Airton mais Felipão: a solução cruzeirense! O ponta marca novamente e o Cruzeiro vence o Botafogo-SP por 1 a 0

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São quatro jogos sob o comando de Luiz Felipe Scolari – três vitórias e um empate . Também são quatro partidas com participações cruciais de Airton – três gols e uma assistência. A combinação entre Felipão e Airton já tirou o Cruzeiro do sufoco e o cruzeirense espera que esta dupla continue dando resultado.

O Cruzeiro derrotou o Botafogo-SP nesta sexta, 06, no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto e, desta forma, venceu a equipe paulista fora e dentro de casa nesta Série B. O gol foi marcado por Airton, em boa assistência de Raúl Cáceres.

Com o resultado, o Cruzeiro se distanciou do Z-4 e pretende não voltar mais a esta amarga disputa. A vitória deixou a Raposa na 13ª posição, com 23 pontos, porém pode ser ultrapassado por três adversários – Operário, Brasil de Pelotas e Vitória- que jogam neste final de semana. Já o Botafogo-SP segue em 19º e vê a distância para sair da zona do rebaixamento abrir ainda mais.

A partida não foi tão boa, porém o que importa é o sexto jogo consecutivo sem perder, a melhor marca da equipe dentro da Série B. A confiança é importantíssima para esta sequência perdurar nas próximas 18 rodadas e, se isso acontecer, o Cruzeiro estará na briga para voltar à elite do futebol brasileiro. 

Mais uma vez, Felipão saiu de campo sorrindo para Airton. Os dois são os grandes responsáveis pelo atual momento e ambos, certamente, desejam que o restante do elenco se contagie. Patrick Brey e Raúl Cáceres chamaram a atenção mais uma vez e passaram confiança tanto ofensivamente quanto defensivamente. 

William Pottker, estreante da noite, não conseguiu se destacar e não encaixou o estilo de jogo com o ataque cruzeirense. Obviamente ainda é cedo para cobrar boas atuações do atacante, porém a falta de repertório da parte ofensiva cruzeirense segue sendo o problema. Nesta noite, foram apenas três finalizações certas e o gol de Airton contou com uma grande colaboração do goleiro Darley.

A ausência de Régis fez com que Felipão jogasse sem um meia criativo e ele até optou por mudar a formação durante a partida, porém não conseguiu encontrar o substituto e sentiu falta do seu camisa 10, que mesmo nas atuações mais fracas tenta articular pelo centro. 

O jogo

Já na escalação, Felipão deixou claro que entraria com uma formação diferente. Com Machado em campo, o Cruzeiro não teria um camisa 10 clássico – Régis estava suspenso – e o treinador cruzeirense optou por colocar o time em um 4-3-3 ao invés do tradicional 4-2-3-1. Ramon foi escalado como 1º volante e lado a lado na criação havia Jadsom Silva, pela direita, e Machado, pela esquerda. 

Foi um primeiro tempo muito fraco. Mesmo com 63% de posse de bola, o Cruzeiro finalizou apenas uma vez no alvo e a partida ficou bem morna. O Botafogo-SP, como de costume, foi pouco agressivo e mostrou um baixo repertório ofensivo. As únicas saídas aconteciam pelo lado direito, tentando acionar Ronald, o destaque da equipe. 

A melhor – talvez única – chance clara do 1º tempo aconteceu na bola parada, jogada que o Cruzeiro tem feito vários gols e resolvido jogos. Aos 18, Airton driblou e bateu, mas a bola foi bloqueada pela defesa botafoguense. No escanteio, Machado cobrou na cabeça de Marcelo Moreno, que testou firme. Darley fez uma grande defesa e evitou o gol cruzeirense, na única vez que o goleiro do Pantera sujou o uniforme nos 45 minutos iniciais. 

O Cruzeiro dominou todas as ações, mas faltava organização. O Botafogo-SP até tentou chegar e finalizou duas vezes no gol de Fábio. Em uma destas oportunidades, no minuto 35, o Pantera construiu a sua jogada em um contra-ataque. Val, lateral-direito, teve muita liberdade – visto que Pottker não ajuda na marcação – e chegou livre na intermediária cruzeirense. Val bateu forte, Fábio assustou e “bateu roupa”, na única chegada do time paulista na primeira etapa.

Durante os 45 minutos iniciais Felipão tentou algumas inversões como a mudança de Airton com William Pottker, mas o Cruzeiro pouco criou. No intervalo, Luiz Felipe Scolari já mudou a sua escolha inicial. O técnico tirou Machado e colocou Claudinho, tendo assim um armador em campo e retornando ao esquema de 4-2-3-1.

Os primeiros 25 minutos do 2º tempo foram ainda piores. Os times não progrediam, não pressionavam e o jogo estava parado no meio-campo. Até que em um passe de William Pottker para Raúl Cáceres, o Cruzeiro conseguiu abrir o placar. 

O lateral-direito cruzeirense cruzou na cabeça de Airton que, mesmo com seus modestos 1,78, fez mais um gol de cabeça. O ponta cabeceou no canto direito do goleiro Darley, que falhou ao tentar fazer a defesa simples. Airton, que não tem nada a ver com isso, comemorou muito o seu 3º gol consecutivo, sendo o 2º de cabeça. 1 a 0 no placar para a Raposa, que tranquilizou e conseguiu administrar o resultado.

Como toda a partida, os 20 minutos após o gol de Airton foram sem grandes emoções. Mesmo precisando do empate, o Botafogo-SP não conseguiu criar boas oportunidades. A melhor foi em uma bola cruzada que Wellington Tanque fez um bom pivô para Matheus Anjos. O camisa 10, que veio do banco, estava na meia-lua e bateu forte. A bola passou perto do gol. 

Fim de jogo e 1 a 0 no placar para a Raposa. Não foi a melhor a atuação, todavia, na atual situação, o que importa mais são os três pontos e a retomada da confiança. Uma sequência positiva pode animar o Cruzeiro, que tem a obrigação de lutar na parte de cima da tabela.

O trabalho de Felipão ainda tem muito a melhorar e a qualidade do futebol apresentado tende a evoluir, no entanto a distância de três pontos para o Z-4 nesta noite de sexta proporciona um final de semana feliz ao cruzeirense. 

O Cruzeiro volta a campo na próxima segunda-feira, 09, às 20 horas, no Mineirão, contra o Guarani.

Números da partida
Operário x Cruzeiro

44% Posse de bola 56%
13 Finalizações 10
5 Finalizações no gol 3
3 Escanteios 4
2 Impedimentos 1
11 Faltas 17
0 Grandes chances 0
0 Grandes chances perdidas 0
294Passes 367
220(75%) Passes certos 279(76%)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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