O dono do estado! Após mais um empate sem gols com o América, Atlético é campeão do Mineiro pela 46ª vez

Os CAMpeões de 2021 e o belo mosaico feito pela torcida. Foto: Cris Mattos/FMF

O campeão apresentou, durante a competição, o melhor futebol, mais confiança que os adversários e mereceu o título. O Clube Atlético Mineiro levantou mais um troféu neste sábado, 22 de maio de 2021. Pela 2ª vez consecutiva, ou seja, bicampeonato seguido atleticano, e pela 46ª vez na história, o Galo ergueu a taça do Campeonato Mineiro. Com dois empates sem gols, o time de Cuca aproveitou o privilégio de ser o melhor time da fase inicial e venceu o estadual após não sofrer gols na final frente ao América. É CAMpeão!

Neste sábado, 22, Atlético e América empataram por 0 a 0 no Mineirão e o Gigante da Pampulha foi palco de mais uma festa atleticana. Devido à classificação geral da 1ª fase e ao empate da 1ª partida, também sem gols, o Galo foi campeão do Campeonato Mineiro de 2021: foram dez vitórias, três empates e duas derrotas nos 15 jogos desta 106ª edição do estadual.

Com o título, o Clube Atlético Mineiro abriu ainda mais vantagem como maior campeão de Minas Gerais. O Galo foi bicampeão estadual e chegou à 46ª taça, deixando o rival Cruzeiro oito títulos atrás, com 38 conquistas. Em 3º no ranking, o América soma 16 taças e, com o vice-campeonato desta tarde, ficou em 2º lugar pela 16ª vez.

O Atlético amplia a sua hegemonia e os torcedores podem dizer que, mais uma vez, o Galo é o dono do estado!

O jogo e as atuações individuais

Foi vista tensão, brigas e polêmicas, mas é necessário dizer que a final estadual não contou com um dos itens principais de uma decisão de alto nível: o futebol bem jogado. Em duas partidas truncadas, físicas e sem muitos espaços, Atlético e América se travaram bastante e nenhuma equipe conseguiu chegar com perigo. Com uma forte defesa, o Galo blindou o goleiro Everson nas partidas decisivas, enquanto a marcação alta americana incomodou a saída de bola atleticana que carece de melhorias. Um jogo equilibrado e o título ficou para quem fez por merecer na fase inicial.

Porém, além da falta do futebol bonito, um aspecto negativo chamou a atenção na final: a arbitragem. O juiz Felipe Fernandes de Lima, aparentemente, quis ser o protagonista do 2º jogo da final e não “deixou” a bola rolar. Com marcações equivocadas para ambas as equipes e ao assinalar um pênalti inexistente e deixar o jogo rolar em uma possível penalidade máxima, o árbitro Felipe Fernandes de Lima prejudicou o nível da decisão e foi, infelizmente, o personagem principal.

Em campo, a tática de cada time foi neutralizada pelo adversário. O Atlético até chegou com mais perigo e Cavichioli fez boas defesas no 1º tempo, mas não houve tanta organização e brilho para criar chances reais e Hulk, Keno e Savarino sequer apareceram. Já o América concentrou muito em marcar e anular os atleticanos, mas acabou se preocupando pouco com o âmbito ofensivo e não conseguiu marcar gols no Galo.

O destaque individual da partida foi Igor Rabello, jogador envolvido nos pênaltis polêmicos do jogo, mas que se destacou por vários cortes precisos e é, sem dúvidas, o melhor parceiro para Alonso na defesa atleticana.

Atlético x América

Com as duas equipes visando, obviamente, o título, Atlético e América colocaram em campo a sua força máxima.

O Galo contou com Everson; Guga, Rever, Alonso e Arana; Jair, Tchê Tchê e Nacho Fernández; Savarino, Hulk e Keno.

Já o Coelho entrou na decisão com Matheus Cavichioli; Diego Ferreira, Anderson, Eduardo Bauermann e Marlon; Zé Ricardo, Juninho e Alê; Ademir, Rodolfo e Felipe Azevedo.

O 1º tempo

Equilíbrio inicial

Com a necessidade de marcar pelo menos um gol para ser campeão, o América começou em cima do rival. Aos 4, Felipe Azevedo fez a jogada característica de um ponta-esquerda destro – levar da esquerda para o meio – e finalizou de fora da área. O chute foi bom, mas Everson, em dois tempos, fez a defesa.

Três minutos depois, Azevedo cruzou para a área, Ademir dividiu no alto com Guilherme Arana e conseguiu raspar de cabeça. A bola chegou em Rodolfo e o centroavante cabeceou no contrapé de Everson. O goleiro atleticano ficou apenas olhando a tentativa do artilheiro do Mineiro e a bola foi para fora, mas passou perto, bem próxima da trave esquerda atleticana.

O Atlético reagiu e produziu uma grande chance aos 17. Após escanteio mal cobrado, a bola voltou até o goleiro Everson, mas Igor Rabello permaneceu no ataque. A bola estava com Guilherme Arana e o lateral lançou Savarino, atleta que estava entrando na área pela direita. O ponta entrou e tocou para o meio, buscando Rabello. O zagueiro atleticano foi de carrinho na bola e empurrou para o gol, mas Matheus Cavichioli se recuperou e fez uma linda defesa, salvando o América.

