A importância de Manoel: veja as estatísticas do Cruzeiro antes e depois do retorno do zagueiro

Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Manoel retornou de empréstimo do Trabzonspor, clube turco, no início de agosto. A volta do zagueiro coincidiu com o começo da competição mais importante do ano cruzeirense: a Série B. Com a adequação do seu salário no atual teto salarial do Cruzeiro – 150 mil reais – Manoel voltou aos treinamentos e reestreou no final de agosto.

E o impacto visto pela torcida foi imediato. As atuações de Manoel o consolidaram como peça importantíssima deste time do Cruzeiro e não há dúvidas sobre a sua titularidade, bancando assim Cacá como reserva.

Atualmente, Manoel é o grande destaque da equipe de Felipão e deixou de lado qualquer crítica da torcida sobre a sua passagem anterior pelo Cruzeiro. São atuações firmes, seguras e uma demonstração de muito amor à camisa. A sua raça e a sua vontade renderam a Manoel a faixa de capitão em algumas partidas, mesmo em um time que conta com o ídolo Fábio como goleiro.

O zagueiro Manoel é, constantemente, elogiado por todos os analistas e até pela própria torcida. No entanto, os elogios são corretos? As atuações auxiliaram o Cruzeiro a melhorar na competição? Números provam que sim. Confira!

Os números de Manoel

As estatísticas individuais do atleta já demonstram que ele vive grande fase e merece o carinho da torcida. O zagueiro se consolidou como nome certo das escalações e, certamente,estará presente neste processo de reconstrução.

  • Foram 15 jogos como titular na Série B e 1350 minutos sem ser substituídos; apenas na 1ª partida após a volta, contra o CSA, o atleta começou no banco e entrou no intervalo, somando assim 1395 minutos pela equipe na competição;
  • Foram 4 gols marcados nestas partidas, consolidando Manoel como artilheiro do Cruzeiro na Série B – juntamente com Airton, Arthur Caíke e Rafael Sobis – e apenas um gol atrás do artilheiro da Raposa na temporada, Maurício, que já foi negociado com o Internacional; 
  • Apenas 2 cartões amarelos foram tomados, um número baixíssimo para um zagueiro que combate tanto como Manoel, evidenciando seu talento em botes limpos; como exemplo, o centroavante Marcelo Moreno já tomou 6 cartões amarelos nesta Série B; 

A.M e P.M: antes de Manoel e pós Manoel

Após a entrada de Manoel no time titular, alguns números desta Série B melhoraram. O número de gols sofridos e o número de partidas sem sofrer gol tiveram as maiores alterações, pontos principais das intervenções do excelente zagueiro. O aproveitamento e a quantidade de gols feitos tiveram melhorias, que, mesmo leves, mostram a importância do zagueiro.

  • Sem Manoel como titular: foram 12 jogos, com 5 vitórias, 3 empates e 4 derrotas, com aproveitamento de 50% dos pontos; vale ressaltar que as três partidas iniciais desta divisão de acesso foram vitoriosas, época que Manoel sequer estava disponível, mas, mesmo assim, os números foram contabilizados; Com Manoel como titular: foram 15 jogos, com 6 vitórias, 5 empates e 4 derrotas, com aproveitamento de 51,1%.
  • Sem o zagueiro como titular, o Cruzeiro marcou 13 gols em 12 partidas, média de 1,1 gols; já com Manoel no time principal, a Raposa fez 19 gols em 15 jogos, média de 1,2 gols feitos;
  • Sem Manoel na formação titular, o Cruzeiro sofreu 13 gols em 12 partidas, média de 1,1 gols, enquanto com Manoel como titular, a Raposa levou apenas 12 tentos em 15 jogos, média de 0,8 gols sofridos por partida, uma melhora bem considerável; 
  • O Cruzeiro conseguiu ficar em 10 de 27 partidas sem sofrer gols; em 7 destas 10 partidas, Manoel foi titular, ou seja, 70 % das vezes que a Raposa não foi vazada, o zagueiro estava presente;

Os números defensivos mostram o que as atuações deixam ainda mais claro: Manoel faz a diferença. Mesmo que o aproveitamento em pontos não mostre claramente isso – ele faz gols, mas não define jogos e o ataque, em algumas vezes, não ajuda – o zagueiro é preponderante para os resultados do Cruzeiro. Em várias ocasiões, se não fosse Manoel, o Cruzeiro sairia de campo derrotado. Se todos os jogadores do Cruzeiro tivessem a raça de Manoel, a Raposa estaria em uma situação diferente…

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