Em jogo aberto desde o 1º minuto, Atlético joga mal e empata, em casa, por 1 a 1 com a Chapecoense

O artilheiro Hulk até tentou, mas não balançou as redes. Foto: Pedro Souza / Atlético

A partida foi surpreendente do início ao fim. Com uma postura agressiva, a Chapecoense impediu que o Atlético jogasse. Com uma ideia recorrente, o Galo abriu o placar e tentou administrar a vantagem. No entanto, diferentemente dos triunfos sobre Sport, São Paulo e Internacional, o time de Cuca não estava bem, não conseguiu controlar as ações e viu a Chapecoense chegar com perigo no 2º tempo. Depois de uma bola no pé da trave, a Chape sofreu um pênalti e Ravanelli empatou a partida. Resultado merecido, mas um empate ruim para as pretensões do Atlético, equipe que estava desfalcada, mas, independente disso, fez uma partida ruim.

Nesta segunda, 21, o Atlético recebeu a Chapecoense no Mineirão e o placar marcou 1 a 1, em jogo válido pela 5ª rodada do Brasileirão Série A de 2021. Por causa de mais um tropeço, o Galo segue com o tabu de não vencer a Chape em casa desde 2016.

Com o resultado, o time de Cuca perdeu duas posições no campeonato, não aproveitou a chance de ser vice-líder e terminou a rodada na 5ª posição, com 10 pontos em 15 disputados. Obviamente, o desempenho no Brasileirão é bom: a equipe está dois pontos atrás do líder e oito acima do Z-4, mas é necessário prestar atenção nos pontos perdidos em casa, visto que todos os cinco tentos foram perdidos no Mineirão. Já a Chapecoense deixou a zona do rebaixamento e está em 16º com três pontos, porém segue sem vencer no Brasileirão.

O jogo e as atuações individuais

O jogo foi animado e sem direção. Foram várias emoções e ambos os times tiveram chances perigosas, mas faltou direção nos arremates: além de duas finalizações na trave – uma para cada time – o Atlético acertou o gol adversário duas vezes e a Chape apenas em uma oportunidade, segundo dados do SofaScore.com. O resultado foi que das duas finalizações corretas atleticanas, o chute de Tchê Tchê entrou e a bola de Hulk, no início do 2º tempo, parou nas mãos do goleiro João Paulo. Enquanto isso, a Chape chegou com mais perigo, mas não acertou a direção do gol. A única finalização correta foi o pênalti bem cobrado por Ravanelli. Portanto, igualdade nos erros e igualdade no placar.

É óbvio que os 13 desfalques atleticanos fizeram falta, mas, pelo bem do Atlético, o desempenho dos próprios atletas deve ser o tema principal, visto que estes jogadores irão ter importantes batalhas frente ao Ceará e Santos nesta semana. Além de erros infantis de fundamento, o Atlético não conseguiu controlar a partida, se viu pressionado pela marcação alta da Chape e errou bastante. Se individualmente o jogo foi ruim, o coletivo deixou a desejar ainda mais e o Atlético deve entender o porquê destes erros para evoluir. O time tem bons jogadores, mas não pode conceder tantos espaços para times como a Chapecoense.

Como ponto positivo, é necessário destacar o 1º gol de Tchê Tchê com a camisa atleticana e as poucas, contudo, importantes tramas entre Hyoran e Hulk. Já como ponto negativo, além de um jogo coletivo bem abaixo do esperado, Keno e Réver merecem destaque, visto que os talentosos atletas estiveram mal e sabem que erraram. Outro que errou, mesmo em uma boa partida, foi Allan, jogador que cometeu um pênalti desnecessário, o qual proporcionou a grande chance da Chape e o gol de empate.

Atlético x Chapecoense

Após confirmar os novos contaminados por causa da COVID-19 – Dylan Borrero, Marrony, Micael, Nacho Fernández e Nathan -, o Atlético entrou em campo desfalcado por 13 jogadores, um número bastante expressivo. O time mineiro não contou com vários atletas importantes e Cuca colocou em campo Everson; Guga, Rever, Gabriel e Arana; Allan, Jair, Tchê Tchê e Hyoran; Hulk e Keno.

O 1º tempo

Início bom da Chape

O jogo começou bem animado. Logo no 1º minuto, Fernandinho foi lançado nas costas de Réver e o capitão atleticano estava mal posicionado. Fora da linha de defesa, o zagueiro deu condições para o atleta da Chape e, ao tentar cortar, Rever amorteceu a bola. Fernandinho aproveitou, dominou a bola e acelerou pela direita, entrando na área com liberdade. No entanto, quando tentou driblar o goleiro, Everson abafou com muito talento e tirou a bola dos pés de Fernandinho de uma forma incrível.

Após este susto inicial, o Atlético chegou três vezes com mais perigo. Aos 4, Arana cruzou e o goleiro João Paulo cortou, mas a bola bateu no zagueiro Ignácio e foi na direção do gol. Com muita esperteza, o arqueiro da Chapecoense se recuperou e encaixou antes da chegada de Jair e da bola entrar na própria meta. No minuto 9, Hulk levou da direita para o meio e bateu: a bola subiu demais. Aos 19, Hyoran tabelou com o artilheiro do Galo e arriscou dentro da área. Assim como no chute de Hulk, a tentativa subiu mais que o desejado.

