competição, etc. No entanto, mesmo com algumas coincidências interessantes que animam os atleticanos mais supersticiosos, já é necessário destacar que, para ser campeão da Libertadores, a trajetória atleticana será bem diferente e muito mais “pesada”.

Com os resultados da noite de quarta-feira, 22, o Atlético descobriu que enfrentará o River Plate-ARG, maior rival do Boca Juniors-ARG, nas quartas de final da Copa Libertadores da América – as partidas serão realizadas na 2ª e na 3ª semana de agosto. Se passar pelos Millonarios, o Galo irá duelar com os já conhecidos Palmeiras e São Paulo, rivais paulistas que se enfrentam no outro lado da chave.

Chaveamento da Libertadores após os jogos de quarta-feira, 21. Foto: Twitter da Conmebol

Com estas definições e devido à presença de Flamengo e Internacional ou Olímpia no outro lado da chave, o Atlético já sabe que terá que encarar um chaveamento bem mais complicado que em 2013. Confira detalhes!

Em 2013

Para buscar o título da Copa Libertadores da América de 2013, o Atlético passou por inúmeras situações inusitadas – pênalti nos acréscimos e virada após perder de 2 a 0 em duas oportunidades -, mas enfrentou adversários com menos títulos.

Nas oitavas de final de 2013, o Atlético encontrou o São Paulo, tricampeão da Libertadores e um dos times mais tradicionais da América do Sul – as equipes já haviam se encontrado na fase de grupos. Após atropelar a equipe paulista por 6 a 2 no agregado, o Galo duelou com o Tijuana-MEX, equipe que nunca foi campeão da competição continental e sequer disputou nos últimos anos, visto que clubes mexicanos não estão sendo incluídos na Libertadores. O duelo com o Tijuana ficou marcado pela defesa de São Victor do Horto nos acréscimos, em pênalti cobrado por Riascos.

Na sequência, o time de Ronaldinho e companhia duelou com o Newell ‘s Old Boys-ARG, outra equipe que nunca foi campeã da Copa Libertadores. O time argentino não participa da competição continental desde 2014. Na decisão, o Galo bateu, de forma emblemática, o tricampeão Olímpia-PAR, em mais um jogo muito emocionante. Nem mesmo a tradicional camisa do time paraguaio assustou os atleticanos que conquistaram a “Glória Eterna”.

Por isso, para ser campeão da Libertadores de 2013, o Atlético “venceu” seis títulos no mata-mata.

Em 2021

Já nesta edição da Copa Libertadores da América, o Atlético busca o mesmo feito da conquista histórica de 2013, mas terá um caminho com equipes bem mais tradicionais e vitoriosas.

No início da trajetória no mata-mata, nas oitavas de final, o Atlético enfrentou o hexacampeão Boca Juniors-ARG e eliminou após uma dramática decisão de pênaltis. A tradicional camisa dos Xeneizes equilibrou o duelo e o Galo teve muita dificuldade contra o time que ostenta seis títulos de Libertadores. Nas quartas de final, o Galo terá pela frente o maior rival do Boca: o tetracampeão River Plate-ARG será o rival atleticano e a equipe mineira buscará a classificação no próximo mês. Se passar pelo River, o Atlético “derrotará” 10 títulos em duas fase de mata-mata e eliminará as duas mais temidas equipes argentinas. Haja tradição!

Com uma possível classificação para a semifinal, o time de Cuca enfrentará o tricampeão São Paulo, equipe que foi eliminada nas oitavas em 2013, ou o bicampeão Palmeiras, atual vencedor da Libertadores. Numa possível final, o Atlético poderá ter vários adversários diferentes e o favorito é o bicampeão Flamengo, rival do Atlético, com um duelo histórico e polêmico na Libertadores de 1981. No entanto, o time mais vitorioso que o Galo pode enfrentar na final é o tricampeão Olímpia-PAR, clube derrotado na final de 2013. Para os atleticanos supersticiosos, não seria uma ideia ruim enfrentar o Olímpia!

Sendo assim, o possível caminho atleticano com mais títulos até a Glória Eterna conta com Boca Juniors-ARG, River Plate-ARG, São Paulo e Olímpia-PAR, ou seja, são incríveis 16 taças em quatro confrontos. Uma trajetória pesada para um time que deseja fazer história!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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