Os goleiros salvam, Cruzeiro empata sem gols e não sai da vice-lanterna

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Foi a noite dos goleiros. De um lado o ídolo cruzeirense Fábio. Do outro, Marcelo Carné. Ambos salvaram as suas equipes e impediram um placar com gols. Fábio defendeu um pênalti no início da partida e Marcelo Carné fez duas grandes defesas, em duas cabeçadas com muita força. 

Cruzeiro e Juventude empataram por 0 a 0 nesta sexta, 16, no Mineirão, 2º placar sem gols consecutivo da equipe mineira. Este empate também marcou o 6º tropeço da Raposa no Mineirão em 9 jogos disputados, um aproveitamento ruim dentro do Gigante da Pampulha na Série B. 

Com o empate, o Cruzeiro permaneceu na 19ª posição, com 13 pontos, dois atrás de sair do Z-4 e 14 tentos de distância da Ponte Preta, 1ª equipe no G-4, grande objetivo do Cruzeiro na temporada. Já o Juventude, que também almeja o acesso à Série A, ficou na 5ª posição, com 24 pontos, três atrás da Ponte Preta. 

A atuação cruzeirense foi decepcionante na 1ª etapa, com nenhum chute no alvo e nem lampejos de criatividade, porém os 45 minutos finais deram uma animada na torcida cruzeirense. Régis comandou a mudança de postura no início do 2º tempo, mas foi erroneamente substituído, pois merecia mais tempo em campo para seguir sendo o organizador.

As expectativas dos cruzeirenses passam pelas boas oportunidades da 2ª etapa. Foram 4 chances que poderiam resultar em gols, mas a pontaria estava falha. Foram 21 finalizações – 2º jogo que o Cruzeiro mais finalizou na Série B – porém só três arremates foram em direção do gol. Nestas três bolas, o goleiro Marcelo Carné estava atento e salvou o Juventude. 

Felipão terá trabalho. Isto é óbvio e ele está consciente disso. Fábio fez uma grande defesa no pênalti cobrado por Renato Cajá e mostrou o porquê da idolatria da torcida. Daniel Guedes fez um bom jogo e se credencia à titularidade, mesmo com uma possível volta de Raúl Cáceres.

O ponto negativo, além da substituição equivocada envolvendo Régis, foi a dupla de volantes. Ramon e Jadsom até fizeram uma boa partida defensivamente, todavia complicaram a saída de bola.

O jogo

O 1º tempo foi muito ruim. As duas equipes sofreram com o campo encharcado – devido a forte chuva em Belo Horizonte – e não conseguiram entregar um bom futebol. A única boa chegada foi da equipe gaúcha, logo no minuto 6.

Renato Cajá bateu uma falta pela direita, a bola foi desviada e bateu no braço de Rafael Luiz. O lateral-direito cruzeirense estava com o braço bem alto e, com um grande atraso, o árbitro marcou penalidade máxima. Renato Cajá, o camisa 10, bateu com a perna esquerda e Fábio defendeu, no seu canto direito. A bola foi devagar e o histórico arqueiro do Cruzeiro salvou o possível gol do Juventude.

O restante da 1ª etapa foi de muitos toques de lado e nenhuma criação clara. O Cruzeiro não acertou o gol de Marcelo Carné e saiu de campo devendo futebol. A saída de jogo sentiu falta de Machado, já que o Cruzeiro só saía quando Régis ou Maurício voltava e buscava a bola.

Houve diversas paralisações na 1ª parte por causa do número alto de faltas, inclusive Daniel Guedes levou o 3º cartão amarelo e desfalcará o Cruzeiro na estreia de Felipão, contra o Operário, na próxima terça-feira, 20. 

O Cruzeiro voltou para a 2ª etapa sem modificações, mas a 1ª finalização perigosa saiu logo no início dos 45 minutos finais. 

Aos 7, Régis armou pelo meio e tocou em Airton. O ponta, que atuou mais pela esquerda neste jogo, devolveu para o camisa 10. Régis driblou, trouxe para a direita e bateu. A bola desviou em um defensor, matou o goleiro, porém Eltinho, lateral esquerdo do Juventude, deu uma “puxeta” e salvou o time gaúcho. 

A equipe mineira empolgou e a mudança de postura passou pelos pés de Régis. O camisa 10 recebeu de Airton na meia-lua, deu um chapéu no adversário e pegou a bola sem deixar ela cair. Seria um golaço, mas Régis pegou de canela e isolou.

Mesmo com o camisa 10 sendo destaque, o técnico interino Célio Lúcio resolveu o substituir. Moreno e Welinton substituíram Régis e Sassá – destaque negativo da partida, com nenhuma finalização. 

Já na 1ª jogada de Marcelo Moreno, aos 22 minutos, o camisa 9 cruzeirense quase abriu o placar. Em escanteio cobrado por Maurício, pela esquerda, Moreno subiu e testou firme. A cabeçada do boliviano obrigou Marcelo Carné a fazer grande defesa e salvar o Juventude.

E o goleiro da equipe gaúcha estava inspirado. Cinco minutos depois, em novo escanteio, agora pela direita, Daniel Guedes cruzou bem, Ramon cabeceou muito forte e Marcelo Carné fez uma defesa inacreditável. 

Os minutos finais ficaram marcados pelo nervosismo cruzeirense, por necessitar do gol, e pela postura defensiva do Juventude, que fez uma exibição muito ruim, obviamente sentindo falta do seu artilheiro Breno Lopes, que estava suspenso.

Claudinho e Welinton, dois atletas que vieram do banco, ainda protagonizaram o último lance, o qual quase arrancou o grito de gol do torcedor. Welinton fez grande jogada na ponta direita e tocou para trás. Claudinho bateu de primeira e a bola “tirou tinta da trave”.

Mais um tropeço em casa e uma pontaria decepcionante. Porém, há uma luz no final do túnel e Felipão está trazendo esta esperança. O treinador se encontrará com a equipe na segunda-feira e iniciará sua 2ª passagem pela Raposa.

Ele terá que promover mudanças. O desempenho deve melhorar e a rede adversária deve voltar a balançar. São quatro jogos consecutivos sem vencer e dois sem marcar. Felipão terá trabalho e precisa contar com a vontade e a disposição dos atletas. Ainda há chance, Cruzeiro!

O Cruzeiro volta a campo na próxima terça, 20, às 21:30, contra o Operário, em Ponta Grossa. 

Números da partida
Cruzeiro        Juventude
55% Posse de bola 45%
21 Finalizações 10
3 Finalizações no gol 5
7 Escanteios 5
0 Impedimentos 1
17 Faltas 14
2 Grande chances 2
2 Grandes chances perdidas 2
488 Passes 399
427(88%) Passes certos 324(81%)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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