CRB em 2020 e Juazeirense em 2021: Cruzeiro protagoniza mais um vexame na Copa do Brasil e é eliminado de forma vergonhosa

O Cruzeiro, praticamente, não viu (ou não quis ver) a bola. Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Simplesmente, um vexame. O maior campeão da Copa do Brasil se acovardou em Juazeiro, perdeu para um time muito limitado e ainda foi eliminado da Copa do Brasil. Méritos da Juazeirense, equipe que não ficou com medo, jogou para frente e buscou o resultado. O time da Série D eliminou o hexampeão com justiça, porque Felipe Conceição preferiu se defender durante 90 minutos, viu o seu time ser pressionado e a apaixonada torcida azul celeste merece uma explicação. Em 2020, o CRB eliminou o Cruzeiro com show de Léo Gamalho. No ano seguinte, a modesta Juazeirense do goleiro Rodrigo Calaça desclassificou a Raposa. Aparentemente, protagonizar vexames faz parte da atual gestão cruzeirense.

Nesta quarta-feira, 09 de junho de 2021, o Cruzeiro perdeu para a Juazeirense por 1 a 0 e a equipe baiana se classificou após vencer por 3 a 2 nos pênaltis. A cobrança decisiva saiu dos pés de Matheus Barbosa e parou na mão de Rodrigo Calaça. Uma noite histórica para o time da Série D. Mais uma vergonha e mais um sinal de alerta ligado na equipe mineira.

O jogo

Um resultado justo. Venceu quem tentou ganhar. Perdeu quem se acovardou. Com a classificação, a Juazeirense chegou às oitavas de final da Copa do Brasil e arrecadou mais 2,7 milhões. Já o Cruzeiro foi desclassificado, novamente, na 3ª fase da Copa do Brasil. Ficou claro, mais uma vez, que camisa não ganha jogo. Vence quem conta com um time bem organizado.

A equipe de Felipe Conceição se defendeu demais, atraiu o adversário e mereceu a derrota. O treinador da equipe terá que explicar porque o experiente Rafael Sobis sequer entrou na partida, visto que foi titular por 11 partidas seguidas e, “coincidentemente” após reclamar da substituição, não pisou no gramado. Os jovens Stênio e Paulo foram utilizados justamente em uma partida tão decisiva. Faltou critério e sabedoria por parte do técnico.

Para o bem do Cruzeiro Esporte Clube, mudanças devem acontecer após este vexame. O elenco, as ideias do treinador e até mesmo os mandatários devem ser revisados. O caminho indica mais uma temporada melancólica.

Atualização: Minutos após o fechamento da matéria, o Cruzeiro comunicou a saída do treinador Felipe Conceição.

Juazeirense x Cruzeiro

Logo na escalação, o torcedor cruzeirense ficou surpreso pela substituição, mas o Blog havia adiantado essa possível mudança no pré-jogo. Rafael Sobis, camisa 10 da equipe, reclamou bastante após ser substituído na última partida e ficou no banco de reservas. Matheus Barbosa ocupou a sua vaga. Sendo assim, o Cruzeiro entrou em campo com Fábio, Raúl Cáceres, Ramon, Weverton e Matheus Pereira; Matheus Neris, Matheus Barbosa e Rômulo; Bruno José, Guilherme Bissoli e Airton.

O 1º tempo bem ruim

Os 45 minutos iniciais podem ser definidos por: Cruzeiro recuado, Juazeirense bem limitada tecnicamente e o campo ruim provocando vários erros de passe. Em resumo, cada time chegou com perigo apenas uma vez cada e, mesmo assim, não foi nenhuma grande oportunidade.

Aos 28, após escanteio cobrado pela direita, o goleiro Fábio tirou a bola com um soco e deu uma oportunidade para Clebson arriscar. Com o bom corte do ídolo cruzeirense, Clebson estava dentro da meia-lua e arriscou de primeira, com a perna esquerda. O chute foi bonito, mas não teve força e Fábio fez a defesa com certa tranquilidade, no meio do gol.

O Cruzeiro chegou com mais perigo aos 34. Rômulo cobrou falta da intermediária, Ramon escorou de cabeça e Bruno José dominou dentro da área. O autor do gol na 1ª partida arriscou, mas a bola subiu demais.

