Cruzeiro joga mal, empata com o CRB e não aproveita tropeço dos rivais diretos

Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Foi o 4º encontro com o CRB no ano e o Cruzeiro terminará 2020 sem vencer o rival alagoano, o grande algoz da temporada. Após eliminar a Raposa na Copa do Brasil, o CRB empatou duas vezes pelo Brasileirão, porém, desta vez, com um sabor diferente: o Galo do Nordeste jogou melhor e poderia ter saído com a vitória, visto as duas boas chances desperdiçadas pela equipe. Já o time de Felipão teve sorte em pontuar, mas perdeu uma grande oportunidade de se aproximar do G-4, já que várias equipes tropeçaram. 

O confronto entre Cruzeiro e CRB terminou sem gols nesta terça, 08. O placar do estádio Rei Pelé marcou um 0 a 0 sem graça e sem criatividade. Com o resultado, Felipão chega aos 14 pontos em 18 disputados fora de casa – quatro vitórias e dois empates – e segue invicto longe de BH. 

Com o resultado, o Cruzeiro perdeu a grande chance de se aproximar do G-4, já que nas partidas dos times que estão entre 3º e 10º, apenas o Guarani e o CSA não tropeçaram. Por causa disso, a Raposa segue em 11º com os mesmos nove pontos de distância para o grupo de acesso, pois a equipe mineira chegou aos 35 pontos e o Cuiabá aos 44 tentos. Já o CRB ganhou uma posição e está em 12º, logo atrás do Cruzeiro. 

O jogo e as atuações individuais

Uma das piores atuações sob comando de Felipão. O Cruzeiro demonstrou, por diversos momentos, estar satisfeito com o resultado. O empate não foi bom analisando a tabela e a Raposa tem capacidade de impor um ritmo melhor do que o apresentado. A equipe valorizou cada minuto da partida e não conseguiu dominar um adversário com um plantel bem inferior.

Um dos fator prejudiciais ao desempenho cruzeirense foram as substituições de Luiz Felipe Scolari. O experiente treinador tirou Machado e Rafael Sobis, os dois únicos criadores da equipe, e colocou Régis e Moreno, dois jogadores sem confiança e, atualmente, sem qualidade. O time não atacou na 2ª parte e o empate foi até bom pela fraca exibição. Felipão terá bastante trabalho, já que até a segura defesa teve seus momentos de bobeadas. 

Mais uma vez o grande nome da partida cruzeirense foi Manoel. O zagueiro é a peça chave da equipe e novamente salvou o Cruzeiro. Ele tirou todas por cima, por baixo e mostrou a sua importância. Por outro lado, além das substituições equivocadas de Felipão, a equipe não teve criatividade e faltou organização, além do baixo ímpeto ofensivo: em diversas vezes o Cruzeiro esteve esperando o adversário.

O primeiro tempo

Na escalação, Felipão fez o óbvio e continuou com a sua formação ideal. Welinton, por ter características semelhantes, foi escolhido para substituir o suspenso Airton. Rafael Sobis e Filipe Machado foram mantidos na armação, com o experiente camisa 23 armando e Machado fazendo a ligação.

A primeira grande chance aconteceu apenas no minuto 26, em uma boa trama do CRB. O centroavante Lucão foi lançado, dominou no peito e descolou um lindo passe de calcanhar para Luiz Paulo. O lateral-esquerdo adiantou, foi abafado por Fábio e tentou cruzar para a área. Com o goleiro fora do gol, Bill recebeu travado pela marcação, errou o alvo e perdeu uma grande oportunidade. 

O Cruzeiro chegou seis minutos depois, aos 32. Rafael Sobis, armador da equipe, estava na esquerda e fez um cruzamento com direção da meta. A bola passou por Welinton, mas não por Arthur Caíke, que foi “de encontro com ela”. Com isso, o camisa 7 tirou a bola do rumo do gol e perdeu a única chance cruzeirense. 

O primeiro tempo foi ruim e de pouca criatividade. O CRB chegou sem perigo aos 13, em cabeceio de Gum, após cruzamento de Diego Torres. Já o Cruzeiro assustou um pouco no chute de Jadsom Silva, no minuto 41. Depois da bola ser rebatida pela zaga do Galo Nordestino, o volante cruzeirense arriscou da meia-lua e obrigou Douglas Borges a fazer boa intervenção.

O segundo tempo

Os 45 minutos finais iniciaram da mesma forma que os 45 anteriores terminaram: sem graça. Aos 8, Hyuri, que havia acabado de entrar, tentou finalizar e foi bloqueado pela defesa cruzeirense. Na sequência, em escanteio cobrado por Diego Torres, a bola foi bem fechada e com muito perigo. Fábio saiu dando murros e evitou qualquer possibilidade de desvio do ataque do CRB. 

O time alagoano aparentava estar mais interessado em desempatar a partida e teve uma grande chance desperdiçada. Aos 23, Hyuri acelerou pela direita e esperou a chegada de Diego Torres. O atacante ex-Atlético tocou para o meio-campista argentino, que, dentro da área, escorregou e perdeu grande chance. No rebote do erro de Torres, Hyuri tentou, inverteu, mas a defesa cruzeirense já havia se recuperado.

Dois minutos depois, a Raposa teve a sua chance de fazer o primeiro gol da partida devido a um erro da defesa do CRB. O experiente zagueiro Gum tentou proteger a bola para deixar sair pela linha de fundo e perdeu para Marcelo Moreno. O boliviano tocou para o meio, porém nenhum atacante cruzeirense estava na área.

O fim do jogo

Em resumo, os 90 minutos foram ruins, porém com maior vontade de vencer pela parte alagoana. O CRB criou mais, teve melhores chances e encontrou um Cruzeiro fechado, buscando os contra-ataques. Se o objetivo era pontuar em Alagoas, a equipe de Felipão conseguiu. No entanto, em uma rodada com tantos tropeços, a vitória era importantíssima. 

Os quatro confrontos com o CRB são para esquecer. A instituição Cruzeiro e os seus torcedores merecem partidas melhores contra uma equipe modesta. Para seguir sonhando, a Raposa deve parar de tropeçar em jogos contra equipes da parte debaixo da tabela, principalmente em atuações ruins como a desta terça. Ao trabalho, Cruzeiro!

O Cruzeiro volta a campo na próxima sexta, 11, às 21:30, contra o Vitória, no Barradão.

Números da partida
América x Cruzeiro
56% Posse de bola 44%
14 Finalizações 8
3 Finalizações no gol 2
2 Escanteios 2
1 Impedimentos 1
15 Faltas 17
1 Grande chances 1
1 Grandes chances perdidas 1
516 Passes 399
420(81%) Passes certos 313(78%)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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