Retrospectiva 2020 | Atlético: veja números, compare as escalações e relembre tudo que aconteceu no ano atleticano

Fonte: Twitter oficial do Atlético

Assim como o 2020 do mundo todo, o ano atleticano foi maluco e cheio de fatos históricos. O time iniciou a construção da sua Arena, dando assim um passo gigante para um futuro com casa própria, ao mesmo tempo que contou com um técnico estrangeiro que foi demitido com apenas dez partidas. De eliminado pelo Afogados à liderança do Brasileirão, o Atlético viveu uma intensa montanha-russa em 2020.

Encerrando este ano, o Blog fez um levantamento dos principais números, curiosidades e fatos que mexeram com o coração do atleticano. Veja, comente no fim da matéria e envie aos amigos!

Números gerais

O Atlético disputou quatro competições, levantou uma taça, foi bisonhamente eliminado de dois torneios e ainda está disputando o título do Brasileirão. Um ano de altos e baixos ficou comprometido pelo início muito ruim, onde o Galo foi eliminado da Copa do Brasil e da Sul-Americana.

  • Geral: 46J; 26V, 10E e 10D; 78GP e 48GC; 63,8%;
  • Campeonato Mineiro: 15J; 10V, 4E e 1D; 28GP e 9GC; 75,5%; Campeão;
  • Copa Sul-Americana: 2J; 1V e 1D; 2GP e 3GC; 50%; Eliminado na 1ª fase;
  • Copa do Brasil: 2J; 2E; 2GP e 2GC; 33,3%; Eliminado na 2ª fase;
  • Campeonato Brasileiro: 27J; 15V, 4E e 8D; 46GP e 34GC; 60,5%; 3º lugar, mas em disputa.
J=jogos; V=vitórias; E=empates; D=derrotas; GP=gols pró; GC=gols contra.

Foram disputados 46 jogos e o Atlético teve um aproveitamento de 63,8% em 2020. A título de comparação, em 2019, o aproveitamento atleticano foi de 54%. O rendimento deste ano foi tão bom, que a última vez que o Atlético teve um aproveitamento superior foi em 2012, quando teve 69% de aproveitamento nas partidas. Vale destacar que este ano teve menos jogos devido a pausa de 4 meses por causa do Coronavírus e a temporada deste 2020 terminará apenas em fevereiro de 2021.

Dados específicos

O blog tentou garimpar alguns outros dados e curiosidades. Uma curiosidade cerca o início do ano e o final: o Atlético iniciou o ano com uma vitória sem sofrer gols e terminou 2020 também com um triunfo sem sofrer gols. Em Uberlândia, em janeiro, o Galo venceu, com gol de pênalti de um atleta que já deixou a equipe. Já na última rodada do ano, duas contratações contestadas marcaram pelo Atlético.

  • Estreia: 21 de janeiro, contra o Uberlândia, no Parque do Sabiá. Vitória por 1 a 0, com gol de Fábio Santos;
  • Última partida: 26 de dezembro, contra o Coritiba, no Mineirão. Vitória por 2 a 0, com gols de Hyoran e Eduardo Sasha.

Um número que chama a atenção é a força do Atlético como mandante e os problemas da equipe fora de casa. No Brasileirão esta diferença é nítida, porém foi algo que aconteceu durante todo o ano. A diferença de aproveitamento é um dos principais pontos que Sampaoli e os jogadores devem melhorar em 2021.

  • Como mandante: 22J; 16V, 4E e 2D; 50GP e 17GC; 78,7%;
  • Como visitante: 24J; 10V, 6E e 8D; 28GP e 31GC; 50%.

Outro dado que o Blog apurou foi a diferença entre o número de vitórias antes e depois da pausa do futebol, que aconteceu a partir da metade de março até o final de julho. A diferença de aproveitamento é pequena, porém é importante destacar que o Atlético estava em competições bem mais tranquilas antes da pausa e foi eliminado para adversários fracos, como o Unión-ARG e Afogados, equipe pernambucana.

  • Antes da pausa do futebol: 13J; 6V, 5E e 2D; 19GP e 11GC; 59%;
  • Depois da pausa do futebol: 33J; 20 V, 5E e 8D; 59GP e 37GC; 65,6%.

Estatísticas dos jogadores

Com uma troca incessante de jogadores, o Atlético não teve nenhum grande artilheiro. Nathan era o artilheiro da equipe até o início do Brasileirão, já que o meio-campista foi um dos poucos jogadores ofensivos que jogou durante todo o ano. Após algumas rodadas do Campeonato Brasileiro, Keno deslanchou e se tornou o grande artilheiro do ano atleticano. O camisa 11 ainda se destacou nas assistências, juntamente com o outro ponta, Savarino.

