Muita raça para vencer! Nos acréscimos, Atlético vence o Cerro Porteño por 1 a 0 e se isola como melhor time da Libertadores

O autor do gol decisivo: Keno. Foto: Pedro Souza / Atlético

O instinto final visto na partida frente ao Cerro Porteño, no Paraguai, nesta noite de 19 de maio, já estava presente no hino atleticano há décadas: “lutar, lutar, lutar, com toda a nossa raça pra vencer”. O Atlético lutou, lutou e lutou com muita raça até os acréscimos para vencer o rival. Por isso, a equipe de Cuca, mesmo com time misto e sem um grande desempenho, conseguiu um importantíssimo resultado que coloca o Galo em dois patamares: é líder garantido do grupo H da Libertadores e tem a melhor campanha da fase de grupos da competição, dependendo apenas de si para ter todos os privilégios de ser o melhor time. Keno marcou e decretou um importantíssimo triunfo fora de casa.

Nesta quarta, 19, o Atlético venceu o Cerro Porteño-PAR por 1 a 0 graças ao gol de Keno, já nos acréscimos da 2ª etapa. O jogo aconteceu no Estádio La Nueva Olla, casa do Ciclón, e foi válido pela 5ª rodada da fase de grupos da Libertadores. Sendo assim, o Galo venceu as duas partidas contra o Cerro nesta edição.

Com o resultado, o Atlético se garantiu como o líder do grupo H, já que chegou aos 13 pontos e abriu seis de vantagem para o Cerro, equipe que parou nos 7 tentos e irá para última rodada com possibilidades de eliminação. Além de se garantir como líder do grupo, o Galo se isolou como o melhor time da Libertadores. Com 86,7% dos pontos conquistados, nenhuma equipe alcança o time de Cuca nesta rodada e o Atlético precisa apenas vencer o Deportivo La Guaira-VEN, em casa, na próxima terça, para se garantir como líder geral da competição e ter o privilégio de decidir em casa todos os jogos de mata-mata.

O jogo e as atuações individuais

A partida ficou distante de ser um primor técnico. Em diversos momentos, o confronto entre Atlético e Cerro no Paraguai aparentava ser um jogo sem tanta importância para os times. Porém, o Atlético teve as melhores chances, parou no goleiro Jean, arqueiro brasileiro que novamente teve uma ótima atuação, e mereceu a vitória, mesmo com algumas ressalvas. O time misto foi escalado e venceu, mas poderia entregar mais. Alguns jogadores erraram e o Galo, com ampla superioridade técnica, poderia ter marcado o gol anteriormente. Mesmo assim, no fim das contas, Keno entrou, decidiu e decretou a vitória atleticana.

O Atlético não correu grandes riscos na partida e, mesmo com falhas, esteve tranquilo durante toda o confronto, evidenciando a boa partida do contestado zagueiro Gabriel. Obviamente, a deficiência técnica do adversário deve ser levada em conta, porém o time teve uma atuação razoável em Assunção. A transição da defesa para o ataque ainda deve ser melhorada, além da criação no meio-campo, a qual ficou bem abaixo nesta partida – Nacho Fernández sequer entrou em campo e fez falta.

Já o treinador Cuca optou por poupar algumas peças fundamentais, fez substituições controvérsias – Vargas perdeu uma grande chance e jogou os 90 minutos, enquanto Marrony, que era o melhor em campo pelo lado atleticano, saiu – e não esteve em uma noite brilhante. Porém, o treinador mostrou, novamente, ter muita estrela com o uniforme atleticano na Libertadores e voltará para BH com um grande resultado.

Cerro Porteño-PAR x Atlético

O Atlético entrou em campo com um time bem modificado e com algumas surpresas. Visando a final do Campeonato Mineiro no próximo sábado, 22, o técnico Cuca optou por algumas mudanças e ainda teve um desfalque de última hora: Diego Tardelli sentiu dores na lombar e sequer foi relacionado. Portanto, o treinador do Galo escalou a equipe com Everson; Guga, Mariano, Gabriel, Alonso e Arana; Allan, Tchê Tchê e Hyoran; Vargas, Sasha e Marrony.

O 1º tempo sonolento

A etapa inicial foi morna desde os minutos iniciais, mas foram os donos da casa que chegaram com perigo primeiramente. Aos 3, o Cerro Porteño escapou pela esquerda com Matheus Gonçalves e o brasileiro tocou para o volante Villasanti. O capitão da equipe paraguaia chegou no fundo, pela direita, e cruzou para a área. A bola foi desviada por Allan e encontrou Aquino na 2ª trave. O camisa 22 do Ciclón bateu de primeira e pegou “em cheio” na bola, mas a tentativa balançou as redes pelo lado de fora.

Com mais posse de bola, o Atlético dominou o 1º tempo e chegou com mais perigo. Aos 16, Guilherme Arana inverteu para Vargas, o chileno tocou para Mariano e o lateral-direito devolveu a inversão para o ala-esquerda. Arana dominou driblando Matheus Gonçalves, deu uma caneta em Espínola e bateu forte, já dentro da área. Jean fez uma bela defesa no chute cruzado. Três minutos depois, Marrony virou para Sasha e o camisa 18, de fora da área, chutou forte e o goleiro Jean fez a defesa em dois tempos.

