Outra coincidência com 2013? Atlético e São Paulo podem se reencontrar nas oitavas da Libertadores. Relembre aqueles duelos!

Os personagens daquelas oitavas: R10 e Jô. Foto: Bruno Cantini/Atlético

Líder do grupo, cinco vitórias em seis jogos, melhor campanha da competição e um ataque muito bom sendo treinado por Cuca. Este roteiro acima é válido para a caminhada vitoriosa em 2013, mas também para a atual campanha. O Atlético de Cuca conseguiu façanhas semelhantes nas duas oportunidades em que foi treinado pelo técnico (2013 e 2021) e o torcedor deseja que o fim da competição seja o mesmo: se tornar campeão da Libertadores.

Para saber os próximos passos em busca do título, o atleticano irá acompanhar na próxima terça-feira, 1º de junho, às 13:00, o sorteio das oitavas de final da Copa Libertadores da América de 2021. O time irá descobrir o seu rival, o qual será alguma equipe que ficou no 2º lugar, mas enfrentará o adversário apenas no fim do mês de julho, visto que, em junho, não terá Libertadores.

Como o Atlético foi 1º colocado, a equipe será sorteada para enfrentar qualquer um dos times que ficou na 2ª posição, incluindo até mesmo os clubes do mesmo país e a equipe que estava no mesmo grupo – Cerro Porteño-PAR.

Por isso, existe 12,5% de chance do Atlético ser sorteado para enfrentar um rival brasileiro específico: o São Paulo. Adversário das oitavas de final da temporada 2013, na campanha do título, o atleticano tem boas lembranças para desejar um grande confronto frente ao Tricolor Paulista. Relembre aqueles duelos de 2013!

1º jogo das oitavas

Atlético e São Paulo se enfrentaram na fase de grupos de 2013. Na 1ª partida, o Atlético venceu por 2 a 1 no famoso caso da água envolvendo Ronaldinho e Rogério Ceni. Já no jogo da volta, o Galo colocou um time misto, pois estava garantido como líder do grupo e como dono da melhor campanha da fase inicial, e perdeu para o São Paulo. Segundo Ronaldinho, aquele jogo foi um “treino de luxo”, já que os times se enfrentariam nas oitavas de final novamente.

O 1º jogo do mata-mata aconteceu em 2 de maio de 2013, no Morumbi, e o mandante começou vencendo logo cedo. Aos 8 da 1ª etapa, o meio-campista Jadson aproveitou o rebote e bateu no canto do goleiro Victor. Além do gol, o São Paulo chegou algumas vezes – Ademilson perdeu um gol incrível – e estava dominando. No entanto, aos 35, o zagueiro Lúcio deu uma solada em Bernard, e foi expulso.

Depois deste lance, o Atlético cresceu na partida e virou. Ainda no fim do 1º tempo, no minuto 42, Bernard cobrou um escanteio pela direita e Ronaldinho marcou um gol de cabeça histórico pelo time mineiro. O camisa 10 cabeceou no canto e saiu vibrando bastante na comemoração, imortalizando uma frase que todos os torcedores conhecem: “aqui é Galo, p#$%&!”.

Com o empate, o Galo voltou mais confiante para a 2ª etapa e virou o jogo aos 14. Marcos Rocha deu um ótimo passe para Diego Tardelli e o camisa 9 do Galo, cria da base do São Paulo, bateu forte e virou o jogo: 2 a 1 no placar e fim do 1º duelo das oitavas.

2º jogo das oitavas

Devido ao critério do gol fora de casa, o Atlético recebeu o São Paulo em 8 de maio no Independência e o time paulista precisava fazer, no mínimo, dois gols. A rivalidade entre as equipes estava crescendo visto que era o 4º jogo da Libertadores em menos de três meses, além da fala de Ronaldinho após perder na fase de grupos. Porém, aparentemente, o craque do Atlético estava certo: aquele jogo foi um treino de luxo, já que o time de Cuca massacrou o rival nas oitavas. Como disse o próprio R10, “quando tá valendo, tá valendo”.

O jogo da volta foi um show atleticano e, para muitos, a grande exibição do Galo nas últimas décadas. Desde o 1º minuto, empurrado pela sua massa apaixonada, o Atlético dominou a partida e aplicou uma goleada com três gols no 2º tempo. Aos 17 da 1ª etapa, Jô aproveitou corte da defesa são-paulina em dividida com Bernard, e bateu forte, no ângulo de Rogério Ceni. Um lindo gol atleticano.

No mesmo minuto, mas da etapa final, o Atlético ampliou o placar. Aos 17 do 2º tempo, Marcos Rocha tocou para Leandro Donizete e o volante ajeitou de cabeça para Jô. O artilheiro daquela Libertadores entrou na área, bateu forte e a bola passou entre as pernas do goleiro Rogério Ceni. No minuto seguinte, Réver deu balão desde a defesa e deu uma assistência para Diego Tardelli, já que Rafael Tóloi errou o recuo, Ceni saiu atrapalhado e o camisa 9 do Galo deu um toque, encobrindo o goleiro do adversário.

O passe do Ronaldinho…

Seis minutos depois, como uma avalanche, o Atlético fez o 4º gol na partida. Ronaldinho dividiu com o volante Wellington e ganhou. O craque atleticano entrou na área, olhou para um lado e tocou para o outro, em um lance marcante da história do Galo. A bola chegou em Jô que marcou novamente, em um hat-trick do centroavante atleticano.

Aos 31, Luis Fabiano ainda diminuiu, mas a goleada e a classificação já estavam decretadas: 4 a 1 no placar do Independência.

Um passeio histórico. Talvez, uma das maiores atuações da história do Atlético. As oitavas da Libertadores de 2013 trouxe esse grande duelo para os torcedores atleticanos e o resultado foi muito bom. 2021 também pode reservar um enorme confronto entre Galo e São Paulo. O sorteio irá indicar, mas os supersticiosos, certamente, desejam enfrentar o Tricolor Paulista para seguir nas boas coincidências entre 2013 e a atual temporada.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Alex D'ates

Nada me faz desconsiderar que o Galo entregou aquele jogo para o SPFC na fase de grupos. Perdendo, saberia que o enfrentaria (distância menor). E, quando tá valendo, tá valendo…