  • Artilheiro do ano: Keno, com 11 gols;
  • Garçom do ano: Keno e Savarino, com 7 assistências.

O Atlético desfez de vários jogadores durante o ano e, até por isso, usou muitos atletas diferentes. E dentre estes atletas, o jogador que mais entrou em campo foi um volante que chegou no início de 2020, podendo atuar durante todo o ano, mesmo com as três expulsões – o recordista desta estatística negativa em 2020.

  • Jogadores utilizados: 48 atletas diferentes usados, onde 18 destes jogadores já saíram;
  • Atleta mais usado: Allan foi o jogador que mais jogou, com 38 jogos.

As contratações

O Atlético foi ao mercado neste ano e reformulou o seu contestado elenco, graças a parceria com os 4r’s: Rafael e Rubens Menin, Renato Salvador e Ricardo Guimarães. Foram 19 contratações neste ano – contando Maílton, que chegou no final de 2019 – e um plantel completamente modificado. Foram ótimas contratações, atletas que surpreenderam e outros que decepcionaram, negócios que aparentam ter sido equivocados e jogadores que já foram emprestados.

  • Dezembro de 2019: Maílton: que já foi cedido ao Coritiba;
  • Janeiro: Allan, Dylan Borrero, Guilherme Arana e Hyoran: todos fazem parte do atual elenco;
  • Fevereiro: Diego Tardelli e Savarino: ambos fazem parte do atual plantel;
  • Março: Rafael: faz parte do atual elenco;
  • Abril e Maio: ninguém contratado;
  • Junho: Bueno, Léo Sena, Keno e Marrony: Léo já foi emprestado ao La Spezia-ITA e os outros três fazem parte do atual elenco;
  • Julho: Alan Franco, Junior Alonso e Mariano: todos fazem parte do atual plantel;
  • Agosto: Eduardo Sasha: faz parte do atual elenco;
  • Setembro: Éverson: faz parte do atual plantel;
  • Outubro: Matías Zaracho: faz parte do atual elenco;
  • Novembro: Eduardo Vargas: faz parte do atual plantel;
  • Dezembro: ninguém foi contratado.

Vale destacar que nenhuma equipe faz uma reformulação enorme como o Atlético e todos os jogadores contratados vão bem imediatamente. Isso é impossível. É necessário ter calma e pensar no projeto atleticano.

As saídas

Após ser 13º no Brasileirão de 2019, o Atlético estava necessitando de uma reformulação. E isso aconteceu graças aos investimentos e as diversas saídas. Foram 37 jogadores que deixaram o Galo em 2020 – contando os jogadores que saíram em 2019, após o fim da temporada – e um elenco muito modificado. Das 37 saídas, 20 foram em definitivo, 16 emprestados e um caso específico.

  • Dezembro de 2019: Elias, Geuvânio, Leonardo Silva, Luan e Wilson;
  • Janeiro: Chará, Fernando, Hulk, Terans, Uilson e Vinícius;
  • Fevereiro: Cleiton e Maicon Bolt;
  • Março: Bruninho e Maidana;
  • Abril: Patric;
  • Maio: não saiu ninguém;
  • Junho: Clayton, Di Santo e Lucas Cândido;
  • Julho: Edinho, Michael e Ricardo Oliveira;
  • Agosto: Otero;
  • Setembro: Adriano, Alessandro Vinícius, Bruno Silva*, Cazares, Fábio Santos, Guilherme Castilho, Léo Griggio, Lucas Hernández, Matheus Mendes e Ramón Martínez;
  • Outubro: Gustavo Blanco, José Welison e Léo Sena;
  • Novembro: Maílton;
  • Dezembro: não saiu ninguém.

Todos os nomes em negrito pertencem ao Atlético e estão emprestados, podendo assim retornar na próxima temporada. Alguns têm passe fixado e podem ficar nos seus respectivos times. O caso específico é Bruno Silva, que havia sido emprestado ao Atlético pela Chapecoense e o time catarinense chamou o atacante de volta. Até fevereiro de 2021, o Galo pode comprar em definitivo o jovem Bruno Silva, que fez um gol como profissional no Atlético.

A troca de treinadores

O Atlético teve dois treinadores efetivos e um interino em 2020. Em 4 de janeiro, Rafael Dudamel foi anunciado como novo técnico do Atlético e estreou em 21 de janeiro. O venezuelano foi demitido em 26 de fevereiro, após a vexatória derrota frente ao Afogados. Após a saída, James Freitas foi o técnico interino em duas partidas, incluindo o importante clássico contra o Cruzeiro.

