Na superação, Atlético arranca empate por 2 a 2 com o Ceará e segue na liderança

Foto: Pedro Souza / Atlético

Todos os torcedores já imaginavam que não seria uma partida fácil, visto o adversário competente – que deu trabalho no Mineirão no 1º turno – e a lista de desfalques por causa do coronavírus. Por isso, o placar de 2 a 2, com um homem a menos, foi positivo para o Atlético, que segue na liderança, porém não mais isolado, já que o Flamengo também tem 39 pontos.

Neste domingo, 22, o Atlético empatou por 2 a 2 com o Ceará na Arena Castelão. A partida foi válida pela 22ª rodada e os gols foram marcados por Eduardo Sasha, Lima, Felipe Vizeu e Keno. Dylan Borrero, aos 23 minutos da 2ª etapa, foi expulso e deixou o Galo com menos um jogador.

O resultado, que dentro das circunstâncias foi bom para o Atlético, manteve a equipe mineira na liderança, porém houve uma aproximação dos concorrentes. O Flamengo venceu e chegou aos mesmos 39 pontos que o Atlético. Já o São Paulo empatou, em casa, com o Vasco, e ficou com 37, entretanto tem três partidas a menos. Pelo outro lado do empate, o Ceará perdeu a oportunidade de se distanciar do Z-4 e está em 14º, um ponto à frente do Atlético-GO, primeira equipe dentro da “degola”.

A partida desta tarde pode ser dividida em três momentos: o bom primeiro tempo do Atlético, os 25 minutos iniciais do 2º tempo que foram vergonhosos e os minutos finais que foram positivos, ainda mais com as boas arrancadas de Marrony.

Na primeira etapa, o Galo demorou por causa da falta de entrosamento, todavia conseguiu encaixar uma boa articulação no meio-campo. Na segunda etapa, a defesa decepcionou muito, em erros evitáveis de posicionamento e sofreu a virada. O final da partida contou com boas jogadas de velocidade e o Atlético de Zago conseguiu segurar este bom empate.

Além da boa primeira etapa, o ponto positivo na partida foi a entrada de Marrony, que criou boas chances e sofreu um pênalti, assim como no jogo do 1º turno, onde o camisa 38 marcou dois gols. Eduardo Sasha também se destacou pela sua inteligência tática e colaboração com o time, ainda mais após a infantil expulsão de Borrero.

De destaque negativo fica a atuação dos atletas defensivamente, principalmente o desempenho de Júnior Alonso e Guilherme Arana, dois grandes jogadores que estavam em grande fase, mas não atuaram bem nesta tarde. Para a próxima partida, além de Borrero, o Galo não contará com Arana, suspenso pelo 3º amarelo.

O jogo

Leandro Zago surpreendeu logo na escalação. Ele optou por colocar Dylan Borrero como primeiro volante, visto que Jair e Allan estão contaminados pelo coronavírus. Ainda no meio-campo, Calebe foi o escolhido, deixando Hyoran e Nathan como suplentes. Na defesa, Bueno perdeu espaço com a volta de Alonso.

A partida iniciou bem morna. O Ceará esperava o Atlético, enquanto a equipe mineira tentava se encaixar, pois os onze iniciais nunca haviam jogado juntos e faltava entrosamento. Com o passar do tempo, o Galo foi se adaptando à partida e as chances começaram a acontecer.

No minuto 5, Borrero fez uma ótima inversão para Keno. O ponta esquerda atleticano fez o cruzamento, a bola passou alto por Zaracho, que estava livre, e chegou na segunda trave para Eduardo Sasha. O atacante não conseguiu pegar em cheio. Dez minutos depois, aos 15, Keno roubou a bola, fez a sua tradicional jogada – da esquerda para o meio – e viu Savarino. O venezuelano era uma boa opção, mas a defesa do Ceará se recompôs.

Com o domínio das ações ofensivas, o Atlético foi se aproximando do gol. Aos 28, Savarino cobrou escanteio na cabeça de Igor Rabello. O capitão atleticano testou firme e obrigou Fernando Prass a fazer uma grande defesa. No rebote, o próprio Rabello jogou a bola para o meio e encontrou Sasha. O camisa 18 deu uma bicicleta e marcou um belo gol. 1 a 0 no placar.

