Centenário do Cruzeiro: 100 anos de um gigante incontestado

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“Sou um multicampeão, sou Cruzeiro, tradição!”. Um verso do canto da torcida explica o que significa a instituição Cruzeiro: glórias, honra e tradição. E, há exatos 100 anos, a Raposa estava sendo fundada. Viva o azul de Minas! Viva a Raposa! São 100 anos de muitos títulos e amor à camisa. São 100 anos de um nome inesquecível. São 100 anos de Cruzeiro Esporte Clube. Parabéns pelo centenário, Cruzeiro!

Em 02 de janeiro de 1921, nascia um dos maiores times do Brasil. Como a própria torcida gosta de gritar: um gigante incontestado, no presente, no passado! O Cruzeiro é um clube histórico e, certamente, uma das equipes mais importantes do futebol brasileiro, visto que a Raposa está presente nas disputas desde as primeiras competições. Um gigante!

Porém, a festa do Centenário aconteceu no momento errado por dois motivos: o momento sanitário e o momento esportivo. Com a pandemia do coronavírus, o torcedor cruzeirense não poderá estar em campo, homenageando as cinco estrelas do Cruzeiro, as quais os fãs são tão apaixonados. E a questão esportiva é ainda mais dolorida para o cruzeirense. O time mineiro vive o pior momento da sua história justamente no ano em que completa 100 anos. Mas, o clube é maior do que esta fase e a data emblemática deve ser comemorada. 

Por isso, o Cruzeiro merece uma festa do tamanho da sua história, mesmo que virtual. Certamente, as redes sociais da equipe irão promover várias celebrações nesta data tão especial. E o Blog trouxe uma homenagem para essa equipe tão gigante. Viva o Cruzeiro!

A história

No 1º domingo de 1921, um dos maiores clubes do Brasil foi criado. Em 2 de janeiro daquele ano, três anos após o término da 1ª Guerra Mundial, a colônia italiana que residia em Belo Horizonte deu início a uma história centenária. Na época, como forma de homenagem à Itália, os fundadores nomearam a equipe como Societá Palestra Itália. Um fato que evidencia a importância que davam para a origem italiana é que até 1925 apenas descendentes do país europeu poderiam jogar pela equipe. 

Desde o início, o Palestra Itália teve destaque e foi tricampeão estadual – 1928, 1929 e 1930 – antes mesmo de completar 10 anos de existência. Mas, em 1942, a equipe mineira foi obrigada a trocar de nome. O governo brasileiro baixou um decreto proibindo o uso de nome ou referência a qualquer país inimigo na 2ª Guerra Mundial. Por isso, qualquer alusão à Itália, Alemanha e Japão deveriam ser alterados. 

Os fundadores, primeiramente, mudaram o nome para Palestra Mineiro. Depois, no mesmo ano, alteraram para Ypiranga e apenas em 8 de outubro de 1942 os descendentes italianos decidiram por Cruzeiro Esporte Clube, nomenclatura que persiste até os dias atuais. Depois disso, as glórias, a fama e os torcedores são os melhores exemplos de quão gigante se tornou a instituição Cruzeiro.

Um fato importante sobre a história cruzeirense é o Mineirão. O Gigante da Pampulha foi construído em 1965 e o Cruzeiro deixou o tradicional estádio do Barro Preto para ir para o Estádio Governador Magalhães Pinto. O Mineirão se tornou a casa de diversos títulos cruzeirenses e a torcida carinhosamente chama o maior estádio de Minas Gerais de Toca da Raposa 3.

As glórias

“Cruzeiro, Cruzeiro querido, tão combatido, jamais vencido”. Esta frase do hino cruzeirense elucida algo que é claro em meio ao futebol brasileiro: falar de Cruzeiro é falar de títulos. O time azul celeste é uma das equipes mais vitoriosas do Brasil e é o time mineiro que mais vezes ergueu taças importantes. Além disso, a Raposa se orgulha de conseguir um feito raríssimo no futebol mundial: possuir a Tríplice Coroa, conquistada em 2003, um ano histórico.

