Mais próximo do Z-4: Cruzeiro é atropelado pelo Avaí, perde por 3 a 0 no Mineirão e completa 10 anos sem vencer o rival

Mais um vexame cruzeirense. Foto: Ramon Lisboa/EM D.A Press

Um atropelo histórico. Um jogo que, certamente, deixou feridas nos apaixonados torcedores cruzeirenses. Uma partida que representa o que pode se tornar esta temporada: um desastre. O Cruzeiro entrou em campo de forma desorganizada, piorou com o passar do tempo, principalmente após as mudanças táticas equivocadas, e perdeu por 3 a 0 para o Avaí em casa. Além da proximidade à zona do rebaixamento, a derrota cruzeirense significa que o time mineiro completará 10 anos sem vencer o rival desta partida: desde agosto de 2011 não vence um duelo frente ao Avaí e só enfrentará o adversário novamente em outubro de 2021.

Neste sábado, 17, o Cruzeiro recebeu o Avaí no Mineirão e perdeu por 3 a 0, em jogo válido pela 12ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro de 2021. Os gols do time catarinense foram marcados por Marcos Serrato e Renato, duas vezes. Com esta vitória, o Avaí alcançou a 10ª partida consecutiva sem perder para a Raposa.

O resultado indica que o Cruzeiro está próximo do Z-4 da Série B e o risco de queda para a Série C é cada dia mais real. Com 11 pontos em 12 jogos, a Raposa está, atualmente, na 16ª posição – no momento do fechamento da matéria, o Remo estava vencendo a Ponte Preta e ultrapassando a Raposa. Além da colocação, o Cruzeiro está apenas três pontos à frente do lanterna da Série B, o Londrina. Já o Avaí se aproximou do G-4 e brigará pelo acesso: com 18 pontos em 11 jogos, o time catarinense está dois tentos atrás do 4º colocado, o Goiás.

Os jogos e as atuações individuais

É notável que o Cruzeiro apresentou uma “regularidade” nesta partida: o time continuou muito mal na defesa e sofreu três gols pela 2ª partida consecutiva – terceiro jogo nas últimas cinco oportunidades. Não é normal esta “regularidade” e o time mineiro precisa urgentemente entender onde estão os seus problemas. Com os piores números defensivos da Série B – 22 gols sofridos -, o Cruzeiro não aparecerá na 1ª parte da tabela com estas atuações defensivas.

Obviamente, a torcida cruzeirense está bastante chateada com o técnico Mozart, que foi representado pelo seu auxiliar Denis Iwamura, visto que a comissão técnica cometeu um grande erro nesta partida. É louvável a filosofia ofensiva do treinador e a tentativa de buscar a vitória aos 20 da 2ª etapa, porém é bastante incompreensível a mudança feita: Denis tirou Léo Santos, colocou Giovanni Piccolomo no meio e recuou Ariel Cabral para a zaga. O volante cruzeirense é lento, não jogava os 90 minutos de um jogo desde janeiro e, obviamente, não seria a melhor opção para a defesa. Dito e feito. Apenas o Avaí chegou após as mudanças e Ariel Cabral não conseguiu ir bem na zaga.

Além destas mudanças equivocadas e o jogo ruim defensivo do Cruzeiro, é necessário destacar que a Raposa não conseguiu construir, praticamente, nenhuma boa jogada. Faltou organização, brilho e criatividade para chegar próximo ao gol do Avaí. Nenhum jogador foi bem nesta partida e Marcelo Moreno teve a chance de empatar o duelo no início da 2ª etapa, mas acertou o travessão em cabeceio. Enfim, uma partida vergonhosa do Cruzeiro.

Cruzeiro x Avaí

Além das mudanças já esperadas, por causa das lesões de Ramon e Raúl Cáceres, o técnico Mozart, mesmo suspenso, promoveu algumas mudanças na equipe titular: Giovanni Piccolomo, Airton e Rafael Sobis saíram para as entradas de Ariel Cabral, Claudinho e Marcelo Moreno, respectivamente. Com isso, o time cruzeirense, comandado por Denis Iwamura, contou com Fábio, Norberto, Léo Santos, Rhodolfo e Jean Victor; Lucas Ventura, Ariel Cabral, Marcinho e Claudinho; Bruno José e Marcelo Moreno.