A única boa chance do Ceará no primeiro tempo foi nos acréscimos. Em falta cometida por Alonso, no limite da área – o VAR até verificou a possibilidade de um pênalti – Vinicius cruzou muito bem, na cabeça do zagueiro Thiago. A jogada entre dois ex-atleticanos resultou em uma boa cabeçada que tirou tinta da trave de Rafael.

Após o intervalo, a boa partida atleticana e o jogo ruim do Ceará sofreram uma inversão. O Vozão retornou com uma postura muito diferente, aproveitando as brechas da defesa do Galo, enquanto o Atlético assustou com o desempenho do adversário. Resultado: dois gols em 10 minutos de 2ª etapa.

Logo no minuto 2, Léo Chú trouxe para o meio e encontrou Lima, que estava livre e com condição de jogo graças a Guilherme Arana. O camisa 45 do Vozão entrou e bateu rasteiro, por baixo de Rafael. Gol de empate da equipe nordestina.

Após o gol, o Atlético não desanimou. Finalizou três vezes e aparentava estar no jogo, no entanto, o Ceará aproveitou um contra-ataque e virou a partida. Aos 10, Dylan deu liberdade, Arana errou no posicionamento e Samuel Xavier entrou livre na área. O lateral direito, ex-Galo, não foi marcado por Alonso e cruzou para Felipe Vizeu. O centroavante empurrou para as redes e virou a partida.

Cinco minutos depois, o Ceará teve mais uma grande oportunidade em meio a uma defesa perdida do Atlético. Vina tocou para Léo Chú, que devolveu para o craque da equipe cearense. Vinicius, com muita liberdade dentro da área, bateu e Rafael fez uma grande defesa, salvando o time mineiro.

Enquanto o Atlético tentava se equilibrar na partida, um lance com auxílio do VAR aparentava ser o ato final de um segundo tempo para se esquecer. Dylan Borrero subiu e deu uma cotovelada no adversário. O lance não teve tanta intensidade, porém o juiz de vídeo recomendou a revisão da jogada. Ao ver o lance, Raphael Claus decidiu expulsar Dylan.

25 minutos de segundo tempo: dois gols e uma expulsão, além de uma atuação ruim do Galo. Porém, mesmo com todo este cenário negativo, o Atlético empatou a partida. Marrony, que havia entrado no 2º tempo, foi lançado e acelerou. Ele entrou na área com muita velocidade e foi derrubado por Fernando Prass. Um pênalti indiscutível. Uma cobrança também indiscutível de Keno, que marcou o 10º gol dele no Brasileirão. 2 a 2 no marcador da Arena Castelão.

No minuto seguinte, um lance semelhante quase acarretou a virada atleticana. Arana fez um belo lançamento e Marrony ganhou na velocidade mais uma vez. A questão é que o camisa 38 hesitou na hora de chutar e foi travado no ato da finalização. Aos 35, Arana e Keno fizeram uma boa tabela pelo alto e o lateral-esquerdo bateu firme. Prass encaixou.

A lei do ex até assustou os atleticanos aos 44, porém o auxiliar marcou muito bem o impedimento de Vina. Com liberdade, Fernando Sobral cruzou e Vinicius fez um belo gol de letra. O impedimento foi claro.

Fim de jogo e 2 a 2 no placar. Ao olhar todas as circunstâncias da partida, o resultado ficou de bom tamanho, ainda mais com a manutenção da liderança. No entanto, alguns erros devem ser corrigidos. É óbvio, o momento não permite grandes correções e problemas de entrosamento devem existir, mas, pelo menos para o confronto da próxima quarta, o Atlético deve ter um posicionamento defensivo melhor.

O Galo volta a campo na próxima quarta, 25, às 21:30, contra o Botafogo, no Mineirão.

Números da partida
Fortaleza Atlético-MG
46% Posse de bola 54%
11 Finalizações 18
5 Finalizações no gol 4
2 Escanteios 7
2 Impedimentos 1
11 Faltas 12
3 Grandes chances 2
1 Grandes chances perdidas 0
401 Passes 456
316(79%)Passes certos 376(82%)

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