As glórias cruzeirenses estão inseridas em todos os 100 anos de história. Desde 1928, com a primeira conquista estadual, até os últimos títulos – Copa do Brasil de 2018 e o Mineiro de 2019 – o Cruzeiro entra em campo como favorito a qualquer competição. O manto tem essa tradição graças à bela história construída há 100 anos. 

Um time bicampeão da Libertadores – 1976 e 1997 – tetracampeão brasileiro – 1966, 2003, 2013 e 2014 – e hexacampeão da Copa do Brasil – 1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018 – não impõe respeito à toa. Os feitos são gigantescos e colocam a equipe mineira como um dos times mais tradicionais da América do Sul.

Para se ter noção dos feitos cruzeirenses, é necessário destacar que o Cruzeiro venceu o Santos de Pelé em 1966 e colocou Minas Gerais no mapa do futebol brasileiro – confira detalhes da goleada histórica. Além disso, é destacável que a Raposa é o maior campeão da Copa do Brasil, única equipe fora do eixo Rio-São Paulo a vencer o Brasileirão de pontos corridos – por incríveis três vezes – e a terceira equipe brasileira a vencer a Libertadores. Um time glorioso. Uma equipe gigantesca. Uma camisa pesada que enverga varal. 

Títulos Estaduais

  • Campeonato Mineiro: 1928, 1929, 1930, 1940, 1943, 1944, 1945, 1956, 1959, 1960, 1961, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977, 1984, 1987, 1990, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 2003, 2004, 2006, 2008, 2009, 2011, 2014, 2018, 2019
  • Copa dos Campeões Mineiros: 1991 e 1999
  • Taça Minas Gerais: 1973, 1982, 1983, 1984, 1985
  • Supercampeonato Mineiro: 2002

Títulos Nacionais / Regionais

  • Campeonato Brasileiro: 1966, 2003, 2013 e 2014
  • Copa do Brasil: 1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018
  • Copa Sul Minas: 2001 e 2002
  • Copa Centro Oeste: 1999

Títulos Internacionais

  • Copa Libertadores: 1976, 1997
  • Supercopa dos Campeões da Libertadores: 1991, 1992
  • Recopa Sul-americana: 1997 (disputada em 1998)
  • Copa Ouro Nicolás Leoz: 1995
  • Copa Master da Supercopa: 1995

Os craques

E para conquistar todos estes títulos e feitos históricos, a Raposa contou com diversos craques que marcaram o seu nome na Toca. O time mineiro teve grandes jogadores que serviram a Seleção Brasileira e, inclusive, nos últimos três títulos de Copa do Mundo – 1970, 1994 e 2002 – o Brasil contou com jogadores do Cruzeiro. Sendo assim, fica a dica para o treinador da próxima Copa do Mundo: se quiser vencer o mundial, convoque cruzeirenses. 

Com uma base muito forte desde sempre, o Cruzeiro contou na década de 60 com dois gênios do futebol brasileiro: Tostão e Dirceu Lopes. O primeiro foi campeão mundial em 70 e, para muitos, é um dos maiores jogadores brasileiros da história. Chamado de Rei Branco ou Vice-rei – em alusão ao reinado de Pelé, ou seja, Tostão seria o segundo melhor – Tostão foi um grande ponta-de-lança do Cruzeiro campeão brasileiro de 66 e dos vários estaduais conquistados. É, certamente, o atleta mais talentoso a vestir o manto azul celeste.

Já Dirceu Lopes é carinhosamente chamado pela torcida de Príncipe. O gênio de 1,62 de altura foi o grande companheiro de Tostão, mas permaneceu mais tempo que o ponta-de-lança, saindo do Cruzeiro apenas em 1977. Por isso, o meio-campista conquistou, além do Brasileirão de 1966, a Libertadores de 1976, colecionando ainda mais glórias pelo Cruzeiro. Desta época, é necessário destacar também Nelinho, Piazza, Raul Plassmann e Zé Carlos.

