O “Fantasma” agiu e Fábio falhou: após expulsão infantil, Cruzeiro perde para o Operário por 2 a 1

Um jogo bem brigado e vitória do Fantasma paranaense. Foto: André Jonsson/OFEC

Um jogo marcado por erros individuais que condicionaram o placar da partida. Mesmo não indo tão mal nas ideias de Mozart, o Cruzeiro errou bastante individualmente e saiu de campo com uma derrota justa. Ainda no 1º tempo, a equipe mineira contou com uma expulsão infantil do zagueiro Weverton: o atleta chegou de forma duríssima no adversário e recebeu, corretamente, o cartão vermelho. Já na etapa final, a Raposa recuou, tentou administrar o empate com um jogador a menos e viu o ídolo Fábio falhar. O Fantasma, mascote do Operário, agiu e decretou a vitória para o time paranaense.

Neste sábado, 19, o Cruzeiro perdeu para o Operário por 2 a 1 no estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, no estado do Paraná. A partida válida pela 5ª rodada da Série B contou com gols de Paulo Sérgio – um golaço de bicicleta -, Djalma Silva e Felipe Augusto, atleta da Raposa que empatou no fim da 1ª etapa.

Com o resultado, o Cruzeiro retornou à zona do rebaixamento para a Série C. O time mineiro tem quatro pontos, está em 17º e pode ser ultrapassado por Londrina ou CSA, equipes que estão em 18º e 19º, respectivamente, e se enfrentam neste domingo. Caso alguém vença este duelo, o Cruzeiro terminará a rodada em 18º. Já o Operário chegou aos dez pontos e está na vice-liderança do Brasileirão Série B.

Os jogos e as atuações individuais

Mais um jogo para o cruzeirense esquecer. A equipe azul celeste até fez uma partida razoável taticamente, mas os testes do técnico Mozart – 3-5-2 com Paulo na defesa e Rômulo e Felipe Augusto nas alas – não foram bem analisados pelos erros do próprio time. A expulsão de Weverton é um fator que condicionou o jogo e não é possível considerar isso como azar. O jogador cruzeirense errou, entrou de forma maldosa e foi devidamente expulso. Um erro que deve ser corrigido, visto que é o 3º cartão vermelho em cinco jogos de Série B.

Após a expulsão, o time até reagiu e empatou. Porém, devido ao desgaste, o técnico Mozart recuou bastante e, mesmo a culpa da derrota desta noite indo para os erros individuais dos atletas, as escolhas do treinador são contestáveis. O técnico, que ainda não havia perdido no comando da Raposa, recuou demais a equipe e terminou a partida com três defensores, dois alas, três volantes e só um atacante. E este jogador mais ofensivo era Airton, atleta que não tem poder de fogo, ou seja, o Cruzeiro abdicou de atacar e pagou caro pela falha do seu maior ídolo.

Fábio é um dos grandes nomes da história da Raposa. É um grandíssimo goleiro e ninguém deve discutir isso. Porém, falhou novamente e comprometeu um ponto que seria razoável nesta partida. O destaque individual negativo vai para o goleiro que falhou no chute de longa distância de Djalma Silva e para Weverton, zagueiro que foi expulso de forma infantil. Como destaque positivo, a partida do jovem Paulo na defesa deve ser ressaltada e a dedicação de Felipe Augusto, autor do gol de empate no 1º tempo, também merece ênfase.

Operário x Cruzeiro

Com mudanças táticas e de peças, o Cruzeiro entrou em campo com uma escalação inédita. O jovem Paulo ocupou a vaga na defesa com a mudança do esquema para 3-5-2 e Matheus Barbosa ganhou a disputa com Flávio como volante à frente da zaga. O técnico Mozart colocou em campo Fábio; Weverton, Ramon e Paulo; Rômulo, Giovanni Piccolomo, Matheus Barbosa, Marcinho e Felipe Augusto; Bruno José e Rafael Sobis.

O 1º tempo

Início bem morno, mas esquentou repentinamente

A partida começou sem grandes chances e sequer houve tramas ofensivas. Ambos os times erraram muitos passes e o jogo estava bem sem graça. Porém, de forma repentina, o duelo no Hermano Krüger esquentou.

Aos 27, o Cruzeiro chegou com Matheus Barbosa finalizando de fora da área e a bola foi bloqueada. No rebote, Marcinho também arriscou de longa distância e, desta vez, o arremate passou próximo da meta de Thiago Braga.

