O representante de Minas Gerais! Atlético vence o Remo novamente e se classifica na Copa do Brasil

O gol da vitória saiu dos pés do artilheiro: Hulk. Foto: Pedro Souza/Atlético

Três equipes mineiras chegaram à 3ª fase da Copa do Brasil. Apenas uma equipe do estado se classificou para as oitavas: o Clube Atlético Mineiro. Na quarta-feira, 09, o Cruzeiro foi eliminado para a Juazeirense, time da Série D. No mesmo dia, o América foi desclassificado pelo Criciúma, equipe que disputa a 3ª divisão. No dia seguinte, o Galo mostrou a sua superioridade, venceu a 2ª partida contra o Remo, clube da Série B, alcançou as oitavas de final e fez valer o seu hino: honrou o nome de Minas no cenário esportivo!

Nesta quinta, 10, o Atlético venceu o Remo por 2 a 1 no Mineirão, em jogo válido pela partida da volta da 3ª fase da Copa do Brasil. Os gols foram marcados por Réver, Romércio e Hulk, além da crucial defesa de pênalti de Everson. Como havia vencido por 2 a 0 em Belém-PA, o Galo se classificou com o agregado marcando 4 a 1.

Com o resultado, o Atlético se garantiu nas oitavas de final da Copa do Brasil, arrecadou 2,7 milhões e irá aguardar o sorteio da próxima fase para descobrir quem será o adversário. Já o Remo focará na Série B. Ambos os times voltam a campo no próximo domingo, 13, às 16 horas. O Atlético enfrenta o São Paulo, enquanto o Remo duela com o Botafogo.

O jogo e as atuações individuais

Um jogo muito tranquilo. No fim da 1ª etapa, o Atlético falhou e sofreu um gol, mas a vaga para as oitavas de final da Copa do Brasil não saiu das mãos atleticanas em nenhum momento. Uma atuação segura que evitou qualquer possibilidade de zebra ou algo surpreendente no Mineirão. Um desempenho maduro que resultou em uma classificação merecida. O Atlético será o representante de Minas Gerais na Copa do Brasil de 2021.

Em campo, o Galo fez uma excelente 1ª etapa na criação, mas pecou na finalização. Com erro nos fundamentos e também com o famoso azar: foram três bolas na trave em um intervalo de cinco minutos. O Atlético perdeu várias chances na etapa inicial e poderia ter aberto uma larga vantagem, mas despediçou. Já na etapa final, a partida foi meramente protocolar e, praticamente, só os pênaltis animaram o espectador.

Portanto, uma boa atuação coletiva do Atlético. Individualmente, os atletas de meio-campo foram bem. Allan e Tchê Tchê na construção e Hyoran e Nacho na organização se destacaram. Até mesmo Nathan, que jogou os 20 minutos finais, teve bons momentos frente à frouxa marcação do Remo. Obviamente, Everson também merece destaque por causa da sua 1ª defesa de pênalti com a camisa alvinegra.

O ponto negativo foi a atuação de Keno. Ainda fora de ritmo, o camisa 11 do Galo errou quase tudo que tentou, perdeu gols e entregou a bola no gol sofrido. A massa atleticana, certamente, espera que Keno recupere o seu nível rapidamente.

Atlético x Remo

Contrariando algumas ideias repercutidas sobre um possível time misto na decisiva partida desta noite, o técnico Cuca colocou, praticamente, a melhor formação possível em campo. As únicas ausências que não estavam confirmadas foram de Igor Rabello, que foi poupado, e Matías Zaracho, atleta que testou positivo para o COVID-19 e está isolado. Com isso, o Atlético entrou em campo com Everson, Mariano, Rever, Gabriel e Dodô; Allan, Tchê Tchê, Nacho Fernández e Hyoran; Hulk e Keno.

O 1º tempo

Os 45 minutos iniciais podem ser divididos em duas partes: os gols dos zagueiros e a trave esquerda castigando o Atlético.