Em meio aos chutes de Hulk e Hyoran, a Chape voltou a assustar o goleiro atleticano. Entretanto, nas duas oportunidades, Everson não trabalhou. Aos 15, após rebote de escanteio, a bola foi chutada pelo zagueiro Ignácio e Gabriel bloqueou. Na sobra, Felipe Santana também tentou e a bola subiu.

No minuto 22, Fernandinho recebeu passe de Ravanelli pela esquerda e teve muita liberdade para acelerar. O camisa 11 cruzou para a área e Anselmo Ramon recebeu nas costas de Arana. O capitão da Chapecoense arriscou de primeira e a bola subiu demais.

Gol atleticano e chances claras para os dois lados

Após um início melhor da Chapecoense, o Atlético reagiu e marcou o seu gol. Aos 24. Hyoran recebeu no meio e tinha outras opções – Hulk na área e Keno do lado dele -, mas tocou para Tchê Tchê. O camisa 37 do Galo arriscou um chute forte no canto esquerdo de João Paulo e marcou um belo gol de fora da área. O 1º tento do Atlético na partida. O 1º gol de Tchê Tchê com a camisa alvinegra. Um belo gol: 1 a 0 no placar.

O Atlético chegou novamente no 1º tempo no minuto 37. Hyoran cobrou escanteio na cabeça de Hulk e o artilheiro, que estava dentro da pequena área e antes mesmo da 1ª trave, raspou de cabeça. A bola bateu no travessão e a defesa da Chape afastou o perigo.

Antes deste lance de Hulk, a Chapecoense quase empatou. Aos 31, Fernandinho fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro. A bola passou por toda a área atleticana e Ravanelli empurrou para as redes. No entanto, no meio do caminho, a bola bateu em Anselmo Ramon, o atacante levantou e balançou as redes atleticanas. Porém, ironicamente, Anselmo Ramon estava impedido e o gol, que ele involuntariamente tirou do companheiro, foi corretamente anulado. A Chape ainda chegou no fim do 1º tempo, aos 44, em tabela de Matheus Ribeiro e Anselmo Ramon, e o lateral da Chape arriscou, mas a bola subiu demais.

O 2º tempo

Começo mais morno

Diferentemente da 1ª etapa, o Atlético entrou mais ligado no 2º tempo e chegou muito próximo do 2º gol em duas oportunidades. Logo no 1º minuto da etapa final, Everson lançou Arana e o lateral cruzou para a área. A bola chegou “no jeito”, Hulk bateu de primeira e João Paulo fez uma linda defesa no ângulo para evitar o gol do artilheiro atleticano. Seis minutos depois, aos 7, Hulk tabelou com Hyoran e recebeu dentro da área. O forte atacante colocou o corpo na frente e finalizou, mas a bola não foi na direção certa.

O time mineiro seguiu em cima e chegou com perigo aos 17. Após troca de passes, Allan recebeu no meio e deu um lindo passe para Keno. A excelente assistência do volante quase resultou no gol do ponta, visto que Keno dominou, entrou na área e bateu forte com a canhota. A bola balançou as redes, mas pelo lado de fora.

A Chapecoense estava mais desligada na partida, mas, quando chegou, assustou demais a defesa atleticana. Aos 23, após escanteio cobrado na área do Galo, Everson cortou e a bola sobrou nos pés de Fernandinho. O camisa 11 arriscou de primeira e a bola acertou o pé da trave, além de andar de forma paralela à linha do gol adversário com o goleiro atleticano batido. No rebote, Bruno Silva tocou para o meio e Felipe Santana não conseguiu bater de forma correta, visto que Perrotti atrapalhou o seu próprio companheiro.

Pênalti e gol do empate

O Atlético não se mostrava intenso e não conseguia sair. Enquanto isso, a Chape tentava se encontrar em meio à marcação do Galo e conseguiu aos 31. Fernandinho entrou na área e foi derrubado por Allan. No momento da infração, o árbitro não assinalou o pênalti, mas, após o VAR chamar, o juiz Rodolpho Toski Marques viu o carrinho forte do volante atleticano no ponta da Chapecoense e marcou, corretamente, o pênalti. Na cobrança, Ravanelli bateu no canto direito de Everson, goleiro que escolheu o lado esquerdo. Gol da Chape: 1 a 1 no placar do Mineirão.

Com a desvantagem no placar e com a obrigação de vencer, o Atlético promoveu mudanças. Antes do gol da Chape, Cuca já tinha trocado Jair e Keno por Sasha e Zaracho. Após o gol, Calebe e Echaporã entraram nas vagas de Hyoran e Tchê Tchê. No fim da partida, Mariano ainda substituiu Guga.

Os problemas na criação impediram que o Atlético chegasse com perigo no gol do adversário. Já nos acréscimos, o time mineiro chegou em um cabeceio de Sasha, aos 47, e uma tentativa de Hulk aos 49, depois de uma ótima jogada pela direita, onde o artilheiro atleticano bateu muito mal com a perna direita. Bola para fora foi o resumo da partida: 1 a 1 no placar e fim de jogo.

O Atlético volta a campo na próxima quinta-feira, 24, às 19 horas, contra o Ceará.

Números da partida

Atlético x Chapecoense
67% Posse de bola 33%
14 Finalizações 13
2 Finalizações no gol 1
9 Escanteios 7
0 Impedimentos 2
9 Faltas 10
594 Passes 284
523(88%)Passes certos 204(72%)
Fonte: SofaScore.com

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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