O Cerro não conseguia atacar e o Atlético não aproveitava a posse da bola, ou seja, o jogo morno fez com que as boas chances, praticamente, desaparecessem. A outra boa chegada do time paraguaio aconteceu apenas no minuto 38, quando a defesa do Galo ficou olhando o ataque do Ciclón. O zagueiro Patiño acelerou pelo meio, não foi apertado pela defesa atleticana e tocou para Morales. O atacante fez o pivô e foi derrubado por Gabriel na meia-lua. Em uma cobrança de falta bem próxima do gol de Everson, Arzamendía bateu e a bola passou pelo lado direito da meta do Atlético.

Após levar um susto com a falta do Cerro, o Galo chegou com muito perigo na grande jogada da 1ª etapa. Aos 43, Arana lançou, Marrony ganhou a dividida e tocou para Sasha. Com três atacantes dentro da área, Sasha viu Vargas livre de marcação e deu a assistência para o chileno. No entanto, o camisa 10 do Galo hesitou, errou o momento do chute e apenas cortou para o meio. Após esta hesitação, a defesa se recompôs e o chute de perna esquerda de Vargas foi travado. Uma grande chance perdida para encerrar a 1ª etapa bem sonolenta.

O 2º tempo

Início desanimado

Ambas as equipes voltaram para o jogo finalizando, sem grandes perigos, no gol do adversário. No 1º minuto, após cobrança de escanteio pela esquerda, Eduardo Vargas antecipou e cabeceou com liberdade. A tentativa foi boa, porém Jean estava bem posicionado e encaixou. Aos 5, Aquino tabelou com Morales e o camisa 22 finalizou de fora da área. A bola de Aquino foi na direção do gol e Everson caiu para fazer a defesa.

O jogo continuava concentrado no meio-campo com muitas faltas e pouco futebol. Ao analisar estes problemas e a possibilidade de vencer a partida no Paraguai, o técnico Cuca colocou Dodô, Hulk, Keno e Zaracho nas vagas de Arana, Marrony, Sasha e Tchê Tchê. E as substituições não surtiram efeito imediato, mas salvou a equipe mineira nos acréscimos.

Os acréscimos

O Atlético só chegou ao ataque quase dez minutos após as substituições feitas. Aos 32 da 2ª etapa, o Galo com sangue novo chegou pela primeira vez e Dodô fez um bom cruzamento com a perna direita. A bola iria chegar em Vargas, mas Arzamendia foi esperto e cortou antes do chileno empurrar para as redes na 2ª trave. No entanto, o corte do lateral do Cerro foi na direção do gol e o “fogo-amigo” obrigou Jean a fazer uma grande defesa. O arqueiro brasileiro salvou o time paraguaio nesta ocasião, mas não segurou o chute de Keno nos acréscimos.

Aos 46 da 2ª etapa, Keno e Hulk apertaram a saída de bola do Cerro e o camisa 11 do Atlético ficou com a bola. Keno deu um lindo “chapéu” em Espínola, defensor que estava chegando de carrinho, e arriscou de fora da área. O chute de Keno já tinha direção, mas a bola desviou na defesa do time paraguaio e “matou” o goleiro Jean. A bola foi no ângulo direito do arqueiro do Cerro, que nada conseguiu fazer. Gol de Keno e 1 a 0 para o Galo no apagar das luzes.

Mesmo após muitas comemorações atleticanas, o Cerro chegou e aproveitou o bate-rebate na área. A bola sobrou para Alan Rodríguez, que bateu forte e Everson fez a defesa. Enfim, o time que lutou durante todo o jogo foi premiado com o gol nos acréscimos: 1 a 0 Galo com um importantíssimo tento de Keno.

O fim do jogo

Líder do grupo. Melhor campanha entre todos os times da Libertadores. Apenas um tropeço na competição, justamente na estreia. O Atlético não poderia ter um cenário melhor na Libertadores e o mérito é do forte elenco e da comissão técnica, a qual foi contestada com justiça por parte da torcida. Ainda existem vários pontos de evolução, principalmente na qualidade técnica do time, mas a 1ª missão continental está bem encaminhada e agora é olhar para a disputa dentro do estado.

O Atlético volta a campo no próximo sábado, 22, às 16:30, no Mineirão, contra o América, em jogo válido pela final do Campeonato Mineiro de 2021.

Números da partida
Cerro Porteño-PAR x Atlético
41% Posse de bola 59%
8 Finalizações 11
2 Finalizações no gol 5
2 Escanteios 5
14 Faltas 16
325 Passes 468
252(78%) Passes certos 383(82%)
Fonte: SofaScore.com

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Comentários

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Enraba Fran6a

Teu cu fran6a freguês paraguaia kkkkk

Essa merda de time rosa ganha na bacia das almas e vc vem maquiar e falar q foi na raça?? Kkk

Vai ser fuder cocotinha arrombada.. ao passa de um fre6ues que não tem história alguma…

Vai chupar rola que é isso q vc faz de melhor kkkkk

Bando de viados kkkk

É chacota ?
É cocota!

É 6ay ?
É 6aylo !

ZÉ DE MINAS

Maricona tá revoltada tremendo toda de ciumes do GALO FORTE VINGADOR.Fica calma Maria, série B é seu lugar. Uma pergunta : tu já destes hoje ? kkkkkkkkk