Moreno até tentou, mas Chay impediu: em jogo animado, Cruzeiro e Botafogo empatam por 3 a 3 no RJ

O confronto entre Cruzeiro e Botafogo, no primeiro turno, terminou empatado. Foto: Vítor Silva/Botafogo

Marcelo Moreno Martins foi o nome cruzeirense na partida. O boliviano, muito pedido pela torcida azul celeste devido às boas atuações pela sua seleção, entrou no intervalo e mudou a partida: foram dois gols e muita raça em campo. No entanto, a boa partida de Marcelo Moreno – ou melhor, Marcelo Martins, como é chamado na Bolívia, onde atua bem – não impediu mais um tropeço do irregular time cruzeirense, visto que Chay marcou três gols pelo Botafogo e definiu o placar no apagar das luzes: 3 a 3 com pênaltis imprudentes cometidos pelo time mineiro. Uma equipe desajustada que conseguiu jogar um balde de água fria na ótima recuperação da equipe na 2ª etapa. Mais um empate para a conta.

Neste sábado, 10, o Cruzeiro foi ao Rio de Janeiro, enfrentou o Botafogo e o placar do estádio Nilton Santos indicou 3 a 3, em um jogo maluco e bem animado. As diversas falhas defensivas deram sequência aos números do Fogão nos confrontos frente à Raposa, visto que não vence o rival há oito jogos.

Com o empate movimentado, o Cruzeiro segue na sua preocupante média de pontos: 11 tentos em 11 jogos, ou seja, um ponto por partida. Atualmente, a equipe de Mozart está na 13ª posição, porém possui jogos a mais que todos os seus rivais. Por exemplo, o CSA, dono do 14º lugar, disputou três partidas a menos que a Raposa, ou seja, os resultados podem colocar o Cruzeiro em uma posição ainda pior. Já o Botafogo se frustrou também por não se aproximar do G-4 e está em 10º, com 13 pontos em 10 partidas. Assim como o time mineiro, a Estrela Solitária necessita de ajustes urgentes.

O jogo e as atuações individuais

Um duelo de duas equipes completamente desorganizadas: a fragilidade defensiva e a falta de domínio botafoguense empatou com os erros bizonhos da defesa e a falta de brilho cruzeirense. Um jogo que mereceu o empate devido aos erros de ambos os times. É óbvio que o Cruzeiro esteve muito bem a partir da entrada de Marcelo Moreno, visto que Marcinho contava com algum companheiro com mais vontade, mas a partida de Giovanni Piccolomo e os minutos jogados por Airton e Rafael Sobis foram prejudiciais à atuação do time azul celeste.

Em campo, o Cruzeiro teve domínio da 1ª etapa, conseguiu ser efetivo na etapa final – vale destacar que o 1º gol foi contra e o 2º em rebote de pênalti, porém é importante ressaltar que a bola, enfim, entrou. Em meio a esta irregularidade em campo, o Cruzeiro foi um time bastante nervoso representado pelo técnico Mozart, o qual foi expulso na 2ª etapa por reclamar de um lateral, e pelos carrinhos desnecessários dos jogadores nos pênaltis assinalados. Falta equílibrio não só dentro de campo. As modificações, como as entradas de Moreno e Nem, surtiram efeitos, mas é necessário muito mais que isso. As decisões tomadas por alguns atletas já tiraram vários pontos cruzeirenses e isso não pode permanecer desta forma.

Por fim, o jogo movimentadíssimo de seis gols já foi devidamente comentado e é claro que o time de Mozart deve aproveitar esta semana de treinamentos para desenvolver várias questões. Porém, um lance, ainda no início da 2ª etapa, exige uma atenção especial. Após boa tabela com Marcelo Moreno, Airton entrou na área, passou pela marcação e estava em boas condições para chutar ou cruzar com a perna esquerda. No entanto, o atleta optou pela batida com a parte de fora do pé direito e errou completamente o alvo. Um lance bizarro e que necessita de treinamentos. São fundamentos básicos e vários jogadores cruzeirenses estão errando. É necessário treinos, mesmo os mais básicos, para sonhar com um ressurgimento na Série B.