O 1º tempo

O jogo começou bem lento, mas o Avaí chegou com mais perigo no início da 1ª etapa. Aos 13, Diego Renan cruzou para a área e Getúlio cabeceou para fora, na primeira finalização da partida.

Cinco minutos depois, aos 18, Bruno José tentou uma trama ofensiva, não tocou para Norberto e o Cruzeiro sofreu um contra-ataque fatal: Diego Renan tocou rapidamente para Lourenço e o meio-campista achou Copete na esquerda. O ex-jogador do Santos dominou na direita e tocou para o meio, encontrando Marcos Serrato. O camisa 19 teve muita liberdade à frente da área e bateu no canto direito de Fábio, sem chances para o goleiro cruzeirense: 1 a 0 para o Avaí em um contra-ataque muito rápido que não contou com a reposição correta do Cruzeiro.

Após o Avaí abrir o placar, o Cruzeiro dominou as ações ofensivas e conseguiu melhorar o seu desempenho no jogo, mas isso só aconteceu nos 15 minutos finais da 2ª etapa. Aos 28, a Raposa finalizou pela primeira vez: depois de corte da zaga do Avaí, em virada errada de Ariel Cabral, Bruno José dominou e bateu com a perna esquerda, mas Glédson pegou.

No minuto 35, a equipe mineira chegou em escanteio cobrado por Marcinho, no entanto Lucas Ventura cabeceou para fora. Dois minutos depois, o mesmo Marcinho tocou para Bruno José e o ponta cruzeirense arriscou com a perna direita. Mais uma vez, Glédson fez a defesa. A Raposa ainda chegou nos minutos finais da 1ª etapa: aos 40, Moreno chutou, após contra-ataque, mas Glédson pegou em dois tempos; no último lance dos 45 minutos iniciais, Marcinho cobrou uma falta e a bola subiu demais. Fim de 1º tempo com vantagem do Avaí.

O 2º tempo

Quase gol cruzeirense

Claramente, o Cruzeiro não fez um bom 1º tempo e, por isso, o substituto de Mozart, Denis Iwamura, mexeu três vezes logo no intervalo: Claudinho, Jean Victor e Lucas Ventura deixaram a equipe para as entradas de Rafael Sobis, Felipe Augusto e Rômulo, respectivamente.

Por causa da desvantagem e com a provável “chamada de atenção no vestiário”, o Cruzeiro entrou mais elétrico na 2ª etapa. Aos 6, Rômulo recebeu de Marcinho na direita e cruzou muito bem. O cruzamento do meio-campista encontrou a cabeça de Marcelo Moreno, que estava livre dentro da pequena área, e o centroavante cabeceou forte, mas a bola acertou, em cheio, o travessão de Glédson. No rebote, Marcinho bateu e o seu chute foi travado pela defesa do Avaí. No minuto seguinte, a Raposa chegou novamente com cruzamento de Rômulo. A bola do ítalo-brasileiro foi cortada pela zaga do Avaí, todavia Felipe Augusto aproveitou o rebote e bateu muito forte, porém a bola não teve a direção correta.

A equipe mineira ainda chegou duas vezes antes dos 20 da 2ª etapa. Aos 15, em jogada pelo meio, Marcinho tocou para Rômulo e o meio-campista tentou a ligação com Rafael Sobis e Moreno. Sobis até tentou dominar, mas a zaga afastou. No rebote, Marcinho chutou e Glédson encaixou. Quatro minutos depois, após Marcinho pedir pênalti, Norberto cruzou e Marcelo Moreno cabeceou, novamente, para fora.