Nacho no quase

Assim como no jogo da ida, o jogo ficou truncado no meio-campo, mesmo com domínio atleticano. O mandante conseguiu chegar com dois bons chutes de Nacho Fernández no fim da 1ª etapa.

Aos 34, a jogada começou com um belo lançamento de Igor Rabello para Hulk e o centroavante do Atlético tocou para o meio, encontrando o argentino. Nacho entrou na área, bateu rasteiro e Cavichioli espalmou.

No minuto 44, Savarino dividiu com a defesa adversária e foi esperto para dominar a bola na entrada da área. O venezuelano tocou para Nacho Fernández e o camisa 26 deu um lindo drible em Zé Ricardo. O argentino bateu de fora da área após uma grande jogada e a bola passou perto do travessão de Cavichioli, no último lance animado da 1ª etapa.

O 2º tempo

O pênalti perdido

A etapa final começou sem substituições e com um lance bastante polêmico. Aos 4, Felipe Azevedo entrou na área e Igor Rabello o derrubou com um tranco nas costas. O árbitro Felipe Fernandes de Lima assinalou, imediatamente, o pênalti para o América, surpreendendo até mesmo os jogadores envolvidos.

O VAR revisou e manteve a decisão da arbitragem, mas o comentarista da TV Globo, Paulo César de Oliveira, disse que, na opinião dele, o movimento de Igor Rabello não teve intensidade suficiente para derrubar Felipe Azevedo. Ou seja, o pênalti não deveria ter sido marcado segundo o ex-árbitro.

Mesmo assim, o juiz Felipe Fernandes de Lima confirmou a penalidade máxima e Rodolfo, artilheiro da competição, foi para a cobrança. O camisa 9 americano bateu o pênalti e o chute bem forte acertou o travessão. Depois de explodir na meta de Everson, a defesa atleticana tirou o perigo da área e o placar não foi alterado.

Muitas substituições e pouco futebol

Após o pênalti perdido pelo América, o jogo ficou tenso e os treinadores promoveram substituições entre o minuto 10 e 16. Marrony e Zaracho entraram nos lugares dos atleticanos Keno e Jair, enquanto Leandro Carvalho foi a opção de Lisca na vaga de Felipe Azevedo.

Em meio às mudanças, o Galo assustou com Igor Rabello. Após escanteio cobrado por Nacho aos 15, o zagueiro atleticano subiu muito e cabeceou. A bola passou bem próxima da meta de Cavichioli.

O jogo seguiu sem grandes chances e os treinadores buscaram, novamente, modificações eficazes. Aos 26 da 2ª etapa, Lisca colocou Bruno Nazário e Ribamar nas vagas de Ademir e Rodolfo. Já o Atlético optou por Vargas como substituto de Savarino na ponta-direita. Na sequência, no minuto 35, Geovane e Ramon entraram nos lugares de Juninho e Marlon.

Minutos finais da decisão

Aos 37, o América tentou agredir o gol adversário com os jogadores que estavam com “sangue novo”. Após escapar pela esquerda, Geovane cruzou e Ribamar cabeceou, mas a tentativa do atacante foi para a linha de fundo.

Os minutos finais tiveram uma característica: América tentando, mas não apresentando organização, enquanto o Atlético estava valorizando o tempo. Para ganhar minutos, Cuca até fez as últimas substituições: Sasha e Hyoran entraram nas vagas de Hulk e Nacho Fernández.

Aos 46, após lance na área, o jogo ficou paralisado devido à reclamação do América querendo pênalti em Eduardo Bauermann. O zagueiro Igor Rabello derrubou o defensor do Coelho na área e o árbitro não assinalou o pênalti.

Após alguns minutos, o VAR revisou e mandou o jogo seguir. Segundo o comentarista Paulo César de Oliveira, o pênalti deveria ter sido marcado porque, desta vez, houve intensidade no movimento do zagueiro atleticano. Um fim de partida polêmico, marcado por reclamações e com empate “atleticano” no placar.

O fim do jogo

Pelo investimento, o Atlético carregava o favoritismo de ganhar o Mineiro? Sim. O Atlético cumpriu esta “obrigação”? Sim. O time vem de boas partidas? Sim, são 11 jogos consecutivos sem perder e apenas dois gols sofridos nas últimas sete partidas. Cuca ainda terá trabalho? Bastante. O atleticano deve comemorar o título, a boa situação na Libertadores e o bom momento, mas o trabalho deve seguir evoluindo em prol de uma temporada ainda mais vitoriosa e a equipe ainda apresenta erros corrigíveis.

Já o América, cumpriu a sua obrigação? Sim, levando em conta o elenco do Atlético, ser vice-campeão, em dois jogos apertados, é uma boa colocação para o time. O Coelho fez boas partidas no último mês? Sim, aparentemente, o Coelho recuperou a forma de jogo que conseguiu o acesso à Série A. Para o Brasileirão, Lisca ainda precisa de peças e de evoluir algumas questões táticas e técnicas? Sim, isso é claro. Assim como Cuca, o treinador americano terá bastante trabalho para evoluir a sua equipe visando a permanência na elite do futebol brasileiro.

Números da partida
Atlético x
América
53% Posse de bola 47%
10 Finalizações 8
3 Finalizações no gol 2
4 Escanteios 2
2 Impedimentos 0
24 Faltas 19
391 Passes 341
294(75%)Passes certos 237(70%)
Fonte: SofaScore.com

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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