Botafogo x Cruzeiro

Para o importante clássico frente ao Botafogo, o Cruzeiro entrou em campo, praticamente, com o mesmo time da última partida. A única mudança foi a entrada de Raúl Cáceres na vaga de Norberto, porém o lateral-direito, recuperado da otite, saiu aos 21 do 1º tempo com a perna lesionada e deu lugar para o seu substituto Norberto. Com isso, o time de Mozart entrou em campo com Fábio; Raúl Cáceres, Léo Santos, Ramon e Jean Victor; Lucas Ventura, Giovanni Piccolomo e Marcinho; Bruno José, Rafael Sobis e Airton.

O 1º tempo

Início elétrico com gol

O jogo começou bem animado. Logo no 1º minuto, Marcinho arriscou de longa distância e Diego Loureiro espalmou o bom chute do meio-campista cruzeirense. Como resposta, aos 4, Rafael Navarro recebeu no meio e levou para a canhota. O atacante botafoguense chutou forte de fora da área e Fábio pegou.

Com a intensidade inicial, o Botafogo se aproximou do gol e marcou aos 9. Em boa jogada pelo meio de Diego Gonçalves, o camisa 11 entrou na área do Cruzeiro e foi derrubado por carrinho de Léo Santos. O zagueiro chegou de forma imprudente, acertou a bola e também o jogador, segundo a decisão da arbitragem e a Central do Apito da TV Globo, visto que ambos visualizaram a penalidade máxima. Com a marcação do pênalti, Chay pegou a bola com muita personalidade e deslocou o goleiro Fábio na batida: o arqueiro foi para o seu lado direito, enquanto a cobrança do Botafogo foi para o lado esquerdo do goleiro. Gol de Chay e 1 a 0 no placar.

Tentativas aéreas e festival de passes errados

Depois de ficar em desvantagem, o Cruzeiro começou a dominar a partida, mesmo sem tanta criatividade, mas com pressão na saída de jogo botafoguense. Aos 17, o time acertou a direção do gol adversário depois de cobrança de falta de Marcinho e cabeceio de Lucas Ventura. A tentativa foi boa, porém Diego Loureiro defendeu no centro do gol.

No minuto 24, Marcinho cobrou bem novamente uma bola parada – desta vez, o lance foi oriundo de um escanteio – e Rafael Navarro cabeceou contra: a bola bateu no travessão e foi o lance mais perigoso do Cruzeiro no 1º tempo. No lance seguinte, Marcinho bateu mais um bom escanteio e Rafael Sobis raspou na 1ª trave, mas ninguém alcançou.

Após estes lances, o jogo se tornou um festival de passes errados, onde ambos os times tiveram aproveitamento abaixo de 80% nos 45 minutos iniciais, um número muito baixo. Enquanto isso, em campo, o Cruzeiro dominou as ações ofensivas, todavia os chutes eram, na sua maioria, de fora da área ou em bola parada.

No fim da 1ª etapa, o Cruzeiro chegou com Giovanni Piccolomo: aos 43, ele finalizou e a bola desviou, indo na direção contrária de Diego Loureiro e assustando o goleiro; no lance seguinte, no rebote do escanteio, Giovanni bateu e Diego fez a defesa no canto direito. Enfim, 1º tempo com domínio cruzeirense, mas vantagem do Botafogo.

O 2º tempo

Quatro gols em um intervalo de 16 minutos

No intervalo, Mozart optou por Marcelo Moreno e Rhodolfo nas vagas de Rafael Sobis e Léo Santos e as mudanças foram importantes para os quatro gols em um intervalo de 16 minutos no início da 2ª etapa.