Gols de zagueiro

Logo no minuto 9 da 1ª etapa, o Atlético abriu o placar e aumentou a sua vantagem. Em cobrança de escanteio pela esquerda, Hyoran cruzou na 1ª trave e o capitão Réver antecipou muito bem. Com um ótimo toque de cabeça, Rever colocou a bola na lateral da rede, ou seja, um cabeceio indefensável para o goleiro. 1 a 0 para o Atlético no Mineirão com o gol do zagueiro artilheiro.

O Atlético dominou os minutos seguintes, mas aos 45 da 1ª etapa, o zagueiro do Remo resolveu deixar a sua marca também – e que marca bonita, ele deixou. Após erro de Keno na saída de bola, Romércio teve muita liberdade para finalizar de fora da área e acertou um chute único, no ângulo esquerdo de Everson. Um golaço para empatar a partida e dar uma injeção de ânimo para o Remo.

A trave esquerda

Entre os gols dos defensores, o Atlético dominou a partida e perdeu muitas chances. No entanto, a sorte também pode ser a culpada, visto que a trave esquerda do Mineirão foi acertada três vezes em um intervalo de cinco minutos.

Aos 30, em ótimo passe de Tchê Tchê, Keno recebeu com muita liberdade dentro da área e, curiosamente, até o camisa 11 do Atlético imaginou que estava impedido. O ponta, assustado com o ótimo passe, bateu de qualquer jeito e acertou o “pé” da trave, perdendo uma grande chance.

Quatro minutos depois, em trama de Hulk e Keno, o atacante que havia acabado de perder o gol, tentou tocar para Nacho Fernández. Para cortar o bom toque de Keno, Thiago Ennes interceptou de qualquer jeito e acabou jogando a bola contra a própria meta. O goleiro estava deslocado e só acompanhou a bola bater, caprichosamente, na mesma trave.

No minuto seguinte, aos 35, Dodô fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Nacho Fernández. O argentino ganhou no alto, cabeceou e acertou, obviamente, a trave esquerda. A diferença é que, desta vez, a bola acertou no alto e não no “pé” da trave. Dez minutos depois, Romércio fez o gol e a máxima “quem não faz, leva” vigorou no Mineirão.

2º tempo

Os pênaltis e (quase) nada mais

A etapa final começou com as mesmas escalações e o Atlético fez o seu 2º gol logo no minuto 5. Em cobrança de falta de Nacho na área, o zagueiro Rafael Jansen cometeu um pênalti infantil em Réver. O defensor do Remo segurou a camisa do capitão do Galo e o árbitro, corretamente, marcou pênalti para o time mineiro. Na cobrança, Hulk bateu com muita tranquilidade e fez o seu 11º gol na temporada: 2 a 1 no placar do Gigante da Pampulha.

Com o gol atleticano, a possível reação do limitado time do Remo perdeu força e o jogo ficou morno. Aos 15, Nacho Fernández deu um passe genial para Dodô e o lateral dominou na área. Sem cacoete para fazer gols com a perna direita, o ala atleticano hesitou e foi travado pelo zagueiro do Remo.

Após muitas substituições em ambas as equipes, o jogo esquentou por causa de um pênalti. Aos 29, Gabriel Lima tentou chutou e a bola bateu no braço, que estava aberto, de Jair. Penalidade máxima bem marcada e bem defendida. Felipe Gedoz foi para a cobrança, bateu no canto direito de Everson – quase no meio, melhor dizendo – e o goleiro atleticano fez uma grande defesa, mantendo a vantagem no placar.

Na sequência, o Atlético chegou com os jogadores que vieram do banco de reservas. Aos 33, Nathan fez ótimo passe para Sávio, mas o jovem atleta errou a direção do chute e a bola subiu demais em uma boa chance. Antes do apito final, Jair ainda tentou, mas acertou a rede pelo lado de fora.

Fim de papo: 2 a 1 no placar e classificação atleticana.

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