Enfim, a Juazeirense teve mais posse de bola – 62% – o Cruzeiro finalizou mais vezes – sete chutes – e ambas as equipes acertaram o gol adversário só em duas oportunidades, segundo o SofaScore.com. Mas o dado que mais chamou a atenção foi que a Raposa acertou apenas 46% dos passes que tentou, um número assustador. Um 1º tempo muito pobre tecnicamente.

O 2º tempo

15 minutos melhores que os 45 anteriores

O Cruzeiro não mudou nenhuma peça no intervalo, mas a postura foi alterada e o time levou perigo ao gol adversário em três oportunidades em um intervalo de quatro minutos.

Aos 9, Guilherme Bissoli recebeu na esquerda, gingou para cima do zagueiro adversário e bateu com a perna esquerda. O chute foi travado pelo marcador. Três minutos depois, Rômulo bateu uma falta, Bissoli dominou com o peito já tirando da marcação e bateu com a canhota, novamente. Desta vez, a bola foi para fora. No minuto seguinte, aos 13, Bruno José aproveitou a falha da defesa da Juazeirense e saiu cara a cara com Rodrigo Calaça, mas Bruno José tentou dar uma cavadinha e o goleiro fez a defesa.

A Juazeirense reagiu aos 16 e assustou toda a torcida azul celeste. Após boa cobrança de falta da intermediária, o time baiano, que colocou em campo, no 2º tempo, jogadores altos, quase abriu o placar em cabeceio de Wendell. A bola foi cruzada por Guilherme Lucena, o zagueiro Wendell cabeceou e a bola passou muito perto da meta de Fábio.

A melhor chance cruzeirense na partida aconteceu no minuto 26. Após pressionar a saída de bola da Juazeirense, o Cruzeiro roubou a bola e Guilherme Bissoli fez um lindo cruzamento. Airton recebeu a bola bem livre e teve a chance do jogo, mas cabeceou muito mal e perdeu a chance.

Tensão final

Precisando de um gol, a Juazeirense colocou em campo jogadores ofensivos e foi com tudo em busca do tento da vitória. Enquanto isso, o Cruzeiro optou por atletas defensivos como Adriano, Kaiki e Paulo. A estratégia de Carlos Rabello deu certo e a ideia de Felipe Conceição não deu o resultado desejado.

Aos 34, após rebote da cobrança de falta, Daniel Nazaré dividiu e a bola encontrou Thauan. Nesta oportunidade, o forte atacante bateu para fora. Porém, na chance seguinte que o camisa 19 teve, Thauan marcou.

Depois de novo cruzamento na área, já no minuto 40, Kanu ganhou na bola aérea de Ramon, Kesley foi na linha de fundo pela esquerda e cruzou rasteiro para a área. A boa jogada resultou em Thauan livre, dentro da área e o ataque empurrou para marcar um gol histórico: 1 a 0 em Juazeiro.

Já no desespero, o Cruzeiro chegou com perigo em duas chances incríveis. Após cruzamento na área, Ramon dominou livre na 2ª trave e bateu na saída do goleiro. Waguinho salvou em cima da linha e, no rebote, Ramon chutou novamente e a bola bateu no travessão. Com isso, o jogo foi para os pênaltis.

Pênaltis

  • Rômulo começou e Rodrigo Calaça fez a defesa no seu canto direito: 0 a 0.
  • Kanu cobrou o 1º da Juazeirense e bateu no meio do gol, enquanto Fábio pulou para a sua direita: 1 a 0 para os donos da casa.
  • Felipe Augusto também errou a cobrança, visto que o camisa 22 errou a direção do gol: 1 a 0.
  • O zagueiro Wendell cobrou muito bem, no ângulo direito de Fábio, e abriu vantagem para a Juazeirense: 2 a 0.
  • Raúl Cáceres bateu bem no canto esquerdo do goleiro e Rodrigo Calaça sequer acertou o canto: 2 a 1.
  • Ian chutou forte e no alto, no canto esquerdo de Fábio, que havia pulado para a esquerda. A bola ainda bateu na trave e entrou: 3 a 1.
  • Adriano, com muita tranquilidade, bateu no meio do gol e diminuiu: 3 a 2.
  • No 1º pênalti decisivo, Guilherme Lucena bateu forte no canto direito de Fábio e o goleiro fez uma importantíssima defesa com a coxa: 3 a 2.
  • Mas na cobrança seguinte, Matheus Barbosa bateu alto, no canto esquerdo de Rodrigo Calaça, e o goleiro fez uma defesa histórica: 3 a 2 e a Juazeirense se classificou.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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