Aos 9, Marcinho começou a jogada no meio e tocou para Bruno José na ponta-direita. O camisa 16 recebeu, passou pela marcação, cruzou e a bola foi em meia altura. Na 1ª trave, Gilvan tentou cortar e a bola foi para a direção do seu próprio gol. Um gol contra bizarro do zagueiro botafoguense e empate do Cruzeiro: 1 a 1 no placar.

No entanto, o empate por 1 a 1 durou apenas sete minutos. Aos 16, Airton perdeu na saída de jogo e Diego Gonçalves fez ótimo passe para Daniel Guedes na direita. O lateral cruzou para a área e a bola passou pela defesa: Norberto estava de costas e Rhodolfo errou o bote. Sendo assim, a bola ficou à disposição de Chay no meio da área e o autor do 1º gol bateu forte, sem chances para Fábio: 2 a 1 para o Fogão no Nilton Santos.

Dando sequência a este início maluco de 2ª etapa, o Cruzeiro não se abateu e diminuiu no minuto 19, apenas três minutos do 2º gol de Chay. O lateral-esquerdo Jean Victor aproveitou cruzamento errado da direita e jogou a bola na área novamente. Na 1ª trave, Marcelo Moreno furou, mas a bola bateu no braço de Kanu. O árbitro assinalou pênalti e o próprio Marcelo Martins, como é chamado na Bolívia, cobrou: bola no lado direito do goleiro e Diego Loureiro também, ou seja, o arqueiro fez a defesa. No entanto, o rebote foi para frente e encontrou os pés de Moreno: o atacante foi frio, esperou o goleiro cair e empurrou para as redes, se redimindo do erro: 2 a 2 no marcador.

Com o ânimo do empate, o Cruzeiro chegou forte novamente. Aos 25, em contra-ataque, Marcinho fez um ótimo passe para Wellington Nem e o atacante, que havia acabado de substituir Airton, entrou na área e foi abafado por Diego Loureiro. Porém, no rebote, Marcelo Moreno bateu de primeira e encontrou o ângulo da meta botafoguense, em um belo gol. Mais um gol do boliviano e virada cruzeirense.

Jogo acalmou e Botafogo empatou

Obviamente, a partida deu uma tranquilizada e o Cruzeiro cansou pela intensidade inicial. O jogo não contou com grandes tramas até os minutos finais. Aos 37, Rafael Moura fez boa jogada pela direita e Diego Gonçalves bateu em cima da zaga. Seis minutos depois, o mesmo Rafael Moura aproveitou erro de Ramon e tocou para Marco Antônio. O camisa 70 do Botafogo entrou na área e bateu na saída de Fábio, mas o goleiro fez uma linda defesa e evitou o empate do Fogão.

No entanto, Fábio nada pôde fazer após mais um pênalti desnecessário cometido pelo seu time. Aos 47, depois de bate rebate na área cruzeirense, Marco Antônio jogou a bola na frente e Giovanni Piccolomo deu um carrinho no adversário, o derrubando. Pênalti marcado e bola nas mãos do artilheiro Chay. O autor dos dois primeiros gols cobrou forte, no ângulo direito de Fábio, e fez o seu 3º gol. Grande partida de Chay: 3 a 3 no placar do Nilton Santos.

O Botafogo ainda teve a sua chance final com Rafael Moura. Após lançamento nas costas da defesa, Fábio saiu de cabeça e evitou o perigo com Marco Antônio. No entanto, a bola ficou nos pés de Rafael Moura e o atacante viu que o gol estava sem goleiro, mas errou a finalização e este lance finalizou um movimentadíssimo empate entre Botafogo e Cruzeiro: 3 a 3 no placar.

O Cruzeiro volta a campo no próximo sábado, 17, às 16:30, contra o Avaí, no Mineirão.

Números da partida

Botafogo x Cruzeiro
52% Posse de bola 48%
14 Finalizações 14
5 Finalizações no gol 5
6 Escanteios 10
0 Impedimentos 0
16 Faltas 12
384 Passes 349
297(77%)Passes certos 272(78%)
Fonte: SofaScore.com

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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