Após estes grandes atletas, o Cruzeiro iniciou a sua caminhada para feitos ainda maiores. O time venceu a Libertadores com craques como o goleiro Dida, o volante Ricardinho e o atacante Marcelo Ramos. Na Copa do Brasil de 2000, Sorín foi um atleta que conquistou o coração dos torcedores. Depois disso, o Cruzeiro conquistou a Tríplice Coroa, em 2003, com um destaque claro: o gênio Alex, ídolo das conquistas do Mineiro, Copa do Brasil e Brasileirão no mesmo ano.

Após estas façanhas, o Cruzeiro está com um grande ídolo até os dias atuais: o goleiro Fábio. O grande nome do atual século cruzeirense é um gigante na história, pois esteve nas glórias – bicampeonato do Brasileirão e da Copa do Brasil – e persiste na pior fase da história da equipe. Além do histórico goleiro, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart marcaram seus nomes com as conquistas de 2013 e 2014. Léo e Henrique também são atletas históricos devido ao grande número de partidas em que os dois jogadores honraram o manto azul celeste.

Atletas que mais vestiram a camisa do Cruzeiro:

  • 1º: Fábio, goleiro que ainda atua pela equipe; 917 jogos;
  • 2º: Zé Carlos, meio-campista que jogou desde 1965 até 1977; 663 partidas;
  • 3º: Dirceu Lopes, meio-campista que atuou desde 1963 até 1977; 610 jogos;
  • 4º: Piazza, meio-campista que jogou desde 1964 até 1977; 566 partidas;
  • 5º: Raul Plassmann, goleiro que atuou desde 1966 até 1978; 557 jogos.

Maiores artilheiros da história do Cruzeiro:

  • 1º: Tostão, meio-campista que atuou pela equipe desde 1963 até 1972; 245 gols;
  • 2º: Dirceu Lopes, meio-campista que jogou pela equipe desde 19633 até 1977; 223 gols;
  • 3º: Niginho, atacante que atuou pela equipe desde 1929 até 1947; 207 gols;
  • 4º: Bengala, meio-campista que jogou pela equipe desde 1927 até 1939; 168 gols;
  • 5º: Ninão, atacante que atuou pela equipe desde 1923 até 1938; 167 gols.

As comemorações

Certamente, os cruzeirenses não desejavam um momento tão ruim esportivamente no dia do seu centenário. O time está afundado em dívidas e, atualmente, é o 11º colocado da Série B e, dificilmente, irá voltar para o seu lugar: a elite do futebol brasileiro. Este momento é ocasionado por causa de gestões corruptas que colocaram a equipe centenária nesta situação amarga.

Porém, a instituição Cruzeiro Esporte Clube é muito maior que esta fase e as comemorações pelo centenário são necessárias. Vale destacar que, infelizmente, estamos inseridos em um momento pandêmico, devido ao coronavírus, e não será permitido festas para comemorar os 100 anos. Com certeza, o torcedor da Raposa faria uma grande festa para homenagear as cinco estrelas mais amadas do Brasil. Mas a situação não permite aglomerações.

Por isso, o Cruzeiro teve uma ideia genial e solidária. O time irá promover a Blitz Solidária, onde o cruzeirense poderá levar um kg de alimento não perecível em diversos pontos de Belo Horizonte e ganhará um brinde exclusivo do Centenário – veja detalhes da Blitz aqui. 

A Raposa irá receber os torcedores, em sistema de drive-thru, ou seja, o cruzeirense passará de carro, entregará a sua doação e receberá o seu brinde, evitando assim aglomerações. Grite, comemore e parabenize o Cruzeiro diretamente da sua casa, ajudando assim no controle de uma doença tão séria. E ajudando na blitz, você estará contribuindo com uma campanha que busca arrecadar 100 toneladas para causas sociais. Um time gigante com atitudes gigantes!

O Cruzeiro é enorme. A cor azul celeste domina o futebol há anos. Uma camisa pesada que impõe respeito por onde passa. Este é o Cruzeiro. Uma equipe centenária. Um gigante incontestado. Cruzeiro, Cruzeiro querido, tão combatido, jamais vencido. Torcedor, comemore e se orgulhe de trajar estas cinco estrelas no peito. Parabéns pelos seus 100 anos, Cruzeiro!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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