Enquanto James treinava a equipe, Jorge Sampaoli foi anunciado, precisamente em 1º de março. O argentino, que comandou o Atlético no resto do ano, estreou em 14 de março, contra o Villa Nova.

  • Rafael Dudamel: 10J; 4V, 4E e 2D; 13GP e 8GC; 53,3%;
  • James Freitas (interino): 2J; 1V e 1E; 3GP e 2GC; 66,7%;
  • Jorge Sampaoli: 34J; 21V, 5E e 8D; 62GP e 38GC; 66,7%.

A diferença nas escalações

Como citado anteriormente, o Atlético usou quase 50 jogadores durante a temporada e essa grande diferença pode ser vista nas escalações. A primeira escalação que o Blog trouxe foi a da estreia, frente ao Uberlândia, e a formação do jogo de encerramento do ano, contra o Coritiba. Dos 22 relacionados na estreia, 15 já deixaram o Atlético e apenas Réver e Hyoran foram titulares nas duas partidas.

À esquerda, a escalação do primeiro jogo da temporada. À direita, a formação do último jogo do ano. Fonte: Twitter do Atlético.

Outras escalações curiosas foram as que marcaram o início e término da pausa do futebol. Na estreia de Sampaoli, em 14 de março, o Atlético enfrentou o Villa Nova. No jogo seguinte, 4 meses depois, o Atlético duelou com o América com várias contratações e novidades. Quatro relacionados, incluindo os dois atacantes titulares, da partida de março deixaram a equipe antes do jogo seguinte, que aconteceu em julho. Na ocasião da partida com o América, o Atlético contou com cinco contratações feitas durante a pausa e com o novo uniforme.

À esquerda, a escalação do último jogo antes da pausa do futebol. À direita, a formação do primeiro jogo após a volta do futebol. Fonte: Twitter do Atlético.

O resumo do ano

2020 foi um ano maluco para todos, porém o atleticano, além de todos os problemas da COVID-19, teve diversos momentos insanos durante o ano. O Blog tentou citar os fatos mais importantes de cada mês.

  • Janeiro: a estreia e a ilusão de que Dudamel era o nome certo;
  • Fevereiro: o pior mês, já que contou com duas eliminações e as demissões de Dudamel e Rui Costa;
  • Março: a chegada de Jorge Sampaoli e Alexandre Mattos, vitória no único clássico e a pausa do futebol;
  • Abril: início da construção da Arena MRV;
  • Maio: volta aos treinamentos, no dia 19;
  • Junho: 100 mil Mantos da Massa vendidos;
  • Julho: volta do futebol e estreia de vários jogadores;
  • Agosto: início do Brasileirão e grito de CAMpeão Mineiro;
  • Setembro: melhor mês esportivamente: 6 jogos, 5 vitórias e liderança do Brasileirão;
  • Outubro: mês irregular e primeiros tropeços em casa no Campeonato Brasileiro;
  • Novembro: melhor partida do ano – goleada contra o Flamengo – e surto de COVID-19;
  • Dezembro: time feminino do Galo, as Vingadoras, é campeão do Mineiro sobre o Cruzeiro; time masculino perdeu por 3 a 0 para o líder São Paulo e se distancia do sonho de ganhar o Brasileirão;

Análise final do 2020 atleticano

O mundo pediu o fim de 2020, por causa de todos os problemas, principalmente os acarretados pela pandemia do coronavírus, que matou quase 200 mil brasileiros. Porém, os atleticanos, mesmo com toda a montanha-russa vivida, deve agradecer pelo ano no futebol. O time disputou na parte debaixo do ano passado e nesta temporada é um dos grandes favoritos ao título do Brasileirão.

A possibilidade de terminar a temporada, em fevereiro, com apenas a taça de campeão estadual é alta, já que o Atlético está sete pontos atrás do líder São Paulo. Porém, o projeto e a perspectiva para 2021 devem fazer o torcedor alvinegro agradecer pelo ano. O Galo, caso continuasse com os jogadores que estavam no início do ano, certamente disputaria para não cair. Atualmente, o time de Sampaoli já pontuou mais que o Atlético de 2019 em todas as 38 rodadas.

Portanto, o ano de 2020, com o mega investimento, as boas contratações, o técnico qualificado e o início das construções da Arena MRV, devem dar ânimo ao atleticano. Um 2021 ainda melhor pode estar esperando o Atlético. Basta o torcedor do Galo acreditar e isso nunca foi um problema para a torcida do “Eu Acredito”.

O Blog Bola Pra Frente deseja para todos vocês um Feliz Ano Novo e um 2021 com muita saúde, felicidade e paz para todos nós. Um abraço e até 2021 com muito futebol mineiro por aqui!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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