Após descanso inédito, Cruzeiro entra em campo nesta sexta contra o Figueirense

Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Foram 11 dias sem ter o Cruzeiro em campo, a pausa mais longa da Raposa na Série B, após uma sequência de vários jogos em poucos dias. O torcedor, que estava vivendo uma lua de mel com a equipe de Luiz Felipe Scolari teve que aguentar a ansiedade, mas, certamente, todos os apaixonados pelo manto celeste entenderam a importância desta folga. Além da recuperação de lesionados, o tempo fora dos campos foi importante para os atletas descansarem e para Felipão implementar a sua filosofia.

O Cruzeiro enfrenta o Figueirense nesta sexta, 20, às 21:30, no Mineirão, em jogo válido pela 22ª rodada do Brasileirão Série B. No 1º turno, as duas equipes duelaram no Orlando Scarpelli e a Raposa venceu por 1 a 0, golaço de Maurício, após um bate rebate confuso. O meio-campista, artilheiro do Cruzeiro na temporada, já deixou a equipe mineira.

Os adversários têm uma questão semelhante: ambos desejam deixar as posições próximas à zona do rebaixamento, porém a grande diferença entre o time mineiro e o catarinense é o atual momento. O Cruzeiro está em 15º, com 24 pontos e está invicto nas últimas sete rodadas – são três vitórias e quatro empates. Já o Figueirense está em 18º, cinco pontos atrás do Cruzeiro e vive um momento muito ruim: nas últimas nove partidas, o Figueira venceu apenas uma e vem de três derrotas consecutivas.

Outro ponto que chama a atenção é o desempenho como mandante e visitante das duas equipes. O dono da casa, o Cruzeiro, é o 5º pior mandante e, como analisado pelo blog, necessita urgentemente de melhorar estes números. Já o Figueirense fez apenas oito pontos em 11 jogos fora de casa. Uma grande oportunidade para o Cruzeiro.

O retrospecto é favorável para o Cruzeiro. Foram disputadas 28 partidas entre as equipes e o Cruzeiro saiu vencedor em 14 oportunidades, ou seja, 50%. O Figueirense venceu oito vezes e houve empate em seis partidas. Como mandante, a Raposa venceu seis dos onze jogos. A última derrota em casa para a equipe catarinense aconteceu em 2011.

Mesmo após o empate por 3 a 3 com o Guarani, no Mineirão – onde a defesa esteve muito perdida – o time comandado por Luiz Felipe Scolari vem com confiança. Com o pentacampeão na área técnica, o Cruzeiro venceu três e empatou duas, em cinco partidas. A equipe, que não perde há mais de 40 dias, deseja se distanciar do Z-4, ao mesmo tempo que se aproxima do G-4. A diferença para o grupo de acesso é 13 pontos e para a zona do rebaixamento é só 4, faltando 17 partidas. Vencer é a única opção.

Para isso, o Cruzeiro deve ter reforço em campo. Rafael Sóbis chegou, treinou, foi inscrito no BID e estará à disposição de Felipão para reestrear com a camisa cruzeirense, já que ele estava atuando pelo Ceará e, por isso, tem ritmo de jogo. Com o manto do Cruzeiro, Sobis marcou 28 vezes e deseja marcar logo na estreia.

E as novidades cruzeirenses são todas na parte ofensiva. Marcelo Moreno estava com a Seleção Boliviana – onde ele marcou nas duas partidas e se tornou o maior artilheiro da história – e retornou. Com isso, Sassá deve ficar no banco, já que desde de que retornou, ele não balançou as redes. Zé Eduardo, que poderia ser um dos concorrentes, esteve próximo de voltar para o América-RN. Mas um imbróglio na negociação fez com que o atleta, que atuou apenas por 12 minutos, na partida contra o Oeste, retornasse à Toca da Raposa e iniciasse treinamentos separados.

Em meio a tantas notícias para o cruzeirense, uma é muito positiva: Arthur Caíke está de volta. O atacante havia se lesionado na partida frente ao Náutico, no dia 25 de outubro, e estava no DM. Ele é uma opção para a posição de William Pottker, que está suspenso após ser expulso de forma equivocada na partida contra o Guarani. Por fim, Marquinhos Gabriel também não estará disponível, pois ele deve rescindir o contrato com o Cruzeiro.

O restante do time deve ser o mesmo. Matheus Pereira retornou aos treinos, mas ainda existe uma cautela sobre a utilização do bom lateral. O contestado Patrick Brey deve seguir como titular. A dúvida maior da escalação é na posição de Sóbis, que pode jogar na função do Moreno, Régis ou até mesmo na esquerda, onde Pottker ou Arthur Caíke atuam.

Provável escalação: Fábio; Raúl Cáceres, Manoel, Cacá e Patrick Brey; Ramon, Jadsom Silva e Régis; Airton, Rafael Sobis (Arthur Caíke) e Marcelo Moreno

Sobre o adversário

A equipe catarinense está afundada em uma grande crise. São apenas 19 pontos e um desempenho pífio. Três derrotas nos últimos três jogos acarretaram a demissão do treinador Elano, ex-jogador do Santos e da Seleção Brasileira. Jorginho, técnico que dirigu o Juventus-SC, foi o escolhido e terá a árdua missão de salvar o Figueirense do provável rebaixamento, que bateu na porta em 2019.

Para exemplificar a fase terrível do Figueirense, o time tem o terceiro pior ataque da competição, com apenas 13 gols em 21 jogos. Com Elano no comando, a equipe venceu somente três vezes em 17 jogos, tendo aproveitamento de 29% dos pontos. Os “torcedores”, que estão tristes por esta situação, resolveram se manifestar, mas usaram um método muito errado. A invasão de um grupo de fanáticos, com rojões e ameaças foi muito errado e resultou pavor nos jogadores e funcionários. A falta de humanidade dos “torcedores” não mudou nada na parte esportiva.

Até na escalação o Figueirense vive uma fase difícil. Para esta partida contra o Cruzeiro, Jorginho terá uma grande dor de cabeça. O estreante da noite escalará uma equipe com 12 desfalques entregues ao Departamento Médico. A parte boa é que os reforços Thiaguinho e Renan Luis poderão estrear e Marquinho, ex-meia do Fluminense, retornou ao time, possibilitando melhores opções para Jorginho.

Provável escalação: Rodolfo Castro; Thiaguinho, Alemão, Vitor Mendes, Sanchez; Patrick, Matheus Neris, Dudu, Marquinho; Bruno Michel, Diego Gonçalves.

Cruzeiro x Figueirense
22ª rodada do Brasileirão Série B
20/11/2020, 21:30 horas, Mineirão
Transmissão: SporTV (menos MG), Premiere.
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Assistentes: Jucimar dos Santos Dias (BA) e José Carlos Oliveira dos Santos (BA)

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