A virada tem nome: Matheus Barbosa! Com dois gols do meia, Cruzeiro vence o clássico contra o Vasco por 2 a 1

Honrando as cinco estrelas que carrega: Matheus Barbosa, o artilheiro. Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

O duelo era complicado: encontro de dois tradicionais clubes do futebol brasileiro. Até por isso, Cruzeiro e Vasco protagonizaram uma partida no horário nobre do futebol brasileiro, com transmissão da TV Globo. E o país todo viu um Cruzeiro melhor, com mais vontade e intensidade, principalmente na 1ª etapa. Com dois gols de Matheus Barbosa, o time mineiro virou e mereceu a vitória, mesmo após um 2º tempo horroroso, onde apenas o Vasco jogou, mas o time carioca não teve qualidade e a Raposa saiu de campo com três pontos graças ao meio-campista artilheiro.

Nesta quinta-feira, 24, Cruzeiro e Vasco duelaram no Mineirão e o time mineiro venceu por 2 a 1, em jogo válido pela 6ª rodada do Brasileirão Série B. A vitória foi importante por duas razões ainda mais específicas: foi o 1º triunfo da Raposa em casa nesta edição da 2ª divisão e o Cruzeiro venceu o 37º clássico frente ao Vasco, justamente na 100ª oportunidade em que os times se enfrentaram.

Além disso, a equipe de Mozart conseguiu se distanciar da zona do rebaixamento com esta vitória. Com o resultado, o Cruzeiro chegou aos sete pontos e está na 11ª posição, três tentos atrás do G-4 e dois à frente do Z-4. Logo acima da Raposa, o Vasco da Gama parou nos sete pontos e está em 10º. O curioso é que o 9º é o Botafogo, ou seja, após seis rodadas da Série B, os três maiores clubes da 2ª divisão estão no meio de tabela, entre a 9ª e a 11ª posição.

O jogo e as atuações individuais

Uma noite mágica de Matheus Barbosa coroou um Cruzeiro irregular, porém corajoso, principalmente na 1ª etapa. O meio-campista, artilheiro da Raposa na temporada com seis gols, marcou um importante gol de empate e um golaço para virar a partida e decretar a vitória para um time que pressionou bastante nos 30 minutos iniciais. É certo que a expulsão de Paulo somada à vantagem já adquirida fizeram com que o Cruzeiro desacelerasse e, por isso, a equipe azul celeste só finalizou uma vez na 2ª etapa.

Além do belo desempenho de Matheus Barbosa, um personagem da partida deve ser ressaltado. O técnico Mozart não é unanimidade e ainda tem a missão de evoluir bastante o time e as suas escolhas, mas o treinador se mostrou audacioso e implantou as suas ideias de jogo em meio ao caos cruzeirense. O time atuou com três defensores, com alas contestados como Felipe Augusto e sem um jogador de área, e, mesmo assim, fez um ótimo 1º tempo. A missão dele é ajustar alguns detalhes, acalmar os atletas – cinco expulsões em seis jogos de Série B – e fazer com que os jogadores entendam que ainda há muito caminho a ser percorrido. Porém, sobre o clássico frente ao Vasco, trata-se de um triunfo a ser comemorado.

Como destaque positivo, é necessário ressaltar três jogadores cruzeirenses. Obviamente, o primeiro atleta é o craque do jogo: Matheus Barbosa marcou dois gols, mostrou, novamente, que tem estrela e faz por merecer a titularidade. Já Bruno José não deu nenhuma assistência, mas foi um dos destaques da partida pela vontade e dedicação: foram sete desarmes em meio aos 22 feitos pelo Cruzeiro, ou seja, praticamente 30% dos desarmes da partida foram feitos pelo “ponta”. Por fim, o recém-recuperado da COVID-19 Raúl Cáceres fez uma boa partida defensiva e não deixou Cano finalizar em duas importantes oportunidades no fim da partida.

Cruzeiro x Vasco

Com a suspensão de Weverton, Mozart foi obrigado a mexer na sua trinca de defensores novamente: Joseph assumiu o posto do jovem zagueiro cruzeirense. Em contrapartida, a equipe azul celeste contou com a volta de um importante jogador: Raúl Cáceres estava afastado devido à COVID-19. Com isso, o Cruzeiro entrou em campo com Fábio; Ramon, Joseph e Paulo; Raúl Cáceres, Matheus Barbosa, Rômulo e Felipe Augusto; Marcinho; Rafael Sobis e Bruno José.

