Em meio a momento turbulento, Cruzeiro segue sem diretor e, por consequência, sem reforços. Até quando?

A falta de um diretor não é positiva para o time e muito menos para o treinador. Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Por Pedro Bueno

O Cruzeiro foi eliminado do Campeonato Mineiro após duas derrotas para o América. A equipe de Felipe Conceição estreou na Série B com uma derrota por 3 a 1 contra o Confiança. Na Copa do Brasil, a Raposa venceu, mas não jogou bem frente à modesta Juazeirense. Em resumo, o time azul celeste está em um momento ruim na temporada, justamente no começo do grande objetivo, ou melhor, no início da campanha em busca da obrigação de 2021.

Não há outra opção, o Cruzeiro Esporte Clube tem que voltar para a Série A do Brasileirão neste ano. Devido às questões históricas, esportivas e, principalmente, financeiras, a equipe tem que conseguir subir de divisão. Porém, a má gestão segue prejudicando o desempenho e o futuro da equipe.

Em 28 de maio, a Raposa oficializou a saída do diretor de futebol André Mazzuco, porém, alguns dias antes a diretoria já tinha conhecimento sobre a decisão do profissional. Sendo assim, há mais de dez dias, o Cruzeiro não conta com um diretor de futebol e, consequentemente, não negocia com nenhum reforço para o elenco que tem problemas.

Até quando a diretoria, liderada por Sérgio Santos Rodrigues, irá permanecer nessa omissão? O Cruzeiro ficou mais um ano na Série B e os comandantes não aprenderam a lição?

A saída de Mazzuco

Em janeiro de 2021, o Cruzeiro anunciou a chegada de André Mazzuco. O diretor de futebol assumiu o cargo e recebeu muito apoio dos torcedores, os quais estavam cansados dos profissionais polêmicos que ali estiveram nos últimos anos.

Mazzuco chegou e agiu bastante no mercado, contratando 12 novos jogadores para a Raposa. O diretor foi elogiado por captar atletas mais acessíveis e com experiência de Série B, porém, os jogadores não entregaram o futebol esperado: Alan Ruschel já foi para o América e Marcinho está próximo de sair.

Após receber proposta do Santos, o diretor deixou o turbulento cenário mineiro para assumir o também problemático ambiente do time da Vila. Desde a semana final de maio, o Cruzeiro está sem um diretor de futebol.

A falta de um diretor de futebol

Uma das figuras mais importantes no mundo do futebol é o executivo. Os diretores de futebol são responsáveis pela contratação, negociação e qualquer tipo de conversa entre jogador e clube. Estes profissionais possuem contatos que facilitam as conexões e, consequentemente, conseguem pontuar questões positivas para o seu clube.

A partir do momento que uma equipe não conta com um diretor de futebol, o time fica sem ter um intermediador oficial e todas as negociações ficam comprometidas.

Por exemplo, segundo informações do jornalista Samuel Venâncio, o Cruzeiro tinha negociações adiantadas com o centroavante Pedro Lucas, porém, o responsável pela conversa era André Mazzuco e a sua saída esfriou o negócio. Quando será retomada? Ninguém sabe e, aparentemente, a diretoria cruzeirense não está tão preocupada com a situação.

O Cruzeiro precisa de reforços, pois mostrou em algumas situações a fragilidade do elenco. Por isso, a Raposa necessita de um diretor de futebol para negociar. Além disso, o executivo tem funções internas importantes e o ambiente do vestiário pode se deteriorar com a falta de um profissional. Até quando a omissão da diretoria, comandada por Sérgio Santos Rodrigues, irá continuar?

O provável sucessor de Mazzuco

Após mais de 10 dias, é provável que um novo profissional chegue no Cruzeiro. Segundo a rádio Itatiaia, Rodrigo Pastana, atual diretor de futebol do CSA, já chegou em um acordo com a equipe e deve se apresentar na próxima semana. O próprio presidente do time alagoano, Rafael Tenório, confirmou ao GE.com que Pastana irá deixar o clube.

Rodrigo Pastana chegará ao Cruzeiro com muito trabalho a fazer e com muita urgência, visto que o time precisa se recuperar rapidamente na Série B para conseguir chegar no objetivo: o acesso à Série A.

A grande questão em volta da contratação de Pastana são as polêmicas. O novo executivo cruzeirense tem cinco acessos à primeira divisão no currículo e, por isso, foi escolhido por Sérgio Santos Rodrigues, entretanto, tem um passado com várias polêmicas em gestão de grupo e uma parte da torcida cruzeirense protestou nas redes sociais com a tag #PastanaNao.

Mesmo contra os seus apaixonados torcedores, a tendência é que Rodrigo Pastana seja confirmado pelo presidente Sérgio Santos Rodrigues nos próximos dias. A esperança da torcida é que ele faça contratações corretas, rápidas e que melhore o desempenho cruzeirense.

O cargo de diretor de futebol é um dos pilares de uma boa gestão e, em meio ao início turbulento da Série B, o Cruzeiro não pode ter lacunas tão evidentes. Para subir de divisão, o ambiente deve estar melhor e o elenco também. Ao trabalho, Raposa!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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