Finalmente, os três pontos! Com Felipão, Cruzeiro retoma o caminho das vitórias e bate o Operário por 1 a 0

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Não foi a melhor atuação, mas, tendo em vista o momento tão conturbado, foi um resultado importantíssimo para a sequência. Além dos três pontos, o Cruzeiro leva de Ponta Grossa-PR a retomada da confiança, o fim do jejum de gols dos atacantes e a segurança no novo treinador. Felipão estreou e, como grande vitorioso que é, venceu.

O Cruzeiro derrotou o Operário por 1 a 0 na noite desta terça-feira, 20, no Estádio Germano Kruger, em Ponta Grossa-PR. O gol foi marcado por Arthur Caíke, aos 38 da 2ª etapa, em excelente assistência de Airton, que foi reserva pela 1ª vez na Série B.

Mesmo com o triunfo, o Cruzeiro segue na zona do rebaixamento. A equipe mineira deixou a incômoda vice-lanterna e agora está na 17ª posição, um ponto atrás do 16º, o Guarani. Vale ressaltar que o Cruzeiro, neste momento, tem um jogo a mais que boa parte dos seus adversários. Já o Operário perdeu uma posição e agora está em 10º, com os mesmos 22 pontos do início da rodada.

O desempenho foi bem aquém das atuações esperadas da camisa azul celeste. Em boa parte do duelo, o jogo estava morno, as equipes não se aproximavam do gol e o empate aparentava ser o resultado mais justo. No entanto, o Cruzeiro aproveitou a brecha da zaga e levou três pontos cruciais para casa.

Que Felipão terá muito trabalho, todos sabem, inclusive o próprio treinador. Ele deverá aproveitar os treinos para capacitar os jogadores e as partidas para os observar. Com certeza, Luiz Felipe Scolari anotou alguns pontos importantes desta vitória, que aconteceu devido a boa jogada de Airton, a finalização firme de Arthur Caíke e a defesa milagrosa de Fábio, nos acréscimos.

Como ponto positivo da atuação do Cruzeiro, pode ser destacado a defesa, que mesmo sendo pouco exigida, cedeu poucos espaços e conseguiu deixar a bola constantemente com o ataque. O Operário teve uma chance claríssima, a qual Fábio fez um milagre com o peito e definiu a vitória cruzeirense.

Mais uma vez, o ponto negativo foi a saída de bola. O Cruzeiro não conseguiu fazer uma transição rápida e a ligação direta foi (mal) executada em diversos momentos na partida. Por causa da falta de criação, Marcelo Moreno não participou de nenhuma jogada e, novamente, o centroavante do Cruzeiro ficou nulo em campo.

O jogo

Na sua estreia, Felipão optou por uma formação ofensiva mais experiente. Marcelo Moreno, Marquinhos Gabriel e Arthur Caíke ganharam a vaga de Sassá, Maurício e Airton, respectivamente. Ao lado de Jadsom Silva, na dupla de volantes, o experiente treinador optou pela juventude de Adriano, que fez a sua 3ª partida nesta Série B.

O 1º tempo foi bem morno. Aos 7 minutos foi possível visualizar uma boa trama coletiva, pela esquerda – semelhantes àquelas que resultaram em gols contra a Ponte Preta, a melhor exibição da Raposa na Série B – com Matheus Pereira, Arthur Caíke, Régis e Jadsom, tentando se aproximar e triangular, porém a jogada não resultou em algo positivo.

No minuto 15, o Cruzeiro teve a grande oportunidade da 1ª etapa. Régis deu uma linda cavadinha, encontrando Arthur Caíke na grande área. O camisa 7 armou o chute, mas foi muito bem travado por Ricardo Silva. O zagueiro do Operário travou e impediu que o atacante cruzeirense batesse.

Na 1ª metade houve apenas cinco finalizações e nenhuma no alvo. Uma jogada que mostrou habilidade aconteceu aos 36, quando Marquinhos Gabriel trouxe da direita para o meio, rabiscou e cruzou rasteiro. Ricardo Silva tirou e devolveu para o camisa 17, que novamente tentou cruzar. De novo, o camisa 4 da equipe paranaense cortou, mas desta vez de peito.

Os 45 minutos finais começaram da mesma forma. Os times estavam desligados e sem grandes pretensões em campo. O Operário até acertou o alvo primeiro, aos 14, com Marcelo, no entanto Fábio encaixou tranquilamente.

Entre os minutos 19 e 23, o Cruzeiro teve um pouco de lucidez e obrigou o goleiro Thiago Braga a fazer duas boas defesas. Primeiramente, Marquinhos Gabriel bateu falta sofrida por Régis e assustou os torcedores do Operário. O camisa 17 finalizou no canto do goleiro, com muita força, e fez com que o arqueiro fizesse uma bela defesa.

Quatro minutos depois, Jadsom cruzou da esquerda para a área e encontrou Arthur Caíke. O camisa 7 cabeceou firme, mas Thiago Braga salvou a equipe paranaense com uma bela defesa.

Felipão tentou mexer no Cruzeiro. Airton e Maurício entraram no lugar de Régis e Marquinhos Gabriel, entretanto não surtiu efeito imediato. A equipe mineira continuou com a passividade rotineira e aparentava que seria mais um empate.

Aos 36, o Operário desperdiçou a grande chance da partida, até então. Marcelo, camisa 10 do Fantasma, bateu falta na área e Bonfim chegou batendo. Livre de marcação, o zagueiro conseguiu a façanha de isolar e perdeu a chance.

Neste momento vem aquele velho ditado: quem não faz, leva. E levou. Dois minutos depois, aos 38, Airton trouxe em velocidade e, mesmo de cabeça baixa, inverteu a jogada para a esquerda. Neste passe, ele encontrou Arthur Caíke completamente livre, que bateu forte com a perna direita, a bola desviou e o camisa 7 marcou o gol da vitória cruzeirense.

Com a desvantagem no placar, o Operário forçou as bolas cruzadas, única jogada do limitado time paranaense. Em bola rebatida após escanteio, Douglas Coutinho recebeu livre, dentro da área, e chutou torto. A bola encontrou o pé de Bonfim, que empurrou para o gol e viu Fábio fazer uma grande defesa. O ídolo salvou a equipe (mais uma vez).

Fim de jogo e alívio. Após 20 dias e quatro jogos, o Cruzeiro voltou ao caminho das vitórias. O último triunfo cruzeirense fora de casa havia sido em 16/08, dois meses atrás, contra o Figueirense, em jogo válido pela 3ª rodada da Série B, ou seja, 14 rodadas depois a Raposa voltou a vencer longe de Belo Horizonte.

Outro ponto importante é a retomada da confiança do ataque. Mesmo finalizando pouco e mal – foram 11 finalizações e só três no alvo – o gol de Arthur Caíke pode tirar o peso da parte ofensiva cruzeirense, setor que Felipão terá que treinar bastante.

Enfim, os três pontos. Enfim, um respiro. Ainda dentro do Z-4, o Cruzeiro segue necessitando de mudanças, mas a postura nos últimos dias já proporciona uma expectativa aos torcedores, que imploram por uma recuperação.

O Cruzeiro volta a campo no próximo domingo, 25, às 16 horas, contra o Náutico, no Estádio dos Aflitos.

Números da partida
Operário x Cruzeiro

44% Posse de bola 56%
9 Finalizações 11
3 Finalizações no gol 3
5 Escanteios 7
3 Impedimentos 1
14 Faltas 25
3 Grandes chances 0
3 Grandes chances perdidas 0
336 Passes 429
248(74%) Passes certos 348(81%)
Fonte: SofaScore.com

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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