O 1º tempo

Início animado demais

O clássico começou bem animado. Logo no minuto 6, Marcinho cruzou na cabeça de Felipe Augusto e o ala cruzeirense cabeceou forte, com muita liberdade, mas a bola passou bem próxima da meta de Lucão. No lance seguinte, o Vasco marcou.

Aos 7, após bate rebate na área, Morato aproveitou a marcação inexistente na área cruzeirense e abriu o placar. O camisa 10 do Vasco bateu sem tanta força, Ramon tentou evitar o chute e a bola acabou desviando no carrinho do zagueiro da Raposa. Com o desvio, a bola subiu e “matou” o goleiro Fábio, que estava caindo.Gol de Morato e 1 a 0 no placar.

No entanto, o Cruzeiro ficou atrás no placar por apenas sete minutos. Aos 13, Marcinho arriscou de fora da área, a bola pegou um efeito diferente ao quicar no campo e Lucão espalmou para a linha de fundo. Na cobrança do escanteio, o próprio Marcinho cruzou bem, Sobis desviou e Matheus Barbosa concluiu, na 2ª trave, para balançar as redes vascaínas: 1 a 1 no Mineirão.

Gol da virada e expulsão

A partida deu uma leve esfriada, mas Matheus Barbosa estava buscando seu 2º gol e conseguiu. Aos 27, em saída errada de jogo do Vasco, o Cruzeiro pressionou, roubou e Bruno José cruzou para o lado esquerdo. Felipe Augusto chegou, levantou a cabeça e encontrou Matheus Barbosa na entrada da área. O artilheiro da noite recebeu e sequer dominou: um chute lindo no ângulo de Lucão, goleiro que pôde apenas olhar. Mais um gol de Matheus Barbosa e o tento da virada foi um golaço: 2 a 1 no placar.

Sete minutos depois do gol da virada, os times perderam um jogador cada. Aos 35, após falta marcada, Rômulo e Bruno Gomes discutiram, mas, mesmo depois do experiente volante cruzeirense se isentar da briga, o jovem zagueiro Paulo chegou “peitando” o atleta vascaíno. A discussão acalorada, incluindo algumas leves cabeçadas, entre Bruno Gomes e Paulo rendeu um cartão vermelho para cada atleta.

As expulsões paralisaram o jogo, mas o Vasco ainda conseguiu assustar duas vezes. Aos 42, Cano recebeu na intermediária e chutou de fora da área – a bola passou perto da meta de Fábio. No último lance da 1ª etapa, Riquelme também finalizou de longe e a tentativa tinha a direção do gol, mas o goleiro cruzeirense espalmou , evitando o gol de empate vascaíno.

O 2º tempo

Etapa final mais sonolenta

Por causa da vantagem no placar, o Cruzeiro se defendeu durante os 45 minutos finais e ficou esperando o rival. Com isso, a única finalização mais perigosa da Raposa aconteceu aos 18, quando Bruno José finalizou de fora da área e a bola passou próxima do travessão de Lucão.

O Vasco chegou em algumas oportunidades, mas sem muito brilho e criatividade. No minuto 23, Léo Jabá entrou na área, cruzou e a bola passou próximo do gol de Fábio, em um lance surpreendente. Três minutos depois, Juninho arriscou de fora da área e,depois de um quique no gramado, a bola assustou o arqueiro do Cruzeiro, mas o ídolo Fábio resolveu espalmar. Aos 35, Vasco cobrou um escanteio pela esquerda e, após bate rebate na área, Cano chutou, mas Raúl Cáceres bloqueou muito bem.

O jogo contou com várias mudanças de ambos os times, onde os treinadores tentaram dar gás para as suas equipes, mas não conseguiram melhorar o 2º tempo. O Vasco seguiu atacando, sem grande organização, e o Cruzeiro continuou se defendendo. Aos 45, o time carioca assustou: a bola foi lançada na área depois de cobrança de escanteio e Germán Cano dominou, girou e bateu, mas Raúl Cáceres travou novamente o centroavante argentino, garantindo a vitória do Cruzeiro.

O Cruzeiro volta a campo no próximo domingo, 27, às 20:30, contra o CSA, em Alagoas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments