Mesmo infectado, Atlético vai bem, vence o Botafogo e segue na liderança

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Uma vitória importantíssima para a sequência do Brasileirão, visto que o Atlético estava todo desfalcado para esta partida. Foram três jogos sem dez jogadores, diversos membros da comissão técnica e o Galo conseguiu se manter na liderança. Um momento muito difícil enfrentado com muita maturidade. Por isso e por causa da boa atuação nesta noite, o Atlético venceu com justiça e merece a ponta da competição.

Nesta quarta, 25, o Atlético bateu o Botafogo, por 2 a 1, no Mineirão. O Galo conseguiu devolver, na mesma moeda, o placar adverso do primeiro turno, onde o time mineiro dominou e perdeu de 2 a 1. Dessa vez, o Atlético venceu e convenceu.

Com o resultado, o Atlético segue na liderança pelo menos até a próxima quinta-feira, dia 03 de dezembro, data que o São Paulo enfrenta o Goiás. O Galo só volta a campo no dia 06 – o jogo contra o Botafogo foi adiantado – e como a equipe mineira abriu três pontos de vantagem para o vice-líder Flamengo, apenas o São Paulo pode roubar a ponta atleticana. O tricolor paulista irá fazer duas partidas nesta “folga” atleticana e somente se vencer os dois confrontos roubará a liderança do Galo. Já o Botafogo segue afundado na 19ª posição.

O jogo e as atuações individuais

O Atlético teve uma boa atuação em meio ao alto desgaste da equipe alvinegra. O time aparentou cansaço – com muita razão, pelos três jogos em oito dias com vários desfalques – mas mesmo assim conseguiu não sofrer com o fraco adversário, que até melhorou no segundo tempo.

Mesmo com uma mudança tática ousada, visto que Leandro Zago optou por três zagueiros, quatro meio-campistas criadores e três atacantes, o Galo não teve problemas defensivos – a exceção foi o gol de Benevenuto, onde a defesa ficou parada. O meio-campo foi muito bem com Hyoran e Nathan internamente e Calebe e Zaracho abertos, apoiando e colaborando na marcação. Uma partida gigantesca destes jogadores, que correram muito pelo time. 

De destaque positivo é possível ressaltar o desempenho de Zaracho, que homenageou Maradona, ídolo do futebol mundial que faleceu nesta quarta, 25, e fez a sua melhor partida com a camisa do Galo. O argentino correu demais. O tão contestado Hyoran também foi muito bem e deu a saída de bola do Atlético. 

Eduardo Sasha se destacou pelo faro de gol, em mais um tento marcado, e pela importância tática, pois, após a entrada de Marrony, Sasha foi para a armação. Savarino também teve outra grande exibição e aumentou o seu bom desempenho como titular. O ponto negativo da partida foi complicado encontrar, já que o time foi bem. Todavia, a batida de pênalti de Keno merece ser reprovada, porque o artilheiro da temporada – que jogou bem mesmo com o erro  – bateu com muita displicência.

O primeiro tempo

Além dos vários desfalques por causa da COVID-19, o Atlético não contava com Guilherme Arana e Dylan Borrero, ambos suspensos. Para os substituir, Leandro Zago optou por mudar o esquema. A formação idealizada foi um 3-4-3, que contou com a saída de Talison, lateral-direito que estava bem. Bueno voltou à zaga, Nathan e Hyoran foram os homens à frente da defesa e Zaracho e Calebe ficaram abertos, aproximando de Savarino e Keno.

O Atlético teve amplo domínio na 1ª etapa, finalizou mais, teve mais posse da bola e ditou o ritmo. Porém, quem assustou primeiro foi o Botafogo. Aos 5, em falta na intermediária, a bola foi cruzada na área e Rafael Forster testou, encobrindo o goleiro Rafael. O arqueiro fez uma ótima defesa, porém o lance havia sido parado, pois Forster estava impedido.

Depois disso, só deu Galo. No minuto 17, uma grande jogada foi construída, resultando em um gol atleticano. Bueno encontrou Eduardo Sasha, que estava no meio e fez uma bela jogada de pivô. A bola chegou em Calebe, que rapidamente tocou para Keno. O camisa 11, com muita qualidade, cruzou com a parte de fora do pé e achou o ombro de Savarino. Em lance confuso pela disputa da bola, envolvendo Victor Luís, Zaracho e o venezuelano, o número 70 que se deu bem. Gol de oportunista. Gol do ponta Savarino. 1 a 0 no placar. 

Aos 33, uma sequência de lances curiosos. Hyoran cobrou quatro escanteios seguidos pelo lado esquerdo, todos estes bem fechados, tentando surpreender o experiente goleiro Diego Cavalieiri. Quando Hyoran escolheu abrir um pouco a cobrança, o Atlético quase marcou. O camisa 20 cruzou, Igor Rabello cabeceou na 1ª trave, Alonso escorou e Savarino chegou batendo. A bola do artilheiro da noite foi para fora.

O restante da 1ª etapa foi de toques de lado do Atlético. O Galo teve domínio, mas não criou diversas chances. A falta de entrosamento e desgaste físico podem ter prejudicado. Pelo outro lado, o Botafogo não conseguiu pressionar e nem agredir a equipe atleticana. Até por isso, Emiliano Díaz tentou mexer no time, colocando Kalou logo no intervalo.

O segundo tempo

Os 45 minutos finais começaram elétricos e duas jogadas aéreas balançaram as redes. Aos 4, Zaracho tocou para Savarino, que fez um belo cruzamento. A bola encontrou a cabeça de Eduardo Sasha. O atacante atleticano, que está em ótima fase, testou firme no ângulo de Cavalieri. O terceiro gol do atacante nas últimas cinco partidas. 2 a 0 no marcador.

Só que a vantagem de dois gols durou apenas 3 minutos. Em escanteio cobrado por Marcinho, a defesa do Galo ficou parada e apenas acompanhou o belo cabeceio de Marcelo Benevenuto. O zagueiro subiu livre e testou firme, impossibilitando qualquer movimento de Rafael. Gol importante de um Botafogo que, mesmo com as limitações, não desistiu do jogo. O placar marcava 2 a 1 neste momento.

Aos 11, o Atlético quase aproveitou uma enorme bobeira do Botafogo. O lateral-direito Marcinho recuou mal a bola para Diego Cavalieri e Keno acelerou. O ponta chegou antes, bateu e obrigou o goleiro botafoguense a fazer grande defesa. No minuto seguinte, Savarino arriscou da entrada da área e Cavalieri defendeu novamente.

O jogo ficou cadenciado e o Atlético teve a grande oportunidade de definir o resultado. Aos 31, Keno partiu para cima de Marcinho e foi derrubado na área. Sávio Pereira Sampaio, árbitro da partida, não hesitou e marcou penalidade máxima para o Atlético. Keno havia acertado todos os pênaltis com a camisa alvinegra e pegou a bola para bater. Na cobrança, o artilheiro atleticano bateu fraco, no canto esquerdo do goleiro do Botafogo. Cavalieri encaixou o pênalti de Keno e deu ainda mais emoção à partida.

O Botafogo até tentou impor mais ritmo, porém a marcação encaixada do Atlético não permitiu surpresas do time carioca. O jogo poderia ter sido mais tranquilo, porém o resultado foi muito importante para a sequência do campeonato, ainda mais levando em conta os diversos desfalques e o desgaste dos jogadores.

Serão 11 dias de folga até o próximo compromisso, ou seja, tempo suficiente para o retorno de todos os infectados. O Atlético superou este surto e persistiu na liderança, ponto muito importante de ser destacado. Foi na superação e o torcedor espera que esta raça e os três pontos estejam presentes nas próximas 15 finais.

O Atlético volta a campo no domingo da outra semana, no dia 06 de dezembro, às 18:15, contra o Internacional, no Mineirão. 

Números da partida
Atlético x Botafogo
54%Posse de bola 46%
11 Finalizações 4
6 Finalizações no gol 3
10 Escanteios 2
2 Impedimentos 4
25 Faltas 19
4 Grandes chances 1
2 Grandes chances perdidas 0
463 Passes 396
405(87%)Passes certos 323(82%)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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