Veja os principais trabalhos do Rodrigo Caetano, novo diretor de futebol do Atlético

Foto: Ricardo Duarte/Divulgação Inter

O Atlético anunciou nesta quarta, 06, o acordo com Rodrigo Caetano. O diretor de futebol de 50 anos assume a vaga deixada por Alexandre Mattos, que foi demitido na última segunda, 04, e será o novo diretor de futebol do Galo. Não foi divulgado pelo Atlético o tempo de contrato de Caetano.

A saída de Alexandre Mattos sequer foi digerida por boa parte dos torcedores e a nova gestão já anunciou o substituto. Para alguns atleticanos, a demissão de Mattos não teve uma explicação plausível. Porém, o colegiado atleticano, o qual é formado pelo novo presidente, Sérgio Coelho, o vice-presidente, José Murilo Procópio, e os quatro grandes investidores – Rafael e Rubens Menin, Renato Salvador e Ricardo Guimarães – optou por trocar mudar o diretor, visando a contratação de um profissional com o perfil ideal para as atuais ambições do clube.

Rodrigo Caetano chegou em Belo Horizonte na manhã desta quarta, 06, já apalavrado com o Atlético e assinou contrato na tarde de quarta-feira. Nesta quinta, 07, Caetano já estará trabalhando na Cidade do Galo, exercendo a função de diretor de futebol em sua primeira passagem no futebol mineiro. Rodrigo estava no Internacional desde 2018 e deixou o Colorado no fim de 2020. O time gaúcho contratou Paulo Bracks, ex-diretor do América, rival do Atlético, para o substituir.

Os trabalhos de Rodrigo Caetano

Rodrigo Vila Verde Caetano nasceu no Rio Grande do Sul em 18 de fevereiro de 1970. Caetano foi meio-campista na década de 90 e passou por vários times gaúchos. Mas em 2003, Rodrigo encerrou sua carreira e começou a trabalhar na parte executiva do futebol.

Formado em Administração na PUCRS e pós-graduado em Gestão Empresarial pela FGV, Rodrigo Caetano é um dos precursores da função de diretor executivo no futebol brasileiro, sendo assim um dos mais renomados, ao lado de Alexandre Mattos, diretor que acabou de deixar o Atlético.

Rodrigo Caetano começou a trabalhar como diretor em 2005, no Grêmio. A tradicional equipe gaúcha estava na Série B e conseguiu o título da divisão de acesso. Um dos grandes trunfos de Caetano foi a excelente exploração da base, onde foi revelado nomes importantes como Anderson, Douglas Costa e Lucas Leiva. Nos anos seguintes, de volta à elite, o Grêmio de Caetano foi bicampeão gaúcho, vice-campeão da Libertadores e vice-campeão do Brasileirão.Após esta longa passagem de Rodrigo Caetano pelo Grêmio (2005-2008), o diretor executivo foi para o Rio de Janeiro.

Entre os anos de 2009 e 2011, Caetano esteve no comando do Vasco da Gama. Novamente, o diretor pegou um time na Série B e reestruturou. Em 2009, o Vasco foi campeão da Série B e semifinalista da Copa do Brasil. De volta à elite em 2010, o time carioca sob comando de Rodrigo Caetano foi se estabilizando e formou uma grande equipe em 2011, onde o Vasco foi campeão da Copa do Brasil e vice do Brasileirão.

Em 2012, Caetano assumiu o Fluminense, onde ficou até 2014. No Tricolor Carioca, Rodrigo Caetano, juntamente com Abel Braga, formou um grande time, comandado por Diego Cavalieri, Wellington Nem e Fred, o qual venceu o Carioca e o Brasileirão em 2012, deixando o Galo como vice-campeão. Em 2014, Rodrigo Caetano deixou o Fluminense e, mais uma vez, foi salvar o Vasco na Série B.

Após esta curta passagem pelo Vasco da Gama, Caetano assumiu o Flamengo. A passagem do diretor pela equipe rubro-negra aconteceu entre os anos de 2015 e 2018, sendo um dos trabalhos mais longínquos do diretor. Um dos principais objetivos do trabalho de Caetano no Flamengo era a recuperação financeira e o diretor, juntamente com a administração de Eduardo Bandeira de Mello, conseguiu reduzir boa parte das dívidas. Em campo, o Flamengo foi campeão carioca (2017), vice-campeão da Copa do Brasil e da Sul-Americana (2017) e 3º colocado no Brasileirão de 2016.

Em março de 2018, Rodrigo Caetano deixou o Flamengo e assumiu o Internacional, onde esteve até o fim de 2020. A equipe estava retornando da Série B e, surpreendentemente, terminou o Brasileirão de 2018 na 3ª posição. Em 2019, o Colorado foi vice-campeão da Copa do Brasil.

Uma curiosidade é o bom trabalho de Rodrigo Caetano nas categorias de base. Nas últimas cinco edições de Copa São Paulo de Futebol Júnior, a equipe organizada por Rodrigo Caetano saiu vencedor três vezes – em 2016 e 2018 com o Flamengo e em 2020 com o Internacional. Vale destacar que a equipe carioca conseguiu recuperar financeiramente também pelas vendas de Lucas Paquetá e Vinicius Júnior, destaques da base na gestão de Rodrigo.

Resumo dos trabalhos de Caetano

  • Brasileirão: campeão em 2012 com o Fluminense; vice-campeão em 2008 com o Grêmio e em 2011 com o Vasco; 3º lugar em 2016 com o Flamengo;
  • Copa do Brasil: campeão em 2011 com o Vasco; vice-campeão em 2017 com o Flamengo e com o Internacional em 2019;
  • Estadual: campeão em 2006 e 2007 com o Grêmio, em 2012 com o Fluminense e em 2017 com o Flamengo;
  • Série B: campeão em 2005 com o Grêmio e em 2009 com o Vasco;
  • Copa São Paulo de Futebol Júnior: campeão em 2016 e 2018 com o Flamengo e em 2020 com o Internacional.

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