Substituições e definição da vitória

Com o intuito de deixar o time ainda mais ofensivo, no minuto 20, o Cruzeiro tirou um zagueiro – Léo Santos – e colocou um meio-campista – Giovanni Piccolomo. Além disso, Wellington Nem entrou na vaga de Bruno José. A mudança tática, ao tirar um defensor e recuar Ariel Cabral para a zaga, não deu certo e o Cruzeiro sofreu dois gols em contra-ataques fatais.

Aos 24, Getúlio acelerou pela esquerda e ganhou na velocidade do zagueiro Rhodolfo. Com muita liberdade, o camisa 99 levantou a cabeça e viu que Renato estava livre, no meio da área – a área contava apenas com Ariel Cabral na recomposição e Rhodolfo e Rômulo retornando. Em mais um ótimo contra-ataque, Getúlio tocou para Renato e o camisa 7 bateu forte de perna esquerda, marcando o 2º gol do Avaí: 2 a 0 no placar em um lance terrível da marcação cruzeirense.

No minuto 35, o Avaí chegou novamente em um contra-ataque e marcou o seu 3º gol desta maneira na partida. Neste lance, Copete acelerou pela esquerda e fez o passe no momento certo, encontrando Renato livre, mais uma vez. Desta vez, o camisa 7 da Raposa estava nas costas do lado esquerdo da defesa, onde estava Felipe Augusto, e empurrou para as redes do goleiro Fábio que nada pôde fazer em nenhum dos três contra-ataques do Avaí: 3 a 0 no placar.

Todo desorganizado em campo, o Cruzeiro não conseguiu agredir a equipe catarinense em meio aos gols do Avaí. O ponta Wellington Nem até tentou aos 27, em chute forte, mas a bola não acertou a direção do gol. Segundo o SofaScore.com, a Raposa acertou o alvo apenas uma vez na 2ª etapa – o chute no meio do gol de Marcinho – e as mudanças acabaram prejudicando uma atuação já muito fraca do Cruzeiro.

O time mineiro volta a campo contra o Remo, fora de casa, na próxima terça-feira, 20, às 19 horas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Desconhecido

Aproveitar o restante da tabela para ver se consegue permanecer na série B em 2022. Afastamento do Fábio ( aproveitá-lo se o mesmo aceitar para treinamento de goleiro); na defesa só fica o Cárceres . No ataque aproveitar o Marcelo Moreno e Rafael Sóbis e Airton. O Mozart dar 24 horas para pegar a mochila juntamente com os ajudantes que trouxe . No meio de campo, Giovani, Rômulo e mais dois que podem ser aproveitados. Buscar vários do time sub-20.

ROCHA

VCS DESSA TAL “BOLA PRA FRENTE ” SÃO NA VERDADE MARICONAS …. DEFENDEM ESSA MERDA DE CLUBE FACISTA QUE NÃO ACEITAVA NEM BRASILEIRO COMO SÓCIO , SÓ DEPOIS DA SEGUNDA GUERRA OS BRASILEIROS FORAM ACEITOS , PRECISA EXEPLICAR OU QUER QUE EU DESENHE …. MAS COMO SE NÃO BASTASSE NÃO ACEITAVEM PESSOAS DA RAÇA NEGRA COMO SÓCIOS …… PUTA QUE PARIU QUE HISTÓRIA MARAVILHOSA TEM ESSE EX-CLUBE ……. AQUI É GALOOOOO PORRAAAAA…… CHUPA MARICONAS ……

Luiz Antonio

Rocha, time facista? Não aceitava brasileiro???? Você é mal informado ou é mal caráter mesmo???? Você, Maria de Vespasiano, precisa estudar um pouco. E você sabia que o lugar mais seguro contra a COVID-19 é a sala de troféus do 6ay1o???? Isso mesmo, tem CINQUENTA ANOS que não entra um Brasileiro lá! . Burguezinho, filhinho de papai

peppeu

Falou a maria vileira, marmita de traficante.

Milton

O time é ruim… O técnico ruim… O presidente é péssimo. Os conselheiros servem pra quê?