Logo no minuto seguinte, um lance condicionou a sequência da partida. Aos 28, Leandro Vilela dominou no meio-campo e o zagueiro Weverton cometeu uma falta duríssima. O jovem defensor chegou em um carrinho com os dois pés no adversário e o cartão vermelho foi incontestável.

Curiosamente, na cobrança da falta infantil cometida pelo zagueiro cruzeirense expulso, Pedro Ken subiu mais que a defesa cruzeirense e quase marcou contra o seu ex-time: acertou o travessão. Na sobra, Ramon tirou de cabeça e, ironicamente, “deu uma assistência” para um golaço do Fantasma. Após o corte do zagueiro, o atacante Paulo Sérgio virou uma linda bicicleta e fez um belíssimo gol: 1 a 0 no placar.

Reação cruzeirense e Fábio salvando

Mesmo com um jogador a menos, a Raposa seguiu finalizando mais e, preferencialmente, de fora da área – sete dos dez chutes da 1ª etapa foram de longa distância. Porém, o chute que empatou a partida saiu de dentro da área da defesa do Operário.

Aos 43, Bruno José aproveitou uma falha bisonha de Djalma Silva, defensor que perdeu o tempo da bola, e protagonizou mais uma jogada importante para o Cruzeiro. O camisa 16 levou da direita para a esquerda e bateu com a perna esquerda. A bola bateu na defesa do Operário, mas o goleiro do Fantasma já havia caído. Aproveitando que Thiago Braga estava deitado, Felipe Augusto chutou de primeira e fez logo no rebote da tentativa de Bruno José. Gol do ala-esquerda. Gol de Felipe Augusto: 1 a 1 no placar.

No fim do 1º tempo, o Cruzeiro foi salvo pelo seu ídolo. Aos 47, Leandro Vilela arriscou de fora da área – um chute chapado bem no canto esquerdo – e o goleiro Fábio “voou” para fazer uma grande defesa. Depois da boa intervenção do arqueiro, o 1º tempo chegou ao fim.

O 2º tempo

Início sem graça

Logo no intervalo, para corrigir a sua linha defensiva, Mozart colocou Joseph na vaga de Marcinho e retornou à zaga com três defensores. Dentro de campo, os dois times tiveram problemas para criar oportunidades e poucas chances foram criadas no início da etapa final. Aos 7, Thomaz arriscou de fora da área e a bola passou próxima da meta de Fábio. No minuto 12, após cruzamento na área, Paulo Sérgio cabeceou para a linha de fundo.

Sabendo do desgaste físico devido à inferioridade numérica e ao campo pesado, Mozart trocou peças e optou por recuar a sua equipe. Aos 20, o técnico da Raposa tirou Bruno José e Giovanni Piccolomo e colocou Ariel Cabral e Jadson. Oito minutos depois, as últimas substituições contaram com as entradas de Adriano e Airton e as saídas de Matheus Barbosa e Rafael Sobis.

Os minutos finais animados

Com o estilo recuado, o Cruzeiro sequer agrediu o rival e, aos 30 do 2º tempo, a estatística de posse de bola indicava que o Operário estava com 72% de posse de bola. E o volume deu resultado no fim da partida. Aos 39, Djalma Silva, atleta que falhou no gol cruzeirense, arriscou de longa distância e a bola entrou após erro de Fábio. O histórico goleiro cruzeirense escorregou na parte ruim da sua área e não alcançou o chute forte do adversário. Falha de Fábio, gol de Djalma e gol da vitória: 2 a 1 no placar.

Já nos acréscimos, o Cruzeiro chegou com perigo, mas não conseguiu marcar. Aos 46, Adriano recebeu na 2ª trave com muita liberdade, tentou gingar para cima da marcação e a sua finalização foi bloqueada pela defesa. No escanteio seguinte, Ramon cabeceou e a bola bateu, de forma acidental, na mão do zagueiro do Operário. O lance seguiu e o árbitro finalizou a partida com vitória do Fantasma.

O Cruzeiro volta a campo na próxima quinta-feira, 24, às 21:30, no Mineirão, contra o Vasco da Gama.

Números da partida

Operário x Cruzeiro
59% Posse de bola 41%
9 Finalizações 15
3 Finalizações no gol 4
4 Escanteios 4
1 Impedimentos 0
19 Faltas 14
463 Passes 339
369 (80%)Passes certos 232 (68%)
Fonte: SofaScore.com

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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